domingo, 17 de abril de 2011

Uma forma diferente de lidar com resíduos

Publicado originalmente em cidadessustentaveis.org.br

Um sensor instalado percebe quando a lixeira está cheia, e o sistema de tubos cria um vácuo que suga os resíduos, transportando-os para o local de coleta. Existem sistemas para residências, prédios comerciais e áreas públicas.

Descrição breve do projeto

O sistema Envac de coleta de resíduos apresenta uma alternativa ao método tradicional de coleta de resíduos. As lixeiras são conectadas a um sistema de tubos, ligados a uma área de coleta, em geral na periferia de onde o sistema está instalado. Um sensor instalado percebe quando a lixeira está cheia e o sistema de tubos cria um vácuo que suga os resíduos, transportando-os para o local de coleta. Existem sistemas para residências, prédios comerciais e áreas públicas.

Metodologia

- Pontos de Coleta: Os sacos de resíduos são depositados, a qualquer momento do dia, em coletores instalados nas vias e/ou nos edifícios.

- Rede de Transporte Subterrânea: Os sacos são transportados por sucção e conduzidos por uma rede de tubulações subterrâneas até a central de coleta de resíduos a uma velocidade entre 60 e 80 km/h.

- Central de Coleta: Localizada nos arredores da área de coleta dos resíduos, elimina consideravelmente o número de veículos coletores na região. Na central os resíduos são coletados, separados - quando projetado para esta função - e compactados em contêineres fixos, para posterior envio ao seu destino final.

Na central, o ar de transporte é separado do resíduo para ser tratado por um sistema de filtros antes de ser devolvido à atmosfera.

Objetivos

Além de facilitar a coleta e evitar o uso de mais transportes para tal finalidade (diminuindo assim a liberação de CO2), o sistema possibilita coletar e diminuir os resíduos, preservando assim a natureza e a sua não poluição.

Cronograma

• 1961: A primeira versão do atual sistema foi instalada em um hospital em Sollefteå, Suécia

• 1965: Foi criada uma versão residencial para a coeta a vácuo

• 2010: Foi ultrapassada a barreira de 600 destes sistemas instalados pelo mundo

Resultados

A coleta seletiva se torna mais fácil com o sistema, já que os diferentes tipos de resíduos não são misturados durante a coleta, como acontece no método tradicional. As áreas de coleta possibilitam uma diminuição do número de caminhões de lixo circulando, já que há um uso mais racional do espaço. Ao invés dos resíduos serem simplesmente colocados na calçada, na frente de cada prédio, o caminhão de coleta se dirige somente à área onde ficam acumulados os sacos de lixo. Conseqüentemente acontece também uma diminuição na poluição sonora e ambiental que a coleta causa. Há uma redução de 30% a 40% no custo de coleta. Em Estocolmo na Suécia, já foi implementado nos seguintes lugares:

- Södra station (2800 residências)

- Norra Hammarbyhamnen (2050 residências)

- Essinge Udde (900 residências)

- Hammarby Sjöstad (2400 residências)

Instituições envolvidas
Grupo Envac
Fontes:
http://2020cities.blogspot.com/2010/02/waste-collection-as-unlikely-attraction.html
http://www.envac.ae/web/Kuala_Lumpur_International_Airport_1.aspx
http://www.envacgroup.com/web/Start.aspx
 

Willis Tower (antigo Sears) gerará energia com sol

Maior prédio dos EUA gera sua energia

O arranha-céu mais alto das Américas, a Willis Tower, de Chicago, com 527 metros de altura, logo estará gerando sua própria energia. No edifício, que já foi conhecido como Sears Tower, estão sendo instaladas unidades de vidro fotovoltaico de alta densidade de energia (PGVUs), que vão substituir as janelas da face sul do 56º andar. Eles preservarão a luz do dia e a vista, enquanto geram energia e reduzem os ganhos de calor. Os painéis irão produzir a mesma quantidade de energia que de painéis solares convencionais.

Os novos painéis são um híbrido que coloca células solares monocristalinas de silício horizontalmente, entre duas camadas de vidro. Um prisma interno de plástico dirige a luz do sol para o lugar correto no painel e permite que a luz difusa do dia e a luz horizontal penetrem no edicífio. A empresa fabricante, Pythagoras Solar, afirma que suas janelas solares irão gerar a mesma energia que células solares tradicionais de telhados, e ao mesmo tempo diminuir o calor dentro do edifício. Isto vai levar a maior eficiência, com menor uso de ar condicionado. Dependendo do resultado, o projeto poderá se expandir, transformando a Willis Tower em uma usina solar de 2 MW, informa o Alt-Energy.

Foto: Steven Vance / Creative Commons

 

Arquiteto inglês constrói casa passiva certificada no Reino Unido

Publicado em CicloVivo.com.br, a partir de Inhabitat.com
Localizada na Inglaterra, a casa de 278m2 recebeu certificado de desempenho energético. (Imagem:inhabitat)

O arquiteto inglês Rochard Hawke é o responsável pelo projeto da primeira casa passiva certificada no Reino Unido. A característica mais notável da construção é o teto parabólico com 20 metros de altura. Este tipo de telhado não requer nenhum suporte adicional e reduz a utilização de material.

A casa foi construída na zona rural de Staplehurst e possui diversas características ecologicamente corretas. O teto possui uma camada de 26 mil telhas de barro artesanal local, argamassada em conjunto para fazer uma teia de apoio. Além disso, ele também apresenta vegetação no topo. Isso ajuda a regular a temperatura do interior da casa e a sua forma arredondada reduz a área de superfície externa, proporcionando uma redução de energia. O projeto também incorporou janelas de painel-triplo para ajudar a aquecer a massa térmica interna e portas de vácuo exterior para isolamento de espuma.

O edifício utiliza o HRV (ventilador de recuperação de calor) para fornecer ar fresco. As estratégias passivas de aquecimento da casa são feitas por uma caldeira de biomassa. O restante da energia necessária para o funcionamento da casa é obtida de maneira limpa, através de uma combinação solar-elétrica. O aquecimento de água também é feito a partir do aproveitamento do calor do sol.

Os materiais usados na casa, Phase Change Materials (PCM), armazenam efetivamente o calor no inverno e regulam a temperatura no verão. As paredes são isoladas com celulose ou jornal picado e a casa é equipada com um sistema de coleta de água da chuva, para reuso interno. Outros itens que demostram a preocupação ambiental com o projeto arquitetônico são: uso de piso de vidro reciclado e esteiras de pneus reciclados no banheiro. Todas essas coisas colaboraram para que a casa de 278 metros quadrados recebesse a certificação de desempenho energético (Energy Performance Certificate – EPC).


 

sábado, 16 de abril de 2011

Vagas esgotadas para o MBA em Construções Sustentáveis em São Paulo - Turma 1

Caros,

É com grande satisfação que informo que iniciamos, com vagas esgotadas, na sexta-feira, 08/04 de 2011, a primeira turma do MBA em Construções Sustentáveis em São Paulo. A segunda turma do curso em São Paulo já tem data marcada: 05 de agosto.


O MBA em Construções Sustentáveis é um curso de especialização Lato Sensu, com 400 horas, promovido pelo INBEC e Green Building Council Brasil, com chancela da UNICID – Universidade Cidade de São Paulo e apoio da EcoBuilding. Além de São Paulo, Curitiba, Fortaleza e Maceió já têm também turmas em andamento e há novas turmas previstas para terem início ainda em 2011 em Aracajú, Brasília, Manaus e Salvador.

Com duração de 20 meses e aulas em finais de semana, o curso aborda, de forma técnica e focada, todos os principais aspectos a serem considerados no planejamento, desenvolvimento de projetos, execução, operação e manutenção de empreendimentos sustentáveis, e inclusive prevê uma disciplina específica para a preparação dos participantes para os exames de credenciamento profissional LEED GA / LEED AP, promovidos pelo USGBC / GBCI – Green Building Certification Institute.

Quero agradecer aos colegas professores e profissionais convidados que se disponibilizaram para compor o corpo docente do curso, e que, com suas experiências e elevadas qualificações, garantem ao curso ensino de qualidade, atualizado e com sentido de aplicação, para benefício não só dos profissionais pós-graduandos, bem como, indiretamente, do país como todo, que terá cada vez mais e melhor mão de obra qualificada para estimular e colaborar com o desenvolvimento sustentável do país.

Solicito aos colegas seguidores e leitores do Blog do Macêdo, caso conheçam alguém mais que acreditem que deveria saber sobre o MBA em Construções Sustentáveis, que recomendem o curso, utilizando-se do link abaixo ou mesmo dos sites do GBC Brasi ou da EcoBuilding, pelo que, desde já, agradeço.

Mais informações: http://inbec.com.br/mba_constru_sus.php
Em São Paulo: (11) 2626 9575 / 3871 1676

Fico também à disposição. Até breve.

Prof. Arq. Antonio Macêdo Filho
amacedo@ecobuilding.com.br

IPT desenvolve linha de atuação para avaliar desempenho de empreendimentos, serviços e produtos

Publicado originalmente em www.recriarcomvoce.com.br

O Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) está desenvolvendo uma linha de atuação que se tornará uma ferramenta para avaliar os aspectos de sustentabilidade de edificações residenciais e comerciais, e também de materiais e produtos no mercado de construção.


A ideia dos pesquisadores do Centro Tecnológico do Ambiente Construído (CETAC), do IPT, é consolidar critérios em uma ampla abordagem que identifique os impactos de projetos, produtos e serviços do ponto de vista de três áreas estratégicas – econômica, ambiental e social.

“Esse conceito reflete as demandas do mercado, já que muitas construtoras e fabricantes hoje buscam qualificação em abordagens sustentáveis”, afirma Fulvio Vittorino, diretor do CETAC.

A abordagem sustentável deve abranger todas as etapas de um empreendimento, contemplando projeto, execução e uso. “No caso de edificações, o custo da adoção de medidas sustentáveis varia entre 2% e 7% do dispêndio da obra”, diz Vittorino.

Pela abordagem proposta, uma edificação deve não apenas ser eficiente do ponto de vista do consumo de energia e de água, aspectos que atualmente são valorizados pelas consultorias, mas saudável e confortável para seus ocupantes.

Esse conceito está também presente no Processo AQUA (Alta Qualidade Ambiental), adaptado pela Fundação Vanzolini à realidade brasileira. Desde que esse sistema de certificação foi criado, em 2008, mais de 20 processos foram iniciados, envolvendo 150 mil metros quadrados.

“O prédio deve ser também um bom vizinho, tendo harmonia com as edificações de entorno”, afirma Fulvio. Isso requer, por exemplo, estratégia para conceber os acessos às garagens, evitando impactos que gerem mais trânsito no sistema viário. O empreendimento precisa ainda de uma boa inserção urbana, em área que seja servida por transporte coletivo, entre outros fatores.

FINANCIAMENTOS – Um das razões que impele as empresas para as abordagens sustentáveis é o setor governamental, que deverá cada vez mais exigir critérios de desempenho para a concessão de financiamentos. A linha de atuação desenvolvida no IPT ganha assim uma interlocução com o mercado.

Na Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), do governo do Estado, os critérios de sustentabilidade pouco a pouco ingressam na rotina de desenvolvimento de projetos.

A companhia já adotou, por exemplo, coletores solares em empreendimentos de caráter popular, disseminando um recurso que até então era restrito aos projetos para consumidores de alto poder aquisitivo.

A reciclagem de resíduos de construção também é uma frente de destaque na CDHU, lembra Vittorino. Um projeto de recuperação socioambiental da Serra do Mar está desmobilizando habitações localizadas no parque de Cubatão. Os moradores estão sendo removidos para habitações legalizadas e as áreas degradadas serão recuperadas. “Esse projeto contribuirá para que não existam mais demolições no conceito tradicional”, afirma.

O programa ‘Minha Casa, Minha Vida’, por sua vez, é orientado com cadernos de encargos que apresentam as diretrizes para que as moradias sejam sustentáveis, o que também acaba por proporcionar maior produtividade no canteiro de obras. Cada vez mais, a Caixa Econômica Federal terá um papel fundamental no mercado imobiliário, promovendo a disseminação desses critérios entre os segmentos da construção civil.

Há ainda as iniciativas em favor das construções sustentáveis no Sistema Nacional de Avaliação Técnica de Produtos Inovadores (SINAT), vinculado ao Ministério das Cidades. Essa frente foi criada para estimular a inovação tecnológica e orientar o mercado na escolha de produtos.

Referência:
http://www.ipt.br/noticia/313-sustentabilidade_na_construcao.htm
IPT – Instituto de Pesquisas Tecnológicas

terça-feira, 5 de abril de 2011

Como se tornar um LEED GA / LEED AP - Curso preparatório

Caros,

O mercado está buscando profissionais habilitados em lidar com o processo de certificação ambiental de edificações LEED, reflexo natural do aumento do número de empresas que estão buscando a certificação de seus empreendimentos, em todo o país.

Os exames de credenciamento LEED GA (Green Associate) / LEED AP (Accredited Professional), promovidos pelo GBCI – Green Building Certification Institute para o USGBC, identificam aqueles profissionais que efetivamente demonstram amplos conhecimentos sobre construção sustentável e a certificação LEED.

O curso "Como se tornar um LEED GA / LEED AP" visa fornecer aos profissionais todos os subsídios para se prepararem adequadamente para os exames de credenciamento e inclusive prevê a realização de um exame simulado completo, comentado. O curso é realizado pela EcoBuilding e pelo Green Building Council Brasil e, como tal, qualifica os participantes a se tornarem elegíveis para se registrarem para os exames.

São oferecidas turmas abertas ou sob demanda, em formato incompany, específicas para empresas que desejem capacitar os seus profissionais. Conheça a programação das próximas turmas abertas. (Próxima turma: 29 e 39 de abril 2011).

Mais informações em: http://www.ecobuilding.com.br/ / info@ecobuilding.com.br / (11) 2626 9575 / 3871 1676.

Fico  também à disposição para esclarecimentos.

Até breve.

Arq. Antonio Macêdo Filho
LEED Green Associate
amacedo@ecobuilding.com.br


Atualização em Julho 2016:


Caros,
Agora os interessados em se tornarem profissionais LEED Green Associate podem estudar e preparar adequadamente para o exame de credenciamento sem sair de casa. Teve início em Julho 2016 a primeira turma ONLINE do Curso Preparatório para o Exame LEED GA do Brasil.

Trata-se do mesmo curso ministrado por mim desde 2010, já realizado com sucesso em dezenas de turmas por todo o Brasil, para centenas de profissionais, completamente revisado e atualizado.

O curso é mesmo muito prático, oferece amplo material de estudos e consultas, 50 vídeo-aulas gravadas, somando mais de 16 horas de gravação, além de contar com atendimento tira-dúvidas por meio da tutoria e de exames simulados completos, comentados.

É realmente um curso completo, com tudo que você precisa saber para se preparar apropriadamente para ser aprovado na prova do LEED GA de primeira.

Para mais informações e inscrições, acesse: www.ecobuildingforum.com.br.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Cidades compactas para o futuro

Da Redação da Revista Vida Simples - 12/2010

A pesquisa “Stress That Doesn't Pay: The Commuting Paradox” (Stress que Não se Paga: o Paradoxo das Viagens para o Trabalho, em português), dos pesquisadores Alois Stutzer e Bruno Frey, da Universidade de Zurique, na Suiça, demonstra que quanto mais tempo as pessoas gastam no trajeto ao emprego, menor é seu bem-estar. Isso demonstra que a ideia de cidade compacta é uma proposta cada vez mais presente.

Se para o personagem Brás Cubas, do romance Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, a felicidade era um par de botas, para quem mora nas grandes metrópoles de hoje ela pode ser algo tão simples como morar perto do trabalho. Estudos mostram que o tempo gasto para chegar ao trabalho é estressante e uma das maiores causas de infelicidade dos dias de hoje. Uma pesquisa chamada Stress That Doesn’t Pay: The Commuting Paradox (“Stress eu não se paga: o paradoxo das viagens para o trabalho”), dos pesquisadores Alois Stutzer e Bruno Frey, da Universidade de Zurique, na Suíça, mostram que quanto mais tempo as pessoas gastam no trajeto ao emprego, menor é seu bem-estar.

A ideia de morar em uma casa grande em um subúrbio afastado da cidade pode parecer tentadora, mas, na prática, é pouco sustentável (muito gasto de combustível, trânsito) e não ajuda ninguém a ficar bem. Isso porque nos acostumamos rápido com a paisagem do ambiente em que moramos, o que faz com os benefícios logo deixem de ser valorizados. Em compensação, o stress de pegar trânsito todo dia e gastar horas para chegar ao escritório nunca passa.

O impacto das smart grids nas cidades

Por Samantha Lima, para Exame - 23/03/2011

O mundo rico começa a descobrir as smart grids, redes elétricas inteligentes por meio das quais o consumidor pode gerar sua própria energia e vendê-la no Mercado – a novidade também vai chegar aqui

Seremos todos geradores: no futuro, com externos, até prédios residenciais vão produzir energia

Imagine-se em 2020. Você chega em casa, depois do trabalho, e vai direto para a cozinha conferir, em um medidor digital, se o consumo de energia elétrica está dentro da meta diária que você mesmo traçou. A luz verde indica que sim. O aparelho também revela que, naquele momento, o preço do quilowatt-hora está no pico. Você, então, manda sua filha desligar a prancha de cabelo e seu filho sair do videogame. A boa notícia é que você gerou tanta energia elétrica a partir do sol — graças ao painel fotovoltaico instalado no telhado — que neste mês sua conta de luz vai ficar ainda mais barata. É possível que, no próximo verão, você gere mais energia do que consome e, assim, venda o excedente. Você vai, então, dormir feliz — não sem antes programar o aparelho de ar-condicionado e a lavadora de roupas para ligar durante a madrugada, quando o preço da energia é menor. Toda essa inovação começa a fazer parte do planejamento do sistema elétrico brasileiro — e se baseia em um conceito batizado de smart grids (redes inteligentes, em inglês). "Nos próximos dez anos, nossa rede elétrica vai sair da pré-história", diz André Pepitone, diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).

"Será uma revolução comparável ao surgimento do celular na telefonia." A tecnologia dará ao consumidor o poder de decidir como e quando consumir energia — e até gerá-la, a partir do vento, da luz solar ou de gás natural. As empresas que operam o sistema, por sua vez, serão capazes de identificar problemas em tempo real, sem ter de esperar o chamado do cliente. Quando uma árvore cair sobre a fiação da rua, o fluxo de eletricidade interrompido será remanejado a distância pela distribuidora para outras linhas antes que técnicos cheguem ao local. "As smart grids permitirão que o fornecimento de energia seja mais eficiente, moderno, seguro e sustentável", diz o consultor Eduardo Bernini, sócio da Tempo Giusto Consultoria e ex-presidente da AES Eletropaulo.

As novas redes demandarão investimentos de, pelo menos, 15 bilhões de reais — basicamente aplicados na substituição, em todo o país, dos decrépitos medidores analógicos pelos modelos digitais, na instalação de sensores na rede e na modernização dos centros de controle das concessionárias. "As redes inteligentes vão solucionar boa parte dos problemas de energia elétrica nas cidades", diz Guilherme Mendonça, diretor de automação da Siemens do Brasil.

Até lá, as cidades brasileiras conviverão com redes que demonstram operar no limite, incapazes de sustentar o aumento do consumo de energia — estimado em 5% ao ano até 2020. Os problemas se tornaram recorrentes principalmente nas linhas de transmissão que trazem energia das hidrelétricas.

Em fevereiro, a pane numa subestação sobrecarregada da estatal CTEEP deixou sem luz 2,5 milhões de clientes na Grande São Paulo. Dias antes, uma falha da estatal Chesf já havia deixado 14 milhões de consumidores na Região Nordeste às escuras. A indústria local estimou perdas de 100 milhões de reais com o apagão.

No episódio mais ruidoso, a falha em uma linha de Furnas deixou 18 estados sem luz em 2009. A duração dos cortes de luz aumentou nos últimos dez anos. Em 2000, cada brasileiro passava, em média, 17 horas às escuras. Em 2010, foram 20 horas por ano. "Na geração, não faltará energia para o país crescer", diz Nelson Hubner, presidente da Aneel. "Na distribuição, a qualidade não acompanhou, e estamos cobrando melhorias das empresas." Em todo o mundo, as smart grids são impulsionadas por razões diversas — inclusive a preocupação em produzir energia mais limpa. Na Alemanha, para reduzir a dependência do gás vindo da Rússia, o governo financia a compra de geradores eólicos. Nos Estados Unidos, as empresas querem cortar gastos com pessoal — já que, com a nova tecnologia, parte dos reparos pode ser feita a distância.


No Brasil, a concessionária fluminense Light aposta na nova rede para detectar em tempo real as tentativas de furto de energia — mal que drena 15% da energia fornecida. "Queremos também reduzir o consumo no horário de pico e aumentar a confiança do sistema", diz Pepitone, da Aneel. A agência estima que a rede inteligente permitiria ao país diminuir em até 10% o consumo de energia. Assim como lá fora, a expectativa é que o consumidor brasileiro sinta-se incentivado a produzir a própria energia. "Esse é um caminho para aliviar o sistema e reduzir a incidência de problemas", diz Adriano Pires, sócio do Centro Brasileiro de Infraestrutura.

Além de investimentos, a instalação das redes inteligentes requer a revisão da lei atual. Será necessário permitir que o preço do quilowatt-hora para o consumidor residencial varie ao longo do dia, de acordo com a demanda e com a oferta de energia. "Ao optar pela energia mais barata, o cliente ajudará o país a consumir menos", afirma Jerson Kelman, presidente da Light. Outra mudança em estudo permitirá que a energia produzida em casa, com geradores eólicos, solares ou gás natural, seja vendida pelo cidadão.

A Cemig e sua controlada Light iniciarão testes com medidores digitais neste semestre, com 3 000 clientes da cidade mineira de Sete Lagoas e de uma das 16 favelas pacificadas no Rio de Janeiro. O investimento no projeto é de 65 milhões de reais. As mudanças estão a caminho. Mas, até a idade da luz moderna, o país ainda enfrentará muitos anos nas trevas.

Veja também: Usina dentro de casa

Como seria o bairro ideal

Por Rafael Tonon, para a Revista Vida Simples - 12/2010

Para imaginar como ele seria, selecionamos projetos e ideias sustentáveis implantadas em cidades do mundo todo e colocamos tudo em volta do mesmo quarteirão. Com horta comunitária, baixa emissão de gases, produção de energia limpa e comércio local, seria o metro quadrado mais acolhedor da cidade.

• Em Bundanoon, Austrália, as garrafas de água descartáveis foram abolidas, já que no país o consumo anual é de 600 milhões de litros - o que gera cerca de 60 mil toneladas de emissões de CO2. Todas as ruas foram abastecidas com bebedouros com água filtrada, onde é possível beber e encher garrafões para usar em casa. Toda a água da chuva que cai sobre a fonte da praça Potsdamer Platz, em Berlim, é colhida e utilizada na irrigação de plantas e hortas, além de ser usada para limpar os vasos sanitários e na extinção de incêndios das construções da região, em um projeto que alia um espaço público ao planejamento urbano sustentável.

• Na cidade de Daca, em Bangladesh, todos os resíduos sólidos orgânicos são separados e então utilizados para compostagem, que depois é vendida para empresas de fertilizantes. Com isso, foi possível reduzir 1270 toneladas de CO2 em um ano (evitando a queima desses resíduos). Em Santana do Par¬naíba, uma cooperativa de reciclagem criou projeto que visa a coleta seletiva por meio de conscientização da população. Todo o lixo da comunidade é reciclado, o que gera emprego a 69 catadores.

• A cidade de Copenhague possui 340 km de ciclovias e até as estradas têm corredores para ciclistas. As ruas ganharam estacionamentos públicos para as bikes e é possível carregá-las no trem ou metrô. Em Milão, uma das linhas de metrô (vermelha) funciona graças à energia solar - são 23 mil m2 de placas capazes de gerar 1,4 milhão de quilowatts de energia por ano.

• Ao sul de Londres, uma ecovila reúne 100 casas com emissão zero em plena cidade. Tudo é ecoeficiente: das grandes janelas para iluminação natural (que evita gastos com eletricidade) até placas solares e "cata-ventos" coletores de energia eólica.

• Em Sydney, Austrália, um projeto da prefeitura garante que todos os moradores tenham acesso ao centro da cidade em até 30 minutos utilizando transporte público. Para isso, foram criadas linhas integradas de metrô e ônibus.

• A cidade de Cincinnati, nos EUA, aprovou uma medida que fornece até 100% de isenção fiscal para imóveis recém-construídos ou reabilitados, comerciais ou residenciais, que seguem preceitos mínimos de construção verde (como matérias-primas sustentáveis, uso racional de energia, iluminação natural etc.).

segunda-feira, 28 de março de 2011

MBA em Construções Sustentáveis em São Paulo - Início: 08 de abril

Caros,

Com satisfação informo que está confirmada para 08 de abril a data de início da turma 1 do curso MBA em Construções Sustentáveis - Certificação Ambiental de Edificações em São Paulo. Restam poucas vagas disponíveis.

O curso MBA em Construções Sustentáveis é um curso de especialização Lato Sensu, com 400 horas, promovido pelo INBEC, com chancela da UNICID – Universidade Cidade de São Paulo e apoio do Green Building Council Brasil.



O curso foi criado para atender a demanda por profissionais habilitados a lidar com questões relacionadas à sustentabilidade das construções, em todo o país, é ministrado por professores altamente qualificados e profissionais de reconhecida e destacada atuação no mercado, e tem ênfase na certificação ambiental de edificações LEED – Leadership in Energy and Environmental Design, criada pelo U.S. Green Building Council, a de maior reconhecimento internacional e mais utilizada em todo o mundo, inclusive no Brasil.

Com duração de 20 meses, o curso aborda, de forma técnica e focada, todos os principais aspectos a serem considerados no planejamento, desenvolvimento de projetos, execução, operação e manutenção de empreendimentos sustentáveis, e inclusive prevê uma disciplina específica para a preparação dos participantes para os exames de credenciamento profissional LEED GA / LEED AP, promovidos pelo USGBC / GBCI – Green Building Certification Institute.

Para matrículas e mais informações: (11) 2626 9575 / 3871 1676.

Fico também à disposição para esclarecimentos.

Antonio Macêdo Filho
amacedo@ecobuilding.com.br

Estádios da Fifa deverão ser sustentáveis

Por Débora Spitzcovsky, para Planeta Sustentável - 22/03/2011

Nova norma estabelece que, para serem homologados pela Fifa, estádios deverão possuir certificado de construção sustentável. No Brasil, para acelerar o processo, o BNDES está oferecendo vantagens de financiamento para as obras das arenas esportivas que estão alinhadas com os princípios estabelecidos para esse tipo de construção.

Projeto do Estádio Mané Garrincha para a Copa de 2014: a arena esportiva de Brasília foi a primeira do Brasil a entrar com pedido para certificação LEED.

Os grandes impactos da construção civil no meio ambiente já não são segredo para ninguém: de acordo com dados da ONG GBC-Brasil - Green Building Council Brasil*, o setor é responsável por 65% da produção anual de lixo do país, além de responder por 25% das emissões de CO2e e 41% do consumo de energia elétrica. Para tentar mudar essa realidade, muitos movimentos no Brasil e no mundo defendem os princípios da construção sustentável e, agora, até mesmo a Fifa - Federação Internacional de Futebol está aderindo à causa.


A mais nova exigência do Caderno de Encargos da Fifa, para os estádios que têm a pretensão de serem homologados pela Federação, é que as arenas esportivas possuam certificado internacional que ateste que suas obras foram realizadas em alinhamento com os princípios da construção sustentável. A certificação ainda deverá ser emitida por um dos três principais selos verdes do ramo: o Green Star, o Green Globes ou o Leed - Leadership in Energy and Environmental Design*, que no Brasil é concedido pela GBC.

Paralelo a isso, o BNDES - Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social divulgou outra novidade que promete incentivar ainda mais o setor da construção sustentável: a instituição acaba de criar duas linhas de crédito - uma para arenas esportivas e outra para hotéis - que oferece vantagens de financiamento para as obras comprometidas com os princípios da construção responsável.

As novidades parecem, mesmo, ter despertado o interesse do setor esportivo pelas obras sustentáveis: cinco dos 12 estádios brasileiros que foram escolhidos para sediar os jogos da Copa do Mundo de 2014 já entraram com pedido para certificação Leed. "O primeiro foi o Mané Garrincha, em Brasília, que já possuía projetos que seguem essa linha de atuação. Em seguida, vieram os outros estádios, que ficam em Cuiabá, Belo Horizonte, Manaus e Salvador", contou Marcos Casado, gerente-técnico da GBC-Brasil, que ainda completou: "Há uma sexta arena esportiva que entrou com pedido de certificação Leed, mas não foi eleita para sediar os jogos de 2014: a do Grêmio, em Porto Alegre. Lá, o Internacional - que é privado e ainda não demonstrou interesse no selo Leed - foi eleito como estádio-sede da Copa, mas acredito que ele corre o risco de perder esse posto para o Grêmio, exatamente por conta dessa questão da construção sustentável".

BENEFÍCIOS PÓS-COPA DO MUNDO

Na opinião dos profissionais da GBC-Brasil, as novidades não só ajudarão a termos uma Copa do Mundo mais verde em 2014, no Brasil, como também trarão benefícios para o país após o evento esportivo. "Os torcedores experimentarão os benefícios dos estádios sustentáveis - como melhor conforto e maior visão do gramado, além das vantagens ambientais - e começarão a demonstrar maior interesse nessas arenas esportivas. Logo, os estádios que ainda não estão de acordo com os princípios da construção sustentável sentirão a concorrência e também vão querer elevar seu padrão de qualidade", disse Maria Clara Coracini, que é diretora-executiva da GBC-Brasil.

Já o gerente operacional da ONG, Felipe Faria, lembra de um outro benefício, que está relacionado à paixão do brasileiro pelo esporte e, sobretudo, pelo futebol: "Eventos esportivos como a Copa do Mundo e as Olimpíadas mobilizam todo o país e, por isso, tem um potencial gigantesco para transmitir mensagens à população. Acredito que, ao chamar a atenção para a questão da sustentabilidade, esses eventos podem ajudar a acelerar o processo de conscientização das pessoas".

Para Faria, ao vivenciar os benefícios das construções sustentáveis, os brasileiros passarão a levar mais em conta os critérios socioambientais na hora de comprar um imóvel. "Isso vai ajudar a aquecer o mercado residencial da construção sustentável, que ainda enfrenta dificuldades. Muitas construtoras alegam que não adotam os princípios da certificação Leed porque os clientes ainda não entendem os benefícios de pagar um pouco a mais pelo imóvel para ter economia financeira e maior bem-estar no futuro. A Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 podem ser excelentes oportunidades para mudar essa visão dos consumidores", afirmou.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Workshop Internacional "Integrated Design Process for Green Buildings"

A EcoBuilding e o GBC Brasil iniciam em fevereiro uma série de Workshops Internacionais que, ao longo de 2011, trarão ao Brasil importantes e destacados profissionais dedicados à Construção Sustentável, que exporão os conceitos e informações mais atualizados no setor em todo o mundo, bem como suas experiências em projeto e execução de Green Buildings.

Em fevereiro: Workshop Internacional "Integrated Design Process for Green Buildings", com a arquiteta LEED AP Elsa Yasukawa (California, EUA) - Consultora internacional, LEED Faculty para o U.S. Green Building Council.


Mais informações e inscrições: info@ecobuilding.com.br / (11) 2626 9575.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Documentário relata a vida e obra do arquiteto Norman Foster


Por Mauricio Lima, para AU, publicado em PiniWeb, janeiro 2011.

Filme entrou em circuito comercial em Londres. Dirigido pelos espanhóis Norberto Lopez Amado e Carlos Carcas, o documentário sobre o arquiteto inglês Norman Foster entrou em cartaz na última quarta-feira (26). O filme relata a ascensão de um dos principais arquitetos do mundo e de sua busca para melhorar a qualidade de vida através do design.

O filme apresenta as origens de Foster e a concepção de projetos emblemáticos como o Aeroporto de Pequim, o Reichstag, o edifício Hearst e o Viaduto de Millau, na França. Segundo o site oficial do filme, Foster apresenta algumas soluções surpreendentes para os problemas que a urbanização do mundo pode causar.

A ideia de realizar o documentário partiu do produtor executivo Antonio Sanz. O filme, escrito e narrado pelo diretor do Design Museum de Londres, Deyan Sudjic, foi exibido três vezes durante o Festival do Rio 2010 e não tem previsão de estreia nos cinemas. O filme também recebeu o prêmio de melhor filme europeu no Festival de São Sebastião 2010 e de melhor documentário no Festival de Docville 2010.

Confira trailer e trecho do filme:

Fundação Vanzolini cria certificação Aqua para empreendimentos hospitalares


Por Mauricio Lima, para AU, publicado em Piniweb, dezembro 2010

Selo de sustentabilidade tem como objetivo incentivar a construção de empreendimentos com melhor qualidade sanitária e maior conforto ambiental. Certificação é baseada em 14 critérios de sustentabilidade

A Fundação Vanzolini lançou a certificação Aqua de sustentabilidade para empreendimentos hospitalares. O objetivo é garantir maior qualidade sanitária dos ambientes, além do conforto acústico, olfativo e visual para as novas construções do setor.

A certificação é baseada em 14 critérios de sustentabilidade e compreende quatro fases: projeto arquitetônico, projetos executivos, construção e operação.

Os benefícios da certificação para este setor estão baseados em critérios de desempenho avaliados por meio de auditorias presenciais demonstrando que as novas construções serão planejadas, projetadas e construídas de forma a obter condições ótimas de redução dos impactos ambientais e de consumo de água e energia elétrica, fazendo o melhor aproveitamento dos recursos e promovendo conforto e saúde aos usuários.

Mais informações estão disponíveis no site do processo Aqua.

Falta de mão de obra qualificada é o pior problema da construção na opinião de 68,4% dos empresários do setor

Da redação de Construção Mercado (Ed. Pini), publicado em Piniweb.com.br, em 31 de janeiro 2011.

Índice aumenta entre as empresas de grande porte, chegando a 85,4%, aponta pesquisa da Confederação Nacional da Indústria

A falta de trabalhador qualificado continua sendo o principal problema da construção civil. Segundo pesquisa realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) com empresários da construção civil, no quarto trimestre de 2010 o percentual de respostas para essa alternativa aumentou pela segunda vez consecutiva, alcançando 68,4%, contra 64% e 62% nos dois trimestres anteriores. Essa situação é comum a todos os portes, mas particularmente pior entre as grandes empresas, em que 85,4% das empresas assinalaram a alternativa. A "Sondagem da Construção Civil" referente ao mês de dezembro foi realizada com 375 empresas do setor entre 3 e 20 de janeiro de 2011.

De acordo com a pesquisa, a elevada carga tributária manteve-se como a segunda alternativa mais assinalada, mas caminhando em direção contrária à falta de trabalhador qualificado: 55,3% de assinalações no quarto trimestre, contra 58% e 60,9% nos dois trimestres anteriores. Os terceiro e quarto itens mais assinalados são o alto custo da mão de obra e a competição acirrada do mercado, com 27,4% e 24% de assinalações, respectivamente.

O indicador referente à evolução do nível de atividade do setor ficou em 51 pontos, ante 53 pontos registrados em novembro de 2010. O índice vai de 0 a 100 e valores acima de 50 registram aumento. De acordo com a pesquisa, o destaque na evolução do nível de atividade são as grandes empresas e o setor de construção de edifícios, que ficaram acima do seu nível usual para o mês. As empresas de pequeno porte apresentaram leve decréscimo, indicando 48,4 pontos.

A construção civil continuou contratando no quarto trimestre de 2010. O indicador de evolução do número de empregados situou-se em 53,7 pontos, sendo que a contratação foi comum a todos os portes, mas as grandes empresas são destaque com indicador em 58,2 pontos.

No mês de agosto, os empresários do setor continuam otimistas em relação ao nível de atividade dos próximos seis meses (61,9), a novos empreendimentos e serviços (62,8) e a compra de matérias-primas (59,9). Ainda, estima-se que as contratações continuem aumentando (62).

Clique aqui para acessar a pesquisa completa.

Comentários:
Visando atender à demanda por profissionais de elevada qualificação em todo o país, o INBEC e a UNICID oferecem cursos de especialização para Arquitetura e Engenharia com ênfase em áreas de forte crescimento no país nos últimos anos, o que também se espera para os próximos, tais como: Construção Sustentável, Gerenciamento de Obras e Tecnologias da Construção, MBA em Energia, Arquitetura de Hospitais e Hotéis, Petróleo e Gás, Infra-estrutura de Transportes, Geoprocessamento, Créditos de Carbono, dentre outros.

Há turmas em programação em diversas capitais do país. Mais informações e inscrições em: http://www.inbec.com.br/. Em São Paulo, contatar: saopaulo@inbec.com.br / (11) 2626 9575.

Arq. Antonio Macêdo Filho
amacedo@ecobuilding.com.br

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Brasil é o 5º no mundo em selo verde para construção sustentável

Publicado em Estadão.com.br, em 27 de janeiro de 2011.

O Brasil ficou com o 5.º lugar no ranking de maior número de certificações Leed (Liderança em Energia e Design Ambiental, na sigla em inglês) para construções sustentáveis em 2010. Com 23 selos verdes emitidos no ano passado pelo Green Building Council Brasil, o País ficou atrás dos Estados Unidos, dos Emirados Árabes Unidos, do Canadá e da China.

Veja também: Infográfico - um prédio sustentável

Além dos empreendimentos que já ganharam o selo verde, outros 211 terminaram 2010 em processo de certificação, entre eles estádios de futebol, shopping centers, bairros e escolas. Para 2011, a expectativa é de que 35 empreendimentos sejam certificados e outros 300 estejam em processo de certificação no Brasil.

Tem ocorrido um aumento da construção sustentável, em que empreendimentos reutilizam a água, usam novas tecnologias de aquecimento e geração de energia, reduzem a quantidade de lixo gerado e usam materiais ecologicamente corretos nas obras.

De 1986 a 2006, apenas 500 empreendimentos eram considerados ecologicamente corretos em todo o mundo. Em 2010, eram mais de 100 mil edifícios comerciais e quase 1 milhão de residências. Numa construção certificada, o consumo de energia é 30% menor, em média, e o de água cai entre 30% e 50%.

Fonte: GBC Brasil

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

MBA em Construções Sustentáveis - Pós Graduação Lato Sensu INBEC / UNICID / GBC Brasil - 400 h. - Matrículas Abertas

Caros leitores,

Com satisfação recomendo o curso de MBA em Construções Sustentáveis, pós-graduação lato sensu com 400 h., promovido pelo INBEC - Instituto Brasileiro de Extenção e Cursos com a UNICID - Universidade Cidade de São Paulo, em convênio com o Green Building Council Brasil.
O curso tem minha coordenação, juntamente com o Eng. Marcos Casado, do GBC Brasil, e conta com corpo docente de elevada capacitação e reconhecimento.
As matrículas estão abertas para turmas em São Paulo, Salvador, Belo Horizonte, Fortaleza, Brasília, e em breve também em outras capitais do país.
É sem dúvida um excelente curso, de elevado nível, e ótimo meio para solidificar conhecimentos nesta área que é uma das mais promissoras do país e que tem demandado cada vez maior capacitação técnica para lidar com as demandas do mercado que busca criar empreendimentos de melhor desempenho e mais sustentáveis.
Para mais informações e inscrições, favor clicar na imagem abaixo.
Agradeço aos colegas que encaminhem esta informação para outros que poderiam também se interessar pelo curso e fico à disposição para prestar mais informações sobre este e outros cursos de pós-graduação promovidos pelo INBEC e UNICID.
Até breve.

Arq. Antonio Macêdo Filho
amacedo@ecobuilding.com.br


Questão de luz

Por Giuliana Capello, Maggi Krause e Marcio Moraes, para Especial Casa Sustentável 2010

Campeãs de consumo, as lâmpadas incandescentes já estão com os dias contados na Europa. Mas sua reciclagem é bem mais simples que a das fluorescentes. Já o led, durável e econômico, exige um alto investimento inicial. Difícil decisão? Siga as dicas dos especialistas

Enquanto aqui no Brasil o assunto só ganha o noticiário quando acontece um apagão, a União Europeia planeja medidas drásticas. Substituir as lâmpadas incandescentes por opções mais eficientes (de modo progressivo, claro) é lei desde março de 2009. A meta: reduzir o consumo de eletricidade em 80 terawatts por hora até 2020 - o equivalente ao consumo da Bélgica ou de 23 milhões de lares europeus!

Mas por que esse tipo de lâmpada tem fama de vilão? De toda a energia elétrica necessária para que ela funcione, pouco (entre 8 e 15%) transforma-se em luz, o restante vira calor. Só na Europa, 32 milhões de toneladas de carbono são despejadas na atmosfera por ano, segundo a Comissão de Energia da UE. Então as fluorescentes irão reinar? Por lá, sim. Mesmo contendo mercúrio, mais complicado de reciclar, será fácil devolver lâmpadas em postos de coleta .

Especialistas brasileiros ponderam que a substituição precisa de critérios. "Ao acender, a fluorescente consome quase 50% mais do que gasta para se manter ligada", explica Carlos Eduardo Uchôa Fagundes, presidente da Associação Brasileira da Indústria de Iluminação (Abilux). Por isso, em locais de uso rápido, como despensas e lavabos, sua vida útil diminui e ela perde a vantagem econômica.

"A incandescente, nessas condições, é mais adequada. Use um sensor de presença ou um dimmer para reduzir o consumo", ensina o designer Guinter Parschalk, especialista em iluminação. "Em ambientes que pedem aconchego, a incandescente se faz insubstituível", avalia o designer Fernando Prado. Na comparação, esse tipo de lâmpada leva vantagem em outros dois quesitos: tem produção nacional - a maioria dos bulbos compactos vem da China - e reciclagem bem mais simples, um alívio do ponto de vista ambiental.

Qualquer que seja a escolha, alguns comportamentos devem mudar. "Arquitetos e engenheiros precisam buscar um ponto de equilíbrio entre a iluminação natural e a artificial e usar lâmpadas de alto desempenho energético, sem deixar de lado o conforto", defende o arquiteto paulista Marcio Moraes, que bolou a tabela comparativa acima. Analisando-a, se observa que a diferença no total de custos vem do consumo de energia. E que os sistemas 1 e 2 possuem índice de reprodução de cor (IRC) igual a 100%, ou seja: as cores dos objetos não se alteram. A opção com led (diodo emissor de luz) promove menor gasto de energia, mas custa mais. "Ainda é algo novo, com preços altos. O desenvolvimento de novas tecnologias tende a reduzi-los", avalia o designer Fernando Prado.

O ciclo de vida do led é mais sustentável: não há contaminação no descarte e o alumínio ou o aço da estrutura podem ser reciclados. "Por durarem muitos anos, vão bem em áreas de difícil acesso, como piscinas, sancas e jardins", diz Guilherme Sartori, gerente de produtos da Osram. Também funcionam bem em locais onde se precisa da luz durante todo o dia, como em elevadores e halls de condomínios. "Nesses casos, a economia de energia é significativa", diz o engenheiro Luiz Nilton Palladino, da Soliton, indústria de tecnologia em led. Segundo ele, em obras com muitas luminárias o cabeamento da energia sai mais em conta, pois são utilizados cabos com bitola menor. "Além de possuir tons variados, o led não emite raios infravermelho e ultravioleta, por isso não prejudica a pele das pessoas e não gera calor, reduzindo o consumo de ar condicionado", explica Nilton.

Descarte Resposável

Cerca de 6 milhões de lâmpadas fluorescentes são descartados anualmente no Brasil. A reciclagem, porém, não chega a 4% desse total. "Isso vira um problema ambiental em função da presença do mercúrio, que vai para o solo e os lençóis freáticos", alerta Carlos Pachelli, da Tramppo, tel. (11) 3039-8382, empresa paulista que recicla o material. Em São Paulo, as lojas Dominici e La Lampe passaram a coletar o resíduo dos clientes.

Outras recicladoras:
• Bulbox, tel. (41) 3357-0778, Curitiba.
• Recicle, tel. (47) 3333-5055, Indaial, SC.
• Recitec, tel. (31) 3213-0898, Belo Horizonte.
Veja outras no site http://www.coletasolidaria.gov.br/.

A conta na ponta do lápis

Para iluminar um ambiente de 15 m2, com pé-direito de 2,80 m, forro branco, paredes em tom areia e piso de madeira, três lâmpadas incandescentes comuns de 100 w garantem a iluminância média (150 lux), recomendável pela Norma NBR 5 413 para atividades gerais em uma residência. Veja o que acontece quando substituímos essas lâmpadas por outras equivalentes, mas com tecnologias diferentes. Compare e economize!

SISTEMA 1

3 lâmpadas comuns incandescentes (R$ 2,50 e 100 w cada)
Fluxo luminoso nominal - 1 620 lúmens
Índice de reprodução de cor - IRC - 100%
Quantidade média de luz no ambiente - 150 lux
Vida média da lâmpada - 750 horas
Gasto com compra de lâmpadas em 1 ano - R$ 10
Energia gasta em 1 ano - R$ 126
Total de gastos em 1 ano - R$ 136

SISTEMA 2

3 lâmpadas halógenas energy saver (R$ 6,50 e 70 w cada)
Fluxo luminoso nominal - 1 450 lúmens
Índice de reprodução de cor - IRC - 100%
Quantidade média de luz no ambiente - 135 lux
Vida média da lâmpada - 2 mil horas
Gasto com compra de lâmpadas em 1 ano - R$ 9,75
Energia gasta em 1 ano - R$ 88,20
Total de gastos em 1 ano - R$ 97,95

SISTEMA 3

3 lâmpadas fluorescentes compactas (R$ 18,50 e 23 w cada)
Fluxo luminoso nominal - 1 400 lúmens
Índice de reprodução de cor - IRC - 80 a 89%
Quantidade média de luz no ambiente - 130 lux
Vida média da lâmpada - 6 mil horas
Gasto com compra de lâmpadas em 1 ano - R$ 9,25
Energia gasta em 1 ano - R$ 28,98
Total de gastos em 1 ano - R$ 38,23

SISTEMA 4

3 lâmpadas led (R$ 206 e 8 w cada)
Fluxo luminoso nominal - 600 lúmens
Índice de reprodução de cor - IRC - 80%
Quantidade média de luz no ambiente - 123 lux
Vida média da lâmpada - 70 mil horas
Gasto com compra de lâmpadas em 1 ano - R$ 25,75 (total diluído em 24 anos)
Energia gasta em 1 ano - R$ 10,16
Total de gastos em 1 ano - R$ 35,91

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Projeto de edifício de escritório une forma e eficiência

Caros,

Em recente concurso de projetos para a sede do Conselho de Administração de Santa Catarina, em Florianópolis, sagrou-se vencedor um projeto que se destaca por suas estratégias voltadas para a eficiência energética.

Reproduzo a seguir, em versão original em inglês, texto publicado no site Inhabitat.com, a respeito do projeto e aproveito para parabenizar os seus autores, da AUM Arquitetos. É um belo projeto e um bom exemplo.

Brilliant Brazilian Office Tower Marries Form with Efficiency

by Andrew Michler, 12/29/10

This beautiful mid-rise in Brazil will soon be the home of the Council of Administration of Santa Catarina. AUM arquiteto’s winning design not only achieves visual richness in a simple form, but it also features an outstanding energy-efficient plan that synthesizes the look and the function of the building. The design begins with location — a choice lot overlooking the Atlantic Ocean. The office tower uses the sea breezes to cool off and a host of other techniques to avoid running the AC — all while providing multiple connections to the outdoors and to the greater community.


The design strategy focuses on using passive means to cool the building. The screened façade on the sides blocks the rising and setting sun, while a patch of green roof and overhangs helps mitigate midday sun exposure. Patios and overhangs at the front of the building scoop up the sea breezes though operable windows.


Modules set within the side of the façade indent on each floor to allow office occupants to enjoy a small patio and green space complete with trees. The front and back also have outdoor space providing views of the sea and forested hillside respectively. The building is topped off with a solar electric array to help offset power consumption.

The entire building rests on just four pillars, with a large indoor theater for event hosting and three levels of tuck-under parking to make the best use of space. The overall design is efficient in terms of energy and space while being open to the surroundings to take advantage of the choice location and climate.

Ministérios se unem para incentivar energia solar

Da redação do Site Inovação Tecnológica - 29/12/2010

Embora a matriz energética brasileira já seja predominantemente baseada em energias renováveis e o Brasil tenha elevado potencial de irradiação, a participação da energia solar ainda é incipiente no País.

A usina heliotérmica que deverá ser construída em Pernambuco usará a tecnologia de cilindros parabólicos.[Imagem: Abengoa]

Reportagem recente da revista Photon (importante publicação de energia solar fotovoltaica em âmbito internacional) intitula o Brasil como "o gigante que está dormindo embaixo do sol".

Mas talvez este cenário possa começar a mudar a partir de 2011.

A reboque das iniciativas do setor privado, voltadas sobretudo para o uso da energia solar térmica para o aquecimento de água residencial, o governo federal deu os primeiros passos para uma política pública mais sólida para o setor da energia solar no Brasil.

Energia heliotérmica

Foi assinado nesta semana, em Brasília, um Acordo de Cooperação Técnica entre os ministérios da Ciência e Tecnologia (MCT) e de Minas e Energia (MME) com o objetivo de fomentar o desenvolvimento científico e tecnológico para o aproveitamento da energia solar no Brasil.

O foco dos esforços será a energia heliotérmica, que usa concentradores solares para aquecer fluidos e gerar eletricidade.

O princípio de funcionamento de uma usina heliotérmica é similar ao de uma termelétrica, com a diferença que o calor que alimenta as turbinas é gerado pela luz do Sol. Atualmente existem três tecnologias principais na área: cilindros parabólicos, torre central e disco parabólico.

O acordo entre os Ministérios prevê o acompanhamento conjunto de atividades, compartilhamento de informações, fomento para a elaboração de projetos-piloto, de pesquisa e demonstrações, de capacitação técnica e de acordos nacionais e internacionais, além da criação um Comitê Gestor.

Heliotérmica em Pernambuco

De acordo com o Coordenador de Energia e Inovação de Tecnologia do MCT, Eduardo Soriano, "o acordo vai alavancar a implantação da Planta Piloto de Geração Heliotérmica no Semiárido", em Pernambuco, com aporte inicial de R$ 23 milhões, sendo R$ 18 milhões do Fundo Setorial de Energia (CT-Energ) e R$ 5 milhões da Secretaria de Ciência Tecnologia e Meio Ambiente do estado (Sectma).

A Plataforma de Pesquisa Experimental abrange tecnologias de diversos tipos de sistemas, nos moldes de plataformas de pesquisa existentes no exterior, como a de Almeira (na Espanha). A primeira tecnologia a ser implantada será a de cilindros parabólicos.

O projeto conta com parceiros como a Faculdade de Ciências Aplicadas e Sociais de Petrolina (Fapape), o Centro de Pesquisas de Energia Elétrica (Cepel), a Companhia Hidroelétrica do São Francisco (Chesf), a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), o Centro de Tecnologias Estratégicas do Nordeste (Cetene), dentre outras instituições em fase de negociação.

Tecnologia solar no Brasil

Na avaliação do ministro de Minas e Energia, Márcio Zimmermann, o documento é um marco do desenvolvimento da tecnologia solar no Brasil e, para isso, é essencial que o País elabore mecanismos que estimulem a produção de pesquisas e tecnologia nacional.

"É importante o Brasil não somente ir lá fora e comprar uma central solar, mas trazer a comunidade acadêmica, centros de pesquisa e também, numa outra etapa, as empresas que pretendem participar de todo o processo", afirmou Zimmermann.

Veja também a reportagem Energia solar no Brasil pode ser vantajosa a partir de 2013.

terça-feira, 28 de dezembro de 2010

Residências: etiquetas para quem consome menos

Da Agência Ambiente Energia

As primeiras etiquetas de eficiência energética residencial foram entregues, no final de novembro, a nove projetos, entre os quais a Casa Eficiente da Eletrobras Eletrosul (foto). Elaborada pela Eletrobras e o Instituto Nacional de Metrologia, Normalizaçao e Qualidade Industrial (Inmetro), a Etiqueta Nacional de Conservação de Energia busca estimular a redução do consumo de energia em residências e edifícios multifamiliares, fazendo a classificação dos imóveis, assim como já acontece com os eletrodomésticos.

Voluntária, a certificação é concedida dentro do Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE). “A população já entende a etiquetagem e as empresas da construção civil certamente vão querer obtê-la como um diferencial para o seu produto”, avalia o diretor de Tecnologia da Eletrobras, Ubirajara Rocha Meira. Para o presidente do Conselho Brasileiro de Construção Sustentábel, Marcelo Takaoka, apenas com a adoção de tecnologias de eficientização já existentes é possível obter uma redução de até 40% da energia consumida nas residências brasileiras.

Segundo dados da Eletrobras, atualmente, edificações residenciais, comerciais, de serviços e públicas representam quase 45% do consumo brasileiro de energia, sendo que as residências respondem por 15% desse total. A economia que pode ser obtida a partir da redução do consumo com imóveis planejados, construídos ou reformados de forma eficiente interessa também ao governo, pois significa mais disponibilidade de energia para o crescimento rápido do país.

“A avaliação das edificações residenciais baseia-se em aspectos que apresentam consumo significativo de energia elétrica, ou seja, o desempenho térmico de fachadas e coberturas, com ênfase na iluminação e ventilação naturais, e na eficiência do sistema de aquecimento de água”, explica Solange Nogueira, gerente da Divisão de Eficiência Energética em Edificações da Eletrobras/Procel Edifica.

Metodologia – Para criar a etiqueta de eficiência energética residencial, o Inmetro selecionou diversas metodologias e combinou-as num processo sintetizado. A etapa seguinte foi a acreditação dos organismos de inspeção para emiti-las. Atualmente, o Laboratório de Eficiência Energética da Universidade de Santa Catarina (LabEEE), que colaborou no desenvolvimento dos Requisitos Técnicos da Qualidade para o Nível de Eficiência Energética de Edificações Residenciais (RTQ-R), é o único autorizado pelo instituto.

De acordo com Roberto Lamberts, supervisor do LabEEE, a metodologia de avaliação foi definida a partir de 150 mil simulações feitas para os diferentes climas brasileiros. Os critérios são diferentes para as oito regiões bioclimáticas do país. O engenheiro explica também que a etiquetagem está constituída de três índices, que avaliam o nível de eficiência do imóvel no verão, no inverno e o aquecimento de água. Há também um índice para avaliar o desempenho da edificação quando refrigerada artificialmente.

No caso de edifícios multifamiliares, cada unidade de apartamento terá etiqueta individual correspondente ao seu nível de eficiência energética e o prédio como um todo receberá sua própria etiqueta com o número de unidades por estágio de eficientização, que varia de “A” a “E”. Também serão avaliadas e receberão etiqueta as áreas de uso comum dos prédios.

Conheça os primeiros projetos certificados:

* Eletrobras Eletrosul, pela Casa Eficiente – Florianópolis (SC)

* Parceria Finep, Caixa e Núcleo de Pesquisa em Construção da UFSC, por meio do Programa Habitare, pelo protótipo de habitação de interesse social – Florianópolis (SC)

* Central de Crédito Rural com Interação Solidária, por duas residências – Chapecó (SC) e Frei Rogério (SC)

* Construtora Sphera Quattro, pelo empreendimento multifamiliar Residencial SJ1 – São José (SC)

* Empresa Cidade Pedra Branca, pelo empreendimento multifamiliar Travertino – Palhoça (SC)

* Construtora Rossi, pelo empreendimento multifamiliar Condomínio Atlântida – Xangri-lá (RS)

* Construtora Tecnisa, pelos empreendimentos multifamiliares Residencial Moai e Residencial Flex Guarulhos – São Paulo (SP) e Guarulhos (SP).

sexta-feira, 24 de dezembro de 2010

O que o brasileiro pensa sobre sustentabilidade

Da redação da revista Época, dezembro 2010
Estudo mostra que aumentou a preocupação com o aquecimento global e que o brasileira leva em conta a responsabilidade social das empresas na hora de comprar. Entre 2009 e 2010, o brasileiro ficou mais preocupado com o meio ambiente e com as escolhas que influenciam o futuro do planeta

O brasileiro leva em conta as iniciativas sustentáveis das empresas antes de fazer compras e está ficando cada vez mais preocupado com problemas ambientais como a quantidade de lixo gerada e o aquecimento global. As conclusões são do estudo Futuros Sustentáveis, realizado pela consultoria Havas e pelo instituto de pesquisas GlobalScan.

Entre os nove países pesquisados entre março e abril deste ano, o Brasil ficou em terceiro lugar na lista daqueles onde as pessoas disseram se preocupar “sempre” com as questões ambientais, sociais e éticas na hora de fazer uma compra. Responderam desta forma 16% dos 2,5 mil entrevistados no Brasil, contra 20% dos indianos e 18% dos mexicanos. Na Alemanha e no Reino Unido, os últimos colocados, apenas 3% responderam à questão desta forma.

Os brasileiros também se mostraram mais propensos a premiar uma empresa que se mostra responsável do ponto de vista socioambiental do que a punir outra que não seja. Dos entrevistados, 90% disseram já ter recompensado uma empresa, enquanto 82% disseram já ter punido. Segundo os números dessa pesquisa, essa tendência é verificada em outros países em desenvolvimento, como a China, Índia e México, mas não nos países desenvolvidos pesquisados. Na França, por exemplo, 78% dos entrevistados disseram ter premiados empresas responsáveis enquanto 76% afirmaram ter punido as que não são.

Esse comportamento aparentemente se deve ao espaço que temas ambientais têm na lista de preocupações dos brasileiros. O estudo mostrou que 65% dos entrevistados se dizem “muito preocupados” com a poluição ambiental, terceiro assunto mais citado em uma lista de dez temas, atrás apenas da violência e da educação. Na comparação com a pesquisa anterior – realizada entre dezembro de 2008 e janeiro de 2009 – a preocupação com a poluição cresceu quatro pontos porcentuais, mesma tendência de outros temas semelhantes.

O excesso de lixo gerado, quarto tema mais citado, foi classificado como de “muita preocupação” por 62% dos entrevistados, antes 54% em 2009. O mesmo nível de preocupação foi obtido pelo tema “esgotamento de recursos naturais”, que tinha 58% em 2009 e passou a preocupação com a saúde, que se manteve estável em 59%. Se disseram muito preocupados com o aquecimento global 58% dos entrevistados, ante 49% de 2009. No mesmo período, houve redução das preocupações com pobreza (de 56% para 54%), desemprego (52% para 48%) e a economia (44% para 42%).

A pesquisa também mostra que 91% dos entrevistados acreditam que as grandes empresas devem estar ativamente envolvidas na resolução dos problemas sociais e ambientais do país, enquanto em 2009 os que tinham essa opinião somavam 88%. Para 85%, o apreço por uma companhia aumentaria se ela estivesse ligada a uma entidade de caridade ou ONG e 64% disseram que aceitariam pagar até 10% a mais em um produto fabricado de maneira socioambientalmente responsável.
O estudo deixa claro que, além de investir na própria imagem de responsabilidade social, as empresas devem divulgar seus produtos desta forma. Segundo os entrevistados, o que mais dificulta a compra de produtos sustentáveis é a falta de informação e a dificuldade de descobrir se eles realmente são sustentáveis. A segunda razão mais citada para não comprar os produtos foi o preço – para 52% – e a terceira foi a falta de acesso a esses produtos (37%).
Na lista de companhias mais responsáveis do ponto de vista socioambiental apareceu em primeiro lugar a Natura (27%), seguida por Petrobras (22%), Nestlé (15%), Vale (14%), e os bancos Bradesco e Real (9%).

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Blog do Macêdo atinge 11.000 visitas no mês de novembro

Caros,

É com satisfação que informo que o Blog do Macêdo ultrapassou as 11.000 visitas no mês de novembro, ou seja, mais de 360 por dia, em média. É uma marca que impressiona.

É também mais um indicativo de que as pessoas de fato estão cada vez mais se interessando e buscando se informar a respeito das sustentabilidade na Arquitetura e Construção.

Fico satisfeito em poder contribuir para a qualificação de profissionais e estudantes na área em todo o país, como faço também com os cursos que realizamos pela EcoBuilding, com a graduação em Arquitetura Sustentável pela UNICID, que dirijo, e com os cursos de Pós-graduação em Construção Sustentável pelo INBEC, em convênio com o GBC Brasil.

Agradeço aos colegas que seguem, incentivam, indicam, comentam ou apenas visitam o Blog do Macêdo. Vocês são o principal estímulo.

Obrigado a todos!

Arq. Antonio Macêdo Filho
amacedo@ecobuilding.com.br
amacedo@unicid.br

Santa Catarina terá centro de certificação para painéis fotovoltaicos

Da redação do Jornal da Energia - São Paulo, 29 de Novembro de 2010

Portugueses assinam acordo para transferir tecnologia para o Estado; ideia é atrair investidores do setor solar

O Estado de Santa Catarina deve receber em breve um laboratório de energia solar fotovoltaica que, com capacidade para certificar painéis de geração de energia a partir do sol, que poderá servir para incentivar os investimentos na fonte no País. O negócio começou a ser tratado neste mês, em Portugual, durante a realização de um fórum sobre energias renováveis. Ao final do evento, o Estado assinou um protocolo de intenções com a estatal Lógica, gestora do Parque Tecnológico da cidade portuguesa de Moura.

O documento prevê a instalação do laboratório em parceria com a Fundação Científica e Tecnológica em Energias Renováveis, criada por várias instituições de ensino e pesquisa de Santa Catarina. A intenção é certificar os equipamentos fotovoltaicos não só no Brasil, mas também na América Latina. “A implantação de um laboratório em parceria com a instituição responsável pela maior central de energia solar do mundo pretende estimular a produção desses painéis no Brasil e fazer nosso país avançar na geração de energia solar, ainda pouco explorada pelo potencial que temos”, explica o deputado estadual Pedro Uczai, que articulou a negociação.

O parlamentar, que coordenou as três edições do fórum Sustentar em Santa Catarina, esteve na edição portuguesa do evento e destacou a importância dos investimentos no setor solar não somente pela questão ambiental, mas também pela "oportunidade econômica e social". De acordo com o deputado, a construção de um laboratório semelhante na cidade de Moura, em Portugal, estimulou a criação de uma nova cadeia produtiva e a geração de mão de obra na área.

O protocolo de intenções firmado com os portugueses ainda prevê o desenvolvimento de esforços para instalar no Brasil duas fábricas de produção de painéis fotovoltaicos, a partir de diferentes tecnologias.

Residências ganham etiqueta de eficiência energética

Por Vanessa Barbosa, para Exame.com - 30/11/2010

No Brasil, as edificações respondem por 45% do consumo nacional de energia elétrica, sendo as residências responsáveis por 22% desse total. Para promover a economia e o uso racional da energia elétrica nas habitações familiares, a Eletrobras e o Inmetro lançaram nesta segunda-feira (29), em São Paulo, a Etiqueta Nacional de Conservação de Energia para casas e edifícios residenciais.

A etiqueta será concedida pelo Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE), que já emite outras duas certificações semelhantes voltadas para eletrodomésticos e edifícios comerciais, públicos e de serviço. Mas dessa vez, os consumidores estão sendo munidos de mecanismos para escolher um novo lar levando em conta o seu desempenho energético. Uma escolha amiga do meio ambiente e boa para o bolso: morar em um prédio eficiente em energia pode reduzir de 30% a 40% a conta de luz no fim do mês.

Os empreendimentos participantes do programa (de adesão voluntária), são avaliados quanto ao desempenho térmico durante o inverno e o verão, e aos sistemas de aquecimento de água, iluminação e refrigeração. Para cada um dos pré-requisitos é dada uma classificação, que vai de "A" a "E", dependendo dos niveis de eficiência energética verificados. A média ponderada das categorias determina a nota final do prédio.

Segundo o diretor de tecnologia da Eletrobras, Ubirajara Moreira, aos poucos os programas de eficiência energética ganham mercado e despertam o interesse social. "É um processo em formação que vem envolvendo o setor privado e ganhando reconhecimento do consumidor", afirmou.

Durante o lançamento, também foram entregues as primeiras etiquetas de eficiência energética residenciais. Ao todo, nove empreendimento receberam a certificação. Um deles foi a Casa Eficiente da Eletrobras Eletrosul, em Florianópolis (SC), que possui soluções de eficiência energética como geração de energia fotovoltaica. O empreendimento é atualmente a sede do LMBEE - Laboratório de Monitoramento Ambiental e Eficiência Energética, responsável pela realização das avaliações técnicas das edificações do programa Procel Edifica.