Como provavelmente sabem, a atividade da construção é crucial
para que alcancemos o desenvolvimento sustentável. O mundo precisa que as construções, não apenas as novas, mas também as
existentes, sejam sustentáveis e também de profissionais que possam dar
respostas adequadas a estas demandas.
Os espaços construídos, sejam eles espaços públicos, casas,
edifícios, bairros ou cidades inteiras, devem ser projetados, construídos e
operados para proporcionar funcionalidade, habitabilidade, segurança, conforto,
saúde e bem estar para as pessoas, de forma que consigamos promover a
qualidade de vida, com equilíbrio em relação ao meio ambiente e compromisso
para com as próximas gerações.
Eu sou Antonio Macedo,
prof. Coordenador do MBA
em Construções Sustentáveis e Saudáveis INBEC/UNIP, e quero convidá-lo(a) a
se juntar a um crescente grupo de profissionais especialistas, para ajudar a
promover o desenvolvimento sustentável e a qualidade de vida em nossas
construções e nossas cidades.
Trata-se de um curso de especialização lato sensu, voltado
para profissionais que estão atuando ou pretendam vir a atuar neste crescente
mercado, e é ministrado por uma ampla grade de experientes professores que de
fato têm relevante atuação no mercado, em suas áreas de especialidades.
O curso, que agora é oferecido em formato 100% online, é uma nova
versão, mais atualizada, do curso já realizado presencialmente em 13 cidades
pelo Brasil, com mais de 30 turmas e mais de 2.000 alunos.
Eu fico pessoalmente à disposição para tirar
dúvidas sobre os conteúdos e oportunidades de trabalho que poderão aproveitar
com esta especialização: amacedo@ecobuilding.com.br.
Com grande satisfação, compartilho que o edifício sede da RAC Engenharia, em Curitiba, já certificado LEED Platinum, recebeu recentemente a Pré-certificação WELL, com nossa consultoria EcoBuilding, e com 91 pontos aprovados pelo International WELL Building Institute (IWBI)! Será, portanto, o primeiro edifício certificado WELL Platinum do continente! Parabéns, Ricardo Cansian e todo o time RAC Engenharia.
With great satisfaction, I share that RAC Engenharia's headquarters building, in Curitiba, already LEED Platinum certified, recently received the WELL Pre-certification, with our EcoBuilding consultancy, and with 91 points approved by the International WELL Building Institute (IWBI)! It will therefore be the first WELL Platinum certified building on the continent! Congratulations, Ricardo Cansian and the entire RAC Engenharia team.
Assistindo a algumas palestras online estes dias, promovidas pela Ademi-Ba, deparei com o vídeo de uma palestra minha, realizada na 8a edição do Fórum de Sustentabilidade daquela entidade, que ocorreu em Salvador, em 2017. O tema, "Custos, Benefícios e Oportunidades da Construção Sustentável", sobre o qual já tratei em algumas ocasiões, segue oportuno, razão pela qual compartilho aqui o link da palestra:
Por
Antonio Macedo Filho, LEED AP / WELL AP / DGNB Consultant
Adaptado a partir de artigos de Gloria Gibbons, Global Practice Leader na Ogilvy Health & Wellness (Reino Unido) e de Barbara Bigarelli, jornalista do Valor Econômico (São Paulo)
Novembro 2019
O estresse mata
Já
se sabe hoje que períodos contínuos e regulares de estresse, combinados com um
estilo de vida sedentário, podem de fato provocar morte precoce. Um trabalho
publicado por Elizabeth Blackburn e Elissa Epel comenta que o chamado ‘efeito
telômero’ (extremidade protetora de seus cromossomos), cujo encurtamento leva a
doenças cardíacas, cânceres e enfraquecimento do sistema imunológico, está relacionado
com o aumento do estresse e estilo de vida sedentário.
Em maio de 2019, o esgotamento profissional, conhecido como “Síndrome de Burnout”, foi
incluído na Classificação Internacional de Doenças da Organização Mundial da
Saúde (OMS). A lista é baseada nas conclusões de especialistas de todo o mundo
e utilizada para estabelecer tendências e estatísticas de saúde.
A síndrome de burnout, ou de esgotamento
profissional, está sendo chamada de “Mal do Século”.
Fonte: Ministério da Saúde
Segundo
pesquisa da ISMA-BR (representante brasileiro da International Stress
Management Association), 72% dos brasileiros que estão no mercado de trabalho
sofrem alguma sequela associada ao estresse. Deste total, 32% sofrem da
Síndrome de Burnout e 92% destas pessoas continuariam trabalhando. Segundo a
psicóloga e presidente da ISMA-BR, Ana Maria Rossi, “um trabalhador neste
estado está muito mais propenso a cometer erros graves”.
Trata-se de um
problema que, para além da importância que já toma em relação à saúde pública,
tem sido relacionado a prejuízos multimilionários para empresas do mundo
inteiro. As questões relacionadas ao bem-estar das pessoas, em especial nos
ambientes de trabalho, já deixaram de ser, para o mundo corporativo, uma coisa
desejável, para ser algo necessário, fundamental mesmo para a sobrevivência das
empresas hoje e no futuro.
A vez das pessoas
Empresas de todo o mundo,
de diferentes tamanhos, em especial as maiores, já têm adotado estratégias e
boas práticas de sustentabilidade, com os seus ganhos de eficiência, de
funcionalidade e redução de impactos ambientais, em muitos casos de maneira consistente
em suas diretrizes corporativas. Agora, entendem que os seus esforços devem
dirigidos à valorização das pessoas, na promoção da saúde, conforto, bem-estar
e qualidade de vida. É o chamado “Movimento Wellness”.
Trata-se de um setor que
tem muitas ramificações, em diferentes áreas de negócios, que foi avaliado em
US$ 3,7 trilhões de dólares, no mundo, somente em 2016, crescendo mais de 10%
ao ano.
Os conceitos defendidos
pelo Movimento Wellness tem levado para as mesas de reuniões de muitas empresas
questões como: a qualidade do ar, da água e da comida servidas aos
funcionários, a oferta de programas de incentivo à atividade física, a
flexibilidade de horários e locais de trabalho, a oferta de espaços de convívio
e relaxamento, dentre outras estratégias que, em conjunto, visam promover a
saúde, o conforto e o bem estar das pessoas nos ambientes de trabalho.
Segundo matéria publicada
no jornal Valor Econômico em 23/08/2019, citando estudo realizado com 1,6 mil funcionários de empresas dos
Estados Unidos, “os esforços das empresas não têm sido suficientes para
promover o bem-estar dos funcionários, a despeito dos investimentos crescentes
em academias, ergonomia e opções de alimentação mais saudáveis”, disse Jeanne
Meister, sócia da Future Workplace, empresa que realizou a pesquisa em parceria
com a View.
“São os fatores
aparentemente invisíveis, como qualidade do ar e luz natural, que mais
influenciam o bem-estar, a produtividade dos funcionários e, acima de tudo, a
qualidade da experiência das pessoas nos escritórios”.
Apenas 1 de cada 4
entrevistados afirmou que a qualidade do ar de seu escritório é adequada para
se realizar seu melhor trabalho e metade deles afirmaram que a má qualidade do
ar no ambiente interno os deixa mais sonolentos.
Mais do que isso: quase um
terço deles apontou sofrer com olhos lacrimejando ou irritação na garganta no
trabalho. Para 85% deles, o ar que respiram em suas casas ou na rua é melhor do
que o do escritório.
Com relação à temperatura,
apenas um em cada três funcionários disse que a temperatura do ar de seus
escritórios é ideal e um terço disse que trabalha, hora com ar quente demais,
hora frio demais. Metade deles gostaria que suas empresas projetassem ambientes
que resolvessem esse dilema.
Sobre a luz dos
escritórios, grande parte dos entrevistados indicou que é comum ter sua visão
bloqueada por persianas ou cortinas e um terço disse que a intensidade e
coloração da luz a que têm acesso é importante para seu bem-estar.
Outro fator analisado pela
pesquisa foi a acústica. Metade dos entrevistados afirmou se distrair com a
conversa alheia e mais de um terço deles afirmaram que o barulho de telefones,
da digitação nos teclados e dos sistemas de refrigeração do ar atrapalham sua
concentração. Para 37% deles, as empresas deveriam criar um ambiente mais
silencioso.
Atratividade, retenção de
talentos e ganhos de produtividade
O estudo indica que pensar
no bem-estar é também uma questão de atração e retenção de talentos. Para 67%
dos entrevistados, a produtividade e o engajamento aumentam em ambientes que
contam com fatores que promovem o bem-estar físico e emocional.
Mais de dois terços dos
entrevistados (67%) afirmaram que trabalhar em um ambiente que contribui para
seu bem-estar e saúde os faz considerar aceitar uma oferta de trabalho e 69%
disseram que este é um fator que os leva a permanecer no emprego.
Estes índices chegam à
quase totalidade dos casos quando se trata dos chamados “millenials”, jovens
profissionais, nascidos nos anos 90 e crescidos já na era digital. Para estes,
a busca da felicidade e bem-estar é crucial, com nível de importância inclusive
superior ao sucesso financeiro.
São jovens que representam
boa parte da massa de trabalho e que começam a assumir posições de liderança em
muitas empresas. Com formatos e ambientes de trabalho mais dinâmicos e
flexíveis, produtividade passou a ser a palavra-chave. E isto pode fazer, de
fato, toda a diferença.
Os investimentos em
bem-estar se justificam, sob o aspecto financeiro, quando se compara o aumento
de produtividade das pessoas nos seus trabalhos (mesmo que seja de poucos
pontos percentuais), com os custos destas pessoas para as empresas ao longo do
tempo.
São custos que podem
alcançar cifras multimilionárias, em muitos casos, incluindo-se aqueles
relacionados aos custos diretos das empresas com planos de saúde de seus
funcionários. As empresas estão percebendo que investir em qualidade de vida
das pessoas é um bom negócio.
Vale muito mais a pena
investir em saúde e bem-estar das pessoas (o que se refletirá em ganhos de
produtividade), do que planos de saúde e atendimentos médicos.
Como implementar o Wellness nos ambientes
Algumas questões que surgem
nas reuniões para discussão destes assuntos são, por exemplo: O que fazer?
Quais estratégias propor? Quais darão melhores resultados? Como estimar e medir
estes resultados? Como vamos justificar os investimentos?
Para dar respostas precisas
a questões como estas e orientar as empresas na implantação e no contínuo
aperfeiçoamento de estratégias de bem-estar para as pessoas, foi criada nos
EUA, em 2014, a certificação WELL.
Trata-se de uma ferramenta
a ser usada para efetivamente se obter indicadores mensuráveis para aferir os
impactos que os espaços construídos têm sobre o corpo humano, sobre nossa
saúde, comportamento e capacidade de realizar trabalho ou se relacionar com
outros.
Empreendimentos ou espaços
certificados WELL são aqueles que comprovadamente foram projetados, construídos
e são mantidos de forma a promoverem a saúde, a felicidade, o bem-estar e a
produtividade dos seus usuários.
OInternational Well Building Institute, entidade que
promove o WELL
Building Standard, baseada em Nova York, tem observado crescimento
exponencial da aplicação da certificação, atingindo, em agosto de 2019, 58
países ao redor do mundo, inclusive o Brasil.
O processo prevê uma
abordagem holística de aspectos relacionados a assuntos como a qualidade do ar,
da água, da alimentação, o nível de conforto (térmico, acústico, luminoso,
ergonômico), a qualidade dos materiais, o incentivo à atividade física e
implantação de políticas de gestão de pessoas mais inclusivas, transparentes,
participativas e integradas entre si.
São medidas que devem ser
consideradas nos projetos, na execução e na operação dos espaços certificados e
podem ser implementadas tanto em instalações novas, a serem construídas, ou
mesmo já existentes, uma vez sejam capazes de atender aos critérios mínimos de
certificação.
Os resultados da busca e
conquista da certificação WELL, com a visibilidade e credibilidade que ela
traz, tem sido tão bons que muitas empresas, de diferentes portes, têm passado
a adotá-la de forma sistemática em suas políticas de gestão dos espaços de
trabalho, em todo o mundo.
Este ano foi inclusive
lançada uma nova versão do sistema para dar ainda mais impulso a estas
iniciativas, chamadaWELL Portfolio, voltada para empresas que adotem o WELL Building
Standard em um conjunto de instalações de uma só vez, mesmo que estas estejam
em países diferentes, de maneira coordenada e com esforços otimizados, desde
que atendam a um conjunto de critérios de desempenho que possam ser
implementados, medidos e validados no processo de certificação.
É, de fato, uma ferramenta
poderosa e que faz todo o sentido, não apenas para as próprias pessoas, mas
também para as empresas, que desta forma podem comprovar e validar, por meio de
medidas práticas e com indicadores precisos, a adoção de estratégias de
Wellness, em suas instalações.
Estamos diante de uma nova era. A era da valorização das pessoas.
Nas palavras do
Sr. Rick Fedrizzi, fundador e CEO por mais de 16 anos do U.S. Green Building
Council, entidade criou a certificação de empreendimentos sustentáveis LEED,
mais utilizada em todo o mundo para identificar Green Buildings, e que desde
2016 é CEO do IWBI (International Well Building Institute), entidade que
promove o WELL, “estamos falando da 2ª onda da sustentabilidade, o próximo
passo que todos devemos dar”.
Para saber mais:
Avaliações de desempenho e
consultorias técnicas WELL:
Tendência também promove a educação sustentável entre moradores
Empreendimentos sustentáveis da MRV conquistam maior valorização no mercado
Em tempos de aumento na conta de luz e pouco dinheiro, qualquer ajuda no fim do mês é bem-vinda. Uma alternativa é a instalação de sistema de energia solar, o que reduzirá bastante o custo no bolso e representa uma boa economia. Gerar a própria energia por meio de um sistema fotovoltaico é um desejo crescente entre construtoras.
Luis Henrique Capanema Pedrosa, gestor executivo de suprimentos da Construtora MRV, diz que a ideia consiste na instalação de painéis fotovoltaicos no telhado dos empreendimentos, convertendo energia solar em energia elétrica. “A energia gerada é consumida localmente e, quando há um excedente, ele é injetado na rede de distribuição da concessionária de energia local”, pontua. Segundo ele, no fim do mês é feita uma compensação entre a energia total injetada e a total consumida, podendo até mesmo cobrir quase a totalidade do consumo do condomínio.
De acordo com Rodrigo Travi, CEO da Ledax Energy and Lighting, a tendência é que dentro de cada plano de construção já esteja planejado um sistema de energia solar. “Para isso, é muito importante que os empreendimentos já sejam projetados com estruturas capazes de suportar o peso das placas solares e que tenham uma boa incidência solar nas áreas planejadas. O sistema ainda agrega valor de venda e marketing positivo para as construções”, comenta.
O mercado imobiliário encontrou em conceitos sustentáveis uma melhor forma de gestão ambiental e meio de atrair clientes. “As construtoras passariam a ter empreendimentos mais valorizados e ajudariam a difundir a importância da geração de energia por meio de fontes limpas e renováveis”, destaca Luis Henrique.
A energia fotovoltaica gera uma redução no custo de manutenção, uma vez que propicia a redução da despesa, gerando economia que pode ser revertida ao próprio condomínio. “Outro ponto que deve ser destacado é que cada vez mais municípios estão adotando o “IPTU Verde”, que concede descontos nesse imposto para os empreendimentos que implantarem ações sustentáveis”, lembra o executivo.
Entre os benefícios da instalação para os condôminos, o gestor executivo frisa que, com o dinheiro economizado com a energia do local, é possível garantir melhoriass para o próprio prédio, agregando valor ao empreendimento e valorizando as unidades. “Além de ter a energia sendo gerada por uma fonte limpa, um condomínio com geração solar fotovoltaica pode reverter a economia em benefícios, como pintura das áreas comuns, melhorias diversas em mobiliário e paisagismo”, salienta.
Para isso, a montagem do sistema deve ser feita em ponto estratégico. De acordo com Rodrigo Travi, a característica essencial que pode inviabilizar a instalação do sistema é o sombreamento causado por árvores, antenas, prédios ao redor, postes etc. “O ideal, além de não haver sombreamento, é a superfície ser plana e sem vegetação, para terrenos, e em bom estado de conservação no caso de lajes e telhados.” Normalmente, a instalação é feita nos telhados, que devem suportar essa carga extra, mas pode também ser feita como cobertura de estacionamentos.
Apesar das vantagens, todo o projeto deve estar em sintonia com essa tendência. “É importante ressaltar que a implantação de sistemas fotovoltaicos deve ser acompanhada de projetos de instalações com maior eficiência energética, com o uso de LEDs e sensores, para maximizar os resultados”, conclui Luis Henrique Capanema.
Por Antonio Macedo Filho, adaptado a partir de artigo de Terri Peters, publicado por Rockwool (Julho 2019)
Você está feliz com o seu espaço de trabalho?
Sabe o quanto as pessoas estão felizes com os seus locais de trabalho?
Um relatório da Gallup constatou que 85% das pessoas não vão contentes para o trabalho todos os dias. As razões são variadas, mas não necessariamente relacionadas ao deslocamento, ao chefe ou ao salário, mas muitas vezes devido ao design do ambiente físico e sensorial. Uma pesquisa realizada pelo Leesman Review, descobriu que 76% dos trabalhadores de escritório (nos EUA) listam o ruído como um importante aspecto a ser considerado no local de trabalho, mas apenas 30% estão satisfeitos com os níveis de ruído em seus ambientes de trabalho.
Oito horas por dia em um espaço de escritório entupido e desordenado, com acústica de baixa qualidade ou vistas desanimadoras para o lado de fora podem dificultar a concentração no trabalho.
Então, quais considerações de design são importantes e como os locais de trabalho podem ser melhor projetados para o bem-estar dos funcionários?
Fonte: World Green Building Council “Building the Business Case: Health, Wellbeing and Productivity in Green Offices”
Ambientes confortáveis são fundamentais
Escritórios mais saudáveis promovem boa qualidade do ar, luz natural e boa acústica. As pessoas não apenas sentem-se mais confortáveis para trabalhar em espaços com esses atributos, mas podem até mesmo melhorar os seus desempenhos no trabalho. Estudos realizados por pesquisadores da Harvard T.H. Chan School of Public Healthconstatou que, entre outros benefícios, como a atenção aprimorada, as pontuações dos testes de função cognitiva das pessoas dobraram nos espaços de trabalho em escritórios com qualidade ambiental interna melhor do que a típica.
Alguns dos benefícios do bem-estar continuam mesmo depois de os trabalhadores terem saído do escritório, incluindo uma melhor noite de sono e menos sintomas relatados de doenças que afetam o bem-estar geral. Ou seja, um melhor design de ambientes de escritório pode tornar as pessoas mais produtivas no trabalho e também fazer com que tenham mais qualidade de vida, como um todo.
Fonte: COGFX, “The Impacts of Green Building on Cognitive Functions”
Ambientes saudáveis melhoram a produtividade
Mesmo pequenas melhorias na sensação de conforto, bem-estar e produtividade de um funcionário podem significar uma enorme diferença para os resultados finais de uma empresa. Um relatório de 2014 do World Green Building Council (WGBC) descobriu que, ao considerar os custos do ciclo de vida ao longo do tempo, os custos associados ao recrutamento, pagamento e treinamento de pessoal representam 90% do orçamento operacional típico.
O investimento no projeto de ambientes de trabalho para permitir um melhor engajamento e produtividade faz sentido para os negócios. Numerosos estudos mostram que o ruído é a principal fonte de reclamações sobre o ambiente de trabalho e 70% dos funcionários relatam que sua produtividade aumentaria se o ambiente fosse menos ruidoso. Isto precisa ser priorizado no design do escritório.
Fonte: World Green Building Council (2014)
Os projetistas sabem há muito tempo que ambientes de qualidade podem fazer as pessoas se sentirem mais felizes, estarem mais conectadas socialmente e melhorarem nossas interações entre si. Kåre Stokholm Poulsgaard, chefe de inovação dos arquitetos GXN e 3XN na Dinamarca, diz que seu escritório dá uma atenção especial à criação de espaços de recepção acolhedores e ao design de áreas de reunião que incentivam interações positivas e pontos de vista através do edifício.
Eles incorporam escadarias amplas e sociais onde as pessoas podem se encontrar e conversar enquanto se movem pelo prédio. Além de recursos formais e espaciais, um bom ambiente de trabalho requer a especificação de materiais naturais de alta qualidade e a consideração de se criar uma boa experiência em vários locais do espaço de trabalho, não apenas em escritórios típicos.
Bella Sky Hotel - Copenhagen, 3XN
Otimizando edifícios para conforto interno
Por exemplo, no Bella Sky Hotel, o edifício é otimizado para pessoas que visitam e trabalham. O hotel é um grande empregador e é o maior da região nórdica, com mais de 800 quartos e numerosos espaços para reuniões e atividades. As características do design sustentável incluem uma parede viva verde no saguão trazendo a natureza para dentro, uma escada social "preguiçosa" para incentivar as pessoas a caminhar e explorar o prédio, em vez de sempre optarem pelo elevador, e um envelope de construção de alto desempenho.
Poulsgaard explica que os materiais naturais são fundamentais para promover o bem-estar das pessoas no edifício: “Não há materiais sintéticos em nenhum dos quartos. Os tapetes são de lã, lençóis de algodão com alto teor de fios, e há um uso comum de materiais naturais como carvalho defumado e couro encontrados em toda a decoração. ”Estudos mostram pessoas se sentindo melhor cercadas por materiais naturais que não apenas parecem benignos, mas isso provou não prejudicar a nossa saúde. Materiais e acabamentos com baixo VOC demonstram um impacto positivo em nosso funcionamento cognitivo.
Kåre Stokholm Poulsgaard diz que os designers devem considerar como a tecnologia pode ser aproveitada para melhorar o processo de design. Designers em sua equipe estão procurando utilizar mais do edifício e dados ambientais coletados em um projeto como feedback para o processo de design conectando o desempenho do edifício e sustentabilidade com mais clareza para o bem-estar do empregado.
“Precisamos saber mais sobre como os edifícios que projetamos realmente funcionam em uso, e também precisamos“ fechar o ciclo ”ao usar as enormes quantidades de dados que coletamos durante o processo de projeto como feedback”, diz ele. Ferramentas digitais para medir, modelar e simular qualidades sensoriais como som, luz e ar estão se tornando mais amplamente utilizadas na indústria.
Sabemos que estes parâmetros têm um enorme impacto na saúde e bem-estar, bem como na produtividade e capacidade de aprendizagem. O desafio para a indústria da construção é investir tempo e esforço nos primeiros estágios do projeto para criar ambientes de trabalho inspiradores, que promovam o engajamento e empolguem as pessoas em ir para o trabalho.
Acrescento:
WELL Experience
Em 2014, foi criada nos EUA a primeira ferramenta para efetivamente definir, mensurar e avaliar os critérios, indices de desempenho e características que os espaços construídos devem apresentar para proporcionar saúde, conforto e bem estar para as pessoas, melhorando assim não apenas o seu desempenho no trabalho, mas também a qualidade de vida.
Trata-se da certificação WELL Building Standard, promovida pelo IWBI - International Well Building Institute, que é presidido por Rick Fedrizzi, fundador e CEO do USGBC por 16 anos.
para a nossa delegação do Brasil como parte da agenda
da missão técnica para a GreenBuild 2018.
Em novembro de 2018, liderei uma missão técnica a Nova York, para ver de perto como a coisa funciona e como são os espaços de trabalho certificados WELL. Percebi que, de fato, o chamado "Movimento Wellness" está mesmo sendo levado muito a sério por empresas de diversos setores e o mercado de projetistas, designers, contrutores, instaladores e gestores de espaços de trabalho estão claramente direcionando suas pesquisas e seus esforços para dar respostas a estas demandas que são crescentes, em todo o mundo.
Sede da Delos, empresa que liderou as iniciativas que levaram à criação da certificação WELL. Dando o exemplo, o escritório é certificado LEED e WELL Platinum. Foto: visita técnica guiada realizada exclusivamente para a nossa delegação, como parte da agenda da I WELL Experience Tour Nova York, em novembro 2018, na sequência
da missão para a GreenBuild daquele ano, que ocorreu em Chicago.
O número de casos de empreendimentos certificados WELL cresce exponencialmente em todo o mundo (estamos trabalhando, como consultores, com nossa equipe EcoBuilding, em dois casos que estão entre os pioneiros do Brasil em processos de certificação WELL) e estamos seguros em afirmar que se trata do início de um ciclo de renovação de conceitos e evolução para o mercado de espaços de trabalho.
Na ocasião será realizado um Workshop WELL promovido pelo próprio IWBI, em sua sede em NYC, além de visitas técnicas a empresas e empreendimentos certificados WELL na Big Apple. São ambas oportunidades muito ricas de desenvolvimento profissional na área. Fique atento. Mais informações aqui abaixo no Blog do Macedo.