segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Energia Solar: um exemplo para o Brasil?

Por Júlio Santos, da Agência Ambiente Energia

Analisar a legislação de tarifas feed-in da Alemanha e de net metering para energia solar fotovoltaica dos Estados Unidos para implementar pequenos geradores conectatods à rede usando energias renováveis. Este é o principal objetivo de estudo realizado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), GTZ e Universidade de Colonia de Ciências Aplicas, que também apontou sugestões e perspectivas de net metering para sistemas fotovoltaicos no Brasil.

No caso brasileiro, o estudo analisa itens como recursos de radiação solar; curva de experiência de geração fotovoltaica por radiação solar; análise econômica; paridade com a rede; medição da produção descentralizada de eletricidade; comparação dos custos de proteção com o custo total dos investimentos; e soluções para superar os gargalos na infraestrutura de rede de distribuição.

O trabalho considera os preços de geração elétrica de sistemas PV sob as condições climáticas brasileiras junto com o desenvolvimento da eletricidade do consumidor final. No item radiação global em superfície horizontal , a cidade de Recife (PE) fica em primeiro lugar, com 2.225 kWh/m²a, seguida por Fortaleza, com 2.029; Belém, com 1.842; Brasília, com 1.797; e Rio de Janeiro, com 1.691.

“Estes números são usados para calcular os anos de paridade com a rede no Brasil. O preço de geração de eletricidade por kWh usando sistemas fotovoltaicos de energia solar poderiam ser considerado como base para o desenvolvimento de uma política de promoção do sistema PV”, observa o estudo. O trabalho simula vários casos, obserando os itens radiação global e taxa de crescimento anual do preço da eletricidade.

No caso da Alemanha, o estudo traça um panorama da política de eletricidade renovável e sua legislação, além de apresentar o seu regime jurídico de conexão à rede (feed-in-law). Destaca pontos como conexão à rede, requisitos técnicos e operacionais, criação e uso de conexão, gerenciamento de alimentação (Feed-in), custos de conexão à rede, tarifas e taxas, tarifas e custos para diferentes tecnologias de geração de eletricidade renovável.

O regime jurídico de net metering dos Estados Unidos também é abordado no estudo, que destaca itens como custo médio para cada tecnologia de energia renovável, net metering e geração fotovoltaica e melhores práticas de net metering, melhores práticas em procedimentos de interconexão e preocupações de serviços públicos com a net metering.


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Professores do MBA em Construções Sustentáveis recebem homenagem

Caros,

Como sabem, professores dedicados, bem informados e motivados são muitas vezes os motores de arranque para algumas carreiras de sucesso, mas têm seus méritos reconhecidos pouco frequentemente, razão pela qual reproduzo a seguir recente homenagem recebida por alguns professores que mereceram destaque por sua atuação, dentre os quais orgulhosamente me incluo.

Segue abaixo relação de destacados professores que tiveram avaliação "excelente" por mais de 98% dos alunos dos cursos de pós graduação INBEC / UNICID no último trimestre. Destaco que o curso MBA em Construções Sustentáveis ainda teve relacionados, além de mim, o Eng. Marcos Casado, também coordenador do curso, juntamente comigo, e o Arq. Tomaz Lotufo, da disciplina de Design Ecológico, dentre os professores merecedores da justa homenagem.

Parabéns a todos os colegas, ao INBEC e à UNICID. 

Em tempo:
As matrículas para o MBA em Construções Sustentáveis estão abertas em São Paulo, Rio de Janeiro, Ribeirão Preto, com mais informações pelo: (11) 2626 9575 / saopaulo@inbec.com.br.

Para outras cidades como Curitiba, Goiânia, Vitória, Belo Horizonte, favor consultar: http://inbec.com.br/mba_constru_sus.php.

Fico também à disposição.

Arq. Antonio Macêdo Filho
amacedo@ecobuilding.com.br

sábado, 20 de agosto de 2011

MBA em Construções Sustentáveis INBEC / UNICID / GBC Brasil - Agora também no Rio de Janeiro, em Belo Horizonte, Ribeirão Preto e outras cidades.

Caros,

O MBA em Construções Sustentáveis INBEC / UNICID / GBC Brasil, segue se confirmando como o de maior sucesso em todo o país. Novas turmas estão sendo abertas em diversas cidades, atendendo à demanda do mercado por profissionais especializados, habilitados a lidar com as diversas variáveis que envolve o tema.

Estamos agora abrindo novas turmas no Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Salvador e Goiânia, e, pela primeira vez fora das capitais, também em Ribeirão Preto, sinal claro de que a Construção Sustentável está mesmo se disseminando por todo o país.

Nos orgulhamos de poder atuar diretamente como indutores deste processo de melhor capacitação profissional daqueles que fazem e farão a infra-estrutura que favorecerá o desenvolvimento de melhores empreendimentos, para benefício geral, não só do país, mas de todo o mundo, uma vez que a redução dos impactos que melhores práticas de construção proporcionam têm repercussão global. 

Recomendo ao colega leitor que replique esta notícia pelos meios que julgar convenientes, para que outros profissionais possam também ter oportunidade de se aperfeiçar nesta área de fundamental importância para o país.
Para mais informações, clique na imagem abaixo, acesse: http://inbec.com.br/mba_constru_sus.php ou ainda pelo: (11) 2626 9575. Fico também à disposição para esclarecimentos.

Até breve.

Arq. Antonio Macêdo Filho


quarta-feira, 17 de agosto de 2011

Encontros e Eventos sobre Construção e Sustentabilidade pelo Brasil

Caros,

Nos próximos dias participarei de três eventos relacionados à Construção Sustentável pelo Brasil, a saber:

Neste dia 18/08 estou em Goiânia para ministrar palestra no 2o ECOS - Encontro sobre Construção e Sustentabilidade, promovido pelo Sinduscon Goiás. Para mais informações, favor clicar na imagem abaixo.



Na próxima semana, no dia 23/08 estarei em Curitiba, ministrando palestra sobre "O Mercado da Construção Sustentável no Brasil", em evento promivido pelo IAB-PR em parceria com o CREA-PR e Instituto de Engenharia do Paraná (um exemplo de integração para outros estados).
Mais informações e inscrições pelo
http://www.inbec.com.br/palestra_green.php ou no IAB-PR: Av. Batel nº 1750, sala 307 – Batel – Curitiba-PR.

No dia 25/08, estarei em Ribeirão Preto, onde ministrarei palestra sobre "Arquitetura Sustentável" durante a 2a Semana de Arquitetura e Urbanismo, promovida pela AEAARP - Associação de Engenharia, Arquitetura e Agronomia de Ribeirão Preto. Mais informações podem ser obtidas pelo: (16) 2102 1719 ou pelo www.aeaarp.org.br.

Na semana seguinte, nos dias 01 e 02 de setembro ministrarei o curso "Como se tornar um LEED GA / LEED AP" no Rio de Janeiro. Mais informações e inscrições pelo: http://www.ecobuilding.com.br/ / (11) 2626 9575.

Quem souber de outros eventos que mereçam ser divulgados aqui, favor informar.

Até breve, em algum lugar deste nosso Brasil, que finalmente acorda (em berço esplêndido) para sustentabilidade!

Arq. Antonio Macêdo Filho

MBA em Gerenciamento de Obras e Tecnologias da Construção

Caros,

Estão abertas as matrículas para o MBA em Gerenciamento de Obras INBEC / UNICID em São Paulo. Pós graduação lato-sensu com 480 horas, o curso já é realizado com sucesso em diversas capitais do Brasil, sempre com excelente aprovação por parte dos participantes.


As inscrições podem ser feitas pelo: http://inbec.com.br/mba_ger_obr.php.
Para mais informações: (11) 2626 9575 / saopaulo@inbec.com.br.

quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Banco alemão planeja edifício sustentável


Da Redação de Exame, publicado em Exame.com, em 10 de agosto de 2011
O atelier de arquitetura Sauerbruch Hutton fez o projeto do edifício, que possui características rigorosas de eficiência energética.
Projeto sustentável para o banco alemão KfW em Frankfurt

São Paulo - O banco alemão KfW em Frankfurt, provavelmente, será considerado o edifício mais sustentável da Europa. Com metas ousadas, o projeto exige desde economia de energia até controle de quantidade de ar que entra no edifício.

O atelier de arquitetura Sauerbruch Hutton fez o projeto do edifício, com características rigorosas de eficiência energética. Uma das metas é chegar a um consumo de energia de apenas sete kW por metro quadrado, por ano.

Hutton, criou uma espécie de dupla pele, que controla as janelas programadas pelo computador. De forma que é controlada a quantidade de ar que entra da janela e, consequentemente, o clima dentro do edifício adequa-se às estações: prédio quente no inverno e fresco no verão.

O formato do prédio foi construído em um ângulo que facilita a entrada da brisa no seu interior. Há também monitores ambientais que calculam quando e quanto as janelas exteriores devem abrir, considerando a direção do vento, a temperatura e velocidade.

Apesar da funcionalidade, as janelas podem ser facilmente abertas. Toda esta tecnologia tem como objetivo diminuir o uso de equipamentos como aquecedor e ar condicionado. Com duas importantes vantagens: os ganhos ambientais e qualidade do ar, bem mais saudável.

O edifício ganhou o prêmio de Melhor Arranha-Céu da Europa. Agora sua eficiência energética será testada e ele concorrerá a um prêmio específico de sustentabilidade.

Visitas Técnicas Green Buildings em São Paulo - EcoBuilding / GBC Brasil

Caros,

Na semana da Green Building Brasil, evento promovido pelo GBC Brasil, que ocorrerá nos dias 29 e 30 de Agosto em São Paulo, realizaremos mais uma edição das "Visitas Guiadas Green Buildings em São Paulo", no dia 27 de agosto, sábado. Como em ocasiões anteriores, visitaremos alguns dos mais referenciais green buildings da cidade, líder no país e que já ganha destaque no cenário internacional da construção sustentável.

Os programas de visitas técnicas guiadas, que desenvolvi em equipe com a Arq. Raquel Palhares, da ArqTours, de forma pioneira no Brasil, quando ainda dirijíamos a Câmara de Arquitetos, tem levado centenas de profissionais a conhecer de perto, de maneira privilegiada e com orientação técnica adequada, edifícios, escritórios e obras de referência para arquitetos e engenheiros, em algumas das mais importantes cidades do mundo, dentre as quais São Paulo.
 
Para esta edição, restam já poucas vagas disponíveis. As inscrições podem ser feitas pelo: http://www.ecobuilding.com.br/ ou (11) 2626 9575.

 

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Green Buildings - Antes tarde do que nunca

Por Marcos Casado, GBC Brasil

A "onda" de prédios verdes green buildings chegou definitivamente no país. Conforme dados do Green Building Council Brasil, o número de empreendimentos registrados junto ao USGBC para obterem a certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental Design) cresce exponencialmente e o movimento da construção sustentável já faz parte da agenda mundial e felizmente não há mais como desprezar esse movimento. Ou as empresas do mercado se atualizam ou vão ficar obsoletas em um futuro próximo.

Hoje no país há cerca de 300 empreendimentos registrados em 19 estados brasileiros buscando a certificação de desempenho ambiental para seus empreendimentos, com uma previsão de ultrapassar 350 empreendimentos no final do ano. E até o fim do ano a meta mundial é que 950 milhões de m2 no mundo todo estejam em processo de certificação LEED em mais de 120 países.

Já são 31 empreendimentos certificados no Brasil e cerca de 14.500 no mundo, apesar deste movimento ser novo no Brasil podemos verificar pelos gráficos abaixo que ele vem crescendo rapidamente, devido aos diversos benefícios ambientais, sociais e econômicos promovidos por este tipo de construção.

Para receber a certificação, o empreendimento deve atender pré-requisitos e recomendações que avaliam o tipo de terreno, a localização, a infra-estrutura local, o uso racional de água, eficiência energética, qualidade do ar interno, reciclagem e diversas outras medidas que garantam eficiência operacional ao usuário e preservação do meio ambiente, antes, durante e após a obra. Todos estes critérios começam a impulsionar e a transformar o mercado da construção civil e têm se tornado uma importante ferramenta educacional e de comunicação com o consumidor, além de criar parâmetros de qualidade para o mercado.

A sociedade está chegando à conclusão de que, embora tenha trazido o maior desenvolvimento tecnológico que a humanidade já experimentou, o século 20 também registrou a gênese daquele que vem sendo considerado o maior desastre ecológico do planeta. Quando acompanhamos os índices de poluição do ar, água ou solo, o consumo de recursos naturais e a capacidade do planeta de repor estas necessidades, temos realmente que nos preocupar e o Setor da Construção Civil é com certeza um dos seus maiores impactantes.

O novo contexto global exige, cada vez mais, por parte das empresas, governantes e sociedade a capacidade de levar em consideração fatores sociais, ambientais e econômicos de uma forma equilibrada em suas tomadas de decisões.

Portanto, o desafio mundial para este século é conciliar o desenvolvimento tecnológico com a preservação dos recursos naturais, garantindo a aplicação de práticas sustentáveis por parte dos atores deste processo.

Os impactos que o mercado da construção civil deixa ao planeta são imensos. O setor é responsável por até 35% das emissões de CO2 diretas ou indiretas e cerca de 30% dos recursos naturais extraídos em todo o mundo; as edificações no Brasil consomem cerca de 21% de toda a água tratada, 42% da energia gerada e geram cerca de 65% dos resíduos que estão em aterros sanitários.

A construção civil começa a demonstrar que está se adequando cada vez mais aos conceitos de sustentabilidade que estão sendo impostos em todos os setores da economia e que a cada dia passam a ser uma exigência da sociedade, principalmente da nova geração. Os mais jovens estão começando a exigir de seus fornecedores uma postura mais correta em relação ao meio ambiente, desenvolvendo um dos maiores desafios corporativos deste milênio: o consumo consciente.

Consultores, grandes construtoras de imóveis, empreendedores e incorporadores tanto comerciais quanto residenciais, fornecedores de materiais, insumos e tecnologias, estão aos poucos, desenvolvendo expertise nessa área, em um movimento que ganhou força nos últimos cinco anos e que hoje já começa a criar uma nova demanda no mercado da construção civil no Brasil.

Conforme pesquisa realizada no ano passado com as 104 maiores construtoras do país que constroem cerca de 41% das obras no Brasil, mostrou que elas estão mudando, 32% delas incorporam em suas metas e políticas a construção sustentável e a destinam cerca de 14% dos seus recursos para capacitar seus profissionais a estes novos conceitos e 84% consideram a construção sustentável estratégica para a sua sobrevivência neste mercado em transformação.

A certificação, que com certeza tem um peso importante nesta transformação, mas por si só não será capaz de resolver todos os problemas, é muito importante o desenvolvimento de iniciativas educacionais para disseminar informações sobre as melhores práticas e tecnologias sustentáveis, a fim de capacitar os envolvidos na concepção, construção, operação e manutenção das edificações e espaços construídos. Toda essa nova visão começa a demandar a cada dia mais especialistas em áreas como, por exemplo, de comissionamento de sistemas de energia, profissionais especialistas em softwares de simulação energética e profissionais capacitados em consultoria para green buildings que no caso do LEED são os LEED AP´s (Profissionais Acreditados para prestar consultoria LEED), portanto é importante que os profissionais se especializem para atender estas novas exigências do mercado.

Além disso, é imprescindível o engajamento do governo neste processo de transformação, por meio de incentivos, bons exemplos e políticas públicas focadas no desenvolvimento da construção sustentável. O governo seja ele federal, estadual ou municipal é detentor de uma grande percentual das edificações construídas e também responsável por uma importante parcela das novas construções, podendo além de praticar estes conceitos em suas construções, impulsionar o mercado para esta transformação, por meio de exemplos ou na criação de legislações que viabilizem e estimulam as novas construções ou reformas, atendendo esta nova realidade.

Devido a isto estão sendo aprovados vários incentivos fiscais por parte de prefeituras ( Sorocaba-SP, Guarulhos-SP, São Carlos-SP) com a criação de IPTU´s Verdes que passam a dar descontos através da aplicação destas práticas, assim como estão sendo criado pelos Bancos particulares e Privados (BNDES) linhas de créditos diferenciados com prazos maiores e taxas menores de financiamento desde que as construções incorporem estes critérios da construção sustentável.

Um empreendimento sustentável pode reduzir em 30% o consumo de energia, 50% o consumo de água, 35% das emissões de CO2 e até 70% o descarte de resíduos. Se os clientes finais também mudarem sua postura e passarem a exigir das construtoras uma posição mais sustentável, certamente veremos um movimento muito maior do mercado nesta direção. O futuro da construção civil já tem um caminho traçado e a sustentabilidade não será apenas um modismo. As boas práticas do mercado devem ser disseminadas, assim como o maior número de informações possíveis sobre as soluções implantadas, experiências de sucesso e iniciativas em prol da sustentabilidade.

A construção sustentável veio para ficar, talvez um pouco tarde, mas com o engajamento de toda a sociedade, revendo nossas ações e atitudes, certamente alavancará a formação de uma nova cultura baseada na visão sistêmica preconizada pela sustentabilidade.

* Eng. Marcos Casado é Gerente Técnico do Green Building Council Brasil.

Comentários:

Números sempre atualizados sobre a quantidade de empreendimentos certificados ou em processo de certificação, assim como o de profissionais credenciados LEED GA e LEED AP podem ser obtidos em: http://www.gbcbrasil.org.br/.

Para ajudar a atender à demanda por profissionais habilitados a lidar com a Construção Sustentável e os processos de certificação de empreendimentos, em especial o LEED, o GBC Brasil, juntamente com o INBEC, promove o curso de pós graduação MBA em Construções Sustentáveis, com minha coordenação, juntamente com o Eng. Marcos Casado.

O curso já é realizado com grande sucesso em diversas capitais. Este mês inauguramos a segunda turma em São Paulo, assim como a primeira, iniciada em abril passado, também com vagas esgotadas. Em setembro inauguraremos a primeira em Salvador e em outubro a segunda em Curitiba. Já há outras em andamento em Aracajú, Brasília, Fortaleza, Maceió e Recife, e em breve teremos novas turmas no Rio de Janeiro e em Goiânia.

A construção sustentável está de fato se espalhando pelo país e nos orgulhamos de, com a atualização e capacitação de profissionais envolvidos com a produção de melhores projetos e obras, poder colaborar ativamente com o desenvolvimento sustentável do Brasil.
Até breve.

Arq. Antonio Macêdo Filho
amacedo@ecobuilding.com.br

 

quarta-feira, 27 de julho de 2011

Green Hospitals: Edifícios Hospitalares Sustentáveis - Novo curso GBC Brasil / EcoBuilding

Caros,

Dando continuidade ao programa de educação continuada GBC Brasil / EcoBuilding, este mês estamos lançando mais um curso novo: Edifícios Hospitalares Sustentáveis - LEED for Heathcare, com primeira turma prevista para os dias 01 e 02 de setembro de 2011, em São Paulo.
As inscrições já estão abertas. Vagas limitadas. Para mais informações, favor clicar na imagem abaixo.
Em tempo:
Nos dias 29 e 30 de agosto, ocorrerá também em São Paulo a segunda edição da feira Green Building Brasil e no sábado anterior, 27 de agosto, a segunda edição deste ano do programa de Visitas Guiadas Green Buildings em São Paulo.
Agende-se.
Para passagens, hospedagens e amenidades em São Paulo, recomendo a ArqTours: (11) 3073 0693 / 3073 1153.
Até breve.

Arq. Antonio Macêdo Filho

Deu no Financial Times - Crescimento da construção sustentável no Brasil

O jornal britânico Financial Times publicou no dia 10 de Julho uma matéria sobre o atual cenário de construção sustentável no Brasil. O GBC Brasil aparece como referência de desenvolvimento do setor no país superando a atuação de países como Coréia do Sul, México e Alemanha. A certificação LEED e seu desenvolvimento crescente no Brasil também foi destaque da matéria do jornal inglês. As informações foram fornecidas pela diretora executiva do GBC Brasil Maria Clara Coracini e pelo gerente técnico LEED do GBC Brasil, o engenheiro Marcos Casado.

O Financial Times é considerado um jornal de elevada reputação, sendo um dos jornais mais lidos por líderes empresariais. É freqüentemente apontado como uma das melhores fontes de noticias para as corporações europérias. O jornal é impresso em 23 cidades, em três edições diárias: a edição do Reino Unido, dos Estados Unidos e da Ásia.

Leia aqui a matéria na íntegra em inglês, aqui

Brazil´s sustainable building industry is growing quickly.


terça-feira, 26 de julho de 2011

China cada vez mais verde

Originalmente publicado por ResultsOn - Negócios Inteligentes, em 26 de julho de 2011

Nos últimos cinco anos, a China se tornou o país que mais investe em energia verde no mundo, seja trocando matéria-prima fóssil por fontes limpas ou criando tecnologias renováveis e novas maneiras de descartar os resíduos industriais. Já são US$ 9 bilhões investidos por mês em energia limpa, dos quais 72% em fontes eólicas. Tudo isso está fazendo com que a economia chinesa fique cada vez mais forte e supere o mercado dos Estados Unidos. Enquanto a capacidade das energias renováveis da China chega a 103 Gigawatts, nos EUA ela é de 58 GW. Quer saber mais? Esse infográfico do IBOG mostra como os chineses alcançaram essa posição que está mudando deixando o planeta e o mercado mais verdes!

Primeiro edifício com selo de sustentabilidade em SC terá grau máximo de eficiência energética

Primeiro edifício com selo de sustentabilidade em SC é o 11º prédio da Cidade Sustentável Pedra Branca e terá grau máximo de eficiência energética.

O mercado imobiliário de Santa Catarina terá a partir de 2013 o primeiro edifício comercial com a certificação LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), o principal selo de garantia de sustentabilidade em edificações no mundo. Lançado neste mês de julho, o Office Green já conta com cerca de 50% das 200 unidades vendidas. O prédio verde que será construído com alto grau de eficiência ambiental é o 11º edifício do novo centro de bairro da Cidade Sustentável Pedra Branca, na Grande Florianópolis, e atenderá à crescente demanda de escritórios na região com uma proposta diferenciada.

Coleta seletiva de resíduos, coletor de pilha e baterias, ar-condicionado ecológico, lâmpadas ecoeficientes, aproveitamento de água de chuva, utilização de tintas à base de água, aço reciclado e madeira certificada são algumas das ações de sustentabilidade que integram o projeto do Office Green. O custo operacional de um empreendimento inteligente, projetado pensando no usuário e no meio ambiente, é bem menor comparado a um convencional, que não prioriza a iluminação e ventilação natural, por exemplo – esta economia pode variar entre 5% e 15%.

Acessibilidade em todo o prédio – Além de ser o primeiro edifício comercial a buscar a certificação LEED, o Office Green terá a sua estrutura voltada também aos portadores de necessidades especiais. O grande diferencial em comparação a outros empreendimentos será um sanitário adaptado de uso comum por andar.

O tradicional grupo paranaense Thá, com 115 anos de história e cerca de 6 milhões de metros quadrados construídos, será a construtora do Office Green. Serão 20.960 m2 de área construída, 11 pavimentos, 200 salas comerciais (de 40m² a 1000 m²), cinco lojas e seis elevadores.

Cerca de 80% das construções em Paris têm certificação sustentáveis

Por Equipe eCycle No Mundo

A maior parte de museus, escolas, prédios comerciais e hospitais de Paris possuem selo verde

Segundo reportagem de Gustavo Bonfigliol, do jornal O Estado de S.Paulo, a cidade de Paris possui cerca de 80% das escolas, hospitais, museus e edifícios comerciais, além da metade das habitações da cidade, com certificação de sustentabilidade, uma espécie de selo verde das construções. Tanto o certificado quanto o cálculo de impacto ambiental dos produtos usados nas obras foram adotados como política pública.

Criado em 1996, o selo HQE é considerado uma das principais certificações da construção civil no mundo. Para recebê-lo, a construção precisa atender a 14 critérios, como ter um canteiro de obras de baixo impacto e fazer o manejo da água adequado.

Em prédios já construídos, as modificações são feitas com o cuidado de não alterar características do patrimônio. “Aproveita-se o que é atual sob o ponto de vista de eficiência e tenta-se substituir o que é obsoleto, interferindo o mínimo possível na estrutura”, explicou ao jornal Ana Cunha, engenheira portuguesa da Qualitel, ONG responsável pela certificação de residências em Paris. “Na performance energética, é mais fácil não interferir. E reformas para melhora acústica podem ficar limitadas.”

O HQE foi incorporado ao Plano de Ação Climática de Paris. “A meta é reduzir o consumo de energia em 25% entre 2004 e 2020”, projetou o secretário de Emprego e Desenvolvimento Econômico, Christian Sautter. A certificação sustentável já chegou ao Brasil, com a sigla Aqua. A responsável pela concessão é a Fundação Vanzolini.


Comentários:

Em tempo: Para conhecer Paris com "olhos de arquitetos", recomendo a todos a
V Missão Técnica Paris Batimat 2011, que este ano ocorrerá entre os dias 06 e 13 de novembro, organizada pela ArqTours.
Em ediçoes anteriores, tivemos oportunidade de visitar, além da Batimat, maior feira de construção do mundo, algumas obras referenciais de arquitetura sustentável na capital da França, como por exemplo a Tour First (veja post a respeito em: http://amacedofilho.blogspot.com/2009/11/tour-first-torre-sustentavel-em-paris.html ).
Mais informações e reservas em: (11) 3073 1153 / 3073 0693 / http://www.arqtours.com.br/.
Eu recomendo.

Arq. Antonio Macêdo Filho

quarta-feira, 20 de julho de 2011

Últimas vagas para o MBA em Construções Sustentáveis em São Paulo

Caros,

Estamos com poucas vagas disponíveis para a segunda turma do MBA em Construções Sustentáveis em São Paulo, que se inicia em 05 de agosto. Além de São Paulo, há novas turmas também previstas para: Brasília - 23 de Julho (confirmado) e Salvador - 12 de agosto 2011.

Estão ainda previstas novas turmas em Goiânia, Vitória, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, além de Curitiba, onde já uma turma em andamento, assim como em Fortaleza, Recife, Maceió e Aracajú.
Para mais informações, favor clicar na imagem acima.
Fico também à disposição para esclarecimentos.
Até breve.

Arq. Antonio Macêdo Filho
amacedo@ecobuilding.com.br

terça-feira, 19 de julho de 2011

Próximos cursos EcoBuilding / Green Building Council Brasil

Caros,

Nas próximas semanas teremos novas turmas de cursos de atualização em Construção Sustentável e Certificação LEED. Clique na imagem abaixo para saber mais, ou entre em contato com nosso pessoal na EcoBuilding para reservar vagas: (11) 2626 9575 / info@ecobuilding.com.br

Até breve.

Arq. Antonio Macêdo Filho
amacedo@ecobuilding.com.br

quarta-feira, 6 de julho de 2011

Saiba como fazer para se tornar um LEED GA / LEED AP

Caros,

A próxima turma do curso preparatório "Como se tornar um LEED GA" está confirmada para os dias 22 e 23/07 em São Paulo. No Rio de Janeiro, o curso ocorrerá nos dias 16 e 17 de setembro. Mais informações e inscrições em: http://www.ecobuilding.com.br/.



Caros,
Agora os interessados em se tornarem profissionais LEED Green Associate podem estudar e preparar adequadamente para o exame de credenciamento sem sair de casa. Teve início em Julho 2016 a primeira turma ONLINE do Curso Preparatório para o Exame LEED GA do Brasil.

Trata-se do mesmo curso ministrado por mim desde 2010, já realizado com sucesso em dezenas de turmas por todo o Brasil, para centenas de profissionais, completamente revisado e atualizado.

O curso é mesmo muito prático, oferece amplo material de estudos e consultas, 50 vídeo-aulas gravadas, somando mais de 16 horas de gravação, além de contar com atendimento tira-dúvidas por meio da tutoria e de exames simulados completos, comentados.

É realmente um curso completo, com tudo que você precisa saber para se preparar apropriadamente para ser aprovado na prova do LEED GA de primeira.

Para mais informações e inscrições, acesse: www.ecobuildingforum.com.br.

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Telhado verde do Five Borough, em Nova York, é um laboratório perfeito

Originalmente publicado em EngenhariaeArquiteura.com.br, postado em: 17/06/2011

Administração de parques de Nova York dá exemplo

O telhado do 5-Boro foi construído para servir como um laboratório para futuras iniciativas (crédito: NYC Parks Department)

O Five Borough, edifício administrativo do Departamento de Parques da cidade de Nova York, fica em Randall's Island. De lá partem todas as orientações para a operação das áreas verdes da cidade. No Dia da Terra de 2007, o prefeito Bloomberg divulgou um plano de sustentabilidade para a cidade, intitulado PlaNYC. Em resposta a esta iniciativa, a divisão de serviços técnicos do Five Borough criou sua própria força tarefa de sustentabilidade. Após uma extensa pesquisa, o Five Borough percebeu que a instalação de um telhado verde contribuiria significativamente para os esforços de sustentabilidade da cidade.

Na primavera de 2007, a divisão técnica começou um programa de instalação de diversos telhados verdes no topo do complexo de Randall's Island onde está sediada. Até o momento, a divisão, juntamente com os Parks' Green Apple Corps, instalou 24 sistemas de cobertura em mais de 8.800 metros quadrados de telhado na ala oeste do edifício. Juntos, os sistemas instalados no Five Borough compõem o quinto maior telhado verde de Nova York.

Além disso, ele é o telhado verde que mais contempla distintos sistemas lado a lado do país, e possivelmente do mundo. Estes sistemas caracterizam-se pela variedade, tipos e profundidade de meios de cultura, além de seleção de plantas. Há também outros sistemas pouco tradicionais, incluindo uma parede verde, sistemas de contentores, um sistema de passeio, bem como plantações no topo das paredes do parapeito.

Os parapeitos também foram utilizados para compor o jardim (crédito: NYC Parks Administration)

Na primavera de 2007 a divisão de serviços técnicos construiu seu primeiro, e bastante modesto, sistema piloto de telhado ecológico intensivo. Com base principalmente em um projeto padrão da Barrett, que doou cerca de $ 3.000 dólares em material de cobertura, medindo 1 x 0,5 m. O meio de crescimento utilizado foi uma mistura de baixa densidade de composto e espuma de poliestireno expandido reciclado, revestida com pectina para absorção de água. O sistema, composto por nove espécies de plantas nativas da área metropolitana de Nova York, foi não apenas o primeiro do tipo instalado no Five Borough, mas também o primeiro em toda a área do Departamento de Parques de Nova York.

Na primavera seguinte e início do verão os serviços técnicos instalaram mais seis variações de sistemas de telhados verdes extensivos e quatro sistemas atípicos. Dois destes telhados extensivos utilizaram módulos com bandejas de alumínio fabricadas nas próprias oficinas da divisão de serviços. Embora todas as bandejas fossem de 0,62 m x 0,62 m, o sistema de bandejas I utilizou a profundidade de 10 cm, enquanto o sistema II foi fabricado com 15 cm. Cada bandeja media 6 m x 12 m e ambos tipos usaram meio de cultura médio, com uma mistura principal de barro termicamente tratado e materiais orgânicos.

Nas bandejas do sistema I foram plantadas 400 estacas de sedum, além de 600 metros quadrados de mudas da mesma família. As bandejas do sistema II receberam outras 1.520 mudas de sedum. Ambos os sistemas receberam ao todo sete espécies diferentes de sedum, selecionados por sua robustez e forte contraste de cores e texturas. A comparação destes dois sistemas com o passar do tempo deve dar uma indicação do efeito de profundidade média de crescimento na rusticidade dos telhados verdes de sedum.

Outro sistema modular consiste principalmente do Green Paks TM, fabricados pela Green Roof Blocks. O Green Paks TM baseia-se em sacos de polietileno de alta densidade. Os sacos medem 0,5 x 0,80 cm e têm 1 centímetro de profundidade. Eles são preenchidos com um meio de crescimento próprio formado por 80% de xisto expandido e 20% de casca de pinus. O Green Paks TM enviado para os serviços técnicos foram preenchidos com este meio, transportados para o telhado e, em seguida, colocados sobre uma barreira de raízes e material de drenagem.

O departamento de serviços técnicos também experimentou um sistema extremamente simples, instalando cinco lotes de 25 cm x 30 cm e 13 cm de profundidade com uma camada de proteção de borracha de etileno-propileno no telhado coberto com uma mistura do tipo Metro-Mix 510, normalmente usado em jardinagem de vasos e emoldurado por madeira. Diferente de todos os outros tipos instalados, este sistema monolítico não tem uma camada de drenagem. Plantada com 3 espécies de plantas nativas, este sistema mostrou que é inviável a instalação de um sistema de telhado verde desprovido de drenagem.

Em maio de 2009 foi instalado o Xero Flor Green Roof System, ultra-extensivo desenvolvido na Alemanha e composto por uma camada de pré-vegetação sedum, manta de retenção de água, uma camada de drenagem e uma barreira de raiz. O departamento de serviços técnicos instalou cerca de 1930 metros quadrados deste sistema monolítico sobre o telhado da garagem de manutenção de veículos. Com 1,20 kg/m2 a seco e 2 kg/m2 com umidade, o Xero FlorTM system mostrou-se o mais leve instalado no 5-Boro até o momento.

Em junho foi instalado um sistema de parede verde composto de 12 painéis pela ELT Easy Green composto por grades de bandejas de plástico de 0,5 x 0,5 x 0,05 com solo mineral e três variedades de sedum. Também foram plantados cerca de 200 metros quadrados de um outro sistema muito leve com sementes de uma flor selvagem especialmente desenvolvido para o 5-Boro: uma mistura de 80/20 de Metro-Mix 510 e perlite (material vulcânico termicamente expandido), resultando em um meio extremamente leve. Ao contrário dos demais do Five Borough, este sistema de flores silvestres foi plantado a partir de sementes e coberto com tela de juta para evitar a erosão do vento.

O átrio de 240 metros quadrados foi transformado em passeio, tendo recebido cerca de 150 metros quadrados de área plantada a uma profundidade de 10 cm. As plantas, das espécies creeping myrtle, red wing phlox e candy stripe phlox, foram cuidadosamente selecionadas para tolerar variações sazonais e diárias no ângulo do sol e colocados na área não-circulável, enquanto a tall fescue foi selecionada para a área de tráfego, devido à sua resiliência que favorece sua adaptação. Ainda em 2009, no mês de outubro, uma camada de 122 metros quadrados de solo mineral de multi profundidade, com uma mistura de vegetação e caules de sedum, foi instalado. Os contornos ondulantes não só forneceram um visual interessante, como também servem de teste para observar o crescimento da sedum em relação à variação de profundidade do meio de cultura.

Por volta dos meses de abril e maio de 2010 cerca de 1.200 metros quadrados projetados por Rick Gordon, gerente sênior do projeto, estavam instalados. O meio de crescimento médio era composto de 1 / 3 de solo mineral, 1/3 de perlite e 1 / 3 de variados tipos de estrume em profundidades médias de 20 centímetros. As hortaliças foram plantadas a cerca de 30 centímetros, tendo ao centro tomates, pimentões, melões, abóboras, repolho, espinafre, berinjelas e ervas.

Na primavera foi instalado no 5-Boro uma versão extensiva do sistema GaiaSoilTM que havia sido instalado em 2007. Apelidado Layered System II, com profundidade de 18 cm (13 a menos que o sistema original). Assim como seu antecessor, o Layered System II é monolítico e cobre uma área de 6m x 12 m, com 825 plantas nativas de 10 espécies.

Em junho de 2010 foi instalado o Xero Flor Green Roof System a 8 centímetros de profundidade, formado por uma camada de sedum, 3 cm de solo mineral, duas camadas de mantas para retenção de água, uma camada de drenagem e uma barreira de raiz. O quarto sistema modular de telhado verde foi o BIOtrays TM, formado por bandejas de fibra de casca de coco, medindo 43 cm de largura, 43 cm de comprimento e 3 cm de profundidade, e preenchidas com solo mineral, onde foram plantadas espécies de sedum. Possivelmente a forma monolítica do BIOtraysTM vai quebrar e seu sistema em decomposição nutrirá os componentes minerais, fornecendo matéria orgânica adicional ao solo. O BIOtraysTM cobre uma área de 3 x 6 metros.

Ainda no verão a divisão de serviços técnicos do Five Borough instalou um número de sistemas de telhado verde atípicos. Foram construídas 20 caixas de plantas de cedro. As caixas foram preenchidas com o meio de cultura Metro-Mix 510, Mugo Pinheiro, sedum sieboldiana e sedum acre.

Outros sistemas atípicos incluem uma treliça com uma superfície de cerca de 200 metros, mas uma pegada de telhado de apenas 27 metros quadrados, um parapeito de madeira moldada em cima do parapeito do átrio, e uma moldura de metal acima da parede da ala oeste do perímetro. Além disso, canteiros elevados foram instalados, sendo usados para armazenar plantas e material extra de enchimento, além de uma horta comunitária para o pessoal do escritório.

No outono de 2010, dois blocos de 76 metros quadrados do sistema BioRoofTM foram instalados para teste. E, entre dezembro de 2010 e janeiro de 2011, foi iniciado outro experimento com meio de cultura desenvolvido pela própria divisão de serviços do NYC Parks. Projetado pelo chefe de serviços técnicos, Artie Rollins, o solo é feito com 80% de perlite e 10% de Metro-Mix TM 510, produzido pela SunGroTM e que contém 15-20% de Peat Moss, 25-35% de vermiculite, 40 a 45% de casca de pinus , e 10 a 20% de casca de Ash. Este sistema de cerca de 250 metros quadrados, composto principalmente de perlita, é muito leve e capaz de reter de 5 a 8 vezes mais água do que o solo não tratado. Flores selvagens serão plantadas em um futuro próximo neste sistema.

O telhado verde do Five Borough serve como um laboratório para o trabalho de projeto e construção de telhados verdes, fornecendo conhecimento para o resto da agência e de outros grupos, conservando e restaurando as áreas verdes da cidade de Nova York . A administração tem a sua disposição uma estação experimental na qual o desempenho dos vários sistemas podem ser monitorados e comparados.

Projeto: NYC Parks Five Borough (5-Boro) Administrative Building

Ano: 2007
Proprietário: Departamento de Parques e Recreação da cidade de Nova York
Localização: Randall's Island, Nova York, NY, EUA
Tipo de edifício: Governo / Municipal
Tipo: Extensiva e intensiva, teste e pesquisa
Sistema: Outros
Tamanho: 8.832 m²
Declividade: 1%
Acesso: Acessível com autorização

Fornecedores:
Sistemas layered: Xero Flor TM
Sistemas modulares: GreenGridTM, Green PaksTM, BIOtraysTM, Bioroof®
Doação de material de cobertura: Barrett Company
Gerente de Projetos Sênior: John Robilotti, NYC Parks Department
Projeto e desenvolvimento: Artie Rollins, Chief of Technical Services
Meio de cultura: GaiaSoilTM, rooflite®, Metro-Mix 510
Plantas: NYC Parks Native Plant Center, Emory Knoll Farms, Sempergreen®
Parede verde: ELT Easy Green
Instalação: Five Borough Technical Services, NYC Parks Summer Interns, Green Apple Corps, FedEx's Energy Smart Outreach, Columbia University students, Million Trees Volunteers, NYC Parks Weatherization Crews

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quinta-feira, 23 de junho de 2011

Novo edifício do Brower Center em Berkeley, CA

Publicado originalmente em engenhariaearquitetura.com.br, em 22/06/2011

Memorial para ambientalista americano tem certificação LEED Platina




O Brower Center na esquina da Oxford com a Allston (crédito: Tim Griffith)

O recém-concluído edifico do David Brower Center, no centro de Berkeley, Califórnia, é um memorial para um personagem importante do movimento ambientalista no país. Brower foi o primeiro Diretor Executivo do Sierra Club, de 1952 a 1960 , tendo participado da fundação, mais tarde, de várias organizações ambientalistas, como Friends of the Earth, League of Conservation Voters e Earth Island Institute. Foi uma inspiração para toda uma geração de ativistas ambientais, alguns dos quais trabalham agora no edifício que leva seu nome.

Cerca de trinta grupos nacionais e internacionais ocupam perto de 7.300 metros quadrados, do total de 14.000, nos três andares superiores do edifício. Sua missão é angariar colaborações, envolver novas pessoas na defesa do meio ambiente e facilitar a comunicação e parcerias entre organizações.

O próprio edifício e seu sistema estrutural, foram criados para incorporar todo o estado da arte, expressando o trabalho e o legado de Brower. O edifício recebeu a certificação LEED Platina, a mais alta dentro dos critérios do Green Building Council, com 55 pontos dos 60 possíveis.

Todos os espaços de escritórios têm janelas operáveis e iluminação natural (crédito: Tim Griffith)

O edifício foi implantado num terreno um pouco incomum, com uma borda curva. Esta característica levou os arquitetos da WRT / Solomon ETC, a projetarem uma fachada arredondada que permite um fluxo mais natural do espaço do que a típica esquina em ângulo reto. O fluxo de pedestres a partir da entrada do edifício, na Allston Street, passa pelo restaurante do Centro no piso térreo, um espaço aberto, e caminha para um espaço fechado entre o Centro e o Oxford Plaza, um complexo de apartamentos.

A fachada do edifício sugere o desenho de um templo, com uma série de colunas embutidas, definindo uma base elevada, ligeiramente projetada em direção ao ático, e uma cornija, que, afastando-se do modelo clássico, continua como sólida matriz de painéis fotovoltaicos na face sul, com uma treliça de ripas que segue a linha do telhado e aumenta à medida que ela se curva ao redor do beiral, do sul para o norte, como a aba de um chapéu virado.

Os painéis inclinam-se, para baixo, no lado sul, para moderar a grande quantidade de luz que entra no edifício a partir daquela direção, reduzindo o ganho de calor no verão, e, no lado norte, inclinam-se para cima para aumentar a admissão de luz, atendendo à maior necessidade sazonal. Medidas como estas fizeram com que o interior tenha quase 100% de iluminação natural.

No que diz respeito aos materiais, o metal utilizado para a fachada é de zinco, que requer menos energia na mineração e ganha formas semelhantes ao alumínio ou aço, com a vantagem da opacidade da superfície fosca. Os vidros das janelas redirecionam a luz solar, reduzindo o ganho de calor. Operáveis, as janelas permitem alterações na ventilação.

O concreto utilizado na fundação contém 70% de escória de forno, e o da super estrutura, 50%. O uso deste subproduto da fabricação do aço reduz o teor de energia do edifício e sua pegada de carbono em 40%. O Brower Center é o primeiro projeto da área da Baía a usar concreto com alta porcentagem de escória em tal escala.

O lobby, que abre-se para a Allston Street, já diz tudo sobre a característica verde do edifício. Materiais naturais em tons neutros são dominantes, mas obras de arte expostas em um espaço fora do lobby fornecem todos os detalhes coloridos.

O projeto original previa dois elevadores, mas o fundador do Centro e seu atual presidente, Peter Buckley, decidiu reduzir o consumo de energia, transformando um dos elevadores em escada. Os arquitetos enclausuraram a escada numa caixa de madeira, concreto e aço, providenciando aberturas laterais que, fornecem a vista do lobby.

Um dos aspectos mais intrigantes do edifício é seu sistema estrutural que usa cabos verticais pós-tensionados nas paredes e esquadrias, atuando como molas que permitem à construção dobrar no caso de um terremoto e, depois, voltar ao seu alinhamento original. Os engenheiros acreditam que este re-alinhamento permitirá ao Brower Center permanecer em operação imediatamente após um evento sísmico que provavelmente obrigaria a custosos reparos em uma estrutura convencional.

Um sistema de coleta de água da chuva abastece as descargas de banheiros e a irrigação dos jardins. O edifício usa cerca de 40% menos água que um sistema padrão.

Sistemas energeticamente integrados

O edifício usará cerca de 60% menos energia do que um edifício similar nos Estados Unidos, sem contar os 66 kW de energia produzida no local através de painéis fotovoltaicos. O Centro está 44% acima das mais exigentes recomendações do California Title 24.

O maior ganho em eficiência vem da integração do sistema de climatização com as demais estratégias e tecnologias de projeto. A maior parte do edifício não tem resfriamento baseado em compressão. As cargas foram minimizadas e todo o resfriamento é providenciado por resfriamento evaporativo indireto a partir das torres de resfriamento. A desumidificação é desnecessária dada as características do clima, onde a alta umidade se manifesta apenas em dias frios. Em umano típico apenas uma hora excede o ponto de orvalho, de 17 graus Celsius, que equivale a 65% de umidade relativa depois do aquecimento do ar interior.

O edifício usa um sistema de piso radiante embutido na laje para aquecimento e resfriamento , que absorve aquecimento ou resfriamento do espaço, de acordo com a necessidade. A transferência hidrônica de calor é mais eficiente que a transferência do calor através do ar.

Tradicionalmente o ar aquecido ou resfriado por uma unidade de tratamento do ar e a energia de um ventilador é usada para distribuir este ar pelo espaço interno. Devido à maior capacidade da água, a tecnologia hidrônica usa muito menos energia para prover ou remover calor. O sistema traz um benefício significativo ao eliminar totalmente o reaquecimento, assim como reduzindo a insuflação de ar pelo teto.

Durante os meses mais quentes a massa térmica dos espaços internos é pré-resfriado à noite usando a torre de resfriamento e o sistema de piso radiante. Este controle promove o uso de energia em horários noturnos, reduzindo a carga nos horários de pico, o que contribui para uma redução significativa na conta de luz.

Esta abordagem também captura as temperaturas noturnas mais baixas para maximizar o resfriamento evaporativo indireto oferecido pelas torres de resfriamento. O edifício só usa resfriamento baseado em compressão em algumas poucas salas de reuniões. O pré-resfriamento das lajes usa a água gelada da torre de resfriamento à noite para armazenar frio na massa do edifício, para uso no dia seguinte. Durante o período noturno a temperatura da laje fica entre 17 e 20 graus Celsius para ser usada quando apropriado. Em adição ao resfriamento da laje diretamente com a tubulação hidrônica, uma unidade de tratamento de ar captura o ar frio noturno do verão, insuflando-o para o interior do edifício, fornecendo resfriamento adicional da massa térmica.

Caldeiras de condensação selecionados para operar com água a uma temperatura mais baixa maximiza a eficiência, sendo que a água quente é distribuída através de bombas equipadas com variadores de frequência. O baixo retorno de operação da temperatura da água (entre 32 e 43 graus Celsius) é um aspecto crítico da maximização da eficiência da caldeira de condensação e o que tornou possível o uso do piso radiante para aquecimento e para fazer frente aos fan coils dedicados ao tratamento do ar externo.

Os espaços de maior concentração de pessoas e com grande variação de carga de ventilação são servidos por bombas de calor de alta eficiência, que usam as torres de resfriamento e as caldeiras para rejeição e injeção de calor, respectivamente. A mínima quantidade de calor é recuperada pelo loop da bomba de calor quando as salas de conferências e o teatro estão frios.

Outras abordagens estratégicas são o resfriamento evaporativo indireto através das torres de resfriamento para temperar o ar de ventilação, ventilação natural pelas janelas operáveis e através das clarabóias e a insuflação pelo piso elevado (displacement ventilation) e grelhas e janelas superiores.

Iluminação e estratégias de envelope

Várias estratégias de iluminação natural foram utilizadas para usar 100% de luz diurna no edifício. Pisos de placa estreita foram projetados para maximizar iluminação e ventilação naturais. Prateleiras de luz, projeções e outras características do envelope foram incorporadas para atingir o objetivo desejado. Um revestimento de alto desempenho foi projetado para otimizar o uso da luz natural ao mesmo tempo em que reduz o ganho de calor solar, diminuindo a necessidade de aquecimento e resfriamento.

Fotocélulas localizadas foram utilizadas em todo o edifício para controle das lâmpadas quando estas não se fazem necessárias. Sensores de presença foram instalados para detectar a não ocupação de áreas.

Qualidade do ar interior

O sistema de climatização do edifício trabalha com 100% de ar externo nos espaços de escritórios. Estes espaços usam uma combinação de ventilação natural e sistema de piso radiante, com sensor de CO2 para controle da demanda de ventilação. Os fan-coils dedicados para tratamento do ar exterior operam continuamente para suprir todas as áreas de escritórios com 100% de ar externo durante todas as horas de ocupação. Todas as unidades de tratamento do ar são equipadas com filtros MERV 13, segundo a ASHRAE Standard 52.2- 2007, que asseguram que poeira e particulados não entrem no espaço interno.

O último andar do edifício tem janelas operáveis no perímetro e no interior, além das clarabóias operáveis. Pisos de placas estreitas foram usados para maximizar luz e ventilação naturais.

Resumo das características do projeto:

- Construção com 53% de materiais reciclados
- Painéis fotovoltaicos, que também têm função de sombreamento
- 100% de todas as áreas de escritórios têm iluminação natural
- Recolha e reutilização da água da chuva para irrigação e descargas de vasos sanitários
- Reduzido consumo de energia para climatização através do uso de: piso radiante para refrigeração e aquecimento, displacement ventilation, free cooling e ciclo economizador
- Dispositivos de sombreamento solar em todas as janelas viradas para o sul
- Iluminação de alta eficiência com controles automáticos para limitar o uso quando a iluminação natural está disponível
- Concreto com escória reduziu significativamente o conteúdo de CO2 e a quantidade de cimento, aumentando a resistência
- Estrutura vertical pós-tensionada para minimizar os danos potenciais em caso de terremotos
- Sensores de CO2 para suprimento de ar fresco extra, se necessário.


quinta-feira, 16 de junho de 2011

Simpósio de Construções Sustentáveis e Eficiência Energética

Caros,

No dia 30 de junho estarei participando como palestrante de evento sobre Construções Sustentáveis e Eficiência Energética promovido pela Schneider, no Centro Britânico Brasileiro, em São Paulo.
Convites para o evento podem obtidos junto a Nadia Nascimento pelo: nadia.nascimento@schneider-electric.com. Não deixe de informar ter recebido esta indicação pelo Blog do Macêdo.

Até lá.

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Quanto custa certificar?

Caros,

Reproduzo aqui matéria publicada numa recente edição especial da revista Arquitetura e Construção sobre construção sustentável, que, em liguagem acessível, aborda os pricipais aspectos das certificações ambientais de edificações, que estão agora aparentemente chegando ao conhecimento do público em geral, não técnico, o que é bom para todos.
AMF.


Quanto custa certificar?Por Giuliana Capello, para Arquitetura & Construção / Especial Construção Sustentável - 12/2010
 
Essa é a pergunta que todo empreendedor faz quando o assunto são os selos de greenbuilding para edifícios. Mas, afinal, que conta é essa e quem paga por ela?

Já faz algum tempo que a economia global acordou para um fato importante: buscar sustentabilidade é também zelar pelos negócios. Em 2006, o economista britânico Nicholas Stern parou o mundo ao apontar as emissões de CO2 como a principal causa do aquecimento global e sugerir que, se nada for feito, o planeta sofrerá catástrofes ambientais da ordem de 20% do PIB mundial até 2050 (algo hoje em torno de US$ 10 trilhões). Os números são impressionantes - ainda mais no caso da construção civil. "O setor consome 40% de todos os recursos naturais do planeta", lembra Luiz Henrique Ferreira, da Inovatech Engenharia, de São Paulo. O Conselho de Green Building dos Estados Unidos (USGBC) credita ao segmento absorção de 40% da energia produzida no mundo e 30% do uso da água potável do globo.

A fama de vilão, porém, pode mudar se os agentes souberem transformar urgência em oportunidade. É nisso que apostam os pioneiros do greenbuilding no Brasil. "O mercado está exigindo prédios mais eficientes, que se mantenham atuais por mais tempo. Triple A [prédio corporativo de alto padrão] com certificação, por exemplo, é obrigatório", diz Luis Fernando Bueno, diretor de operações para terceiros da Gafisa. Fabiana Perez, gerente da JHSF, resume: "A sustentabilidade vai pelo caminho da ISO 9000. Quem não tiver a certificação ficará de fora".

SIM, CONSTRUIR PARA TER SELO VERDE CUSTA UM POUCO MAIS.

Esse extra depende dos hábitos de trabalho de cada empreendedor. "Um estudo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)mostrou que o desperdício numa obra atinge de 11 a 15% do seu custo. Já os diferenciais de sustentabilidade, que imprimem qualidade ao empreendimento, representam um desembolso de 5 a 10% do valor total", afirma Nelson Kawakami, diretor-executivo do Green Building Council Brasil, o GBC. Para Luiz Henrique Ferreira, o valor desse investimento depende da linha de base da construtora. "Se ela mantém bons contratos trabalhistas, compra materiais com nota fiscal e faz a gestão dos resíduos, não vai gastar muito mais para ser sustentável", fala. E segue: "quanto antes se pensar no assunto, menor será o custo, pois muitos itens poderão ser incorporados na arquitetura, e não na forma de equipamentos de ponta para remediar falhas de projeto".

• 40% de todos os recursos naturais disponíveis no planeta são consumidos pelo setor da construção civil.

• Para ter um produto sustentável, 48% dos consumidores brasileiros aceitariam pagar até 10% mais.

• 5% do custo total da obra é o investimento médio que as construtoras estão fazendo nos prédios verdes.

E SE O QUE IMPORTA SÃO OS BENEFÍCIOS PARA O EMPREENDEDOR...

Está por um fio o discurso de que não vale a pena investir um pouco mais porque quem se beneficia são os usuários, e não quem constrói. Numa pesquisa realizada este ano pela consultoria americana Penn, Shoen & Berland Associates (PSB), 73% dos brasileiros garantem que gastariam mais consumindo produtos ecologicamente corretos. Outro levantamento feito aqui, pelo grupo francês Havas, mostrou que 48% estariam dispostos a pagar até 10% mais por um produto sustentável. "Isso já está acontecendo com os clientes corporate, que só querem saber de prédios eficientes", conta Marcelo Takaoka, presidente do Conselho Brasileiro de Construção Sustentável (CBCS). Com compradores mais exigentes, já é possível elevar um pouco o preço de venda, apostando na demanda de greenbuilding e na tendência de queda do valor do condomínio causada pela redução no consumo de água e energia na operação do imóvel. "Sem falar que o construtor ganha em velocidade de venda e gasta menos com estandes, vendedores e material de publicidade, o que reflete na taxa de retorno do empreendedor e na imagem da empresa", diz Paola Figueiredo, vice-presidente executiva do Grupo SustentaX.

QUANDO O INVESTIDOR É O FUTURO USUÁRIO.

Os especialistas são categóricos: ao longo de sua vida útil, 80% do custo total de um edifício equivale à etapa de operação e apenas 20% à de construção. Isso significa que quem investe um pouco mais para ampliar a ecoeficiência do empreendimento do qual será também usuário obtém retorno rápido por meio da redução dos gastos operacionais, principalmente com água e energia. "A Valia, fundo de pensão da Vale, só comprou metade de um prédio do Cidade Jardim Corporate Center [em obras em São Paulo] porque ele tem certificação AQUA, o que deverá manter o prédio valorizado e gastando menos com manutenção", conta Manuel Martins, coordenador do Processo AQUA, da Fundação Vanzolini. Em números gerais, a estimativa de redução do consumo de água num edifício certificado é de 30% (em razão dos metais sanitários economizadores e dos sistemas de reúso). Já a queda no consumo de energia gira em torno de 15%, graças a soluções de arquitetura, materiais de alto desempenho e equipamentos mais eficientes. "Construir para administrar e ser usuário é tendência entre os prédios certificados, ainda mais no caso dos corporativos", avalia Nelson Kawakami, do GBC Brasil.

ALUGUEL MAIOR E CONDOMÍNIO MENOR

Esses dois aspectos parecem compor o mantra dos empreendimentos certificados. Geraldo Bernardes, diretor de Sustentabilidade da vice-presidência de Administração Imobiliária e Condomínios do Secovi-SP, esteve nos Estados Unidos para um encontro sobre o tema. "Voltei com números importantes para o mercado, que devem estimular a busca pela certificação", relata, referindo-se a pesquisas do Institute of Real State Management (IREM). Segundo a entidade, prédios verdes americanos tiveram queda no custo do condomínio de 13,6% entre 2005 e 2008. Já o valor desses edifícios - residenciais e comerciais - subiu 10,9%. O preço do aluguel também indica bons ventos para as versões de imóveis sustentáveis: chegam a custar até 25,7% mais. "O mercado está caminhando rapidamente nessa direção e, para os empreendedores, o argumento de marketing é enorme", afirma Geraldo. "Até hoje só se falava em custo extra, mas a partir de agora os players [agentes do mercado] vão enxergar os benefícios que eles podem ter com a certificação", completa. Esse é o caso do Eldorado Business Tower, em São Paulo, cujo valor do aluguel chega a ser 20% maior do que o dos vizinhos similares não certificados. O condomínio, por sua vez, custa hoje metade do que se pagaria num Triple A mais convencional: R$ 9,35 o m², contra até R$ 20 o m². "Sei do caso de um prédio novo que teve de passar por uma reabilitação porque não conseguia ser alugado. Aos poucos, os projetos ineficientes estão sendo rejeitados pelo mercado", comenta Marcelo Takaoka.

SÍNDICOS VERDES

A eficiência energética apresenta grande potencial na redução das emissões de gases do efeito estufa, e também na criação de empregos, aponta um relatório de 2008 do Worldwatch Institute (WWI). De acordo com Adalberto Maluf, diretor em São Paulo da Fundação Clinton, a política de empregos verdes do presidente americano Barak Obama considera a qualificação da mão de obra para obras de retrofit e para a manutenção de edifícios verdes parte vital do programa. "Acredito que no Brasil faltem empresas especializadas nesse segmento, assim como técnicos capazes de fazer a manutenção, criar protocolos de procedimentos e treinar funcionários para garantir a eficiência dos equipamentos instalados - e o desempenho ambiental esperado", diz Adalberto. Segundo o relatório, é provável que esses empregos sejam destinados a engenheiros e arquitetos, acrescidos de novos conhecimentos. Faz sentido. Uma pesquisa da Fundação Instituto de Administração (FIA) da USP aponta que gerentes de ecorrelações e engenheiros ambientais serão os mais procurados do mercado em 2020, sinal da nova economia verde.

A HORA DA REABILITAÇÃO.

Mérito à parte, será que a ação das construtoras - que está apenas no início - de investir passo a passo em sustentabilidade será suficiente para mudar o rumo dos impactos ambientais provocados pelo setor? "Mesmo que todos os novos prédios passassem a ser construídos com princípios de greenbuilding, não daria tempo de vermos resultados ambientais significativos", lamenta o consultor Luiz Henrique Ferreira. O gargalo, segundo ele, está na reabilitação dos edifícios existentes, algo começando a ser também uma modalidade de certificação interessante, em que os investidores sentem os resultados no bolso - e rapidamente. "Participo de um projeto que deverá gerar economia de 80% de energia só com a troca do sistema de ar condicionado", exemplifica.

"Aos poucos, os projetos ineficientes estão sendo rejeitados pelo mercado"
Marcelo Takaoka, presidente do Conselho Brasileiro de Construção Sustentável (CBCS)

Veja também:

Ineditismo na ponta do lápis
Etiqueta verde

Comentários:
Para atender à crescente demanda por profissionais qualificados habilitados a lidar com os diversos aspectos relacionados à construção sustentável e às certificações ambientais, oferecemos pela EcoBuilding diversos cursos de atualização na área, que ocorrem regularmente. Mais informações em:
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Para maior aprofundamento nestes assuntos, em especial na certificação LEED, recomendo o curso de especialização lato sensu "MBA em Construções Sustentáveis INBEC / UNICID / GBC Brasil". O curso já é realizado com sucesso em diversas capitais do Brasil e há novas turmas sendo inicidas em breve em Brasília, Curitiba, Fortaleza, Salvador e São Paulo. Mais informações e reservas em: http://inbec.com.br/mba_constru_sus.php.

Empresas que tenham interesse em desenvolver processos de certificações de empreendimentos, preparando seus profissionais para acompanhamento das diversas etapas, podem nos solicitar treinamentos fechados, incompany, que podem ser realizados em formatos específicos. Fico à disposição pelo: amacedo@ecobuilding.com.br

Arq. Antonio Macêdo Filho, LEED Green Associate
Coord. MBA em Construções Sustentáveis INBEC / UNICID / GBC Brasil