Por Fernando Forte e Rodrigo Marcondes Ferraz, para Uol.com.br - Agosto 2010
Nos tempos atuais, a conservação de recursos naturais é tema de qualquer conversa de bar. E ao falar de preservação, uma das primeiras coisas que nos vem à cabeça é a questão da água. Apesar de abundante no Brasil – temos a maior bacia hidrográfica do mundo, a do Amazonas – a água já falta em diversas regiões do planeta.
Mesmo no Brasil, as bacias hidrográficas não estão distribuídas uniformemente por todo o território e, pior, sua distribuição não coincide com as áreas de maior concentração populacional. O que vemos, então, são alguns locais com muita água e pouca gente, e outros com uma grande população sem o acesso adequado à água e, ainda mais grave, saneamento.
A água da chuva é coletada, filtradas e levada a um reservatório inferior, em geral enterrado. Uma bomba leva a água para uma segunda caixa d'água, a partir da qual é feita a distribuição para os pontos desejados: torneira de jardim, sanitários e lava roupa são os mais comuns.
Recurso valioso
Portanto a água passou a ser um bem raro e que deve ser poupado e reaproveitado ao máximo. Quando falamos de poupar água, estamos nos referindo a diversas práticas, desde fechar a torneira enquanto escovamos os dentes e o chuveiro enquanto nos ensaboamos, até desenvolver sistemas de irrigação para as lavouras que sejam mais eficientes.
Países como Israel plantam no deserto graças a sistemas de irrigação por gotejamento que utilizam menos de 5% da quantidade de água necessária por nosso sistema mais comum, o da aspersão, em que boa parte da água evapora antes mesmo de chegar ao solo. Outro exemplo simples pode ser notado nos arejadores para torneiras, que já estão presentes nos modelos das principais fabricantes do país. Trata-se de um equipamento simples e barato que reduz drasticamente o consumo de água. Nessa linha encontramos diversos sistemas eficientes de descargas entre outros implementos que nos auxiliam a economizar água.
E a água já utilizada?
Hoje em dia, na grande maioria dos edifícios (de uma residência a uma indústria), a água vai diretamente para o sistema de coleta de esgoto e águas pluviais. Entretanto, boa parte dela pode ser facilmente reutilizada, visto que o grau de impurezas é muito baixo após a primeira utilização. Grandes indústrias, como as de cerveja, por exemplo, já possuem sistemas capazes de utilizar diversas vezes a mesma água para a fabricação de seu produto, reduzindo muito o impacto no meio ambiente. Esses são sistemas mais complexos e vamos nos concentrar nos convencionais, desenvolvidos para residências.
Ao pensarmos em reuso de água para residências, podemos primeiramente tratar das águas pluviais, ou seja, a água da chuva. Captar a água que cai nos telhados e lajes de nossas casas para uma futura utilização não só é uma prática econômica e ecológica, como também diminui a quantidade de água que vai para o sistema público de coleta, ou seja, ajuda a diminuir as terríveis enchentes das épocas de chuva forte.
Coletar, filtrar, usar
Os sistemas mais simples de reuso de água tratam apenas das águas pluviais, que após caírem nos telhados são direcionadas às calhas e, ao invés de serem descartadas, são filtradas e levadas a um reservatório inferior, normalmente enterrado. Uma bomba simples transfere a água deste reservatório inferior para outro elevado (uma segunda caixa d’água) e a partir daí a água é direcionada para os pontos que desejamos.
Os sistemas mais simples direcionam esta água de reuso apenas para a irrigação de jardim. Em locais com grandes áreas ajardinadas, só isso já é suficiente, uma vez que toda a água da chuva será reaproveitada e bem utilizada. Em locais com poucas áreas ajardinadas ou mesmo sem nenhuma área verde, podemos utilizar o mesmo conceito de reuso, mas com uma complexidade um pouco maior – a água da chuva, após estar filtrada e no reservatório superior, é levada aos jardins e também para os vasos sanitários, tanques e máquinas de lavar roupas. Essa água, embora imprópria para ser bebida, é bastante limpa para essas finalidades.
Águas cinzas
Há diversos sistemas disponíveis no mercado com filtragem da água após ela entrar no reservatório inferior, imediatamente antes ou ainda no tubo de queda. São vários os filtros existentes e a NBR 15527 (Água de Chuva - Aproveitamento de coberturas em áreas urbanas para fins não-potáveis) da ABNT (Associação Brasileira de Normas Técnicas) é a que regula todos esses sistemas. É importante sempre prestarmos muita atenção ao método de filtragem e de armazenamento, já que ao cair na cobertura, a água carrega consigo todas as impurezas do telhado.
Além da água da chuva, as chamadas águas cinzas também podem ser reutilizadas. As águas cinzas são as que foram utilizadas nas pias de banheiros ou chuveiros, por exemplo. É uma água mais limpa do que a que sai do vaso sanitário (por razões óbvias) e, portanto mais fácil de ser filtrada. O sistema de funcionamento é basicamente o mesmo do reuso de águas pluviais. A água cinza é recolhida, filtrada e reaproveitada nos jardins ou sanitários. Os filtros e os métodos de filtragem podem variar, mas o funcionamento é muito parecido.
Desde que bem projetados, os sistemas para reuso de água são eficientes e vieram para ficar. Além disso, algumas localidades já exigem estes sistemas para qualquer edificação a ser construída.
sábado, 14 de agosto de 2010
segunda-feira, 9 de agosto de 2010
Califórnia terá maior planta solar do mundo
Energia será suficiente para 140 mil casas
A Brightsource Energy Inc., da Califórnia, recebeu o sinal verde para construir o maior projeto de energia solar do mundo, no deserto de Mojave. Serão três plantas, em um sistema gerador de 392 megawatts.
A empresa recebeu um compromisso condicional do Departamento de Energia dos EUA de um U$ 1,37 bilhão em garantias de empréstimo. A energia gerada pelas plantas será vendida pelas empresas Pacific Gas & Electric e Southern California Edison, sob um contrato de longo prazo que irá fornececer mais de 2.600 megawatts.
O projeto vai dobrar a quantidade de energia térmica solar produzida hoje nos EUA. Além disso, criará mais de mil empregos em sua construção, produzirá energia limpa suficiente para alimentar 140 mil casas e reduzirá as emissões de dióxido de carbono em mais de 400 mil toneladas anualmente, o equivalente a tirar mais de 70 mil carros das ruas, informa o Climate Progress.
foto: ©Eilon Paz Studio EPP/Divulgação
Publicado originalmente em PlanetaSustentável.com.br
A Brightsource Energy Inc., da Califórnia, recebeu o sinal verde para construir o maior projeto de energia solar do mundo, no deserto de Mojave. Serão três plantas, em um sistema gerador de 392 megawatts.
A empresa recebeu um compromisso condicional do Departamento de Energia dos EUA de um U$ 1,37 bilhão em garantias de empréstimo. A energia gerada pelas plantas será vendida pelas empresas Pacific Gas & Electric e Southern California Edison, sob um contrato de longo prazo que irá fornececer mais de 2.600 megawatts.
O projeto vai dobrar a quantidade de energia térmica solar produzida hoje nos EUA. Além disso, criará mais de mil empregos em sua construção, produzirá energia limpa suficiente para alimentar 140 mil casas e reduzirá as emissões de dióxido de carbono em mais de 400 mil toneladas anualmente, o equivalente a tirar mais de 70 mil carros das ruas, informa o Climate Progress.
foto: ©Eilon Paz Studio EPP/Divulgação
Publicado originalmente em PlanetaSustentável.com.br
sexta-feira, 6 de agosto de 2010
Ônibus solar chinês passa por cima de carros
Paula Rothman - 05/08/2010 - INFO Online*
Projeto batizado de ´3D Express Coach´ poderia reduzir até 30% dos trânsito nas grandes cidades.
O design é da empresa Shenzhen Huashi Future Parking Equipment e seria uma solução para as ruas extremamente movimentadas da China.
O ônibus com 4,5 metros de altura andaria em trilhos especiais, construídos na lateral das ruas, de forma que os carros passem por baixo dele. Movido a energia solar, ele chegaria a velocidade de 60 km/h e poderia transportar até 1400 passageiros de uma vez.
Segundo os designers, que apresentaram o projeto durante a 13ª Expo High-Tech Internacional de Pequim, o 3D Express Coach pode cortar 30% do trânsito. Para evitar acidentes, ele teria um sistema de alerta avisando quando fosse fazer uma curva.
O projeto piloto deve começar a ser construído até o final do ano em Pequim, com uma pista de 186km de testes. O custo estimado de um ônibus como este, incluindo os trilhos, seria de US$73 milhões de dólares.
Projeto batizado de ´3D Express Coach´ poderia reduzir até 30% dos trânsito nas grandes cidades.
O design é da empresa Shenzhen Huashi Future Parking Equipment e seria uma solução para as ruas extremamente movimentadas da China.
O ônibus com 4,5 metros de altura andaria em trilhos especiais, construídos na lateral das ruas, de forma que os carros passem por baixo dele. Movido a energia solar, ele chegaria a velocidade de 60 km/h e poderia transportar até 1400 passageiros de uma vez.
Segundo os designers, que apresentaram o projeto durante a 13ª Expo High-Tech Internacional de Pequim, o 3D Express Coach pode cortar 30% do trânsito. Para evitar acidentes, ele teria um sistema de alerta avisando quando fosse fazer uma curva.
O projeto piloto deve começar a ser construído até o final do ano em Pequim, com uma pista de 186km de testes. O custo estimado de um ônibus como este, incluindo os trilhos, seria de US$73 milhões de dólares.
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Arranha-céu sustentável na Coréia do Sul
Mais um prédio sustentável!
Publicado originalmente em ArqBacana, em Março 2010
Selecionado por meio de um concurso internacional, o projeto do escritório norte-americano AS+GG inova no aspecto energético. Isso porque o edifício é capaz de gerar mais energia elétrica do que consome por meio dos painéis fotovoltaicos estrategicamente incorporados nas fachadas.
“Nunca os painéis fotovoltaicos foram usados com tanta eficiência por um edifício”, afirma o arquiteto Adrian Smith, da AS+GG. Ele e seu sócio, o arquiteto Gordon Gill, descobriram uma maneira inteligente de explorar o subsídio da energia solar oferecido pelo governo sul coreano para justificar o acréscimo de custo que a tecnologia traria à construção.
A energia excedente produzida pelos dispositivos solares do prédio será vendida para as empresas de eletricidade a um preço sete vezes mais caro do que o da energia elétrica gerada convencionalmente.
O envelope multifacetado foi idealizado de forma a otimizar o recebimento de luz solar, sobretudo nas fachadas sudoeste e nordeste, onde os painéis são inclinados 30º em relação ao sol. A posição dos painéis maximiza a quantidade de energia coletada no edifício, ao mesmo tempo em que o recurso também minimiza o ganho de calor pela edificação.
“A solução que adotamos é comum em coberturas, mas não em torres”, acrescenta Smith, que não se considera o proprietário da idéia. “Não patenteamos a idéia, pois todos estão buscando avanços do desempenho dos edifícios”, afirma o arquiteto. A torre, que tem mais de 240m de altura, deverá estar concluída em 2013.
Vale ressaltar que o projeto desenvolvido pelo AS+GG para a Federação das Indústrias Coreanas, de Chicago, prevaleceu sobre os de competidores como Foster + Partners, Pei, Cobb e Freed.
Fonte: ArqBacana
Comentários:
1 - Onde estão os nossos incentivos aos fotovoltáicos?
2 - Well done, Russell. Congrats!
Publicado originalmente em ArqBacana, em Março 2010
Selecionado por meio de um concurso internacional, o projeto do escritório norte-americano AS+GG inova no aspecto energético. Isso porque o edifício é capaz de gerar mais energia elétrica do que consome por meio dos painéis fotovoltaicos estrategicamente incorporados nas fachadas.
“Nunca os painéis fotovoltaicos foram usados com tanta eficiência por um edifício”, afirma o arquiteto Adrian Smith, da AS+GG. Ele e seu sócio, o arquiteto Gordon Gill, descobriram uma maneira inteligente de explorar o subsídio da energia solar oferecido pelo governo sul coreano para justificar o acréscimo de custo que a tecnologia traria à construção.
A energia excedente produzida pelos dispositivos solares do prédio será vendida para as empresas de eletricidade a um preço sete vezes mais caro do que o da energia elétrica gerada convencionalmente.
O envelope multifacetado foi idealizado de forma a otimizar o recebimento de luz solar, sobretudo nas fachadas sudoeste e nordeste, onde os painéis são inclinados 30º em relação ao sol. A posição dos painéis maximiza a quantidade de energia coletada no edifício, ao mesmo tempo em que o recurso também minimiza o ganho de calor pela edificação.
“A solução que adotamos é comum em coberturas, mas não em torres”, acrescenta Smith, que não se considera o proprietário da idéia. “Não patenteamos a idéia, pois todos estão buscando avanços do desempenho dos edifícios”, afirma o arquiteto. A torre, que tem mais de 240m de altura, deverá estar concluída em 2013.
Vale ressaltar que o projeto desenvolvido pelo AS+GG para a Federação das Indústrias Coreanas, de Chicago, prevaleceu sobre os de competidores como Foster + Partners, Pei, Cobb e Freed.
Fonte: ArqBacana
Comentários:
1 - Onde estão os nossos incentivos aos fotovoltáicos?
2 - Well done, Russell. Congrats!
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
A energia solar se torna mais barata que a nuclear
Publicado originalmente em Veja.com.br* - 03/08/2010
Sistemas solares fotovoltaicos foram por muito tempo apresentados como uma forma limpa de gerar eletricidade, porém cara se comparada com outras alternativas, do petróleo à energia atômica. Não mais.
Numa "passagem histórica", os custos dos sistemas solares fotovoltaicos caíram a um ponto no qual são menores do que projetos de novas usinas nucleares, de acordo com um relatório publicado em julho.
Em nível estadual, a indústria pressionou para o caso de "obra em progresso", um sistema de financiamento que obriga os usuários de eletricidade a pagar o custo de novos reatores durante a construção e, por vezes, ainda no estágio de projeto.
Com longos períodos de obras e atrasos frequentes, isso pode significar que os usuários de eletricidade comecem a pagar preços mais caros 12 anos antes que as usinas produzam eletricidade.
Entre 1943 e 1999, o governo americano pagou perto de 151 bilhões de dólares (valores de 1999), em subsídios para energia eólica, solar e nuclear, como escreveu Marshall Goldberg, do Projeto de Políticas de Energia Renováveis, uma organização de pesquisa de Washington. Desse total, 96,3% foram para a energia nuclear, segundo o relatório.
Segundo Mark Cooper, ainda assim tais custos são insignificantes em comparação com os riscos financeiros e subsídios que podem acompanhar a próxima onda de construção de usinas nucleares.
A agência classificadora de riscos Moody's mencionou os riscos de novas usinas nucleares em um relatório de 2009. "A Moody's avalia adotar uma visão negativa para a construção de novas centrais nucleares", registra o documento.
Historicamente, a maioria das novas construções nucleares recebeu avaliações negativas, às vezes várias. "Ninguém construiu um reator contemporâneo, usando padrões contemporâneos, portanto ninguém tem experiência para estar confiante de quanto isso vai custar", disse Stephen Maloney, um consultor da indústria.
O risco de mercado foi agravado com a recente recessão. "A crise atual diminuiu a demanda por energia mais do que a crise do petróleo dos anos 1970", disse Cooper. A recessão "parece ter causado uma mudança fundamental nos padrões de consumo que diminuirá a taxa de crescimento de longo prazo da procura por eletricidade".
*Veja.com.br
Sistemas solares fotovoltaicos foram por muito tempo apresentados como uma forma limpa de gerar eletricidade, porém cara se comparada com outras alternativas, do petróleo à energia atômica. Não mais.
Numa "passagem histórica", os custos dos sistemas solares fotovoltaicos caíram a um ponto no qual são menores do que projetos de novas usinas nucleares, de acordo com um relatório publicado em julho. "O sistema fotovoltaico se tornou uma alternativa de baixo custo a novas usinas nucleares", conforme o estudo chamado Custos Solares e Nucleares, de John Blackburn, professor de economia da Universidade Duke, na Carolina do Norte, e Sam Cunningham, um aluno de graduação. A passagem ocorre quando o preço do kilowatt/hora chega a 16 centavos de dólar.
Enquanto o custo da energia solar vem declinando, os custos da energia nuclear aumentaram nos últimos oito anos, disse Mark Cooper, pesquisador de análise econômica da Universidade de Vermont.
A estimativa de custos de construção - cerca de 3 bilhões de dólares por reator em 2002 - vem sendo revisada regularmente para cima, para uma média de 10 bilhões de dólares por reator, e as estimativas apontam que continuaram subindo, disse Cooper, um analista cuja especialidade é avaliar os preços da energia nuclear. Identificar o custo real de tecnologias de geração de energia é complicado por causa da amplitude dos subsídios e renúncia fiscal envolvidos.
Como resultados, os contribuintes e usuários americanos podem terminar gastando centenas de bilhões de dólares ou até trilhões de dólares a mais que o necessário para alcançar uma ampla oferta de energia de baixo carbono, se propostas legislativas no Congresso americano levarem à adoção de um ambicioso programa de desenvolvimento nuclear, registrou um relatório em novembro passado.
O documento Todos os Riscos, Nenhuma Recompensa para os Contribuintes, foi a resposta para uma lista desenvolvida pelo Instituto de Energia Nuclear, um grupo industrial. O instituto defendeu um mix de subsídios, créditos de impostos, garantias de empréstimos, simplificações de processos e suporte institucional em larga escala.
Em nível estadual, a indústria pressionou para o caso de "obra em progresso", um sistema de financiamento que obriga os usuários de eletricidade a pagar o custo de novos reatores durante a construção e, por vezes, ainda no estágio de projeto. Com longos períodos de obras e atrasos frequentes, isso pode significar que os usuários de eletricidade comecem a pagar preços mais caros 12 anos antes que as usinas produzam eletricidade.
Entre 1943 e 1999, o governo americano pagou perto de 151 bilhões de dólares (valores de 1999), em subsídios para energia eólica, solar e nuclear, como escreveu Marshall Goldberg, do Projeto de Políticas de Energia Renováveis, uma organização de pesquisa de Washington. Desse total, 96,3% foram para a energia nuclear, segundo o relatório.
Segundo Mark Cooper, ainda assim tais custos são insignificantes em comparação com os riscos financeiros e subsídios que podem acompanhar a próxima onda de construção de usinas nucleares.
A agência classificadora de riscos Moody's mencionou os riscos de novas usinas nucleares em um relatório de 2009. "A Moody's avalia adotar uma visão negativa para a construção de novas centrais nucleares", registra o documento.
Historicamente, a maioria das novas construções nucleares recebeu avaliações negativas, às vezes várias. "Ninguém construiu um reator contemporâneo, usando padrões contemporâneos, portanto ninguém tem experiência para estar confiante de quanto isso vai custar", disse Stephen Maloney, um consultor da indústria. O risco de mercado foi agravado com a recente recessão. "A crise atual diminuiu a demanda por energia mais do que a crise do petróleo dos anos 1970", disse Cooper. A recessão "parece ter causado uma mudança fundamental nos padrões de consumo que diminuirá a taxa de crescimento de longo prazo da procura por eletricidade".
*Veja.com.br
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Inscrições abertas para o Skyscraper Competition
Por Mauricio Lima, para PiniWeb, 26/Julho/2010
Concurso vai premiar projetos que melhor se relacionem com o meio-ambiente, a comunidade e a cidade
A revista norte-americana eVolo abriu inscrições do concurso "2011 Skycraper Competition", para premiar o projeto que melhor se relacione com o meio-ambiente, com a comunidade e com a cidade. O concurso vai avaliar fatores como o uso de novos materiais, estética e tecnologia, juntamente com estudos sobre a globalização, flexibilidade, adaptação e inovação digital.
Com o projeto "Prisão Vertical", estudantes de arquitetura da Malásia, Chow Khoon Toong, Ong Tien Yee e Beh Ssi Cze venceram última edição do concurso
O vencedor será premiado com US$ 5 mil, o segundo colocado leva US$ 2 mil e o terceiro US$ 1 mil. Além da quantia em dinheiro, os vencedores também terão seus projetos publicados na revista.
Os interessados devem ser formados ou cursar engenharia, arquitetura ou design. Não há limitações em relação ao tamanho, local ou número de participantes do projeto. O resultado será divulgado no dia 28 de fevereiro de 2011. Para participar, o projeto deve ser inscrito no site da revista até 11 de janeiro.
Na última edição do concurso, o estudantes de arquitetura da Malásia, Chow Khoon Toong, Ong Tien Yee e Beh Ssi Cze, ganharam o prêmio com o projeto "Prisão Vertical", que previa a criação de uma comunidade com fábricas e produção agrícola, onde os presidiários trabalhariam e repassariam a produção para a cidade.
Concurso vai premiar projetos que melhor se relacionem com o meio-ambiente, a comunidade e a cidade
A revista norte-americana eVolo abriu inscrições do concurso "2011 Skycraper Competition", para premiar o projeto que melhor se relacione com o meio-ambiente, com a comunidade e com a cidade. O concurso vai avaliar fatores como o uso de novos materiais, estética e tecnologia, juntamente com estudos sobre a globalização, flexibilidade, adaptação e inovação digital.
Com o projeto "Prisão Vertical", estudantes de arquitetura da Malásia, Chow Khoon Toong, Ong Tien Yee e Beh Ssi Cze venceram última edição do concurso
O vencedor será premiado com US$ 5 mil, o segundo colocado leva US$ 2 mil e o terceiro US$ 1 mil. Além da quantia em dinheiro, os vencedores também terão seus projetos publicados na revista.
Os interessados devem ser formados ou cursar engenharia, arquitetura ou design. Não há limitações em relação ao tamanho, local ou número de participantes do projeto. O resultado será divulgado no dia 28 de fevereiro de 2011. Para participar, o projeto deve ser inscrito no site da revista até 11 de janeiro.
Na última edição do concurso, o estudantes de arquitetura da Malásia, Chow Khoon Toong, Ong Tien Yee e Beh Ssi Cze, ganharam o prêmio com o projeto "Prisão Vertical", que previa a criação de uma comunidade com fábricas e produção agrícola, onde os presidiários trabalhariam e repassariam a produção para a cidade.
segunda-feira, 2 de agosto de 2010
Cursos sobre Arquitetura e Construção Sustentáveis - EcoBuilding / GBC Brasil
Próximos cursos EcoBuilding / Green Building Council Brasil:
06/08/2010 - São Paulo/SP
11/08/2010 - São Paulo/SP
17/08/2010 - Brasília/DF
19/08/2010 - Salvador/BA
13/08/2010 - São Paulo/SP
24/08/2010 - Belo Horizonte/MG
Primeiro empreendimento comercial certificado AQUA do Brasil
Certificação AQUA gera valorização para o empreendimento Cidade Jardim Corporate Center
Publicado originalmente em: www.vanzolini.org.br
Um dos maiores empreendimentos comerciais do país, o Cidade Jardim Corporate Center, em São Paulo, é o primeiro complexo comercial com a certificação AQUA no Brasil. Diferencial de sustentabilidade gera mais valor para clientes e investidores
Além disso, o nível de satisfação dos clientes do AQUA é alto. Segundo Luciano Amaral, diretor de incorporação da JHSF, o certificado AQUA é um grande atrativo para a valorização do empreendimento. “No Cidade Jardim Corporate Center, o processo na fase de concepção vem sendo muito bem conduzido pela Fundação Vanzolini, instituição altamente capacitada em certificações ambientais. As auditorias foram muito criteriosas e o emprendimento já foi certificado nas fases Programa e Projeto do processo AQUA”, explica Amaral.
Segundo ele, o Cidade Jardim Corporate Center, com três torres, foi concebido dentro dos mais modernos critérios de sustentabilidade. “Desde o início, durante a elaboração do projeto, a JHSF investiu em baixo impacto socioambiental e consumos operacionais reduzidos (água, energia e resíduos). A certificação AQUA atesta ainda que o Cidade Jardim Corporate Center oferece qualidade de vida aos usuários e contribui para o desenvolvimento sócio-econômico e ambiental da região”, assegura Amaral.
A JHSF, destaca ele, é uma incorporadora que têm no seu DNA empreendimentos inovadores. “A sustentabilidade como um dos pilares de crescimento e inovação faz parte do nosso planejamento estratégico. Temos certeza de que, cada vez mais, o desenvolvimento de empreendimentos sustentáveis será objeto de desejo dos investidores. Além de ser um dos maiores empreendimentos comerciais do país, o Cidade Jardim Corporate Center é o primeiro e único complexo comercial que possui a certificação AQUA no país. Esse diferencial é fundamental para gerar mais valor para clientes e investidores”, destaca.
Entre os outros diversos empreendimentos em processo de certificação AQUA, na cidade de São Paulo, estão o Centro de Eventos Nortel, e a Fundação para o Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo. Na Bahia, há dois empreendimentos residenciais da construtora Ecomundo. No Rio de Janeiro, em Niterói, a unidade da loja Leroy Merlin já obteve a certificação de todas as fases. Em Pindamonhangaba (SP), conjuntos habitacionais financiados pelo Minha Casa Minha Vida, da Construtora Casoi, receberão a certificação AQUA, além da Escola de Sustentabilidade Campus Natura, em Nazaré Paulista (SP).
Critérios exigentes - A certificada AQUA se baseia em 14 critérios de sustentabilidade divididos em quatro fases: eco-construção, eco-gestão, conforto e saúde. Isso abrange a concepção, projeto, construção e fase de uso dos empreendimentos, sejam eles residenciais, comerciais, complexos esportivos e arenas, ou destinados à habitação popular. Com isso, geram baixo impacto no meio ambiente durante a fase de construção, consomem menos recursos naturais e geram menos resíduos, explica Luiz Henrique Ferreira, diretor da Inovatech Engenharia, consultoria líder do Referencial Técnico AQUA e que detém 55% dos empreendimentos.
Diferenciais - Além disso, a certificação AQUA é bem diferente das certificações verdes existentes no mercado brasileiro da construção civil. Sua aplicação é mais exigente devido às auditorias presenciais em todas as fases. Ao mesmo tempo, é mais flexível quanto às soluções de projeto que podem ser adotadas, de acordo com a realidade brasileira, considerando região, clima, vegetação, comunidade local, entre outros critérios. Outro detalhe importante no processo AQUA, é que durante a fase de projeto são consideradas soluções passivas e ativas para a redução de impactos ambientais e custos operacionais da construção.
Soluções ativas e passivas - Entre as soluções passivas, que podem ser empregadas sem custo adicional, estão a orientação das fachadas de modo a obter iluminação natural; cobertura destacada do forro, para melhora da ventilação natural; e sombreamento das faces ensolaradas com utilização de vegetação para reduzir o calor no interior do imóvel. Se forem adotadas já na fase do projeto arquitetônico a habitação sustentável pode ter um custo similar à convencional.
Já as soluções ativas podem incluir adoção de vasos sanitários com descarga de seis litros, torneiras e chuveiros economizadores, sistemas de aproveitamento de água da chuva e reuso de água, lâmpadas de alta eficiência energética, uso de energia solar para aquecimento da água, etc. “Estes itens podem requerer um investimento maior. Porém, é bom lembrar que quanto mais alto o desempenho ambiental, menores serão os custos operacionais da edificação”, explica o professor Manuel Carlos Reis Martins, coordenador executivo do Processo AQUA na Fundação Vanzolini.
Menor custo operacional - Martins ressalta que, hoje em dia, é necessário repensar o conceito de custo da obra, levando em conta também a fase de operação, cujo custo, ao longo dos anos, é muito maior do que o valor gasto na construção. Num horizonte de 30 anos, do custo total de construção e operação de um edifício, cerca de 20% correspondem à construção e 80% à operação. “Ou seja, se um edifício for sustentável e, conseqüentemente, tiver custos operacionais mais baixos, os investimentos adicionais realizados na fase de construção terão um rápido retorno”, destaca Martins.
"No Brasil, ainda não existem números relacionados a construções sustentáveis. Mas, na Europa, o período de retorno do investimento em uma obra sustentável gira em torno de dois a seis anos, aproximadamente. Além disso, uma construção sustentável - que pode ser uma casa, um edifício residencial, um hospital, uma escola, uma loja - certamente terá um valor patrimonial mais alto ao longo do tempo do que uma convencional, justamente pela durabilidade e facilidade de manutenção e pelo baixo custo operacional", analisa Martins.
A Certificação AQUA, desenvolvida pela Fundação Vanzolini, maior certificadora nacional , é abrangente e inclui parâmetros técnicos, regulamentações e normalização técnica nacional. Sua metodologia, baseada no HQE Francês, é reconhecida internacionalmente por diversas entidades certificadoras no mundo (França, Alemanha, Inglaterra, Finlândia , Itália e Estados Unidos ), que fazem parte da SB Alliance, da qual a Fundação Vanzolini é membro fundador e ocupa a vice-presidência.
Conheça o hotsite: http://www.processoaqua.com.br/
Publicado originalmente em: www.vanzolini.org.br
Um dos maiores empreendimentos comerciais do país, o Cidade Jardim Corporate Center, em São Paulo, é o primeiro complexo comercial com a certificação AQUA no Brasil. Diferencial de sustentabilidade gera mais valor para clientes e investidores
O Processo AQUA (Alta Qualidade Ambiental), desenvolvido e adaptado à realidade brasileira pela Fundação Vanzolini, maior certificadora nacional, vem ganhando cada vez mais a adesão de construtoras e incorporadoras no país. Criada em 2008, já conta com 25 processos iniciados, 20 certificados emitidos (fases de concepção, programa e operação) e 13 empreendimentos certificados, totalizando cerca de 150.000,00 m2.
Além disso, o nível de satisfação dos clientes do AQUA é alto. Segundo Luciano Amaral, diretor de incorporação da JHSF, o certificado AQUA é um grande atrativo para a valorização do empreendimento. “No Cidade Jardim Corporate Center, o processo na fase de concepção vem sendo muito bem conduzido pela Fundação Vanzolini, instituição altamente capacitada em certificações ambientais. As auditorias foram muito criteriosas e o emprendimento já foi certificado nas fases Programa e Projeto do processo AQUA”, explica Amaral.
Segundo ele, o Cidade Jardim Corporate Center, com três torres, foi concebido dentro dos mais modernos critérios de sustentabilidade. “Desde o início, durante a elaboração do projeto, a JHSF investiu em baixo impacto socioambiental e consumos operacionais reduzidos (água, energia e resíduos). A certificação AQUA atesta ainda que o Cidade Jardim Corporate Center oferece qualidade de vida aos usuários e contribui para o desenvolvimento sócio-econômico e ambiental da região”, assegura Amaral.
A JHSF, destaca ele, é uma incorporadora que têm no seu DNA empreendimentos inovadores. “A sustentabilidade como um dos pilares de crescimento e inovação faz parte do nosso planejamento estratégico. Temos certeza de que, cada vez mais, o desenvolvimento de empreendimentos sustentáveis será objeto de desejo dos investidores. Além de ser um dos maiores empreendimentos comerciais do país, o Cidade Jardim Corporate Center é o primeiro e único complexo comercial que possui a certificação AQUA no país. Esse diferencial é fundamental para gerar mais valor para clientes e investidores”, destaca.
Entre os outros diversos empreendimentos em processo de certificação AQUA, na cidade de São Paulo, estão o Centro de Eventos Nortel, e a Fundação para o Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo. Na Bahia, há dois empreendimentos residenciais da construtora Ecomundo. No Rio de Janeiro, em Niterói, a unidade da loja Leroy Merlin já obteve a certificação de todas as fases. Em Pindamonhangaba (SP), conjuntos habitacionais financiados pelo Minha Casa Minha Vida, da Construtora Casoi, receberão a certificação AQUA, além da Escola de Sustentabilidade Campus Natura, em Nazaré Paulista (SP).
Critérios exigentes - A certificada AQUA se baseia em 14 critérios de sustentabilidade divididos em quatro fases: eco-construção, eco-gestão, conforto e saúde. Isso abrange a concepção, projeto, construção e fase de uso dos empreendimentos, sejam eles residenciais, comerciais, complexos esportivos e arenas, ou destinados à habitação popular. Com isso, geram baixo impacto no meio ambiente durante a fase de construção, consomem menos recursos naturais e geram menos resíduos, explica Luiz Henrique Ferreira, diretor da Inovatech Engenharia, consultoria líder do Referencial Técnico AQUA e que detém 55% dos empreendimentos.
Diferenciais - Além disso, a certificação AQUA é bem diferente das certificações verdes existentes no mercado brasileiro da construção civil. Sua aplicação é mais exigente devido às auditorias presenciais em todas as fases. Ao mesmo tempo, é mais flexível quanto às soluções de projeto que podem ser adotadas, de acordo com a realidade brasileira, considerando região, clima, vegetação, comunidade local, entre outros critérios. Outro detalhe importante no processo AQUA, é que durante a fase de projeto são consideradas soluções passivas e ativas para a redução de impactos ambientais e custos operacionais da construção.
Soluções ativas e passivas - Entre as soluções passivas, que podem ser empregadas sem custo adicional, estão a orientação das fachadas de modo a obter iluminação natural; cobertura destacada do forro, para melhora da ventilação natural; e sombreamento das faces ensolaradas com utilização de vegetação para reduzir o calor no interior do imóvel. Se forem adotadas já na fase do projeto arquitetônico a habitação sustentável pode ter um custo similar à convencional.
Já as soluções ativas podem incluir adoção de vasos sanitários com descarga de seis litros, torneiras e chuveiros economizadores, sistemas de aproveitamento de água da chuva e reuso de água, lâmpadas de alta eficiência energética, uso de energia solar para aquecimento da água, etc. “Estes itens podem requerer um investimento maior. Porém, é bom lembrar que quanto mais alto o desempenho ambiental, menores serão os custos operacionais da edificação”, explica o professor Manuel Carlos Reis Martins, coordenador executivo do Processo AQUA na Fundação Vanzolini.
Menor custo operacional - Martins ressalta que, hoje em dia, é necessário repensar o conceito de custo da obra, levando em conta também a fase de operação, cujo custo, ao longo dos anos, é muito maior do que o valor gasto na construção. Num horizonte de 30 anos, do custo total de construção e operação de um edifício, cerca de 20% correspondem à construção e 80% à operação. “Ou seja, se um edifício for sustentável e, conseqüentemente, tiver custos operacionais mais baixos, os investimentos adicionais realizados na fase de construção terão um rápido retorno”, destaca Martins.
"No Brasil, ainda não existem números relacionados a construções sustentáveis. Mas, na Europa, o período de retorno do investimento em uma obra sustentável gira em torno de dois a seis anos, aproximadamente. Além disso, uma construção sustentável - que pode ser uma casa, um edifício residencial, um hospital, uma escola, uma loja - certamente terá um valor patrimonial mais alto ao longo do tempo do que uma convencional, justamente pela durabilidade e facilidade de manutenção e pelo baixo custo operacional", analisa Martins.
A Certificação AQUA, desenvolvida pela Fundação Vanzolini, maior certificadora nacional , é abrangente e inclui parâmetros técnicos, regulamentações e normalização técnica nacional. Sua metodologia, baseada no HQE Francês, é reconhecida internacionalmente por diversas entidades certificadoras no mundo (França, Alemanha, Inglaterra, Finlândia , Itália e Estados Unidos ), que fazem parte da SB Alliance, da qual a Fundação Vanzolini é membro fundador e ocupa a vice-presidência.
Conheça o hotsite: http://www.processoaqua.com.br/
sábado, 31 de julho de 2010
O Planalto não ficou verde
O governo perdeu uma bela chance de fazer do Palácio do Planalto - o mais importante prédio público brasileiro, sede da Presidência da República - um exemplo de sustentabilidade
Por Angela Pimenta, para a Revista Exame - 30/06/2010
A fim de reinaugurá-lo no dia 21 de abril, para celebrar o cinquentenário de Brasília, o que acabou não ocorrendo em razão de atrasos na obra, o governo decidiu que o novo Planalto contaria apenas com uma acanhada lista de recursos modernos em prol do meio ambiente.
Foram acrescidos um sistema de reúso de águas, um novo ar-condicionado e uma nova subestação de energia. Mas a reforma, que custou 100 milhões de reais aos cofres públicos e agora está prestes a ser entregue, deixou de incorporar várias tecnologias verdes e procedimentos de ponta já assimilados pela indústria da construção brasileira. Ficaram de fora a montagem de uma usina de cogeração de energia e o uso de válvulas de descarga que economizam água, entre outros itens.
No final das contas, a obra não saiu no prazo planejado e será inaugurada já defasada. Aliás, o prédio será entregue sem o Procel Edifica, selo de certificação de eficiência energética da construção, instituído pelo próprio Ministério de Minas e Energia.
O que a reforma ficou devendo
Teto: Painéis fotovoltaicos para armazenamento de energia solar e cobertura ventilada com isolamento térmico.
Canteiro de obras: Gestão susentável da construção, incluindo controle de água e energia.
Janela: Vidros de alto desempenho para controle solar. Eles permitem o aproveitamento da luz natural e barram o calor no ambiente interno.
Revestimento: Uso de tintas e vernizes que não emitem elementos orgânicos voláteis.
Por Angela Pimenta, para a Revista Exame - 30/06/2010
A fim de reinaugurá-lo no dia 21 de abril, para celebrar o cinquentenário de Brasília, o que acabou não ocorrendo em razão de atrasos na obra, o governo decidiu que o novo Planalto contaria apenas com uma acanhada lista de recursos modernos em prol do meio ambiente.
Foram acrescidos um sistema de reúso de águas, um novo ar-condicionado e uma nova subestação de energia. Mas a reforma, que custou 100 milhões de reais aos cofres públicos e agora está prestes a ser entregue, deixou de incorporar várias tecnologias verdes e procedimentos de ponta já assimilados pela indústria da construção brasileira. Ficaram de fora a montagem de uma usina de cogeração de energia e o uso de válvulas de descarga que economizam água, entre outros itens.
No final das contas, a obra não saiu no prazo planejado e será inaugurada já defasada. Aliás, o prédio será entregue sem o Procel Edifica, selo de certificação de eficiência energética da construção, instituído pelo próprio Ministério de Minas e Energia.
O que a reforma ficou devendo
Teto: Painéis fotovoltaicos para armazenamento de energia solar e cobertura ventilada com isolamento térmico.
Canteiro de obras: Gestão susentável da construção, incluindo controle de água e energia.
Janela: Vidros de alto desempenho para controle solar. Eles permitem o aproveitamento da luz natural e barram o calor no ambiente interno.
Revestimento: Uso de tintas e vernizes que não emitem elementos orgânicos voláteis.
sexta-feira, 30 de julho de 2010
Aula Magna: Arquitetura e Desenvolvimento Sustentável
Especialista norte-americano fala sobre Arquitetura e Desenvolvimento Sustentável na UNICID
Arquiteto Rives Taylor, diretor de sustentabilidade em projetos do escritório Gensler, mostrará como projetar edifícios verdes
A Universidade Cidade de São Paulo – UNICID vai receber no dia 12 de agosto, das 19h30 às 21h, o arquiteto norte-americano Rives Taylor, diretor de sustentabilidade em projetos do Gensler, um dos maiores escritórios de Arquitetura e Design do mundo, e professor da Universidade de Houston (EUA). Na palestra “Design sustentável para um mundo melhor”, o especialista abordará projetos de sucesso desenvolvidos pelo escritório em todo o mundo com o selo LEED. A sigla, que em inglês significa “Leadership in Energy and Environmental Design” (LEED®), dá nome a uma certificação internacional para edifícios sustentáveis – residenciais e comerciais - concedida pelo Conselho de Construção Sustentável ("Green Building") dos Estados Unidos. Diferencial de mercado no Hemisfério Norte, o selo começa a ser cobiçado no país.
Segundo o Prof. Arq. Antonio Macêdo Filho, organizador da atividade e Diretor do Curso de Arquitetura da Universidade Cidade de São Paulo – UNICID, primeiro do país a ter ênfase em sustentabilidade das construções em sua estrutura, centenas de empreendimentos já estão buscando esta certificação no Brasil. “Uma construção verde é aquela que busca eficiência no uso de recursos como água, energia e materiais, assim como maior qualidade do ar, uso de luz natural e conforto térmico, com maior adequação do projeto às condições regionais em que a obra será implantada", explica.
De acordo com o Prof. Macêdo, as construções verdes no mundo e, em especial, nos Estados Unidos, já são uma realidade. "É um mercado que cresce 14,2% ao ano num universo de US$ 10 trilhões”, afirma. A explicação para esse número, segundo ele, é que as construções verdes reduzem o seu impacto no meio ambiente e o custo operacional dos edifícios.
Além do convidado internacional, experiências nacionais bem sucedidas serão apresentadas por Nelson Kawakami, Diretor Executivo do Green Building Council Brasil, em palestra a respeito das construções sustentáveis no Brasil e no mundo.
Informações e inscrições pelo telefone: (11) 2178-1389
SERVIÇO
Aula Magna: Arquitetura e Desenvolvimento Sustentável
Quando: dia 12/08, das 19h30 às 21h30
Onde: Auditório da Universidade Cidade de São Paulo – UNICID
Endereço: R. Cesário Galeno, 448 – Tatuapé – próximo a estação Carrão do Metrô
PROGRAMAÇÃO
Apresentação
Arquitetura Sustentável: Contexto e Tendências – Prof. Antonio Macedo Filho - UNICID
A Construção Sustentável no Brasil e no Mundo – Nelson Kawakami, Diretor Executivo do Green Building Council Brasil
Sustainable Design for a Better World – Rives Taylor, University of Houston / Gensler Architecture and Desing (EUA)
Mais informações em: http://www.unicid.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=2967&sid=1795
Divulgação:
Aviv Comunicação
Daniela Nogueira / Silvia Dias
imprensa@cidadesp.edu.br
Tel: (11) 2178-1283
Comentário:
Saiba como se tornar um especialista em construção sustentável:
O Arq. Rives Taylor apresentará ainda o workshop: "How to become a LEED AP", na EcoBuilding, em São Paulo, no dia 13/08.
Mais informações em: http://www.ecobuilding.com.br/workshops/ ou (11) 2361 6659.
Arquiteto Rives Taylor, diretor de sustentabilidade em projetos do escritório Gensler, mostrará como projetar edifícios verdesSegundo o Prof. Arq. Antonio Macêdo Filho, organizador da atividade e Diretor do Curso de Arquitetura da Universidade Cidade de São Paulo – UNICID, primeiro do país a ter ênfase em sustentabilidade das construções em sua estrutura, centenas de empreendimentos já estão buscando esta certificação no Brasil. “Uma construção verde é aquela que busca eficiência no uso de recursos como água, energia e materiais, assim como maior qualidade do ar, uso de luz natural e conforto térmico, com maior adequação do projeto às condições regionais em que a obra será implantada", explica.
De acordo com o Prof. Macêdo, as construções verdes no mundo e, em especial, nos Estados Unidos, já são uma realidade. "É um mercado que cresce 14,2% ao ano num universo de US$ 10 trilhões”, afirma. A explicação para esse número, segundo ele, é que as construções verdes reduzem o seu impacto no meio ambiente e o custo operacional dos edifícios.
Além do convidado internacional, experiências nacionais bem sucedidas serão apresentadas por Nelson Kawakami, Diretor Executivo do Green Building Council Brasil, em palestra a respeito das construções sustentáveis no Brasil e no mundo.
Informações e inscrições pelo telefone: (11) 2178-1389
SERVIÇO
Aula Magna: Arquitetura e Desenvolvimento Sustentável
Quando: dia 12/08, das 19h30 às 21h30
Onde: Auditório da Universidade Cidade de São Paulo – UNICID
Endereço: R. Cesário Galeno, 448 – Tatuapé – próximo a estação Carrão do Metrô
PROGRAMAÇÃO
Apresentação
Arquitetura Sustentável: Contexto e Tendências – Prof. Antonio Macedo Filho - UNICID
A Construção Sustentável no Brasil e no Mundo – Nelson Kawakami, Diretor Executivo do Green Building Council Brasil
Sustainable Design for a Better World – Rives Taylor, University of Houston / Gensler Architecture and Desing (EUA)
Mais informações em: http://www.unicid.br/cgi/cgilua.exe/sys/start.htm?infoid=2967&sid=1795
Divulgação:
Aviv Comunicação
Daniela Nogueira / Silvia Dias
imprensa@cidadesp.edu.br
Tel: (11) 2178-1283
Comentário:
Saiba como se tornar um especialista em construção sustentável:
O Arq. Rives Taylor apresentará ainda o workshop: "How to become a LEED AP", na EcoBuilding, em São Paulo, no dia 13/08.
Mais informações em: http://www.ecobuilding.com.br/workshops/ ou (11) 2361 6659.
quinta-feira, 29 de julho de 2010
Concurso vai premiar melhor plano de eficiência energética para edifício projetado por Rino Levi
Equipe vencedora recebe R$ 50 mil e poderá ser contratada para desenvolver o projeto executivo do edifício, atualmente ocupado pelo Ibope
Por Mauricio Lima, para PiniWeb, Julho 2010
A Otec, empresa de consultoria de sustentabilidade, lançou o "Concurso Otec de Eficiência Energética para Edifícios Existentes". A competição tem como objetivo premiar o projeto que apresentar as melhores soluções de eficiência energética para o edifício ocupado pelo Ibope (Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística) em São Paulo. Os competidores também têm de realizar projetos que proporcionem o resgate histórico do prédio, que foi criado pelo arquiteto Rino Levi.
Edifício ocupado pelo Ibope
O grupo vencedor receberá R$ 50 mil e, segundo a Otec, poderá ser contratado pelo proprietário do prédio para desenvolver o projeto executivo do retrofit. As inscrições estão abertas e podem ser realizadas até 10 de novembro no site do concurso. As equipes inscritas devem contar com, pelo menos, um arquiteto e um engenheiro.
A Otec cederá aos competidores o modelo representativo da situação atual e material gráfico do prédio, para serem utilizados como referência técnica. Os competidores também poderão visitar o edifício para verificação das instalações atuais.
Os projetos, que devem ser criados com o programa DesignBuilder, podem ser entregues até 28 de janeiro de 2011. O resultado do concurso sai em 15 de abril do mesmo ano.
Por Mauricio Lima, para PiniWeb, Julho 2010
A Otec, empresa de consultoria de sustentabilidade, lançou o "Concurso Otec de Eficiência Energética para Edifícios Existentes". A competição tem como objetivo premiar o projeto que apresentar as melhores soluções de eficiência energética para o edifício ocupado pelo Ibope (Instituto Brasileiro de Opinião Pública e Estatística) em São Paulo. Os competidores também têm de realizar projetos que proporcionem o resgate histórico do prédio, que foi criado pelo arquiteto Rino Levi.
Edifício ocupado pelo Ibope
O grupo vencedor receberá R$ 50 mil e, segundo a Otec, poderá ser contratado pelo proprietário do prédio para desenvolver o projeto executivo do retrofit. As inscrições estão abertas e podem ser realizadas até 10 de novembro no site do concurso. As equipes inscritas devem contar com, pelo menos, um arquiteto e um engenheiro.
A Otec cederá aos competidores o modelo representativo da situação atual e material gráfico do prédio, para serem utilizados como referência técnica. Os competidores também poderão visitar o edifício para verificação das instalações atuais.
Os projetos, que devem ser criados com o programa DesignBuilder, podem ser entregues até 28 de janeiro de 2011. O resultado do concurso sai em 15 de abril do mesmo ano.
quarta-feira, 28 de julho de 2010
Viviendas bioclimáticas son una realidad
Publicado originalmente em eltiempo.com.ec.
En Tenerife, una isla del océano Atlántico, perteneciente a la Comunidad Autónoma de Canarias-España se creó una urbanización compuesta exclusivamente por viviendas bioclimáticas. Esto es, 25 casas unifamiliares capaces de abastecerse de energía por sí mismas.
En este espacio, todo es limpio. Se trata, por tanto, de la primera urbanización bioclimática con cero emisiones de CO2. La revolucionaria idea se inició con un Concurso Internacional impulsado por el Cabildo Insular de Tenerife y el Instituto Tecnológico y de Energías Renovables y avalado por la Unión Internacional de Arquitectos, con el objetivo de convertirse en un laboratorio de viviendas desarrolladas bajo los criterios de arquitectura bioclimática y de adaptación a las condiciones del medio, y capaces de autoabastecerse desde el punto de vista energético.
El experimento ha funcionado, de modo que los resultados obtenidos se utilizarán como patrón en futuras iniciativas de construcción sostenible. Porque es esta una herramienta probada y fácilmente aplicable y exportable a otras zonas de climatología similar.
En Tenerife, una isla del océano Atlántico, perteneciente a la Comunidad Autónoma de Canarias-España se creó una urbanización compuesta exclusivamente por viviendas bioclimáticas. Esto es, 25 casas unifamiliares capaces de abastecerse de energía por sí mismas.
En este espacio, todo es limpio. Se trata, por tanto, de la primera urbanización bioclimática con cero emisiones de CO2. La revolucionaria idea se inició con un Concurso Internacional impulsado por el Cabildo Insular de Tenerife y el Instituto Tecnológico y de Energías Renovables y avalado por la Unión Internacional de Arquitectos, con el objetivo de convertirse en un laboratorio de viviendas desarrolladas bajo los criterios de arquitectura bioclimática y de adaptación a las condiciones del medio, y capaces de autoabastecerse desde el punto de vista energético.
El experimento ha funcionado, de modo que los resultados obtenidos se utilizarán como patrón en futuras iniciativas de construcción sostenible. Porque es esta una herramienta probada y fácilmente aplicable y exportable a otras zonas de climatología similar.
terça-feira, 27 de julho de 2010
Holcim abre inscrições para prêmio internacional de construção sustentável
Premiação é destinada a empreendimentos e projetos urbanísticos inovadores, economicamente viáveis e com uso eficiente de recursos naturais
Por Ana Paula Rocha, para PiniWeb, Julho 2010
Midiateca da PUC-Rio projetada por Angelo Bucci recebeu prêmio na última edição
Estão abertas as inscrições do 3º ciclo do Holcim Awards, concurso mundial da Holcim Foundation for Sustainable Construction, que visa reconhecer empreendimentos, projetos urbanísticos, de infraestrutura, e materiais, produtos e tecnologias construtivas sustentáveis.
Podem participar do Holcim Awards arquitetos, projetistas, engenheiros e estudantes envolvidos com projetos de construção sustentável. Os trabalhos devem ser apresentados em língua inglesa e considerar conceitos de sustentabilidade, que incluem: inovação e capacidade de transferência; padrões éticos e equidade social; uso eficiente de recursos naturais; desempenho econômico e compatibilidade; e impacto estético e adequação ao contexto.
O concurso é dividido em duas categorias. Na principal, destinada a profissionais formados, os projetos devem estar em estágio avançado, com alta probabilidade de execução. Já a categoria Next Generation é aberta a jovens profissionais, com mais de 18 anos, que apresentam projetos criados nas universidades.
O Holcim Awards ocorre em nível regional e global, sendo que a primeira etapa é realizada em cinco regiões: Europa, América do Norte, América Latina, África&Oriente Médio e Ásia&Pacífico.
Ao todo, serão distribuídos US$ 2 milhões em prêmios para os melhores projetos em construção sustentável. Cada uma das cinco regiões premiará com US$ 100 mil a categoria Ouro, US$ 50 mil para a categoria Prata, US$ 25 mil para a categoria Bronze, além de US$ 50 mil para a categoria Next Generation. As regionais poderão ainda apontar quatro projetos para receber Prêmios de Reconhecimento, concedidos pelo júri, totalizando até US$ 75 mil.
Na fase global, os projetos que forem premiados com Ouro, Prata e Bronze em cada região serão submetidos a um júri mundial. Os vencedores desta etapa receberão um total de US$ 350 mil, sendo US$ 200 mil para o prêmio Ouro, US$ 100 mil para o prêmio Prata e US$ 50 mil para o prêmio Bronze.
Na edição anterior, o Holcim Awards recebeu cerca de 5 mil inscrições provenientes de 90 países. Do Brasil foram inscritos 294 projetos, sendo cinco projetos premiados na etapa regional latino-americana com medalhas de prata e bronze na principal categoria, prêmio Next Generation e duas menções honrosas (Holcim Awards Acknowledgement prizes).
Entre os premiados da etapa regional no 2º Ciclo do Holcim Awards estavam o projeto da Midiateca da PUC do Rio de Janeiro, assinado por Angelo Bucci da SPBR Arquitetos (Prata); e a torre multifuncional compacta, que abriga uma cisterna para coleta de água de chuva, a caixa de água e um equipamento coletor solar para aquecimento de água, de autoria de Maria Andrea Triana, Roberto Lamberts e Marcio Antonio Andrade da LabEEE da UFSC, Florianópolis (Bronze).
As inscrições vão até 23 de março de 2011. Mais informações sobre o prêmio no site http://www.holcimawards.org/
Por Ana Paula Rocha, para PiniWeb, Julho 2010
Midiateca da PUC-Rio projetada por Angelo Bucci recebeu prêmio na última edição
Estão abertas as inscrições do 3º ciclo do Holcim Awards, concurso mundial da Holcim Foundation for Sustainable Construction, que visa reconhecer empreendimentos, projetos urbanísticos, de infraestrutura, e materiais, produtos e tecnologias construtivas sustentáveis.
Podem participar do Holcim Awards arquitetos, projetistas, engenheiros e estudantes envolvidos com projetos de construção sustentável. Os trabalhos devem ser apresentados em língua inglesa e considerar conceitos de sustentabilidade, que incluem: inovação e capacidade de transferência; padrões éticos e equidade social; uso eficiente de recursos naturais; desempenho econômico e compatibilidade; e impacto estético e adequação ao contexto.
O concurso é dividido em duas categorias. Na principal, destinada a profissionais formados, os projetos devem estar em estágio avançado, com alta probabilidade de execução. Já a categoria Next Generation é aberta a jovens profissionais, com mais de 18 anos, que apresentam projetos criados nas universidades.
O Holcim Awards ocorre em nível regional e global, sendo que a primeira etapa é realizada em cinco regiões: Europa, América do Norte, América Latina, África&Oriente Médio e Ásia&Pacífico.
Ao todo, serão distribuídos US$ 2 milhões em prêmios para os melhores projetos em construção sustentável. Cada uma das cinco regiões premiará com US$ 100 mil a categoria Ouro, US$ 50 mil para a categoria Prata, US$ 25 mil para a categoria Bronze, além de US$ 50 mil para a categoria Next Generation. As regionais poderão ainda apontar quatro projetos para receber Prêmios de Reconhecimento, concedidos pelo júri, totalizando até US$ 75 mil.
Na fase global, os projetos que forem premiados com Ouro, Prata e Bronze em cada região serão submetidos a um júri mundial. Os vencedores desta etapa receberão um total de US$ 350 mil, sendo US$ 200 mil para o prêmio Ouro, US$ 100 mil para o prêmio Prata e US$ 50 mil para o prêmio Bronze.
Na edição anterior, o Holcim Awards recebeu cerca de 5 mil inscrições provenientes de 90 países. Do Brasil foram inscritos 294 projetos, sendo cinco projetos premiados na etapa regional latino-americana com medalhas de prata e bronze na principal categoria, prêmio Next Generation e duas menções honrosas (Holcim Awards Acknowledgement prizes).
Entre os premiados da etapa regional no 2º Ciclo do Holcim Awards estavam o projeto da Midiateca da PUC do Rio de Janeiro, assinado por Angelo Bucci da SPBR Arquitetos (Prata); e a torre multifuncional compacta, que abriga uma cisterna para coleta de água de chuva, a caixa de água e um equipamento coletor solar para aquecimento de água, de autoria de Maria Andrea Triana, Roberto Lamberts e Marcio Antonio Andrade da LabEEE da UFSC, Florianópolis (Bronze).
As inscrições vão até 23 de março de 2011. Mais informações sobre o prêmio no site http://www.holcimawards.org/
Revolutionair: turbina eólica com design by Philippe Starck
Turbine seu quintal
Marcia Bindo, para a Revista Vida Simples – 04/2010
Revolutionair: produção de energia eólica em casa
Projetada pelo designer de objetos Philippe Starck, a turbina eólica Revolutionair pode ser instalada em jardins e telhados para a produção doméstica de energia elétrica, a partir da força do vento
Depois de revolucionar o mundo com projetos inovadores, o designer Philippe Starck resolveu usar sua criatividade para desenvolver objetos funcionais capazes de transformar nossa vida. É o caso desta turbina eólica para uso doméstico, que transforma a força do vento em energia elétrica.
Basta você instalá-la no jardim, no telhado ou na frente de casa para ter mais de 1600 kWh por ano. A Revolutionair é uma boa opção para ter em casa energia totalmente limpa, acessível (o valor varia de 2500 a 3500 euros) e fácil de usar.
Novos ares
No topo dos prédios, turbinas de eixo vertical podem gerar energia eólica em áreas urbanas
Por Regina Valente, Revista Arquitetura & Construção – 09/2009
No começo deste ano, a empresa israelense Sovna, que atua no campo de energias alternativas, passou a obter eletricidade de turbinas eólicas de eixo vertical instaladas sobre sua sede, em Tel Aviv. Estudada desde a década de 20, essa tecnologia ainda está em desenvolvimento, já que o equipamento exige um sistema complexo para aproveitar melhor os ventos típicos das cidades, que sopram em todas as direções.
Menores do que os modelos mais conhecidos atualmente, que lembram moinhos de vento, os de eixo vertical são ideais para funcionar no topo de edifícios, desde que a estrutura suporte a carga e que a região receba ventos com velocidade média anual de 6 a 7 m/s. “Mas o rendimento ainda é menor em comparação às turbinas de eixo horizontal”, ressalta o professor Júlio César Passos, do Departamento de Engenharia Mecânica da Universidade Federal de Santa Catarina.
Uma das razões para isso é que as pás exigem impulso elétrico para funcionar, o que reduz o desempenho. Incipiente no Brasil, que subaproveita seu potencial eólico, essa tecnologia vem crescendo em países como Inglaterra, Alemanha, Estados Unidos, Canadá e China.
De onde veio: Os primeiros modelos foram desenvolvidos pelo francês D. G. M. Darrieus em 1920. Os de grande porte, como o da Sovna, surgiram no final da década de 70, após a crise do petróleo.
Para onde vai: O desempenho deve melhorar. A eficiência está na casa dos 30% e, a curto prazo, pode chegar a 40%. A China já começou a fabricar modelos com cinco pás, ainda mais eficazes.
Marcia Bindo, para a Revista Vida Simples – 04/2010
Revolutionair: produção de energia eólica em casa
Projetada pelo designer de objetos Philippe Starck, a turbina eólica Revolutionair pode ser instalada em jardins e telhados para a produção doméstica de energia elétrica, a partir da força do vento
Depois de revolucionar o mundo com projetos inovadores, o designer Philippe Starck resolveu usar sua criatividade para desenvolver objetos funcionais capazes de transformar nossa vida. É o caso desta turbina eólica para uso doméstico, que transforma a força do vento em energia elétrica.
Basta você instalá-la no jardim, no telhado ou na frente de casa para ter mais de 1600 kWh por ano. A Revolutionair é uma boa opção para ter em casa energia totalmente limpa, acessível (o valor varia de 2500 a 3500 euros) e fácil de usar.
Novos ares
No topo dos prédios, turbinas de eixo vertical podem gerar energia eólica em áreas urbanas
Por Regina Valente, Revista Arquitetura & Construção – 09/2009
No começo deste ano, a empresa israelense Sovna, que atua no campo de energias alternativas, passou a obter eletricidade de turbinas eólicas de eixo vertical instaladas sobre sua sede, em Tel Aviv. Estudada desde a década de 20, essa tecnologia ainda está em desenvolvimento, já que o equipamento exige um sistema complexo para aproveitar melhor os ventos típicos das cidades, que sopram em todas as direções.
Menores do que os modelos mais conhecidos atualmente, que lembram moinhos de vento, os de eixo vertical são ideais para funcionar no topo de edifícios, desde que a estrutura suporte a carga e que a região receba ventos com velocidade média anual de 6 a 7 m/s. “Mas o rendimento ainda é menor em comparação às turbinas de eixo horizontal”, ressalta o professor Júlio César Passos, do Departamento de Engenharia Mecânica da Universidade Federal de Santa Catarina.
Uma das razões para isso é que as pás exigem impulso elétrico para funcionar, o que reduz o desempenho. Incipiente no Brasil, que subaproveita seu potencial eólico, essa tecnologia vem crescendo em países como Inglaterra, Alemanha, Estados Unidos, Canadá e China.
De onde veio: Os primeiros modelos foram desenvolvidos pelo francês D. G. M. Darrieus em 1920. Os de grande porte, como o da Sovna, surgiram no final da década de 70, após a crise do petróleo.
Para onde vai: O desempenho deve melhorar. A eficiência está na casa dos 30% e, a curto prazo, pode chegar a 40%. A China já começou a fabricar modelos com cinco pás, ainda mais eficazes.
segunda-feira, 26 de julho de 2010
Governo britânico simula mundo superaquecido utilizando o Google
Publicado originalmente em Planeta Sustentável
Você acha que o próximo verão vai ser quente? Espere até ver a simulação do Google de um mundo cuja temperatura subiu 4 graus centígrados. O aplicativo pode ser baixado deste endereço: http://www.fco.gov.uk/en/global-issues/climate-change/priorities/science/
Usando um mapa feito pelo governo trabalhista britânico em 2009, o atual governo de coalizão coletou datos de temperatura do Met Office Hadley Centre e outros centros de pesquisa dos climas e os sobrepôs como um layer do Google Earth. Os resultados são assombrosos.
O aplicativo vem em boa hora. Este mês, cientistas advertiram que as promessas internacionais corrrentes de emissão de carbono podem mesmo levar o mundo a este aumento de temperatura. Diferentemente de uma ferramenta semelhante com dados do IPCC (Intergovernmental Panel on Climate Change, ou Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas), lançado pelo Google antes da Conferência de Copenhage, este mapa será atualizado regularmente.
O aplicativo traz também uma série de vídeos do YouTube com especialistas falando, por exemplo, de incêndios na África Subsaariana e de elevações do nível do mar. Além disso, há links para sites governamentais, onde se pode checar qual será a disponibilidade de água no mundo.
Brincar com o layer pode viciar. Além de não ser estático, o mapa mostra como os aumentos de temperatura são drasticamente diferentes em regiões do globo. Os polos ficam em vermelho (com um potencial aumento de temperatura de dez graus) e a maior parte da Europa mostra uma elevação entre 2 e 3 graus. Outras áreas quentes se destacam, como a Amazônia, relata o Guardian.
Você acha que o próximo verão vai ser quente? Espere até ver a simulação do Google de um mundo cuja temperatura subiu 4 graus centígrados. O aplicativo pode ser baixado deste endereço: http://www.fco.gov.uk/en/global-issues/climate-change/priorities/science/
Usando um mapa feito pelo governo trabalhista britânico em 2009, o atual governo de coalizão coletou datos de temperatura do Met Office Hadley Centre e outros centros de pesquisa dos climas e os sobrepôs como um layer do Google Earth. Os resultados são assombrosos.
O aplicativo vem em boa hora. Este mês, cientistas advertiram que as promessas internacionais corrrentes de emissão de carbono podem mesmo levar o mundo a este aumento de temperatura. Diferentemente de uma ferramenta semelhante com dados do IPCC (Intergovernmental Panel on Climate Change, ou Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas), lançado pelo Google antes da Conferência de Copenhage, este mapa será atualizado regularmente.
O aplicativo traz também uma série de vídeos do YouTube com especialistas falando, por exemplo, de incêndios na África Subsaariana e de elevações do nível do mar. Além disso, há links para sites governamentais, onde se pode checar qual será a disponibilidade de água no mundo.
Brincar com o layer pode viciar. Além de não ser estático, o mapa mostra como os aumentos de temperatura são drasticamente diferentes em regiões do globo. Os polos ficam em vermelho (com um potencial aumento de temperatura de dez graus) e a maior parte da Europa mostra uma elevação entre 2 e 3 graus. Outras áreas quentes se destacam, como a Amazônia, relata o Guardian.
sábado, 24 de julho de 2010
Telhados verdes e jardins verticais
Telhados com gramado e jardins em paredes: como são construídos?
Por Fernando Forte e Rodrigo Marcondes Ferraz, publicado originalmente em Uol.com.br.
Nos últimos anos, o teto jardim ou teto verde entrou muito em voga com a disseminação da cultura da sustentabilidade. O problema é que, como pudemos ver no texto da semana passada, é necessária uma série de cuidados para realizar um verdadeiro jardim que você possa utilizar na cobertura de sua casa.
Por isso, algumas pessoas pararam para pensar: como poderíamos criar um teto verde, sem que necessariamente tivéssemos uma laje impermeabilizada? Qual seria a forma mais prática de ter um teto verde na cobertura? O que seria necessário para poder criar coberturas vegetais sobre construções de uma forma mais simples, ainda que não se possa frenquentá-la?
Com base nesses questionamentos, algumas empresas encontraram soluções muito interessantes e as lançaram recentemente no mercado brasileiro, com sucesso. Seus produtos são diferentes entre si, mas têm em comum o resultado final: a implantação de tetos verdes com relativa facilidade.
Para o uso dessa tecnologia, basta ter uma cobertura que suporte 50 kg por m², peso médio dos sistemas dessas empresas. A composição tecnológica do sistema varia de empresa a empresa, mas basicamente são uma série de camadas sobrepostas, formadas por:
• impermeabilizante, em geral do tipo anti-raízes, aplicada junto à laje de cobertura;
• camada de retenção e orientação de água;
• camada de retenção de nutrientes (deixa passar a água, mas impede que ela “lave o solo”, mantendo o alimento para as plantas crescerem saudáveis);
• o substrato (terra especial leve adubada) coeso (varia de empresa a empresa, e alguns são modulares e outros de enrolar);
• camada final do composto do substrato e, finalmente, a vegetação rasteira, que pode ser grama ou outras espécies de forração.
Imagem aérea do Centro de São Paulo. A impermeabilização do solo é praticamente total, o que causa enchentes e ilhas de calor
É possível utilizar esse tipo de solução sobre lajes e até sobre telhas metálicas, em que se sobe apenas para eventual manutenção.
Mas qual a utilidade de se ter um teto verde se não posso utilizá-lo?
São diversas as vantagens de um teto verde, ainda que não se possa subir nele para tomar sol ou jogar bola. Com o teto jardim você consegue melhorar a inércia térmica da sua construção, ou seja, ela não esquenta, nem esfria demasiadamente; melhora a acústica, ajuda na drenagem, contribui para a melhora da qualidade urbana como um todo e quem vê sua construção de cima agradece!
Imagine-se chegando de avião em uma cidade grande como São Paulo e, no lugar desse visual cinza desolador que as metrópoles oferecem quando vistas do alto, houvesse uma infinidade de tetos verdes? Seria quase como “erguer” o solo onde se fez a construção. Como as cidades seriam incríveis se fossem assim!
Paredes Verdes
Ao mesmo tempo em que o desenvolvimento do teto verde ocorreu, surgiram as “paredes verdes”, os ensaios mais contemporâneos dos conhecidos jardins verticais.
A idéia já é antiga e, desde os anos 70, já existem peças de concreto para construção de muros, por exemplo, que se tornam como que pequenos vasos de plantas. O resultado do agrupamento dessas peças compõe uma espécie de paisagismo vertical.
Um dos usos que chamou muito a atenção do mundo da arquitetura foi a parede verde proposta pelos arquitetos suíços Herzog & De Meuron (autores do estádio ninho de pássaro em Pequim e da galeria Tate Modern, em Londres) para a praça de entrada de seu museu Caja Forum, em Madri.
O restaurante KAA, em São Paulo, de autoria de Artur de Matos Casas e paisagismo de Gil Fialho, possui uma grande parede que é um jardim vertical e é o ponto focal do projeto. O resultado valeu diversos prêmios à dupla.
Esquema de construção do tipo convencional de telhado verde.
Já existem outras opções, mais simples, no mercado atualmente
Imagine aquelas grandes empenas cegas, comuns em prédios antigos, que em muitos locais são infestadas por outdoors gigantescos. Como elas pareceriam com grandes jardins verticais iluminados à noite?
A verdade é que boa parte das cidades sofre com a falta de verde. Por serem muito impermeabilizadas e cheias de concreto, tendem a se tornar “ilhas de calor” e são alguns graus mais quentes do que o campo. As chuvas que caem nas cidades têm de ser escoadas, pois há baixa permeabilidade do solo – quanto mais verde, melhor nesse aspecto. A fauna sofre - dos passarinhos aos insetos.
A solução de jardins em coberturas e paredes agrada a todos, promove a sustentabilidade, ajuda o clima, é boa para a fauna e tende a deixar os locais mais bonitos e agradáveis.
Comentário:
Nos dias 03 e 04 de junho de 2011 realizaremos pela EcoBuilding, em São Paulo, mais uma turma do curso "Telhados Verdes e Jardins Verticais: Integração Paisagistica na Arquitetura", com o Arq. Henrique Benites. Mais informações em: www.ecobuilding.com.br.
Eu recomendo.
Arq. Antonio Macêdo Filho.
Por Fernando Forte e Rodrigo Marcondes Ferraz, publicado originalmente em Uol.com.br.
Ilustração sobre foto do Centro de São Paulo mostra como a cidade poderia ser se os edifícios adotassem a os telhados verdes ou ecológicos
Nos últimos anos, o teto jardim ou teto verde entrou muito em voga com a disseminação da cultura da sustentabilidade. O problema é que, como pudemos ver no texto da semana passada, é necessária uma série de cuidados para realizar um verdadeiro jardim que você possa utilizar na cobertura de sua casa.
Por isso, algumas pessoas pararam para pensar: como poderíamos criar um teto verde, sem que necessariamente tivéssemos uma laje impermeabilizada? Qual seria a forma mais prática de ter um teto verde na cobertura? O que seria necessário para poder criar coberturas vegetais sobre construções de uma forma mais simples, ainda que não se possa frenquentá-la?
Com base nesses questionamentos, algumas empresas encontraram soluções muito interessantes e as lançaram recentemente no mercado brasileiro, com sucesso. Seus produtos são diferentes entre si, mas têm em comum o resultado final: a implantação de tetos verdes com relativa facilidade.
Para o uso dessa tecnologia, basta ter uma cobertura que suporte 50 kg por m², peso médio dos sistemas dessas empresas. A composição tecnológica do sistema varia de empresa a empresa, mas basicamente são uma série de camadas sobrepostas, formadas por:
• impermeabilizante, em geral do tipo anti-raízes, aplicada junto à laje de cobertura;
• camada de retenção e orientação de água;
• camada de retenção de nutrientes (deixa passar a água, mas impede que ela “lave o solo”, mantendo o alimento para as plantas crescerem saudáveis);
• o substrato (terra especial leve adubada) coeso (varia de empresa a empresa, e alguns são modulares e outros de enrolar);
• camada final do composto do substrato e, finalmente, a vegetação rasteira, que pode ser grama ou outras espécies de forração.
Imagem aérea do Centro de São Paulo. A impermeabilização do solo é praticamente total, o que causa enchentes e ilhas de calorMas qual a utilidade de se ter um teto verde se não posso utilizá-lo?
São diversas as vantagens de um teto verde, ainda que não se possa subir nele para tomar sol ou jogar bola. Com o teto jardim você consegue melhorar a inércia térmica da sua construção, ou seja, ela não esquenta, nem esfria demasiadamente; melhora a acústica, ajuda na drenagem, contribui para a melhora da qualidade urbana como um todo e quem vê sua construção de cima agradece!
Imagine-se chegando de avião em uma cidade grande como São Paulo e, no lugar desse visual cinza desolador que as metrópoles oferecem quando vistas do alto, houvesse uma infinidade de tetos verdes? Seria quase como “erguer” o solo onde se fez a construção. Como as cidades seriam incríveis se fossem assim!
Paredes Verdes
Ao mesmo tempo em que o desenvolvimento do teto verde ocorreu, surgiram as “paredes verdes”, os ensaios mais contemporâneos dos conhecidos jardins verticais.
A idéia já é antiga e, desde os anos 70, já existem peças de concreto para construção de muros, por exemplo, que se tornam como que pequenos vasos de plantas. O resultado do agrupamento dessas peças compõe uma espécie de paisagismo vertical.
Um dos usos que chamou muito a atenção do mundo da arquitetura foi a parede verde proposta pelos arquitetos suíços Herzog & De Meuron (autores do estádio ninho de pássaro em Pequim e da galeria Tate Modern, em Londres) para a praça de entrada de seu museu Caja Forum, em Madri.
O restaurante KAA, em São Paulo, de autoria de Artur de Matos Casas e paisagismo de Gil Fialho, possui uma grande parede que é um jardim vertical e é o ponto focal do projeto. O resultado valeu diversos prêmios à dupla.
Esquema de construção do tipo convencional de telhado verde.
Já existem outras opções, mais simples, no mercado atualmente
Imagine aquelas grandes empenas cegas, comuns em prédios antigos, que em muitos locais são infestadas por outdoors gigantescos. Como elas pareceriam com grandes jardins verticais iluminados à noite?
A verdade é que boa parte das cidades sofre com a falta de verde. Por serem muito impermeabilizadas e cheias de concreto, tendem a se tornar “ilhas de calor” e são alguns graus mais quentes do que o campo. As chuvas que caem nas cidades têm de ser escoadas, pois há baixa permeabilidade do solo – quanto mais verde, melhor nesse aspecto. A fauna sofre - dos passarinhos aos insetos.
A solução de jardins em coberturas e paredes agrada a todos, promove a sustentabilidade, ajuda o clima, é boa para a fauna e tende a deixar os locais mais bonitos e agradáveis.
Comentário:
Nos dias 03 e 04 de junho de 2011 realizaremos pela EcoBuilding, em São Paulo, mais uma turma do curso "Telhados Verdes e Jardins Verticais: Integração Paisagistica na Arquitetura", com o Arq. Henrique Benites. Mais informações em: www.ecobuilding.com.br.
Eu recomendo.
Arq. Antonio Macêdo Filho.
sexta-feira, 23 de julho de 2010
Primeira usina solar do Brasil
Com capacidade de gerar 1 mw (suficiente para abastecer cerca de 500 casas), a primeira usina solar brasileira será interligada ao sistema elétrico da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf)
Por Giuliana Capello, para a Revista Arquitetura e Construção – 06/2010
Em breve, a paisagem de Tauá, CE, ficará parecida com a da foto acima, clicada em Sevilha, na Espanha. A novidade, ainda isolada, pode multiplicar-se em breve. “Com o aumento dos custos de produção de energia elétrica e a redução das despesas de fabricação das placas fotovoltaicas, prevejo uma paridade tarifária que tornaria a segunda opçãomais viável”, diz Ricardo Rüther, especialista no tema e professor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
Construir pequenas usinas como a de Tauá, de abrangência local, ou instalar painéis fotovoltaicos próximos aos pontos de consumo (como em coberturas de prédios) pode ser um caminho interessante. “Assim, gasta-se menoscom redes de transmissão e distribuição”, afirma Ricardo. Sem falar nosganhos quantitativos: segundo ele, se a área inundada de Itaipu fosse coberta por placas fotovoltaicas, a produção de energia dobraria.
Em breve na sua casa
O Brasil ainda não fabrica placas fotovoltaicas (importa de marcas como Kyocera, Sharp, Sanyo e SS Solar),mas há grande expectativa quanto à participação do país na geração de energia solar. “Temos boa insolação e a maior reserva de quartzo do mundo, de onde se extrai o silício, usado nas células solares. Desenvolver o setor é questão de dez anos”, afirma Ricardo Ruther.
Além disso, a pressão mundial pelo uso de fontes renováveis favorece a queda dos preços das placas, o que disseminará o uso. “Por enquanto, os consumidores são pessoas de classe alta, dispostas a pagar mais pela energia limpa, ou populações muito carentes, que obtêm ajuda do governo para a compra dos painéis”, diz Airton Dudzevich, da loja paulista Supergreen, especializada em produtos e sistemas sustentáveis.
Veja também:
Usina solar integrada ao sistema elétrico
Uma megausina solar no Saara
Por Giuliana Capello, para a Revista Arquitetura e Construção – 06/2010
Em breve, a paisagem de Tauá, CE, ficará parecida com a da foto acima, clicada em Sevilha, na Espanha. A novidade, ainda isolada, pode multiplicar-se em breve. “Com o aumento dos custos de produção de energia elétrica e a redução das despesas de fabricação das placas fotovoltaicas, prevejo uma paridade tarifária que tornaria a segunda opçãomais viável”, diz Ricardo Rüther, especialista no tema e professor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
Construir pequenas usinas como a de Tauá, de abrangência local, ou instalar painéis fotovoltaicos próximos aos pontos de consumo (como em coberturas de prédios) pode ser um caminho interessante. “Assim, gasta-se menoscom redes de transmissão e distribuição”, afirma Ricardo. Sem falar nosganhos quantitativos: segundo ele, se a área inundada de Itaipu fosse coberta por placas fotovoltaicas, a produção de energia dobraria.
Em breve na sua casa
O Brasil ainda não fabrica placas fotovoltaicas (importa de marcas como Kyocera, Sharp, Sanyo e SS Solar),mas há grande expectativa quanto à participação do país na geração de energia solar. “Temos boa insolação e a maior reserva de quartzo do mundo, de onde se extrai o silício, usado nas células solares. Desenvolver o setor é questão de dez anos”, afirma Ricardo Ruther.
Além disso, a pressão mundial pelo uso de fontes renováveis favorece a queda dos preços das placas, o que disseminará o uso. “Por enquanto, os consumidores são pessoas de classe alta, dispostas a pagar mais pela energia limpa, ou populações muito carentes, que obtêm ajuda do governo para a compra dos painéis”, diz Airton Dudzevich, da loja paulista Supergreen, especializada em produtos e sistemas sustentáveis.
Veja também:
Usina solar integrada ao sistema elétrico
Uma megausina solar no Saara
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Verdes, pero no mucho
Os ambientalistas - quem diria - estão se mobilizando contra projetos de energia limpa
Ana Luiza Herzog, para Revista Exame - 19/05/2010
Para a ONG Wildlands Conservancy, que atua na região, a paisagem do Mojave é quase sagrada, e deve permanecer intocada.
Cerca de 4 000 quilômetros quadrados, área quase três vezes maior que a da cidade de São Paulo. É nesse mundo de terra, no deserto de Mojave, no estado americano da Califórnia, que vários investidores tinham planos de instalar uma série de usinas solares. O desejo do setor privado de avançar sobre esse lugar inóspito é compreensível. Uma lei estadual de 2006 estabelece que, até 2020, um quinto da eletricidade consumida na Califórnia deverá vir de fontes renováveis. O deserto de Mojave não poderia ser mais propício para dar conta dessa ambição: trata-se de uma das regiões dos Estados Unidos onde o sol é mais inclemente.
O plano seria perfeito se não fosse por uma questão: nem todos os "verdes" são a favor da ideia. Muito pelo contrário. Para o americano David Myers, principal ativista da Wildlands Conservancy, entidade que atua na região, a paisagem do Mojave é idílica, quase sagrada, e deve permanecer intocada. Além disso, o local abriga dezenas de espécies de plantas e animais que devem ser preservadas. "Grandes ONGs recebem muito dinheiro de grandes corporações. Não é nosso caso. Assim, podemos pensar mais objetivamente sobre as consequências negativas desses projetos nessa região", disse Myers a EXAME.
Para desespero dos investidores, como o banco Goldman Sachs, e das empresas do setor de energia, como a Pacific Gas and Electric, os ambientalistas contrários à energia limpa estão levando a melhor nessa inusitada queda de braço. Essa facção radical de ambientalistas conta com o apoio da senadora democrata Dianne Feinstein, uma das políticas mais poderosas dos Estados Unidos. Do outro lado está o governador californiano, Arnold Schwarzenegger, que declarou: "Se não pudermos colocar usinas solares no deserto de Mojave, não sei onde diabos iremos colocá-las". A verdade, porém, é que talvez o governador tenha mesmo de começar a procurar outro destino para os empreendimentos. Desde que Dianne começou a alardear seu desejo de manter o deserto intacto, alguns investidores simplesmente decidiram cancelar os projetos das usinas solares no deserto.
As dissensões entre os verdes em curso na Califórnia são um retrato claro de uma crise existencial que, nos últimos anos, aflige os ambientalistas de todo o mundo. O pivô é o aquecimento global. Afinal, até que ele se transformasse na questão central do movimento, a missão primordial dos guardiões da natureza era lutar pela preservação dos ecossistemas. Agora, cada vez mais, é preciso conciliar a defesa de baleias, pássaros, macacos, rios, vegetações nativas e paisagens paradisíacas com uma urgência bastante específica: energias renováveis. Infelizmente, uma fonte de energia limpa que não incomode ninguém, seja invisível e não faça nenhum barulho ainda não foi descoberta, e isso torna os dilemas ambientais um tanto quanto mais complexos. Em outras palavras: já foi mais fácil entender o que exatamente querem os ambientalistas.
"Nada é de graça. Tudo tem seu preço", disse a EXAME o renomado ecologista americano Bill McKibben. "Às vezes você está trocando uma pequena interferência na paisagem por uma enorme nuvem de dióxido de carbono que causa danos em todo o planeta." McKibben aponta para outra grande disputa entre um projeto de energias renováveis e os defensores das belezas naturais. Há muito tempo o governo americano, em parceria com a iniciativa privada, quer colocar em operação a Cape Wind, uma usina eólica composta de 130 turbinas instaladas no mar, capaz de abastecer 400 000 casas. O problema é a localização.
O projeto fica na baía de Cape Cod, e os moradores da região - quase todos milionários - simplesmente não eram simpáticos à ideia de ver, das janelas de suas casas de veraneio, o mar pontilhado por uma centena de cataventos. Havia resistência também de tribos indígenas, que alegavam que as turbinas gigantes, de 120 metros, poderiam danificar os cemitérios de antepassados localizados no fundo do mar ou atrapalhar a realização de cerimônias de saudação ao Sol. Por isso, ao longo de quase uma década, o Greenpeace e uma dezena de outras entidades locais favoráveis ao projeto tiveram de brigar com ninguém menos do que o senador Ted Kennedy, que morreu em meados do ano passado, e com Robert Kennedy Jr., o ambientalista do clã. Em abril, o governo Barack Obama finalmente deu o sinal verde para a obra, o primeiro parque eólico oceânico do país.
A escolha entre evitar mudanças catastróficas no clima e preservar belezas naturais - de um pedaço de costa ou até mesmo de um lugar inabitado, como um deserto - tem se apresentado com frequência cada vez maior aos ambientalistas. Entre as ONGs de maior porte, a opção tem sido pelo pragmatismo. "Faz mais sentido negociar para que os empreendedores façam concessões para minimizar os impactos negativos do que tentar barrar os projetos", diz Roberto Maldonado, membro da ONG WWF na Alemanha. A entidade conseguiu que um empreendimento eólico no mar fosse construído a 30 quilômetros da costa. A energia gerada pelo projeto Alpha Ventus custa mais caro que o inicialmente previsto, mas a vista e as praias do norte alemão foram preservadas. "Todos saíram ganhando", diz Maldonado.
Mas nem todas as organizações de defesa do meio ambiente atuam dessa maneira. No Reino Unido, mais de 230 grupos conservacionistas promovem campanhas contra a instalação de usinas eólicas no interior do país. O Country Guardian vem protestando contra a tecnologia há quase 20 anos, quando foi instalado o primeiro catavento no país. Eles alegam que os equipamentos estragam a paisagem do campo e prejudicam a vida silvestre. Com esses argumentos, os opositores da energia eólica têm obtido vitórias importantes. Em abril, por exemplo, um projeto de construção de cinco turbinas no condado de Derbyshire, na região central da Inglaterra, foi rejeitado devido à pressão de grupos locais.
Os defensores da paisagem têm como aliado até mesmo o herdeiro do trono, o príncipe Charles. Supostamente um notório defensor das causas ambientais, Charles teria dito a assessores que as turbinas eólicas são "horrendas", segundo o jornal Daily Telegraph. Embora nunca tenha afirmado isso em público, Charles ecoa a opinião de muitos grupos ambientais. Manter a natureza intocada é um desejo nobre e inteiramente compreensível - mas será que é sustentável?
Verde contra verde - Os ambientalistas, acredite, agora estão protestando contra as energias renováveis. Conheça alguns projetos verdes alvo de críticas dos verdes.
Usina solar no deserto - O plano de construir usinas solares no deserto de Mojave, na Califórnia, encontra resistência de uma ONG por causa do dano causado à paisagem, à fauna e à flora.
Cataventos em alto-mar - Índios e membros da família Kennedy alegam que eles prejudicarão o cenário da costa de Massachusetts, além de reduzir o valor dos caríssimos imóveis da região.
Cataventos na terra - A Suprema Corte do Kansas decidiu a favor dos ambientalistas, que querem vetar a construção de usinas eólicas por causa do impacto em um tipo raro de vegetação nativa.
Ana Luiza Herzog, para Revista Exame - 19/05/2010
Para a ONG Wildlands Conservancy, que atua na região, a paisagem do Mojave é quase sagrada, e deve permanecer intocada.
Cerca de 4 000 quilômetros quadrados, área quase três vezes maior que a da cidade de São Paulo. É nesse mundo de terra, no deserto de Mojave, no estado americano da Califórnia, que vários investidores tinham planos de instalar uma série de usinas solares. O desejo do setor privado de avançar sobre esse lugar inóspito é compreensível. Uma lei estadual de 2006 estabelece que, até 2020, um quinto da eletricidade consumida na Califórnia deverá vir de fontes renováveis. O deserto de Mojave não poderia ser mais propício para dar conta dessa ambição: trata-se de uma das regiões dos Estados Unidos onde o sol é mais inclemente.
O plano seria perfeito se não fosse por uma questão: nem todos os "verdes" são a favor da ideia. Muito pelo contrário. Para o americano David Myers, principal ativista da Wildlands Conservancy, entidade que atua na região, a paisagem do Mojave é idílica, quase sagrada, e deve permanecer intocada. Além disso, o local abriga dezenas de espécies de plantas e animais que devem ser preservadas. "Grandes ONGs recebem muito dinheiro de grandes corporações. Não é nosso caso. Assim, podemos pensar mais objetivamente sobre as consequências negativas desses projetos nessa região", disse Myers a EXAME.
Para desespero dos investidores, como o banco Goldman Sachs, e das empresas do setor de energia, como a Pacific Gas and Electric, os ambientalistas contrários à energia limpa estão levando a melhor nessa inusitada queda de braço. Essa facção radical de ambientalistas conta com o apoio da senadora democrata Dianne Feinstein, uma das políticas mais poderosas dos Estados Unidos. Do outro lado está o governador californiano, Arnold Schwarzenegger, que declarou: "Se não pudermos colocar usinas solares no deserto de Mojave, não sei onde diabos iremos colocá-las". A verdade, porém, é que talvez o governador tenha mesmo de começar a procurar outro destino para os empreendimentos. Desde que Dianne começou a alardear seu desejo de manter o deserto intacto, alguns investidores simplesmente decidiram cancelar os projetos das usinas solares no deserto.
As dissensões entre os verdes em curso na Califórnia são um retrato claro de uma crise existencial que, nos últimos anos, aflige os ambientalistas de todo o mundo. O pivô é o aquecimento global. Afinal, até que ele se transformasse na questão central do movimento, a missão primordial dos guardiões da natureza era lutar pela preservação dos ecossistemas. Agora, cada vez mais, é preciso conciliar a defesa de baleias, pássaros, macacos, rios, vegetações nativas e paisagens paradisíacas com uma urgência bastante específica: energias renováveis. Infelizmente, uma fonte de energia limpa que não incomode ninguém, seja invisível e não faça nenhum barulho ainda não foi descoberta, e isso torna os dilemas ambientais um tanto quanto mais complexos. Em outras palavras: já foi mais fácil entender o que exatamente querem os ambientalistas. "Nada é de graça. Tudo tem seu preço", disse a EXAME o renomado ecologista americano Bill McKibben. "Às vezes você está trocando uma pequena interferência na paisagem por uma enorme nuvem de dióxido de carbono que causa danos em todo o planeta." McKibben aponta para outra grande disputa entre um projeto de energias renováveis e os defensores das belezas naturais. Há muito tempo o governo americano, em parceria com a iniciativa privada, quer colocar em operação a Cape Wind, uma usina eólica composta de 130 turbinas instaladas no mar, capaz de abastecer 400 000 casas. O problema é a localização.
O projeto fica na baía de Cape Cod, e os moradores da região - quase todos milionários - simplesmente não eram simpáticos à ideia de ver, das janelas de suas casas de veraneio, o mar pontilhado por uma centena de cataventos. Havia resistência também de tribos indígenas, que alegavam que as turbinas gigantes, de 120 metros, poderiam danificar os cemitérios de antepassados localizados no fundo do mar ou atrapalhar a realização de cerimônias de saudação ao Sol. Por isso, ao longo de quase uma década, o Greenpeace e uma dezena de outras entidades locais favoráveis ao projeto tiveram de brigar com ninguém menos do que o senador Ted Kennedy, que morreu em meados do ano passado, e com Robert Kennedy Jr., o ambientalista do clã. Em abril, o governo Barack Obama finalmente deu o sinal verde para a obra, o primeiro parque eólico oceânico do país.
A escolha entre evitar mudanças catastróficas no clima e preservar belezas naturais - de um pedaço de costa ou até mesmo de um lugar inabitado, como um deserto - tem se apresentado com frequência cada vez maior aos ambientalistas. Entre as ONGs de maior porte, a opção tem sido pelo pragmatismo. "Faz mais sentido negociar para que os empreendedores façam concessões para minimizar os impactos negativos do que tentar barrar os projetos", diz Roberto Maldonado, membro da ONG WWF na Alemanha. A entidade conseguiu que um empreendimento eólico no mar fosse construído a 30 quilômetros da costa. A energia gerada pelo projeto Alpha Ventus custa mais caro que o inicialmente previsto, mas a vista e as praias do norte alemão foram preservadas. "Todos saíram ganhando", diz Maldonado.
Mas nem todas as organizações de defesa do meio ambiente atuam dessa maneira. No Reino Unido, mais de 230 grupos conservacionistas promovem campanhas contra a instalação de usinas eólicas no interior do país. O Country Guardian vem protestando contra a tecnologia há quase 20 anos, quando foi instalado o primeiro catavento no país. Eles alegam que os equipamentos estragam a paisagem do campo e prejudicam a vida silvestre. Com esses argumentos, os opositores da energia eólica têm obtido vitórias importantes. Em abril, por exemplo, um projeto de construção de cinco turbinas no condado de Derbyshire, na região central da Inglaterra, foi rejeitado devido à pressão de grupos locais.
Os defensores da paisagem têm como aliado até mesmo o herdeiro do trono, o príncipe Charles. Supostamente um notório defensor das causas ambientais, Charles teria dito a assessores que as turbinas eólicas são "horrendas", segundo o jornal Daily Telegraph. Embora nunca tenha afirmado isso em público, Charles ecoa a opinião de muitos grupos ambientais. Manter a natureza intocada é um desejo nobre e inteiramente compreensível - mas será que é sustentável?
Verde contra verde - Os ambientalistas, acredite, agora estão protestando contra as energias renováveis. Conheça alguns projetos verdes alvo de críticas dos verdes.
Usina solar no deserto - O plano de construir usinas solares no deserto de Mojave, na Califórnia, encontra resistência de uma ONG por causa do dano causado à paisagem, à fauna e à flora.
Cataventos em alto-mar - Índios e membros da família Kennedy alegam que eles prejudicarão o cenário da costa de Massachusetts, além de reduzir o valor dos caríssimos imóveis da região.
Cataventos na terra - A Suprema Corte do Kansas decidiu a favor dos ambientalistas, que querem vetar a construção de usinas eólicas por causa do impacto em um tipo raro de vegetação nativa.
É preciso escolher o caminho da eficiência energética
Caros,
Faço minhas as palavras de Miriam Leitão, para a CBN:
É preciso escolher o caminho da eficiência energética
A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) divulgou que a China passou os EUA como maior consumidor de energia, mas o país negou, dizendo que os dados não são confiáveis. Achei engraçadíssimo, porque é a China que tem problema crônico de credibilidade, ninguém confia nas estatísticas por bons motivos. Ela divulga o número que quer e não tem transparência.
Mas é bem possível que o país tenha passado os EUA, porque no ano passado eles reduziram o crescimento e, com isso, o consumo de energia; enquanto na China cresce. A agência fala que o país consumiu 2,252 bilhões de toneladas de petróleo, 4% mais do que os EUA. Os dois juntos fazem um estrago, consomem metade do petróleo do mundo. São parceiros nas emissões de gases de efeito estufa provocados pelo uso intensivo do petróleo.
Como o Brasil, o que a China tem prometido ao mundo não é reduzir o consumo nem as emissões, mas diminuir a intensidade do consumo por produto. Para cada 1% do produto bruto, ela vai usar menos energia daqui para a frente, porque vai ficar mais eficiente. Em suma, está prometendo eficiência energética e isso todos devem fazer. A China sabe que tem que fazer isso, porque a demanda de energia tem uma trajetória explosiva. Há dez anos, segundo a AIEA, o consumo dela era metade do americano. Por isso, tem que tomar cuidado.
Nesta semana, conversei com um grande empresário brasileiro que defende a energia fóssil. Ele disse que não tinha jeito, porque a eólica e a solar são caras, não tem como garantir o crescimento. É claro que nenhuma energia sozinha vai segurar a barra de um mundo que consome cada vez mais.
O dado divulgado hoje pelo Sérgio Abranches também é interessante: a capacidade instalada de energia eólica de 2001 para 2010 no mundo multiplicou por oito, de 2006 para 2009, cresceu três vezes; na China, aumentou dez vezes.
Está todo mundo procurando as energias sustentáveis. Mais do que isso: há pesquisas em novas fontes e coisas promissoras. O petróleo é indispensável, mas vai acabar um dia. O mundo caminha para um imposto sobre o petróleo.
A energia está no centro do debate do século XXI. A escolha de sua fonte de energia entra em conflito direto com o problema do aquecimento global. No Brasil, há pouco esforço para a eficiência energética. Isso é um caminho importante para que a gente use melhor a energia já pronta para ser utilizada.
Comentário:
Concordo, plenamente.
Antonio Macêdo Filho
Faço minhas as palavras de Miriam Leitão, para a CBN:
É preciso escolher o caminho da eficiência energética
A Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) divulgou que a China passou os EUA como maior consumidor de energia, mas o país negou, dizendo que os dados não são confiáveis. Achei engraçadíssimo, porque é a China que tem problema crônico de credibilidade, ninguém confia nas estatísticas por bons motivos. Ela divulga o número que quer e não tem transparência.
Mas é bem possível que o país tenha passado os EUA, porque no ano passado eles reduziram o crescimento e, com isso, o consumo de energia; enquanto na China cresce. A agência fala que o país consumiu 2,252 bilhões de toneladas de petróleo, 4% mais do que os EUA. Os dois juntos fazem um estrago, consomem metade do petróleo do mundo. São parceiros nas emissões de gases de efeito estufa provocados pelo uso intensivo do petróleo.
Como o Brasil, o que a China tem prometido ao mundo não é reduzir o consumo nem as emissões, mas diminuir a intensidade do consumo por produto. Para cada 1% do produto bruto, ela vai usar menos energia daqui para a frente, porque vai ficar mais eficiente. Em suma, está prometendo eficiência energética e isso todos devem fazer. A China sabe que tem que fazer isso, porque a demanda de energia tem uma trajetória explosiva. Há dez anos, segundo a AIEA, o consumo dela era metade do americano. Por isso, tem que tomar cuidado.
Nesta semana, conversei com um grande empresário brasileiro que defende a energia fóssil. Ele disse que não tinha jeito, porque a eólica e a solar são caras, não tem como garantir o crescimento. É claro que nenhuma energia sozinha vai segurar a barra de um mundo que consome cada vez mais.
O dado divulgado hoje pelo Sérgio Abranches também é interessante: a capacidade instalada de energia eólica de 2001 para 2010 no mundo multiplicou por oito, de 2006 para 2009, cresceu três vezes; na China, aumentou dez vezes.
Está todo mundo procurando as energias sustentáveis. Mais do que isso: há pesquisas em novas fontes e coisas promissoras. O petróleo é indispensável, mas vai acabar um dia. O mundo caminha para um imposto sobre o petróleo.
A energia está no centro do debate do século XXI. A escolha de sua fonte de energia entra em conflito direto com o problema do aquecimento global. No Brasil, há pouco esforço para a eficiência energética. Isso é um caminho importante para que a gente use melhor a energia já pronta para ser utilizada.
Comentário:
Concordo, plenamente.
Antonio Macêdo Filho
Preparando a gestão sustentável
Professor da Fundação Vanzolini fala sobre a adoção de uma gestão eficiente com vistas a um bom desempenho financeiro, ambiental e social O tripé da sustentabilidade que reúne as áreas ambiental, econômica e social deve servir para orientar os gestores das empresas, promovendo a interação com o meio ambiente, a fim de garantir o acesso das futuras gerações aos recursos naturais; com o mercado, para preservar a competitividade e continuidade da empresa; e com seus colaboradores, levando em conta a responsabilidade social. Temos de lembrar, no entanto, que, antes de mais nada é necessário montar um sistema de gestão, com objetivos claramente estabelecidos. No momento em que se incorpora a sustentabilidade dentro da visão e missão da empresa, automaticamente, essas três vertentes devem ser contempladas.
Além disso, a sustentabilidade empresarial deve se basear em três aspectos básicos: o ambiental, o econômico e o social. A primeira variável diz respeito ao uso racional dos recursos naturais e maximização dos impactos ambientais positivos no ciclo de vida dos produtos, desde a extração da matéria-prima até a sua disposição final. Mais ainda, a empresa tem de preocupar-se também com os impactos ambientais positivos e negativos de sua atividade produtiva. O aspecto econômico trata da sustentabilidade dos negócios das empresas, que devem buscar o lucro e a remuneração do capital. Já o terceiro ponto leva em consideração as políticas de responsabilidade social.
Atualmente, os modelos de gestão à disposição das empresas, que englobam esses três aspectos, são encontrados nas normas ISO 9001(Gestão da Qualidade), ISO 14001 (Gestão do Meio Ambiente), OHSAS, ISO 16001 e ISO 26001 (Gestão da Responsabilidade Social). Porém, apesar desses modelos de gestão serem bastante complexos e abrangentes, aderir às normas, por si só, não garante a sustentabilidade empresarial. Para que esses sistemas trabalhem de maneira integrada e eficiente é necessário uma diretriz única, que é a governança corporativa.
A governança corporativa é a capacidade das empresas de garantir uma gestão eficiente, estabelecendo padrões organizacionais para enfrentar os desafios internos e externos, com vistas a um bom desempenho financeiro, ambiental e social. Em resumo, significa consolidar as boas práticas de board, formando um conselho de administração competente, com controles externos eficazes (auditoria externa de terceira parte), que cooperem com o CEO a fim de obter uma gestão mais isenta, transparente e eficiente.
Isso significa prevenir a adoção de práticas que podem levar as empresas a conduzir sua linha de atuação baseadas em políticas equivocadas. Exemplos comuns são o da pequena empresa onde o proprietário confunde a pessoa jurídica com a pessoa física, juntando as finanças num único caixa. Outro caso comum é o de empresas familiares que, em processos de sucessão, desagregam-se em grupos de acionistas que lutam pelo seu controle. Quando conduzidos por critérios não aderentes à governança corporativa, esses embates entre grupos acabam quebrando a empresa.
A governança corporativa é um conceito complexo, mas prepara as empresas para tratar de maneira integrada as restrições advindas do meio ambiente empresarial, das legislações vigentes em um país, das regras de comércio internacional, mercado financeiro, entre outras variáveis. E isso é necessário, pois, cada vez mais, os governos criam regulamentações sobre produtos, relações de consumo, comércio internacional, relações com o mercado e meio ambiente. Isso sem falar nas crises econômicas, especulação financeira, mudanças nos cenários internacionais e competição com os países emergentes, fatores que podem abalar até as empresas mais sólidas.
Todas essas restrições contribuem para tornar mais difícil a tarefa de gerir as corporações com sustentabilidade, no sentido amplo do termo. O uso de modelos de gestão consagrados e normalizados ajuda o administrador a focar sua atenção nesses pontos críticos, que estão fora do controle da empresa. Com isso, ele consegue ter bases mais sólidas para enfrentar as crises e adversidades, pois conta com uma estruturada bem organizada e capaz de dar respostas eficientes às situações adversas.
Daí a importância da governança corporativa, estruturada nas boas práticas de gestão que geralmente evitam atitudes pouco recomendadas como a confusão entre pessoa física e pessoa jurídica, o nepotismo, conflito de interesses, entre outras. E incentiva a consideração aos acionistas e aos stakeholders, a ética na condução dos negócios e o respeito ao meio ambiente e as pessoas.
José Joaquim Ferreira do Amaral (Vice-presidente da Fundação Vanzolini - formada por professores do Departamento de Engenharia de Produção POLI/USP)
Publicado originalmente em HSM Online, em 21/07/2010
Além disso, a sustentabilidade empresarial deve se basear em três aspectos básicos: o ambiental, o econômico e o social. A primeira variável diz respeito ao uso racional dos recursos naturais e maximização dos impactos ambientais positivos no ciclo de vida dos produtos, desde a extração da matéria-prima até a sua disposição final. Mais ainda, a empresa tem de preocupar-se também com os impactos ambientais positivos e negativos de sua atividade produtiva. O aspecto econômico trata da sustentabilidade dos negócios das empresas, que devem buscar o lucro e a remuneração do capital. Já o terceiro ponto leva em consideração as políticas de responsabilidade social.
Atualmente, os modelos de gestão à disposição das empresas, que englobam esses três aspectos, são encontrados nas normas ISO 9001(Gestão da Qualidade), ISO 14001 (Gestão do Meio Ambiente), OHSAS, ISO 16001 e ISO 26001 (Gestão da Responsabilidade Social). Porém, apesar desses modelos de gestão serem bastante complexos e abrangentes, aderir às normas, por si só, não garante a sustentabilidade empresarial. Para que esses sistemas trabalhem de maneira integrada e eficiente é necessário uma diretriz única, que é a governança corporativa.
A governança corporativa é a capacidade das empresas de garantir uma gestão eficiente, estabelecendo padrões organizacionais para enfrentar os desafios internos e externos, com vistas a um bom desempenho financeiro, ambiental e social. Em resumo, significa consolidar as boas práticas de board, formando um conselho de administração competente, com controles externos eficazes (auditoria externa de terceira parte), que cooperem com o CEO a fim de obter uma gestão mais isenta, transparente e eficiente.
Isso significa prevenir a adoção de práticas que podem levar as empresas a conduzir sua linha de atuação baseadas em políticas equivocadas. Exemplos comuns são o da pequena empresa onde o proprietário confunde a pessoa jurídica com a pessoa física, juntando as finanças num único caixa. Outro caso comum é o de empresas familiares que, em processos de sucessão, desagregam-se em grupos de acionistas que lutam pelo seu controle. Quando conduzidos por critérios não aderentes à governança corporativa, esses embates entre grupos acabam quebrando a empresa.
A governança corporativa é um conceito complexo, mas prepara as empresas para tratar de maneira integrada as restrições advindas do meio ambiente empresarial, das legislações vigentes em um país, das regras de comércio internacional, mercado financeiro, entre outras variáveis. E isso é necessário, pois, cada vez mais, os governos criam regulamentações sobre produtos, relações de consumo, comércio internacional, relações com o mercado e meio ambiente. Isso sem falar nas crises econômicas, especulação financeira, mudanças nos cenários internacionais e competição com os países emergentes, fatores que podem abalar até as empresas mais sólidas.
Todas essas restrições contribuem para tornar mais difícil a tarefa de gerir as corporações com sustentabilidade, no sentido amplo do termo. O uso de modelos de gestão consagrados e normalizados ajuda o administrador a focar sua atenção nesses pontos críticos, que estão fora do controle da empresa. Com isso, ele consegue ter bases mais sólidas para enfrentar as crises e adversidades, pois conta com uma estruturada bem organizada e capaz de dar respostas eficientes às situações adversas.
Daí a importância da governança corporativa, estruturada nas boas práticas de gestão que geralmente evitam atitudes pouco recomendadas como a confusão entre pessoa física e pessoa jurídica, o nepotismo, conflito de interesses, entre outras. E incentiva a consideração aos acionistas e aos stakeholders, a ética na condução dos negócios e o respeito ao meio ambiente e as pessoas.
José Joaquim Ferreira do Amaral (Vice-presidente da Fundação Vanzolini - formada por professores do Departamento de Engenharia de Produção POLI/USP)
Publicado originalmente em HSM Online, em 21/07/2010
terça-feira, 20 de julho de 2010
ArqTours - Arquitetura e Turismo: Um belo projeto de arquitetura do século XXI.
ArqTours - Arquitetura e Turismo: Um belo projeto de arquitetura do século XXI.: "A real tradução da boa arquitetura contemporânea: programa criterioso e bem atendido, consciência ambiental e preocupação com o entorno: ade..."
China ultrapassa EUA no consumo de energia
Por Vanessa Barbosa para o Portal Exame, 19/07/2010
Impulsionada por anos de crescimento econômico acelerado, a China é agora o maior consumidor de energia do mundo, removendo os Estados Unidos do posto que ocupou por mais de um século. As informações da Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês) foram publicadas nesta segunda pelo jornal The Wall Street Journal.
Foto: Centro de Xangai
A agência, sediada em Paris, cujas previsões são geralmente consideradas como indicadores de parâmetro para a indústria de energia, disse que a China devorou um total de 2,252 milhões de toneladas equivalentes de petróleo no ano passado, ou cerca de 4% a mais que os EUA, que queimou 2.170 milhões de toneladas de óleo equivalente.
Se for analisada apenas a demanda por petróleo, os EUA ainda são o maior consumidor desta fonte energética por uma larga margem, passando, em média, cerca de 19 milhões de barris por dia. A China ocupa um distante segundo lugar com cerca de 9,2 milhões de barris por dia.
Impulsionada por anos de crescimento econômico acelerado, a China é agora o maior consumidor de energia do mundo, removendo os Estados Unidos do posto que ocupou por mais de um século. As informações da Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês) foram publicadas nesta segunda pelo jornal The Wall Street Journal.
Foto: Centro de XangaiA agência, sediada em Paris, cujas previsões são geralmente consideradas como indicadores de parâmetro para a indústria de energia, disse que a China devorou um total de 2,252 milhões de toneladas equivalentes de petróleo no ano passado, ou cerca de 4% a mais que os EUA, que queimou 2.170 milhões de toneladas de óleo equivalente.
A métrica de petróleo equivalente representa todas as formas de consumo de energia, incluindo petróleo bruto, nuclear, carvão, gás natural e de fontes renováveis como a energia hidráulica. Para se ter uma idéia da rapidez com que o país asiático superou a maior potência econômica mundial em demanda energética, o consumo total na China era apenas metade do americano há 10 anos.
Em entrevista ao jornal americano, o economista-chefe do IEA, Fatih Birol, afirmou que a superação chinesa sobre os EUA "simboliza o início de uma nova era na história da energia, já que os americanos tinha sido o maior consumidor global de energia desde 1900".
A procura voraz da China por energia ajuda a explicar porque o país que recebe a maior parte de sua eletricidade a partir do carvão, o mais poluente dos combustíveis fósseis, também passou os EUA em 2007 como maior emissor mundial de emissões de dióxido de carbono e outros gases.
Se for analisada apenas a demanda por petróleo, os EUA ainda são o maior consumidor desta fonte energética por uma larga margem, passando, em média, cerca de 19 milhões de barris por dia. A China ocupa um distante segundo lugar com cerca de 9,2 milhões de barris por dia.
Entretanto, segundo o The Wall Street Journal, muitos analistas de petróleo acreditam que a demanda bruta americana atingiu o seu máximo, sendo improvável que cresça muito nos próximos anos.
Foto: Projeto de torre para o centro de Xangai (Gensler)
Diante desse novo cenário, continua o jornal, "a diminuição da intensidade energética da economia norte-americana seria uma razão chave para investidores, como a General Electric Co., vislumbrarem a China como um motor de crescimento futuro".
Diante desse novo cenário, continua o jornal, "a diminuição da intensidade energética da economia norte-americana seria uma razão chave para investidores, como a General Electric Co., vislumbrarem a China como um motor de crescimento futuro".
Para continuar alimentando a economia e evitar apagões e falta de combustível, a China precisará de 4 trilhões de dólares em investimentos em energia total nos próximos 20 anos, afirma o economista-chefe da IEA.
Birol, que já foi economista consultor da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP), disse, ainda, que o país espera criar nos próximos 15 anos cerca de 1.000 gigawatts de nova capacidade de geração de energia. Isso é o mesmo que o montante total da capacidade de geração de eletricidade dos EUA atualmente.
Em 2011, eletrodomésticos com selo Procel vão consumir ainda menos energia
Por Rogério Ferro, do Instituto Akatu, julho 2010
Geladeiras, máquinas de lavar e fogões terão que seguir normas mais rigorosas de eficiência energética e consumir ainda menos energia elétrica; novos aparelhos devem chegar ao mercado a partir do segundo semestre do próximo ano
A designer Alessandra Vaz passa muito pouco tempo dentro de casa, onde mora sozinha. Ela lava roupa uma a duas vezes por semana e usa o microondas, no máximo, três vezes por semana. No final de cada mês, a conta de luz nunca passa de R$ 18,00. Isso porque todos os seus eletrodomésticos têm o selo Procel com classificação A, que garante a maior eficiência no consumo de energia.
“Tive a sorte de começar a morar sozinha justamente quando havia o incentivo fiscal do governo para produtos de linha branca e fiz questão de comprar todos os aparelhos com o selo de eficiência energética. Valeu muito a pena”, festeja Alessandra.
O que ela não sabe é que agora, o Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro), está revisando seus padrões para tornar ainda mais econômicos os produtos da chamada linha branca. Esses eletrodomésticos têm uma classificação de consumo de energia que vai de A, mais eficiente, ao E, menos eficiente.
Hoje, a maioria das geladeiras (90,5%), máquinas de lavar roupa (98,7%) e fogões (69,4%) fabricados no Brasil está dentro do padrão A. O Inmetro quer estabelecer critérios mais rigorosos para aumentar a garantia de eficiência energética dos eletrodomésticos.
Ou seja, eles têm que ser ainda mais econômicos. Segundo o Inmetro, com a revisão, apenas 5% dos fogões, 36% das geladeiras e 37% das máquinas de lavar roupa poderão receber o selo A de eficiência. Com isso, a indústria terá que se tornar mais competitiva e o consumidor terá mais opções.
Marcos Borges, Coordenador do Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE), explica que o processo de revisão está sendo conduzido em parceria com os representantes dos fabricantes, que ajudam a propor os índices de eficiência energética.
“Por essa razão, a primeira etapa é negociar com o setor produtivo quais serão os novos índices. Esse processo está em conclusão, e, até o começo de agosto, os novos regulamentos já deverão ser colocados em consulta pública por 30 dias. Em seguida, os comentários recebidos são analisados, consolidados e o regulamento final publicado. A partir daí, os fabricantes tem de 6 a 12 meses para se adaptar as novas regras”.
Na prática, o Inmetro espera que os eletrodomésticos mais eficientes estejam nas lojas no segundo semestre de 2011.
Mas atenção. Isso não quer dizer que consumidores como Alessandra, que já têm aparelhos com atual selo Procel, devem sair trocando pelos novos. “Esses aparelhos já são eficientes e devem ser usados até o fim da sua vida útil. Os consumidores que possuem esses eletrodomésticos já estão economizando bastante”, recomenda Heloisa Mello, gerente de operações do Instituto Akatu.
“O que nós queremos agora é aumentar esses índices de eficiência energética e dispersar. Vamos ter menos aparelhos com classificação em A, algo em torno de 15%, 20% e fazer uma distribuição de 15% a 20% em B e assim por diante”, explica o diretor da qualidade Inmetro Alfredo Lobo.
Segundo Borges, sempre que ocorre um acúmulo nas classificações superiores, o Inmetro reclassifica os programas subindo os índices de eficiência. Borges, explica os benefícios da rotina.
“Um refrigerador hoje é, em média, 60% mais eficiente que um modelo de 10 anos atrás. Desde a implementação do selo Procel, cerca de 9 bilhões de reais deixaram de impactar na conta de energia dos brasileiros. Isso equivale a 40 meses de operação ininterrupta e máxima de Angra I, usina de energia nuclear localizada em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro”.
Geladeiras, máquinas de lavar e fogões terão que seguir normas mais rigorosas de eficiência energética e consumir ainda menos energia elétrica; novos aparelhos devem chegar ao mercado a partir do segundo semestre do próximo ano
A designer Alessandra Vaz passa muito pouco tempo dentro de casa, onde mora sozinha. Ela lava roupa uma a duas vezes por semana e usa o microondas, no máximo, três vezes por semana. No final de cada mês, a conta de luz nunca passa de R$ 18,00. Isso porque todos os seus eletrodomésticos têm o selo Procel com classificação A, que garante a maior eficiência no consumo de energia.
“Tive a sorte de começar a morar sozinha justamente quando havia o incentivo fiscal do governo para produtos de linha branca e fiz questão de comprar todos os aparelhos com o selo de eficiência energética. Valeu muito a pena”, festeja Alessandra.
O que ela não sabe é que agora, o Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro), está revisando seus padrões para tornar ainda mais econômicos os produtos da chamada linha branca. Esses eletrodomésticos têm uma classificação de consumo de energia que vai de A, mais eficiente, ao E, menos eficiente.
Hoje, a maioria das geladeiras (90,5%), máquinas de lavar roupa (98,7%) e fogões (69,4%) fabricados no Brasil está dentro do padrão A. O Inmetro quer estabelecer critérios mais rigorosos para aumentar a garantia de eficiência energética dos eletrodomésticos.
Ou seja, eles têm que ser ainda mais econômicos. Segundo o Inmetro, com a revisão, apenas 5% dos fogões, 36% das geladeiras e 37% das máquinas de lavar roupa poderão receber o selo A de eficiência. Com isso, a indústria terá que se tornar mais competitiva e o consumidor terá mais opções.
Marcos Borges, Coordenador do Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE), explica que o processo de revisão está sendo conduzido em parceria com os representantes dos fabricantes, que ajudam a propor os índices de eficiência energética.
“Por essa razão, a primeira etapa é negociar com o setor produtivo quais serão os novos índices. Esse processo está em conclusão, e, até o começo de agosto, os novos regulamentos já deverão ser colocados em consulta pública por 30 dias. Em seguida, os comentários recebidos são analisados, consolidados e o regulamento final publicado. A partir daí, os fabricantes tem de 6 a 12 meses para se adaptar as novas regras”.
Na prática, o Inmetro espera que os eletrodomésticos mais eficientes estejam nas lojas no segundo semestre de 2011.
Mas atenção. Isso não quer dizer que consumidores como Alessandra, que já têm aparelhos com atual selo Procel, devem sair trocando pelos novos. “Esses aparelhos já são eficientes e devem ser usados até o fim da sua vida útil. Os consumidores que possuem esses eletrodomésticos já estão economizando bastante”, recomenda Heloisa Mello, gerente de operações do Instituto Akatu.
“O que nós queremos agora é aumentar esses índices de eficiência energética e dispersar. Vamos ter menos aparelhos com classificação em A, algo em torno de 15%, 20% e fazer uma distribuição de 15% a 20% em B e assim por diante”, explica o diretor da qualidade Inmetro Alfredo Lobo.
Segundo Borges, sempre que ocorre um acúmulo nas classificações superiores, o Inmetro reclassifica os programas subindo os índices de eficiência. Borges, explica os benefícios da rotina.
“Um refrigerador hoje é, em média, 60% mais eficiente que um modelo de 10 anos atrás. Desde a implementação do selo Procel, cerca de 9 bilhões de reais deixaram de impactar na conta de energia dos brasileiros. Isso equivale a 40 meses de operação ininterrupta e máxima de Angra I, usina de energia nuclear localizada em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro”.
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