quinta-feira, 31 de maio de 2018

Novo curso EcoBuilding Fórum: Certificações Ambientais para Empreendimentos Sustentáveis - Lançamento: Junho 2018

Você conhece certificações ambientais de empreendimentos sustentáveis?
Sabe em que casos elas podem ser aplicadas e quais oportunidades e benefícios podem proporcionar?
Quanto custam? Valem a pena?
Como é o mercado nesta área?
Como certificar meu empreendimento?
Estas são questões usuais quando se fala em certificações para Green Buildings, ou selos para a Construção Sustentável. Muito se fala a respeito e, frequentemente, opiniões pouco fundamentadas são compartilhadas. Muita gente não tem ideia dos resultados que podem atingir com seus projetos, muitas vezes de forma simples, técnica e economicamente viável.
Para ajudar os colegas profissionais da área a se informarem e a adquirirem segurança para falar a respeito junto a seus clientes e para que se forme uma base consistente para a tomada decisão quanto aos investimentos na área, estamos lançando este mês de junho 2018 um novo curso do EcoBuilding Fórum:
São muitas as experiências compartilhadas no curso, que aborda todos os aspectos e certificações a serem considerados e é ricamente ilustrado com casos realizados diversos, no Brasil e no mundo.
Trata-se de um curso rápido, focado no assunto das certificações, com 12 módulos.
As vídeo-aulas podem ser assistidas quando e quantas vezes o participante quiser e é oferecido serviço de tutoria tira-dúvidas.
As inscrições estão disponíveis a partir de 01/06, sexta-feira, com condições especiais de lançamento.
Compartilhem com aqueles que podem se interessar.
Outras novidades serão incorporadas aos programas do EcoBuilding Fórum.
Mantenhas-se informado(a) cadastrando-se pelo site: www.ecobuildingforum.com.br.
Até breve.
Prof. Arq. Antonio Macêdo Filho
LEED AP BD+C / DGNB Consultant
Diretor, EcoBulding Consultoria
amacedo@ecobuilding.com.br

quarta-feira, 23 de maio de 2018

Missão Técnica GreenBuild Chicago 2018 / LEED + WELL Experience NYC - Novembro 2018


Se você é (ou pretende ser) um profissional atuante na Arquitetura e Construção Sustentável, deve considerar participar da delegação brasileira para a GreenBuild Conference & Expo, maior evento do mundo dedicado ao tema dos Green Buildings, que este ano acontecerá mais uma vez em Chicago, em novembro.
Toda a comunidade envolvida no assunto se encontrará neste grande evento: indústria, experts, estudiosos e acadêmicos, grandes nomes da arquitetura e engenharia estarão presentes discutindo e trazendo à tona os ideais e a paixão pela sustentabilidade nas construções.
Chicago é uma das mais importantes cidades das Américas, conhecida por ser o berço dos arranha-céus e de grandes nomes do design internacional. Cosmopolita e contemporânea, é também um rico centro cultural e acadêmico, além de contar com muitas sedes de empresas e instituições de diversos setores, muitas delas de atuação global. 

Orgulha-se também de ser líder mundial em edificações sustentáveis, considerando-se a quantidade de empreendimentos certificados LEED. Muitos destes são referências internacionais em sustentabilidade e serão abordados na agenda desta Missão Técnica, como parte da programação exclusiva de visitas técnicas conduzidas pela equipe de especialistas da ArqTours, agência especializada na área.

Os participantes desta Missão contarão também com apoio e benefícios exclusivos oferecidos pelo Departamento de Comércio dos EUA no Brasil, que promove e apoia o programa.

Como já pudemos verificar em várias edições anteriores, será certamente uma semana de intensas atividades, rica em experiências para todos os participantes. 

Para mais informações e reservas de vagas, entre em contato com:

Arq. Raquel Palhares
+55 11 99285-4554


 
Este ano, a delegação para a GreenBuild prevê também uma extensão mais que especial:


Missão Técnica Green Buildings em Nova York: LEED + WELL Experience, que ocorrerá em novembro de 2018, na semana seguinte à GreenBuild Conference & Expo 2018, que ocorrerá em Chicago, irá abordar os novos conceitos que estão pavimentando o caminho para o futuro da Construção Sustentável.

Paralelamente à consolidação do mercado dos Green Buildings, está também ocorrendo uma renovação na forma como as pessoas se relacionam com o trabalho e as empresas e seus espaços de trabalho estão tendo que se adaptar e flexibilizar para se adequarem às transformações que as tecnologias e novos modos de vida estão provocando. Afinal, passamos mais 90% das nossas vidas em ambientes construídos. Neste contexto, é primordial que os ambientes em que vivemos e trabalhamos também promovam qualidade de vida, a saúde e bem estar das pessoas.

Certificação WELL


O sistema de certificação de empreendimentos WELL Building Standard é o primeiro instrumento a fornecer métricas claras para aferir a qualidade dos ambientes em relação aos impactos que provocam nas pessoas em relação à saúde e o bem-estar.

É um sistema voluntário, baseado em evidências, para medir, certificar e monitorar o desempenho de características de construção que afetam a saúde e o bem-estar e tem sido adotado por empresas em vários países como forma de comprovar, além de liderança e inovação, responsabilidade ambiental e social, ao passo em que promovem espaços saudáveis e de mais qualidade ​​para os usuários, agregando produtividade e conforto, o que inclusive gera melhores resultados, além de promover a imagem da corporativa dos empresas, em relação aos seus colaboradores e o público geral.

Nesta missão técnica inovadora, vamos conhecer os conceitos da adoção de critérios de bem-estar e construção saudável, ilustrados com visitas a empreendimentos certificados WELL, selo promovido pelo 
IWBI - International WELL Building Institute, que inclusive apoia esta iniciativa, e que irá também oferecer um treinamento (workshop) sobre a certificação WELL, exclusivo para os participantes da delegação, presencial (em inglês), com certificado emitido pelo IWBI.

Segundo Rick Fedrizzi, co-fundador e CEO do USGBC por mais de 16 anos, um dos criadores do LEED e que agora é Chairman e CEO do IWBI, entidade que promove o WELL, trata-se de fato da "Nova Era da Sustentabilidade". 

É o que se está chamando de Construção Saudável. Claramente, é o caminho a ser seguido.

Trata-se de um programa exclusivo, de alto nível, para proporcionar atualização e experiências de fato enriquecedoras, que renovarão seus propósitos na sustentabilidade para as construções em futuros projetos, incorporando o que há de mais avançado em construção sustentável (e saudável), no mundo.

Para aproveitar esta oportunidade, entre em contato com:

Arq. Raquel Palhares
+55 11 99285-4554

Cursos Online EcoBuilding Fórum - Turmas de Maio 2018 - Última semana

Ainda dá tempo para se inscrever nas turmas de maio dos Cursos Online EcoBuilding FórumTudo sobre Construção Sustentável, de maneira prática, organizada e acessível.

Você pode assistir às aulas quando e quantas vezes quiser, conta com amplo material de leitura complementar e atendimento tira-dúvidas pela Tutoria.

Se ainda tem dúvidas sobre se o Ensino à Distância funciona, experimente conhecer os nossos cursos.
Mais informações pelo link da imagem ou pelo: cursos@ecobuildingforum.com.br.

Cadastre-se no site para que possamos mantê-lo(a) informado(a) sobre novos cursos e próximas turmas. Teremos novidades em breve!


sexta-feira, 18 de maio de 2018

Rumo ao interior - Construção Sustentável chega ao Oeste Paulista

Neste mês de maio 2018, estive por duas ocasiões em São José do Rio Preto, próspera cidade do interior de São Paulo, para cumprir agendas que envolveram diversas atividades relacionadas à Construção Sustentável.

Na primeira ocasião, fiz uma palestra na UNORP, para estudantes e professores de Engenharia e Arquitetura, a respeito das oportunidades que o mercado oferece na área da construção sustentável e nos dois dias seguintes ministrei mais uma turma presencial do curso "Construções Sustentáveis - Como Projetar e Construir Green Buildings", promovido nesta ocasião em parceria com a Forma EAD, empresa local.

No curso, que foi atualizado na preparação para a sua versão online, que oferecemos pelo EcoBuilding Fórum, apresento as mais recentes evoluções na área e tendências, além de respostas para as principais perguntas que são feitas ao se tratar do assunto e formas de atuação no mercado, seja como projetista, construtor ou consultor.

Veja no vídeo depoimentos de alguns dos participantes do curso:


A Construção Sustentável chega ao Oeste Paulista

Na segunda ocasião, fui a Rio Preto tratar de novos projetos de empreendimentos sustentáveis:

O primeiro é uma casa sustentável, que está em construção no condomínio fechado Quintas do Golfe, para a qual estamos trabalhando no processo de certificação GBC Brasil Casa, com Arquitetura do colega Daniel Ribeiro. Será a primeira casa certificada na região.


O segundo é um empreendimento comercial, de escritórios, filial local de uma multi-nacional do setor açucareiro, para o qual fomos contratados para assessorar o processo de certificação AQUA-HQE.

Para ambos os empreendimentos tivemos reuniões com equipes de projetos, como parte das atividades de implantação de Processos de Projetos Integrados e também com equipes de obras, com as quais tivemos treinamentos de gestão ambiental de obras, que envolveu também visitas às obras.

Foram dias corridos, mas produtivos, em prol da promoção da Construção Sustentável.

Consulte-nos. Vamos fazer do seu próximo projeto um empreendimento sustentável: www.ecobuilding.com.br

Sobre cursos (online) de capacitação na área: www.ecobuildingforum.com.br.

Eficiência energética é vetor de oportunidades em desenvolvimento sustentável

Artigo de Giancarlo Tomazim, gerente de estratégia da BASF, originalmente publicado no Blog do GBC Brasil
A questão da energia está entre as megatendências que são desafios para a sociedade e que têm sido direcionadores para pesquisa e inovação. Iniciativas para atender a demanda energética e garantir a proteção climática, a partir do uso sustentável dos recursos, são essenciais, principalmente no setor da construção. A indústria da construção é responsável pelo consumo de quase metade de toda a energia produzida no mundo, segundo a Agência Internacional de Energia (AIE). Dados do Conselho Brasileiro de Construção Sustentável (CBCS) apontam que as edificações consomem cerca de 50% da energia elétrica do Brasil, durante a fase de uso e operação.
Avanços importantes têm sido alcançados por países que investiram em incentivos ao desenvolvimento de novas tecnologias na área energética. É o caso da geração de energia solar que tem crescido de forma relevante em todo o mundo, impulsionada por países como a China, que alcançou cerca de 40% de toda a capacidade solar instalada globalmente em 2016. A Alemanha também vem se destacando como país modelo na geração solar, com a maior capacidade instalada por pessoa: quase 500 watts para cada habitante. É uma tendência mundial que garante energia limpa e com importante economia de recursos financeiros.
No Brasil, a  microgeração e minigeração de energia solar vêm ganhando força a partir da Resolução Normativa nº 687/2015 da Aneel, que melhorou a relação entre quem gera energia solar e as distribuidoras. A geração pelo sistema fotovoltaico pode ser utilizada para complementar a energia elétrica convencional  e pode ser conectada à rede pública de forma simplificada. Ou seja, a geração atende o consumo local e pode entregar o excedente à rede, retornando ao consumidor em forma de créditos em energia. Por enquanto, apenas 0,02% das unidades consumidoras do país utiliza esse tipo de geração, segundo dados apurados em 2017 pela Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica. Há muitas oportunidades de avanço nesse setor.
Além da geração, há inúmeros recursos para garantir a eficiência energética na construção e operação das edificações. A escolha de eletrodomésticos com selo de baixo consumo e aproveitamento da luz e ventilação natural são medidas de fácil acesso. Há também a utilização de janelas com vidros duplos que melhoram a proteção térmica ou vidros com tratamento tecnológico para diminuir a incidência de calor na área interna, materiais construtivos que reduzem a transferência de calor entre os ambientes e oferecem melhor isolamento térmico e até mesmo pigmentos frios que promovem a reflexão do calor solar, mantendo a superfície fria mesmo em cores escuras.

Um planejamento integrado, o uso de tecnologias que melhorem a eficiência energética desde o projeto até a operação das edificações e o incentivo à geração de energia de fonte renovável são fatores essenciais para melhorar o cenário. E não devem ser encarados como obstáculos ao desenvolvimento, mas como uma forte demanda por inovação que gera inúmeras oportunidades.

quinta-feira, 17 de maio de 2018

Califórnia exige que novas construções usem energia solar

Reproduzido de artigo originalmente publicado no portal Ambiente Energia, em maio 2018 
A Califórnia acaba de emitir o sinal mais claro de que a geração de energia em telhados está deixando de ser um nicho do mercado e se tornando a norma.
Na quarta-feira (9), o estado se tornou o primeiro dos EUA a exigir painéis solares em quase todas as novas residências. A maioria das novas unidades construídas após 1º de janeiro de 2020 será obrigada a incluir sistemas solares como parte dos padrões adotados pela Comissão de Energia da Califórnia.
Embora seja um impulso para a indústria solar, os críticos alertaram que a medida também elevará em quase US$ 10 mil o custo de comprar uma casa. As ações da Solar subiram com a decisão. As ações das construtoras residenciais caíram.
A medida ressalta como os painéis solares de telhado, que antigamente eram um luxo reservado às casas de proprietários ricos com tendências ecológicas, estão se tornando uma fonte de energia convencional, com a Califórnia –o maior mercado de energia solar do país– abrindo o caminho.








Califórnia investe em
energias renováveis
O estado há muito tempo está na vanguarda de políticas energéticas progressivas, desde o estabelecimento de padrões de eficiência energética para os eletrodomésticos até a instituição de um programa que abarca toda a economia para conter os gases causadores do efeito estufa.
O requisito para a moradia faz parte do esforço do governador Jerry Brown para reduzir as emissões de carbono em 40% até 2030 e oferece um modelo para outros estados.
“Isso é muito significativo”, disse Morten Lund, presidente de uma iniciativa de armazenamento de energia do escritório de advocacia Stoel Rives.
“Essencialmente, isso poderia transformar o painel solar residencial em um eletrodoméstico, como um aquecedor de água. De certo modo, isso iria acabar acontecendo, mas as coisas estão avançando mais rápido do que a maioria das pessoas imaginava.”
A Sunrun, maior instaladora de painéis solares residenciais dos EUA, chegou a avançar 6,4% antes de fechar a US$ 9,83 em Nova York na quarta-feira. A Tesla subiu 1,7%, e a SunPower, quase 7%. A KB Home, que tem exposição significativa ao mercado da Califórnia, caiu 5,3%.
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Geração de energia solar sobe 6 vezes em 5 anos
Os EUA tiveram 10,4 gigawatts de energia solar residencial no final do ano passado, mais que o sêxtuplo que cinco anos atrás. O setor começou a desacelerar em 2017 devido a mudanças de políticas e iniciativas de algumas empresas para mudar de estratégia.
“A adoção desses padrões representa um enorme avanço nos padrões estaduais de construção”, disse Bob Raymer, engenheiro sênior da Associação da Indústria da Construção da Califórnia, durante a reunião antes da votação. “Pode apostar que os outros 49 estados estarão observando de perto o que vai acontecer.”
A política solar da Califórnia vai exacerbar outra questão crítica no estado mais populoso dos EUA, onde os altos custos de moradia são vistos como um empecilho para a economia, o que também contribui para o aumento das tensões sociais.
“Com o enorme aumento de preços dos imóveis, acho que para os compradores de casas será um pouco desagradável serem obrigados a pagar mais por sistemas solares que talvez eles não queiram ou sintam que não podem custear”, disse Brent Anderson, porta-voz da construtora Meritage Homes. “Mesmo que, a longo prazo, esta seja a resposta certa.”
Fonte: Bloomberg

sexta-feira, 13 de abril de 2018

Por que Construção Sustentável? Perguntas e Respostas

Por que construção sustentável?
Vale a pena adotar uma certificação de Green Building?
O que preciso fazer para avaliar se daria certo para o meu projeto?
Quanto custa?


Estas são algumas das perguntas mais frequentes que surgem quando lidamos com profissionais envolvidos com projetos, no que se refere ao assunto da sustentabilidade das edificações.

Muitos empreendedores ainda se sentem inseguros em adotar estratégias de sustentabilidade e certificações  ambientais, normalmente por não conhecerem muito a respeito e não conseguirem receber respostas adequadas e consistentes para estas e outras questões.

Posso afirmar com total segurança: Construir de maneira sustentável é o caminho a ser seguido pela indústria da construção. É necessário, se quisermos alcançar o Desenvolvimento Sustentável. E é um caminho sem volta. 

Os benefícios são de fato relevantes, promovem resultados de curto, médio e longo prazos, não apenas sob o ponto de vista operacional, mas também em relação à qualidade dos espaços, valorização patrimonial e da própria imagem dos proprietários e usuários dos empreendimentos.

É preciso que tenhamos dados, informação e capacitação técnica adequadas, além de percepção clara das oportunidades para se fazer melhores negócios e das possibilidades e recursos disponíveis, para que possamos dar segurança aos tomadores de decisão em seguir com as iniciativas nesta área. 

Muitas vezes a questão sequer é de falta de recursos financeiros, mas sim de simples falta de informação ou ainda por uma questão de mentalidade do gestor, esta mais difícil de superar (mas que também ocorre, felizmente).

Para ajudar aqueles que se deparem com oportunidades que estão nas mãos de tomadores de decisão inseguros ou mesmo resistentes em aderir ao inexorável apelo da sustentabilidade, seguem algumas respostas às dúvidas mais comuns que percebemos ao longo dos anos, na consultoria e também no ensino em nível de pós-graduação na área, que normalmente surgem nos casos em que os envolvidos terão o seu primeiro contato prático com o desenvolvimento de um projeto de um empreendimento sustentável:

1 - O que são certificações ambientais de empreendimentos?

Certificações ambientais são instrumentos de confirmação e validação da implantação de estratégias de sustentabilidade por empreendimentos que atendam a uma série de critérios de desempenho específicos, que são emitidos por entidades de terceira parte, com credibilidade nacional e internacional. As mais conhecidas e utilizadas no Brasil são o LEED (EUA) e o AQUA-HQE (Brasil/França), além do PBE Edifica (Programa Brasileiro de Etiquetagem de Edificações).

Recentemente, outras certificações mais novas estão também ganhando espaço como o Referencial GBC Brasil Casa e Condomínio, promovido pelo Green Building Council Brasil, e as internacionais BREEAM (Reino Unido), DGNB (Alemanha), Living Building Challenge e WELL (EUA), estas últimas voltadas para a promoção de empreendimentos que, além de eficientes, promovem também qualidade de vida e bem-estar, e que apontam para novos caminhos em direção à sustentabilidade plena.

2 - Quais os benefícios?

Empreendimentos sustentáveis, ou “
Green Buildings”, são aqueles projetados e construídos atendendo-se critérios de sustentabilidade claramente identificados pelos processos de certificação ambiental. Destacamos aqui alguns dos principais benefícios esperados:
  • Menor impacto ambiental direto (controle da implantação, permeabilidade, gestão de águas pluviais e residuais, de resíduos sólidos) e indireto (redução de emissões de CO2, controle de origem e destinação de materiais, redução da pressão sobre redes de energia, água, transportes e serviços de coleta de resíduos), dentre outros.
  • Menor consumo de energia e água (entre 20 e 50%). Em condomínios, pode significar uma redução da taxa condominial de mais de 25%.
  • Processo de Projeto Integrado, com projetos de mais qualidade, precisão e compatibilização entre as diversas disciplinas envolvidas, o que impacta em menos retrabalho na obra, mais qualidade da execução, segurança quanto ao cronograma de entregas e de orçamentos.
  • Melhor gestão de obras, com benefícios importantes em limpeza da obra e entorno do empreendimento, controle da recepção, guarda e aplicação de materiais, redução, controle e adequada destinação de resíduos, o que se reflete em economia de recursos materiais e financeiros e redução de perdas e desperdícios);
  • Melhor gestão da operação do empreendimento, em relação a equipamentos como ar condicionado, automação, iluminação, irrigação, elevadores e eletrodomésticos, por exemplo (o que também se reflete em menores taxas operacionais/condominiais);
  • Promovem espaços de mais qualidade, por exemplo em relação à qualidade da iluminação (natural e artificial), qualidade do ar e acústica, escolha e aplicação de materiais não nocivos à saúde e ao meio (o que se reflete em conforto, saúde, bem-estar e produtividade);
  • Promovem a valorização do empreendimento (pelo menos 20% na venda), além de menor depreciação e maior valorização de taxas de locação.
  • Associação a uma imagem de pioneirismo e liderança;
  • Visibilidade e credibilidade junto ao mercado com relação à implantação de estratégias sustentáveis;
  • Podem se beneficiar de políticas públicas de incentivo à construção sustentável, como o “IPTU Verde, já aprovado em muitas cidades, e que inclusive possibilitam aprovação facilitada e agilizada, em certos casos.
  • Podem se beneficiar de incentivos financeiros com a obtenção de taxas de financiamentos reduzidas, por meio de linhas específicas para “Projetos Sustentáveis”, oferecidas por muitas instituições bancárias, públicas e privadas.
3 - Quanto pode custar?

Ao contrário do que muitos ainda pensam, o custo adicional para se fazer um “Green Building” pode ser muito pequeno (ou até nulo), em relação a edifícios tradicionais. Pesquisas realizadas por organismos internacionais e também brasileiros confirmam que, em média, empreendimentos sustentáveis têm custo adicional inferior a 2% do valor da obra. A incorporação de estratégias de sustentabilidade, previstas na fase de projetos, de maneira integrada, traz benefícios que suplantam, em muito, eventuais incrementos de custos. Mais informações aqui.
Tanto em grandes empreendimentos quanto em pequenos projetos, diversas técnicas e estratégias de baixo custo são viáveis para se promover melhores desempenhos, tanto na fase de projetos quanto na fase obras, mas também na operação, ao longo da vida útil do empreendimento. Nosso compromisso é identificar as melhores opções, definir como implantá-las, orientar e acompanhar a implantação, sempre tendo em mente a busca do melhor custo-benefício e do sucesso de uma iniciativa para a Construção Sustentável.
4 - Como funciona o processo?

Para dar segurança ao investidor, recomendamos que se faça, como etapa 1 do processo, um Estudo de Viabilidade Técnica, específico para o empreendimento considerado, que inclusive pode ser contratado separadamente, de forma que se obtenha subsídios consistentes para uma tomada de decisão segura quanto à continuidade do processo de certificação do empreendimento, uma vez que se identificará os potenciais e as oportunidades para implementação de estratégias de sustentabilidade mais aplicáveis ao caso específico, com uma ideia clara quanto aos custos envolvidos, assim como os resultados e benefícios que se poderá alcançar. 

Com os EVT´s teremos condições de:

  • Identificar os potenciais e oportunidades para a adoção de boas práticas e estratégias de sustentabilidade que seriam as mais viáveis para serem implementadas para os empreendimentos;
  • Estabelecer o nível de complexidade para atendimento de cada aspecto (créditos ou categorias) do processo de certificação escolhido;
  • Definir, juntamente com a sua equipe de gestores, projetistas e construtores, aquelas estratégias que seriam efetivamente adotadas para o empreendimento (e também as que não seriam);
  • Estabelecer um nível de desempenho atingível pelo(s) empreendimento(s) e uma meta alcançável para os processos de certificação, com o melhor custo-benefício possível;
  • Identificar oportunidades de incorporação dos benefícios do processo na comunicação e promoção do(s) empreendimento(s), junto às equipes de marketing e vendas;
  • Estabelecer critérios e diretrizes de sustentabilidade que irão orientar a contratação de projetistas, construtores e instaladores;
  • Estimar os custos envolvidos no processo.
Este é o ponto de partida para um Processo de Projeto Integrado, na etapa seguinte, Desenvolvimento de Projetos Executivos. Desta forma, todos os envolvidos saberão qual o seu papel, onde deveremos chegar com os projetos e por quais caminhos. Estamos seguros em afirmar que a relação de custo-benefício deste processo é extremamente favorável, com benefícios claros e palpáveis, não apenas nos projetos, mas também nas obras e na operação do empreendimento (mais informações pelo link indicado).

O processo segue então para o acompanhamento da execução das obras ou implementação das medidas propostas na fase de projetos, com vistorias técnicas frequentes, bem como atendimento remoto para assessoramento às equipes de obras e de gestão, ao longo de todo o processo até após a entrega do empreendimento.

Durante todo o período, um conjunto volumoso de documentos é preparado e compilado para então procedermos à apresentação da documentação ao órgão certificador para certificação. A partir de então passamos a acompanhar o processo junto ao órgão certificador para prestar os esclarecimentos que sejam necessários para que consigamos então obter a certificação.

5 – É preciso ter gente especializada na área em minha equipe?

Embora seja recomendável, não precisa. Temos trabalhado com muitos clientes “de primeira viagem” na área e estamos bem habituados a lidar com equipes de gestores, projetistas e construtores que, mesmo sem experiência anterior, com nosso acompanhamento, orientação e suporte, dão conta de absorver e implementar as boas práticas que favorecem o atendimento aos requisitos dos processos de certificação, com muitos benefícios para todos os envolvidos.

Atuamos como consultores, apoiando o desenvolvimento de projetos e a execução dos empreendimentos, em colaboração com as equipes de gestão, projetistas e construtores, bem como também as de comunicação, marketing e equipes de vendas (corretores), na busca da incorporação de estratégias de sustentabilidade que sejam consideradas as mais viáveis para cada caso, e de forma que se possa agregar valor ao negócio e empreendimentos, inclusive na percepção destas estratégias por parte do mercado e público consumidor.

Contamos com uma equipe especializada com consultores locais em vários Estados Brasileirosque, ao longo dos processos (que podem levar alguns anos, em muitos casos), dedica boa parte do tempo à orientação e capacitação dos envolvidos.


Além disto, também oferecemos cursos presenciais e online, de atualização e capacitação profissional sobre temas relacionados à Construção Sustentável, pelo EcoBuilding Fórum, como por exemplo os seguintes, dentre outros:

 

Construção Sustentável - Como Projetar e Construir Green Buildings – Prof. Antonio Macêdo Filho, LEED AP BD+C


Construir de maneira sustentável é o caminho. A construção sustentável faz sentido econômico, promove melhores desempenhos ambientais e sociais a agrega valor à imagem de empresas de quaisquer setores.

Na EcoBuilding Consultoria, defendemos e praticamos o que chamamos de “Sustentabilidade Possível”, viável técnica e economicamente, e estamos certos de que nosso trabalho agrega valor aos negócios dos nossos clientes e parceiros (razão pela qual retornam e não mais deixam de seguir o caminho da sustentabilidade).

Consulte-nos. Vamos viabilizar o seu empreendimento sustentável.

Arq. Antonio Macêdo Filho
LEED AP BD+C / DGNB Consultant

sexta-feira, 23 de março de 2018

Senado aprova incentivos fiscais a construções sustentáveis

Reproduzido de Sustentarqui.com.br, originalmente publicado em 22/03/2018
Plenário do Senado aprovou nesta terça-feira (20/03/18) o projeto que trata de incentivos fiscais a construções sustentáveis para imóveis construídos com medidas para a redução do consumo de água e para maior eficiência energética (PLS 252/2014). O projeto segue para a análise da Câmara dos Deputados.

O texto determina que a utilização de práticas sustentáveis de construção será incluída como diretriz da política urbana prevista no Estatuto das Cidades (Lei 10.257/2001).

Estabelece ainda a divulgação dessas práticas em campanhas junto à população. Segundo a proposta, as novas edificações de propriedade da União devem adotar medidas para a redução dos impactos ambientais, desde que técnica e economicamente viáveis.

Para o relator, senador Hélio José (Pros-DF), a matéria ajuda na harmonia das construções com o meio ambiente e auxilia no combate a questões como poluição e destruição da natureza.

O senador afirmou ainda que o projeto aponta para novos padrões de construção e que as medidas de sustentabilidade poderão minimizar os impactos negativos causados pelas construções nos grandes centros urbanos. 

A aprovação desse projeto representa um grande avanço na implementação de uma nova política urbana, que colabore com o desenvolvimento sustentável e com a qualidade de vida dos brasileiros — declarou o senador.

Jovens senadores

O projeto é uma sugestão de Ana Luiza Cabral Laet, Andrisley Kelly Pereira da Silva, Daniele Verza Marcon e Verônica Vicente Monteiro, que participaram da edição de 2013 do Programa Senado Jovem Brasileiro. Na sugestão, as jovens afirmam que a adoção de padrões sustentáveis nas construções contribuirá para reduzir problemas decorrentes das mudanças climáticas.

Fórum da Água

A elaboração de uma pauta voltada para questões ambientais foi acertada entre os senadores para coincidir com a semana do Fórum Mundial da Água. O fórum é um evento organizado pelo Conselho Mundial da Água (WWC, sigla em inglês para World Water Council) desde 1996. O oitavo encontro mundial ocorre em Brasília — começou no domingo (18) e vai até sexta (23). É a primeira vez que um país do Hemisfério Sul recebe o evento.

O Senado participa ativamente do evento, por meio de uma subcomissão especial, criada no âmbito da Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional (CRE) e presidida pelo senador Jorge Viana (PT-AC).