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terça-feira, 18 de outubro de 2022

O mundo precisa de Edifícios de Alto Desempenho

O desafio do século!

O setor da construção é responsável por algo em torno de 15% do PIB mundial, empregando 7% de toda a população trabalhadora do planeta e, desproporcionalmente, por quase 40% de todas as emissões de CO2 para a atmosfera terrestre.

Ou seja, trata-se de um setor crucial para que a humanidade possa atingir as metas acordadas por 196 países (quase todos) no Acordo de Paris de 2015, que prevê que estes países adotem metas ambiciosas de redução das emissões de CO2 até 2050.

Boa parte destas emissões ocorre na produção destes empreendimentos, mas o principal se dá ao longo da vida útil, com os consumos de recursos como energia e água, geração de resíduos e outros impactos diretos e indiretos, relacionados ao uso e operação de empreendimentos.

A descarbonização progressiva e consistente da indústria da construção é o desafio que se apresenta, portanto, e é urgente.

Muitos países, especialmente na Europa, já adotaram leis que obrigam que novos edifícios sejam produzidos de forma a reduzirem significativamente as suas pegadas de carbono, e já há inclusive datas limites para que se tornem efetivamente neutros em emissões, variando entre 2030 e 2050, entre os diferentes países.

Mas, como fazer isso? Como atingir esta meta?

A resposta para este desafio está na produção de cada vez mais Edifícios de Alto Desempenho

Os também chamados "Edifícios Net Zero", são aqueles que são projetados, construídos e operados para alcançarem a neutralidade (ou quase) das suas emissões de CO2, seus consumos de energia e água, e geração de resíduos. E já são uma realidade possível.

Soluções, estratégias de projeto, tecnologias, técnicas construtivas e materiais inovadores (e também outros já bem conhecidos) que promovem melhores desempenhos das edificações podem e devem ser priorizados para serem utilizados nos projetos destes empreendimentos.

Pelo mundo, cada vez mais estão surgindo políticas e programas de incentivo para a produção de Edifícios Net Zero. Obrigatoriedade da instalação de painéis fotovoltáicos em edifícios na Califórnia, proibição do uso de gás para aquecimento em Nova York, exigência de comprovação do cálculo de emissões de carbono pelas novas residências do Reino Unido, obrigatoriedade de reposição de permeabilidade do solo e inclusão de vegetação em edifícios de Singapura, são alguns exemplos de políticas públicas que estão pipocando em boa parte do mundo, estimulando a produção de empreendimentos de melhores desempenhos.

Para além do que se costumou chamar de "Construção Sustentável", o desafio agora é produzir edifícios que causem impacto neutro ou até positivo para o meio. São os chamados "Edifícios Restaurativos", capazes de compensar impactos já causados ao meio.

Este é um caminho sem volta. 

Profissionais do setor, sejam atuantes no planejamento urbano, no projeto de edificações, na construção, operação ou gestão de empreendimentos, bem como agentes públicos e financeiros, devem estar atentos e se preparar para este enorme e necessário desafio: Produzir em larga escala Edifícios Net Zero ou Edifícios Restaurativos.

Este é o futuro da Arquitetura e Construção. E eles já são uma necessidade agora. 

E já há inclusive no Brasil um curso de pós-graduação, pioneiro no país, para capacitar profissionais de setor a prepararem para este desafio.

O curso "Arquitetura de Alto Desempenho: Edifícios Net Zero", oferecido pelo INBEC - Instituto Brasileiro de Educação Continuada, com certificação da UNIP - Universidade Paulista, tem 400 horas, distribuídas em 20 disciplinas e está com inscrições abertas para início das aulas em breve. O curso é on-line, com aulas ao vivo, e pode ser cursado de qualquer lugar.

Uma ótima oportunidade para profissionais do setor se aprimorarem e se prepararem para projetar e construir os edifícios do futuro!

domingo, 19 de dezembro de 2021

Mais um ícone da arquitetura se foi - Sir Richard Rogers (1933 - 2021)

Após as passagens recentes de Paulo Mendes da Rocha e Ruy Othake, outro grande ícone da arquitetura que tive a honra e privilégio de conhecer pessoalmente, o também multi-premiado arquiteto ítalo-britânico Sir Richard Rogers faleceu ontem, 18/12/2021, em sua residência, em Londres.

À frente do escritório Rogers Stirk Harbour + Partners (RSHP), o trabalho do senhor Rogers sempre primou pela inovação, pelo design de vanguarda e pela atenção às questões do desempenho ambiental e sustentabilidade. 

Durante uma visita técnica ao escritório RSHP, que liderei e acompanhei, como parte da agenda da II Missão Técnica EcoBuilding / ArqTours a Londres 
em 2011, estávamos sendo muito bem recebidos e assistindo a uma apresentação do também lendário sócio Mike Davis (o cara de vermelho), quando, do lado de fora da sala de reunião, pela calçada à beira do rio Tâmisa, vimos passar o senhor Rogers, então com seus 78 anos, chegando para o trabalho, de bicicleta! (Se aposentou do trabalho apenas em 2020!)

Sem saber quem éramos, e sem ter previsto esta reunião em sua agenda, ele foi até a sala, perguntou de onde éramos, e respondi que éramos do Brasil. Sir Rogers resolveu se sentar e passou conversar conosco e contar estórias de suas passagens pelo país, de sua admiração por nossa cultura e o desejo de realizar trabalhos por aqui. A apresentação se converteu em um incrível bate-papo descontraído com um dos maiores ícones da arquitetura mundial.

Foi uma grande honra para todos nós e um dos momentos mais marcantes e inesquecíveis das muitas missões técnicas bem sucedidas que tive o privilégio de organizar e realizar com a ArqTours, para muitas cidades pelo mundo.


Muito obrigado, Sir Rogers.
Missão muito bem cumprida!
Sua obra e seu legado permanecerão para sempre.
Que descanse em paz!








domingo, 24 de maio de 2020

Palestra Custos, Benefícios e Oportunidades da Construção Sustentável

Assistindo a algumas palestras online estes dias, promovidas pela Ademi-Ba, deparei com o vídeo de uma palestra minha, realizada na 8a edição do Fórum de Sustentabilidade daquela entidade, que ocorreu em Salvador, em 2017.

O tema, "Custos, Benefícios e Oportunidades da Construção Sustentável", sobre o qual já tratei em algumas ocasiões, segue oportuno, razão pela qual compartilho aqui o link da palestra:

terça-feira, 12 de maio de 2020

Agora você pode se credenciar um profissional LEED sem sair de casa!

Boa notícia:
O U.S. Green Building Council acaba de anunciar (12/05/20) que os exames LEED Green Associate e LEED Accredited Professional estão agora disponíveis online! Ou seja, você pode se credenciar um profissional LEED sem sair de casa!

Para se preparar adequadamente para o exame, você também pode estudar de casa. Acesse o link que segue e se inscreva no curso preparatório para o exame LEED Green Associate do EcoBuilding Fórum, pioneiro no Brasil, tanto presencialmente, desde 2010, quanto online, desde 2016, com milhares de profissionais já treinados, com DESCONTO DE 50% (promoção por tempo limitado). Solicite cupom de desconto por e-mail: cursos@ecobuildingforum.com.br Mais informações em: https://ecobuildingforum.com.br/como-se-tornar-um-leed-ga/


quarta-feira, 22 de abril de 2020

O Dia da Terra mais estranho da História e a outra curva a ser achatada


Por Antonio Macedo Filho
amacedo@ecobuilding.com.br
Abril 2020

Hoje, quarta-feira, 22 de abril de 2020, é o Dia da Terra!

Este ano se celebra o cinquentenário do surgimento do movimento hoje global, que ocorreu pioneiramente em 22 de abril de 1970, por iniciativa de alguns professores e alunos da Universidade de Michigan, nos EUA.

Estou seguro em afirmar que nem os seus criadores, nem quaisquer outros dos seus participantes poderiam antecipar o cenário no qual estamos vivendo hoje em dia.

Reunião recente de alguns dos fundadores do Dia da Terra na Universidade de Michigan.
Fonte: 
University of Michigan School for the Environment and Sustainability
























Ontem, 21 de abril, uma notícia foi anunciada com relativa banalidade, em meio a tantas outras alarmantes dos últimos dias: O barril de petróleo no mercado internacional estava sendo negociado com cotação negativa!! Isto quer dizer que quem tem petróleo para vender está literalmente pagando para quem quiser levar (US$ 37,00 por barril, exatamente)!

Ou seja, o mais importante e desejado recurso do planeta, responsável por revolucionar o modo de vida de toda a Humanidade, no século 20, agora literalmente não vale nada!!

A Terra pode se curar

E este é só um de muitos indicadores que fazem deste um Dia da Terra de fato especial, pois, pela 1ª vez na História, estamos de fato dando uma chance à Terra!

A inédita e abrupta redução das atividades humanas, em todo o planeta, consequência direta das medidas de controle e prevenção da pandemia da Covid-19, possibilitou que fenômenos antes impensáveis pudessem ocorrer. Estamos vendo a natureza recuperar espaço e efetivamente começar a se curar dos efeitos nocivos da ação humana.

As emissões de CO2 (assim como as de NO2, dióxido de nitrogênio, e CO, monóxido de carbono, gases extremamente nocivos, emitidos por veículos a combustão) despencaram em todo o mundo.

A temperatura média do planeta caiu. O mês de janeiro de 2020 já tinha sido registrado 
como o mais quente da história, na média global, e o mês de fevereiro de 2020, o segundo mais quente da história, segundo a NOAA – Agência Estadunidense para os Oceanos e Atmosfera. Março 2020 não apenas inverterá esta tendência, como são esperadas temperaturas mais amenas, com as menores médias históricas dos últimos anos para o mês.  De fato, o inverno já parece estar chegando mais cedo no hemisfério sul este ano.

A poluição do ar nas grandes metrópoles do planeta praticamente sumiu. Os paulistanos agora podem ver estrelas no céu. Contemplar o horizonte. Poluição sonora também já não há.

Aves, peixes e uma variedade de outras espécies animais estão voltando a aparecer e desfrutar dos rios, mares e lagoas (inclusive a Rodrigo de Freitas, no Rio de Janeiro) e também das ruas, parques e praças, em muitas cidades pelo mundo.

As pessoas estão preferindo andar ou pedalar, quando possível, ao invés de usar carros, ônibus ou metrô. Muitos estão cultivando alimentos em casa ou nos condomínios para consumo próprio.

Muitas empresas estão percebendo que é possível funcionar e serem produtivas com espaços de trabalho mais econômicos e eficientes, com equipes trabalhando de diferentes formas, em diferentes lugares, o que impacta em sensíveis reduções dos deslocamentos e dos consumos de energia, de água, materiais e insumos e, portanto também, menores impactos ambientais.

O novo "Normal"

Por estas razões, para citar apenas algumas, quero crer que lições importantes serão aprendidas, a partir desta pandemia, a primeira da era moderna. Não podemos e quero crer que não vamos mais voltar a agir da mesma forma que antes. Um novo "normal" deve ser criado. 

Os negócios, de forma geral, não poderão mais ser conduzidos da mesma forma, com as mesmas diretrizes. O próprio conceito do que é um bom negócio deve mudar. O resultado econômico só será considerado um bom resultado se vier acompanhamento de bons desempenhos ambientais e de valorização do capital humano. Do contrário, não será sustentável. Resultados econômicos, sem respeito ao ambiente e ao fator humano simplesmente não se sustentarão.

Negócios sustentáveis não serão mais uma opção, uma alternativa. Serão, simplesmente, negócios. Ponto.

A curva a ser achatada

Existe uma outra curva, com a qual já lidamos há bem mais tempo, bem mais ampla e de prazo mais longo, da qual não temos como escapar, e que ainda precisa ser bastante achatada, para podermos garantir o desenvolvimento sustentável: A curva da oferta de recursos do planeta versus a nossa demanda por recursos, ao longo no tempo.

Fonte: GreenBiz Group



Estamos provando, na prática, por força de um agente externo, invisível mas poderoso, que é possível diminuirmos bastante as nossas demandas e permitirmos que a Terra se cure. 

A questão que permancece é como encontrar e manter este delicado equilíbrio, de maneira dinâmica e consistente, num ponto em que todos os povos possam ter garantidas saúde, segurança (em todos os sentidos) e qualidade de vida. 

É o que propõe a ONU, por meio dos seus Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e o Acordo de Paris, para citar apenas duas das principais iniciativas. 

Estamos diante da oportunidade, inédita e valiosa, de repensarmos o nosso modo de vida, nossos hábitos, a forma como vivemos em sociedade, e como nossas sociedades se relacionam entre si, globalmente.

Estamos presenciando, ao vivo e a cores, páginas importantes da História sendo escritas. Podemos  recomeçar, de uma nova forma, mais humana, mais leve, mais sustentável e mais saudável. Estamos, quero crer, no começo de uma nova era. A Era da Resiliência.

Tratarei mais a respeito, em outros posts futuros. 

Até breve.


segunda-feira, 30 de março de 2020

"Eu vejo um novo começo de era..." Nossas relações com o meio e lições que podemos aprender com a pandemia de Covid-19

Por Antonio Macedo Filho
LEED AP / WELL AP / DGNB Consultant

Março 2020

É hora de repensar, de revalorizar as coisas.
Toda crise gera oportunidades. Estamos diante de uma enorme janela de oportunidades. 
Quando esta crise de pandemia viral passar, será que precisamos mesmo voltar a ser exatamente como éramos?
Tanto no campo das relações humanas e sociais, quanto nas nossas relações com o meio em que vivemos, há muitas lições a serem aprendidas.
Compartilho aqui algumas das que já podemos antecipar, no que se refere às nossas relações com o meio:

1 - Temos que deixar a Terra se curar

Os céus estão limpos!
Os paulistanos, que normalmente não veem as estrelas no céu, porque o ar geralmente poluído da cidade não permite, agora podem admirar o firmamento de casa.
O rio Tietê, assim como os canais de Veneza, está mais limpo.
Poluição sonora também já não há.
São Paulo não é mais a mesma, assim como também não são as demais principais cidades do mundo.

Céu de São Paulo limpo, em março de 2020
Impacto ainda maior, de escala global, já se está sentindo com relação à dramática redução das emissões de CO2 para a atmosfera, como resultado da redução da queima de carvão e derivados de petróleo, nas últimas semanas. 

O mesmo foi verificado para as emissões de NO2, dióxido de nitrogênio, e CO, monóxido de carbono, gases extremamente nocivos, emitidos por veículos a combustão, responsáveis por dezenas de milhares de mortes todos os anos, globalmente, cujas reduções foram ainda maiores nas últimas semanas, em especial na China, mas também na Itália e outras regiões da Europa onde o regime de quarentena geral foi implementado.

Especialistas já apontam para a real possibilidade, mesmo após a retomada do funcionamento normal da sociedade, que deve ocorrer no segundo semestre, de que o mundo consiga em 2020, pela primeira vez, alcançar a meta de redução das emissões em 7,6%, ao longo de um ano, prevista pelo Acordo de Paris de 2015, que propõe metas de reduções ambiciosas para buscar conter os efeitos do aquecimento global.

O mês de janeiro de 2020 já tinha sido registrado como o mais quente da história, na média global, e o mês de fevereiro de 2020, o segundo mais quente da história, segundo a NOAA – Agência Estadunidense para os Oceanos e Atmosfera. Março 2020 não apenas inverterá esta tendência, como são esperadas temperaturas mais amenas, com as menores médias históricas dos últimos anos para o mês. 

Ou seja, involuntariamente, estamos efetivamente colaborando para a diminuição dos efeitos nocivos do aquecimento global do planeta.

2 - A forma como nos movemos nas cidades importa

Todos os anos, mais 1,5 milhão de pessoas morrem em acidentes de trânsito em todo o mundo, segundo a OMS. O Brasil, com mais de 35 mil mortes por ano, é 5º no mundo número de mortes no trânsito. Em se considerando apenas os casos de mortes de motociclistas, o país passa a 2º no mundo, tendo a cidade de São Paulo como líder mundial em número de motociclistas mortos todos os anos em suas ruas.

Estes índices, por força da quarentena à qual estamos submetidos, já caíram abruptamente em todo o país e não gostaríamos que eles retornassem aos níveis anteriores, inclusive por que o contingente de acidentados no trânsito (número muito maior do que de mortos) ocupa boa parte das redes públicas e privadas de saúde, que poderá ser dirigida para atender a outros pacientes, inclusive aqueles com a Covid-19. A relação é direta: menos trânsito, menos poluição, menos mortes.

De posse destas informações (emissões de CO2 e NO2 e mortes no trânsito), se somarmos o fato de que muita gente passou a trabalhar em home office (empresas inteiras, em todo o mundo), me parece claro que o nosso modo de vida anterior não deve mais ser retomado.

3 - Cidades Inteligentes e Sustentáveis são melhores

Temos que garantir serviços de transporte público de qualidade e desestimular o uso do automóvel como meio de transporte preponderante. Pequenos deslocamentos a pé no próprio bairro ou via transporte público ou serviços compartilhados de transportes para outras partes, além de mais recomendáveis para a saúde do indivíduo e da comunidade, são também para a saúde do planeta, na medida em que colabora de forma eficaz para a redução das emissões de CO2, como estamos vendo ocorrer na prática nestas últimas semanas.

Está provado que cidades mais adensadas, com boa oferta de comércio e serviços, boa infraestrutura de transporte públicos, com segurança e espaços públicos de qualidade, são mais agradáveis, mais humanas, mais sustentáveis e provocam menores impactos ao meio do que outras de foram planejadas prevendo o uso intensivo do automóvel.

Como ilustração do conceito, um trabalho realizado pelo WRI com o Banco Mundial apresenta uma interessante comparação entre os casos de Barcelona e Atlanta. Ambas têm número de habitantes semelhantes, mas densidades e modos de transporte predominantes muito diferentes. A maioria dos moradores de Atlanta usa carros particulares, enquanto os de Barcelona usam principalmente o transporte coletivo e caminham. Parte do resultado é que Atlanta tem 18 vezes mais mortes de trânsito em média, do que Barcelona, todos os anos.


4 - Construções Sustentáveis e Saudáveis são necessárias

Escritório central da Hyatt Hotéis, em Chicago, cujos 11
andares são certificados LEED Platinum e WELL Gold.
Foto: Visita técnica realizada durante a Missão Técnica
GreenBuild Chicago 2018, organizada pela EcoBuilding
Consultoria e ArqTours . 
Passamos a maior parte das nossas vidas (90% do tempo) em ambientes construídos. Os espaços onde moramos, trabalhamos, estudamos, nos divertimos e socializamos impactam de maneira profunda a nossa saúde, bem estar e qualidade de vida.
Nossas edificações precisam estar capacitadas para atuar, ativa e positivamente, na promoção da saúde e qualidade de vida dos seus ocupantes e comunidades onde se encontrem.

Sede da Delos, empresa que liderou as pesquisas 
que levaram ao desenvolvimento da certificação 
WELL Building Standard para empreendimentos saudáveis.
O empreendimento é certificado LEED e WELL Platinum.
Fotos: Visitas técnicas realizadas durante Missão Técnica 
WELL Experience Tour Nova York, promovida pela 
EcoBuilding Consultoria e ArqTours, em Novembro 2018.
Os chamados “Empreendimentos Saudáveis” (que vão além das questões já bem conhecidas da sustentabilidade, que se baseiam nos pilares econômico, ambiental e social), trazem as pessoas para centro das tomadas de decisão no projeto, construção e operação dos espaços construídos, com o objetivo de criar ambientes mais salubres, agradáveis e confortáveis para as pessoas, para viverem com saúde e mais qualidade de vida.

Empreendimentos sustentáveis e saudáveis devem ser o novo “normal”. Políticas, normas, certifcações e programas de incentivo que promovam ações neste sentido, devem ser desenvolvidos, implementados e estimulados.

5 - É hora de repensar

Estamos diante de uma oportunidade, inédita e valiosa, de repensarmos o nosso modo de vida, nossos hábitos, a forma como vivemos em sociedade, e como nossas sociedades se relacionam entre si, globalmente.

Temos oportunidade, aprendendo com lições como estas, de recomeçarmos, de uma nova forma, mais humana, mais leve, mais sustentável e mais saudável.

Estamos, quero crer, no começo de uma nova era.

E nós, profissionais do design, arquitetura, urbanismo, construção e operação de edifícios, temos o importante papel, do qual não devemos e não iremos escapar, de criar um mundo melhor para as futuras gerações.