quinta-feira, 22 de novembro de 2012
segunda-feira, 19 de novembro de 2012
Selo Qualiverde: Prefeitura incentiva construções de prédios ecoeficientes
Publicado em Procel Info por Lara Martinho, novembro de 2012.
Rio de Janeiro - Para incentivar empreendimentos que contemplem ações favoráveis ao desenvolvimento sustentável, reduzindo impactos ambientais, a prefeitura do Rio de Janeiro criou a certificação Qualiverde
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![]() Rio de Janeiro - Com o objetivo de incentivar empreendimentos que contemplem ações favoráveis ao desenvolvimento sustentável, de modo a aumentar a eficiência energética e reduzir impactos ambientais, a prefeitura do Rio de Janeiro criou a qualificação Qualiverde para edificações. O objetivo da certificação, instituída por meio do Decreto nº 35745, de 06 de junho de 2012, é zelar pela utilização racional e sustentável dos recursos naturais. A ideia surgiu há cerca de dois anos, quando a prefeitura, através da Secretaria de Urbanismo fez este estudo e chegou a conclusão da necessidade da certificação. Os critérios ou práticas para a obtenção do Selo foram formulados e listados no referido decreto, que pode ser visto na íntegra no Portal da Prefeitura do Rio. As exigências são de cunhos diversos e contemplam desde as fases de planejamento e execução da obra até o funcionamento do empreendimento após a sua conclusão. Exemplos de ações que devem ser adotadas por uma construção que deseja ter a qualificação é a utilização de telhado verde no teto do último pavimento da edificação, sendo permitidas áreas destinadas à circulação ou locação de painéis de captação de energia solar; o uso de aquecimento solar da água; a iluminação eficiente - que consiste na troca de lâmpadas incandescentes por fluorescentes -; estudos para a utilização da ventilação natural existente; tecnologias de economia e eficiência no uso de água e energia durante e depois das obras. O empreendimento é qualificado de acordo com o número de ações que promove, ou seja, cada ação de sustentabilidade gera pontos para a edificação. Essa pontuação também é destacada no decreto, ao lado de cada ação descrita. O empreendimento que atingir, no mínimo, 70 pontos, já é qualificado como Qualiverde, e o que atingir, no mínimo, 100 pontos, será contemplado com a qualificação Qualiverde Total. A única diferença entre as duas certificações está na pontuação, pois seguem os mesmos critérios. Segundo o arquiteto da Secretaria Municipal de Urbanismo da Prefeitura do Rio, Pedro Rolim, o objetivo do decreto é aumentar consideravelmente o número de construções ecoeficientes na cidade. Com investimentos privados de R$ 500 milhões em 35 projetos do governo estadual, a capital carioca quer atingir o patamar europeu e norte-americano, que equivale a uma média de 15% de construções sustentáveis no hall de suas novas obras.
O empreendimento é qualificado pelas ações que promove, ou seja, cada ação de sustentabilidade gera pontos para a edificação.
Desde o decreto, somente a Vila dos Atletas, localizada na Barra da Tijuca, possui o Selo. Segundo Rolim, é a primeira edificação pública a ser qualificada. A divulgação do Qualiverde é feita através de seminários pelo Brasil e no exterior e tem o apoio da Firjan, do Conselho de Meio Ambiente, entre outras organizações. Além de reduzirem a emissão de gases do efeito estufa e estimularem as práticas de desenvolvimento sustentável, as construções poderão obter descontos de até 50% ou mesmo isenção do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) e Imposto de Transmissão de Bens Imóveis (ITBI). A qualificação em forma de decreto serve para que a prefeitura tenha a agilidade necessária para acompanhar as inovações tecnológicas que chegam ao mercado. Como conseguir o Selo? Para requerer o Selo Qualiverde é necessário seguir vários procedimentos, como o preenchimento de formulário da prefeitura com informações do estabelecimento que serão analisadas pelas secretarias municipais de Urbanismo e Meio Ambiente. O formulário está disponível no site supracitado, anexo ao decreto municipal. Sendo aprovado, o projeto recebe o licenciamento para as obras com as exigências necessárias para obtenção do Selo. Após as obras, verificam-se as ações de sustentabilidade na obra e, então, é concedida a certificação. No caso de projetos de reforma ou de modificação de construção já existente, as ações e práticas de sustentabilidade deverão ser relativas à edificação em sua totalidade, bem como ao lote em que ela se encontra e não somente ao acréscimo de área construída ou reformada. Ou seja, é preciso fazer uma averiguação do local para detectar que adaptações serão necessárias e no que vai afetar a edificação ou o local onde se encontra. |
segunda-feira, 5 de novembro de 2012
Empresa carioca desenvolve novo modelo de turbina eólica para residências
Publicado em Automatic House - Novembro de 2012
A Enersud desenvolveu um novo modelo de turbina eólica para ser instalado nas grandes cidades, no topo de edifícios e casas. O plano de microgeração foi desenvolvido para atender às necessidades dos pequenos consumidores de energia, que poderão instalar os aerogeradores na parte superior das suas residências.
Fabricadas com tecnologia totalmente brasileira, as turbinas têm eixo vertical e a energia nelas gerada deverá suprir a demanda residencial, e também poderá ser utilizada nos sistemas internos de segurança de condomínios. Caso haja sobras, o consumidor poderá dispensar o excedente energético na rede pública, com um sistema de compensação que será estabelecido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
A Enersud investiu um milhão de reais na construção dos novos aerogeradores, e a previsão é de que o equipamento entre no mercado a partir do segundo semestre do ano que vem. A empresa está bastante animada com a implantação desse novo modelo no Brasil, e acredita que, daqui pra frente, haverá um crescimento de 30% nos negócios.
Os primeiros protótipos foram instalados em Maricá, Rio de Janeiro, na sede da empresa, mas, em breve, mais turbinas serão implantadas em Salvador e em algumas cidades do norte do Rio de Janeiro. A Enersud diz que os estudos da microgeração com o uso de turbinas verticais estavam sendo desenvolvidos há algum tempo, no entanto, apenas recentemente houve avanços no uso e fabricação dessa tecnologia.
A empresa ainda estima que o mercado brasileiro absorva aproximadamente mil turbinas eólicas de pequeno porte por ano. Com informações daEnersud.
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| Protótipos instalados em Maricá, Rio de Janeiro, na sede da empresa |
A Enersud desenvolveu um novo modelo de turbina eólica para ser instalado nas grandes cidades, no topo de edifícios e casas. O plano de microgeração foi desenvolvido para atender às necessidades dos pequenos consumidores de energia, que poderão instalar os aerogeradores na parte superior das suas residências.
Fabricadas com tecnologia totalmente brasileira, as turbinas têm eixo vertical e a energia nelas gerada deverá suprir a demanda residencial, e também poderá ser utilizada nos sistemas internos de segurança de condomínios. Caso haja sobras, o consumidor poderá dispensar o excedente energético na rede pública, com um sistema de compensação que será estabelecido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel).
A Enersud investiu um milhão de reais na construção dos novos aerogeradores, e a previsão é de que o equipamento entre no mercado a partir do segundo semestre do ano que vem. A empresa está bastante animada com a implantação desse novo modelo no Brasil, e acredita que, daqui pra frente, haverá um crescimento de 30% nos negócios.
Os primeiros protótipos foram instalados em Maricá, Rio de Janeiro, na sede da empresa, mas, em breve, mais turbinas serão implantadas em Salvador e em algumas cidades do norte do Rio de Janeiro. A Enersud diz que os estudos da microgeração com o uso de turbinas verticais estavam sendo desenvolvidos há algum tempo, no entanto, apenas recentemente houve avanços no uso e fabricação dessa tecnologia.
A empresa ainda estima que o mercado brasileiro absorva aproximadamente mil turbinas eólicas de pequeno porte por ano. Com informações daEnersud.
quinta-feira, 1 de novembro de 2012
Prédio com ‘energia zero’
Publicado em Ambiente Energia em Outubro de 2012
Para o orientador do trabalho, o docente Gilberto de Martino Jannuzzi, uma série de fatores tem permitido o desenvolvimento de projetos renováveis e viáveis economicamente. Ele cita “o avanço das tecnologias de geração descentralizada de energia, a integração com edifícios e o conhecimento sobre as possibilidades de eficiência energética”.

Por Silvio Anunciação, do Jornal da Unicamp - Os edifícios residenciais, comerciais e públicos são responsáveis por aproximadamente 47% de toda a eletricidade consumida no país, conforme relatório do Ministério de Minas e Energia e da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), instituições do governo federal. O dado é um dos fundamentos de estudo conduzido na Unicamp pelo engenheiro de controle e automação Bruno Wilmer Fontes Lima.
O pesquisador da Faculdade de Engenharia Mecânica (FEM) acaba de propor metodologia para desenvolvimento de sistema de geração de energia que permitirá a esses prédios a produção de toda a eletricidade consumida por eles. O projeto utilizaria fontes renováveis, principalmente, painéis solares fotovoltaicos – dispositivos responsáveis pela captação e transformação da energia solar em elétrica. O estudo integra mestrado apresentado por Bruno Lima ao Programa de Pós-Graduação em Planejamento de Sistemas Energéticos da FEM.
“A ideia surgiu com esta nova tendência de edificações que podem gerar a própria eletricidade que consomem. Isso vem sendo implantado em alguns países da Europa, no Japão e nos Estados Unidos. Nestes países já existem legislações obrigando, a partir de 2020, que prédios públicos sejam edifícios de energia zero, isto é, prédios que, ao longo do ano, gerem toda a eletricidade que consomem a partir de fontes renováveis”, conceitua o estudioso.
De acordo com ele, sua pesquisa objetiva, em especial, auxiliar engenheiros e arquitetos no dimensionamento de sistemas de energia zero, permitindo maior adoção deste tipo de edificação no país. O engenheiro revela que esta metodologia será aplicada, inclusive, em um laboratório de ensino e pesquisa da Unicamp, cujo projeto já está em andamento. O edifício para abrigar o laboratório deverá ser construído nas instalações da Faculdade de Engenharia Civil, Arquitetura e Urbanismo (FEC).
“A meta do projeto, desenvolvido em parceria com a CPFL [Companhia Paulista de Força e Luz], é ter o menor impacto ambiental durante sua construção e operação, além de tornar o prédio um edifício de energia zero. O laboratório contará com aproximadamente 600 metros quadrados e será integralmente instrumentado e monitorado, de modo a ser utilizado para futuras pesquisas nesta área”, informa o pesquisador.
O docente do Departamento de Energia da FEM, Gilberto de Martino Jannuzzi, orientou a dissertação. Já o projeto para a construção do laboratório da Unicamp, que deverá ser um dos primeiros edifícios de energia zero do país, é coordenado pela professora Vanessa Gomes da Silva, do Departamento de Arquitetura e Construção da FEC. O estudo de Bruno Lima obteve financiamento da CPFL, por meio de convênio com o Departamento de Pesquisa e Desenvolvimento da instituição.
Viabilidade – Ecologicamente corretos, os edifícios de energia zero também podem ser viáveis do ponto de vista econômico. O engenheiro e estudioso da Unicamp afirma ter efetuado cálculos demonstrando que, em aproximadamente 15 anos, os custos com a implementação e manutenção do sistema são pagos com a economia de energia obtida.
“O edifício de energia zero é mais caro que um prédio convencional, principalmente, devido ao acréscimo de custo para instalação do sistema de geração de energia. Mas os valores vêm diminuindo. É importante que estas tecnologias e conceitos tornem-se viáveis, pois só assim se popularizarão. Mas, infelizmente, ainda existem obstáculos no Brasil. O primeiro é que quem investe na construção do edifício, geralmente, não é aquele que vai pagar a conta de eletricidade. Outro problema é que, normalmente, a tomada de decisão não é feita sob uma visão de longo prazo”, destaca Bruno Lima.
Para o orientador do trabalho, o docente Gilberto de Martino Jannuzzi, uma série de fatores tem permitido o desenvolvimento de projetos renováveis e viáveis economicamente. Ele cita “o avanço das tecnologias de geração descentralizada de energia, a integração com edifícios e o conhecimento sobre as possibilidades de eficiência energética”.
A geração distribuída de eletricidade, de acordo com Gilberto Jannuzzi, é aquela produzida próxima ou no próprio local de consumo. “A sua utilização a partir de fontes renováveis pode atender parte da crescente demanda por energia no país, evitando, por exemplo, a construção de novas hidrelétricas e termelétricas; e reduzindo os impactos socioambientais”, esclarece o orientador, que atua como pesquisador do Núcleo Interdisciplinar de Planejamento Energético (Nipe) da Unicamp.
Compensação - Recentemente, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) baixou uma norma que deve estimular a implementação de projetos mais eficientes no país, como os dos edifícios de energia zero. Aprovada em abril deste ano, a resolução cria um sistema de compensação de energia. Ele permite que proprietários de geração distribuída de eletricidade, como seriam os donos de edifícios de energia zero, possam injetar o excedente da eletricidade não consumida na rede de distribuição.
A distribuidora, por sua vez, utilizaria este excedente como crédito para abater do consumo de eletricidade. Essa situação ocorreria, por exemplo, em momentos em que o sistema não fosse capaz de produzir energia suficiente, como nos horários de pico ou em períodos noturnos, quando os sistemas de energia solar não funcionam.
“Esta resolução possibilita certa viabilidade para os edifícios de energia zero no Brasil. Ela permite redução de custos porque dispensa a utilização de uma bateria para o sistema poder armazenar o excedente da eletricidade. O sistema com a bateria é mais caro do ponto de vista da manutenção e tem um impacto ambiental muito maior que os sistemas sem baterias. É assim que funciona na Europa e nos EUA”, explica Bruno Lima.
Etapas - A metodologia proposta pelo pesquisador da Unicamp consiste em etapas simples que incluem análises sobre o consumo de energia do edifício e sobre o potencial energético local. Ele cita como exemplo a cidade de Campinas, cujo potencial foi analisado com base em dados do Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura (Cepagri) da Unicamp.
“Os indicadores do Cepagri demonstram que o potencial eólico da região não é muito forte. A velocidade média anual do vento é muito reduzida, abaixo de 2 metros por segundo. Para uma geração eólica boa são necessários ventos com uma média anual acima de 5,5 metros por segundo, de acordo com estudos de especialistas da área. Por outro lado, o potencial solar da região é muito relevante”, detalha.
O estudo propõe ainda o dimensionamento e a simulação do sistema de geração, concluindo com a avaliação dos resultados para averiguar se a energia gerada seria suficiente para classificar o edifício como zero. “Indicamos também ferramentas para auxiliar na escolha de um sistema dentre diversas opções de arranjos e tecnologias, bem como o seu custo, o da eletricidade produzida por ele e o tempo de retorno de energia”, esclarece.
Solstício Energia - Após a conclusão do mestrado, o engenheiro Bruno Lima irá se dedicar às atividades da Solstício Energia, empresa recém-incubada por ele e mais um grupo de amigos na Incubadora de Empresas de Base Tecnológica (Incamp) da Agência de Inovação Inova Unicamp. “O empreendimento irá desenvolver projetos fotovoltaicos e, principalmente, buscar alternativas para tornar esta fonte de energia mais acessível à população com a redução de custos”, divulga.
Publicação
Dissertação: “Geração distribuída aplicada a edificações: edifícios de energia zero e o caso do Laboratório de Ensino da FEC-Unicamp”
Unidade: Faculdade de Engenharia Mecânica (FEM)
Autor: Bruno Wilmer Fontes Lima
Orientador: Gilberto de Martino Jannuzzi
Financiamento: CPFL
Unidade: Faculdade de Engenharia Mecânica (FEM)
Autor: Bruno Wilmer Fontes Lima
Orientador: Gilberto de Martino Jannuzzi
Financiamento: CPFL
(Fotos: Antônio Scarpinetti)
quarta-feira, 31 de outubro de 2012
Sharp anuncia placa fotovoltaica que pode substituir janelas
Publicado em altomatichouse.com.br, Outubro de 2012O novo painel é preto semitransparente, por este diferencial ele pode ser aplicado tanto às janelas, como às sacadas.
A Sharp desenvolveu uma placa fotovoltaica ideal para ser aplicada às sacadas de apartamentos. A tecnologia foi anunciada na última semana pela empresa japonesa e pode popularizar e facilitar a obtenção da energia limpa a partir do sol.
O novo painel é preto semitransparente, por este diferencial ele pode ser aplicado tanto às janelas, como às sacadas. A estrutura quebra a incidência direta dos raios solares, mais ainda assim permite a entrada da luminosidade natural no ambiente, isso ajuda também no controle térmico interno.
A estrutura possui eficiência de 6,8% na conversão da energia solar em eletricidade. O valor é considerado baixo, se comparado às placas fotovoltaicas tradicionais, que chegam a alcançar 20% de eficiência. No entanto, as placas só podem ser aplicas às superfícies, não atuando com a função de janelas.
Os painéis são feitos em vidro laminado, infundido com células solares. Eles possuem 135 centímetros de largura, por 96 de altura e devem estar disponíveis comercialmente a partir deste mês no Japão. A empresa ainda não divulgou quais são os planos de expansão para outros países.
A eficiência da tecnologia está diretamente ligada à sua praticidade, pois com estas placas não é necessário planejar mudanças estruturais em edifícios, basta apenas substituir o vidro pelo novo painel. Com informações do Cnet.
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| O novo painel é preto semitransparente, por este diferencial ele pode ser aplicado tanto às janelas, como às sacadas. |
A Sharp desenvolveu uma placa fotovoltaica ideal para ser aplicada às sacadas de apartamentos. A tecnologia foi anunciada na última semana pela empresa japonesa e pode popularizar e facilitar a obtenção da energia limpa a partir do sol.
O novo painel é preto semitransparente, por este diferencial ele pode ser aplicado tanto às janelas, como às sacadas. A estrutura quebra a incidência direta dos raios solares, mais ainda assim permite a entrada da luminosidade natural no ambiente, isso ajuda também no controle térmico interno.
A estrutura possui eficiência de 6,8% na conversão da energia solar em eletricidade. O valor é considerado baixo, se comparado às placas fotovoltaicas tradicionais, que chegam a alcançar 20% de eficiência. No entanto, as placas só podem ser aplicas às superfícies, não atuando com a função de janelas.
Os painéis são feitos em vidro laminado, infundido com células solares. Eles possuem 135 centímetros de largura, por 96 de altura e devem estar disponíveis comercialmente a partir deste mês no Japão. A empresa ainda não divulgou quais são os planos de expansão para outros países.
A eficiência da tecnologia está diretamente ligada à sua praticidade, pois com estas placas não é necessário planejar mudanças estruturais em edifícios, basta apenas substituir o vidro pelo novo painel. Com informações do Cnet.
terça-feira, 23 de outubro de 2012
Eficiência com responsabilidade
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segunda-feira, 15 de outubro de 2012
Telhado verde e telhado branco estão em crescente adoção no mundo. Os especialistas em conforto ambiental da UFSC, falam dos benefícios e adoção das técnicas no país
Publicado em Outubro de 2012 no Portal Energia.
A preocupação com a economia de energia é eminente de quem se preocupa com o meio ambiente e pretende adotar práticas mais sustentáveis. Uma alternativa que está em crescente adoção no mundo são as técnicas dos telhados ecológicos.
A preocupação com a economia de energia é eminente de quem se preocupa com o meio ambiente e pretende adotar práticas mais sustentáveis. Uma alternativa que está em crescente adoção no mundo são as técnicas dos telhados ecológicos.
Existem duas alternativas de telhado que contribuem com o meio ambiente, reduzindo o calor nas grandes cidades, combatendo o efeito estufa e ainda, economizando energia. Uma delas é pintar o telhado dos prédios de branco, chamados de Cool Roofs, a outra são os telhados verdes, conhecidos como Green Roofs. Essas técnicas vêm ganhando cada vez mais adeptos em todo o mundo.
Com o telhado de branco o sistema é simples, afinal a cor branca reflete mais luz e absorve menos calor solar. Sendo assim, naturalmente, com os ambientes mais frescos, as pessoas podem reduzir o uso de condicionadores de ar e de ventiladores. “Os telhados brancos refletem a radiação solar incidente que é a maior parte dos problemas em climas quentes, pois resulta em grandes ganhos de calor pela cobertura. Uma cor preta absorve 90% da radiação incidente e uma cor branca pode absorver apenas 20%” diz Roberto Lamberts, especialista em eficiência energética em edificações e professor do Departamento de Engenharia Civil da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
O professor também esclarece que “esta propriedade já é usada na etiquetagem de eficiência energética de edificações e na Norma Brasileira de Desempenho Térmico, mas precisamos normatizar isto para garantir as propriedades”.
Com o telhado verde, em que o telhado é coberto por solo e vegetação, também há uma redução no calor interno, pois melhoram as condições térmicas e acústicas da edificação, tanto no inverno como no verão. Estudos de bioclimatismo indicam que, com o uso de coberturas vivas, seja possível melhorar em 30% as condições de temperatura no interior da edificação, sem recorrer a sistemas de climatização e aquecedores artificiais. Os telhados também ajudam a manter a umidade relativa do ar constante e formam um microclima no entorno da edificação.
Cláudia Krause, doutora e especialista em conforto ambiental associada a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (FAU-UFRJ), ressalta que o telhado verde corrige a incidência de calor tanto no inverno como no verão. “O telhado verde pode retardar o calor para um horário menos quente, sendo importante à noite para as regiões frias, que podem reduzir a perda de calor armazenado noturno. Como a correção do calor existente é feito por equipamentos a base de energia elétrica, quanto menos funcionarem, ou por menos tempo, menor o consumo.”
“O resultado é uma superfície que irá trabalhar com o sol, que tende a ser mais eficiente ao longo do dia pelo efeito da inércia do solo. Esta inércia vai funcionar à noite como uma barreira à saída de calor porventura gerado no interior pelas outras superfícies, como as paredes e pela própria presença de equipamento de geração de calor interno”, explica Krause da UFRJ.
Quando se trata dos benefícios econômicos das técnicas, Cláudia é bem otimista. “Um telhado de laje recoberto por impermeabilização usual, cinza ou negra, absorveria em torno de 80 a 90% da radiação solar incidente. Uma telha pintada de branco, uma laje com piso muito claro ou uma laje com cobertura verde, absorveriam em torno de 10 a 20% da radiação solar ou nenhuma. Estamos falando, em teoria, de 60% da radiação solar incidente ao longo de um dia que não seria absorvido pela edificação”, diz. Isso consequentemente geraria uma economia do consumo de energia.
Uma das ações de telhados ecológicos que ficou mundialmente conhecida foi o incentivo da prefeitura de Nova York, pela divulgação e promoção de ações de sustentabilidade. A prefeitura de Nova York criou um programa pelo qual pretende pintar de branco, senão a totalidade, a maior quantidade possível de telhados da cidade.
e Dubai a Nova Delhi e Osaka, no Japão, os telhados reflexivos vêm sendo promovidos pelas autoridades locais cuja prioridade é reduzir custos de energia. Nos Estados Unidos, eles se tornaram equipamento padronizado já há uma década - um exemplo disso são as novas lojas da cadeia Wal-Mart. Mais de 75% das 4.268 lojas que o grupo opera nos Estados Unidos estão equipadas com eles.
Califórnia, Flórida e Geórgia adotaram códigos de edificações que encorajam a instalação de telhados brancos em edifícios comerciais. Aproveitando recursos dos fundos federais de estímulo a projetos que promovem eficiência energética, departamentos estaduais de energia e empresas locais de eletricidade muitas vezes oferecem financiamento aos interessados em adquirir telhados frios.
No Brasil, tramita na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) dois projetos de lei que preveem a utilização da técnica denominada “telhado verde” e “telhado branco” nas novas construções do Estado do Rio de Janeiro.
A técnica traz diversos benefícios ao meio ambiente e é uma alternativa viável e sustentável, uma vez que promove o reequilíbrio ambiental, e melhora as condições termoacústicas da edificação, tanto no inverno como no verão.
Repercutindo o debate sobre estes dois tipos de telhados, a Câmara Municipal de São Paulo discute atualmente dois projetos de lei referentes às coberturas dos imóveis da cidade: um deles prevê que os telhados sejam pintados de branco e outro propõe a utilização de telhados verdes em condomínios edificados com mais de três unidades.
Sobre a obrigatoriedade do uso da técnica, o professor da UFSC, Roberto Lamberts diz que é preciso, primeiramente, divulgar amplamente as vantagens das técnicas. “Falta conhecimento das vantagens, existem prefeituras querendo obrigar o uso de tetos verdes, outras de tetos brancos. Não podemos obrigar, devemos mostrar as vantagens, pois em alguns casos é melhor usar branco, em outros é melhor usar verde”.
Para Cláudia Krause, a falta de informação também é um dos motivos que ainda não fez a técnica ser utilizada com maior abrangência no Brasil. “Falta, de forma geral, informações objetivas para as particularidades do clima tropical, que facilitem ao arquiteto ou engenheiro em sua escolha para cada caso específico. A legislação deveria focar e levar em conta a questão, sobretudo, do manejo, da manutenção, do cuidado pós construção para o caso da telhado verde, e de conhecimento da durabilidade em clima tropical das características vindas de fábrica sobretudo quanto ao brilho e, na proposição urbana, ao resguardo do direito de vizinhança”.
Para os telhados conquistarem de vez o Brasil, ainda é preciso, além de mais informação, o barateamento do custo para implantação e normatização dos produtos. “Há espaço e indicação para os dois. Naturalmente, eles não concorrem, quer pelo local de cada aplicação, pela possibilidade de facilidade de manutenção ou pelo custo. Mas acredito que sejam em função da maior divulgação de suas técnicas, seus riscos, seus custos. Hoje ainda é mais barato a pintura (o telhado branco), mas a cobertura naturada pode trazer um benefício a mais, pois além de reduzir a absorção da radiação, ele não reflete (evita ofuscamento a vizinhos “mais altos”), contribui para uma redução das superfícies impermeáveis das cidades e um certo sequestro de carbono”, afirma Krause, especialista da UFRJ.
“Telhados brancos são baratos, têm grande potencial de melhorar o desempenho de coberturas com baixa resistência térmica e grande potencial de uso em quase todo o país. Acredito que falta apenas conhecimento pelo meio técnico e normatização para diferenciar os produtos com maior durabilidade”, diz Lamberts, da UFSC.
O fato é que as técnicas oferecem diversas vantagens econômicas, de conforto ambiental e ecológicas. O mundo já está adotando amplamente o conceito, e o Brasil precisa buscar “seu lugar ao sol” em se tratando do desenvolvimento e divulgação das técnicas no Brasil. A compulsoriedade talvez ainda não seja necessária, pois o bom senso e o desejo de melhorar o mundo em volta deve partir da consciência de cada um. Para quem deseja adotar a técnica, para Cláudia Krause, a procura de um profissional qualificado é essencial, pois somente ele poderá indicar a melhor técnica, verde ou branco, e os materiais mais adequados ao clima e perfil do consumidor.
quinta-feira, 11 de outubro de 2012
Escola da Califórnia produz energia extra e recebe selo LEED Platina
Publicado em Redação Ciclo Vivo
A escola Marin Country Day, em Corte Madera, Califórnia, foi a primeira instituição de ensino a receber o selo LEED Platina e também o primeiro edifício equipado com salas de aula a alcançar o nível zero em energia, ou seja, ela consome menos energia do que produz.
O projeto conta com uma área de quase 10.500 metros quadrados em que a construção está em perfeita harmonia com a paisagem ao seu redor. A natureza se mostra presente no coração do prédio a partir de um terraço.
Os alunos contam com espaços exteriores adjacentes, que auxiliam a preservação local e facilitam o aprendizado.
O prédio é equipado com um sistema de coleta, reaproveitamento e tratamento de água da chuva, que, após purificada, retorna ao aquífero, reduzindo a quantidade de poluentes descartados na baía de São Francisco. Além do benefício ambiental, o projeto também tem importância educacional e se reflete na conscientização dos alunos.
O Centro de Recursos de Aprendizagem é o auge da construção. O prédio tem dois andares e pouco mais de quatro mil metros quadrados. Em 2010, esta parte da escola foi considerada autossuficiente energeticamente. O escritório de arquitetura EHDD foi o responsável pelo projeto, que conta com o intenso uso de janelas, para permitir o aproveitamento da luminosidade natural.
O centro de estudos também é equipado com uma chaminé solar, que auxilia no arrefecimento, juntamente com um piso radiante hidráulico, alimentado por uma cisterna capaz de armazenar 15 mil litros de água, que ainda serve como fonte para o abastecimento dos banheiros do prédio.
Para garantir a energia necessária para as atividades escolares, os arquitetos apostaram nas placas fotovoltaicas instaladas na parte sul do telhado. A matriz solar produz 95,5 quilowatt e é capaz de suprir 79% da demanda energética local. Todo o consumo energético é acompanhado em tempo real, para que seja cada vez mais eficiente. Com informações do Inhabitat.
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| O projeto conta com uma área de quase 10.500 metros quadrados em que a construção está em perfeita harmonia com a paisagem ao seu redor. |
A escola Marin Country Day, em Corte Madera, Califórnia, foi a primeira instituição de ensino a receber o selo LEED Platina e também o primeiro edifício equipado com salas de aula a alcançar o nível zero em energia, ou seja, ela consome menos energia do que produz.
O projeto conta com uma área de quase 10.500 metros quadrados em que a construção está em perfeita harmonia com a paisagem ao seu redor. A natureza se mostra presente no coração do prédio a partir de um terraço.
Os alunos contam com espaços exteriores adjacentes, que auxiliam a preservação local e facilitam o aprendizado.
O prédio é equipado com um sistema de coleta, reaproveitamento e tratamento de água da chuva, que, após purificada, retorna ao aquífero, reduzindo a quantidade de poluentes descartados na baía de São Francisco. Além do benefício ambiental, o projeto também tem importância educacional e se reflete na conscientização dos alunos.
O Centro de Recursos de Aprendizagem é o auge da construção. O prédio tem dois andares e pouco mais de quatro mil metros quadrados. Em 2010, esta parte da escola foi considerada autossuficiente energeticamente. O escritório de arquitetura EHDD foi o responsável pelo projeto, que conta com o intenso uso de janelas, para permitir o aproveitamento da luminosidade natural.
O centro de estudos também é equipado com uma chaminé solar, que auxilia no arrefecimento, juntamente com um piso radiante hidráulico, alimentado por uma cisterna capaz de armazenar 15 mil litros de água, que ainda serve como fonte para o abastecimento dos banheiros do prédio.
Para garantir a energia necessária para as atividades escolares, os arquitetos apostaram nas placas fotovoltaicas instaladas na parte sul do telhado. A matriz solar produz 95,5 quilowatt e é capaz de suprir 79% da demanda energética local. Todo o consumo energético é acompanhado em tempo real, para que seja cada vez mais eficiente. Com informações do Inhabitat.
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
Novas Turmas pelo Brasil do MBA em Construções Sustentáveis
Caros,
Com satisfação informo que ao final de 2012 teremos aberto ao menos uma nova turma do MBA em Construções Sustentáveis por mês, ao longo de todo o ano. Em 2013, teremos ainda mais novas turmas, o que reflete o crescimento e o amadurecimento do mercado em todo o país, além naturalmente da qualidade do curso, que pode ser verificada pela excelente avaliação que temos tido nas diversas turmas.
Agradeço aos colegas o compartilhamento deste comunicado, que pode atender a interesses de outras colegas profissionais e empresas de todo o país, interessados em promover a sustentabilidade das construções, para benefício do desenvolvimento sustentável do Brasil.
Obrigado e até breve,
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
Prédio de São Paulo é eleito um dos dez melhores do mundo
Publicado em InfoMoney em Outubro de 2012
O empreendimento Vitra, que deverá ser lançado em 2013, foi considerado o 6º melhor prédio do mundo, junto com outras metrópoles tradicionais em construir belas edificações
Por Heraldo Marqueti Soares
SÃO PAULO - A construção na esquina das ruas Horácio Lafer e Lopes Neto, no Itaim Bibi nem ficou pronta e seu resultado já é reconhecido mundialmente. A revista norte-americana Worth listou o futuro edifício “Vitral” no ranking dos melhores prédios do mundo, na 6ª posição.
As práticas sustentáveis adotadas pelo projeto chamou a atenção dos especialistas no ranking. O projeto do prédio paulistano é do polonês Daniel Libeskind, responsável pela revitalização da área do “Marco Zero”, onde ficava o World Trade Center em Nova York.

Inclusive, é um edifício de Nova York que está no 1º lugar da pesquisa. O “One57” promete mudar a paisagem de Manhattan com seus 90 andares – o mais alto prédio residencial da metrópole norte-americana.
Confira a lista elaborada pela revista Worth:
Confira a lista elaborada pela revista Worth:
| Edifício | Cidade/País | ||
|---|---|---|---|
| * Worth Magazine | |||
| 1º | One57 | Nova York/EUA | |
| 2º | One Hyde Park | Londres/Inglaterra | |
| 3º | Opus | Hong Kong | |
| 4º | Absolute Towers | Toronto/Canadá | |
| 5º | HSB Turning Torso | Malmo/Suécia | |
| 6º | Vitra | São Paulo/Brasil | |
| 7º | Linked Hybrid | Pequim/China | |
| 8º | Aqua | Chicago/EUA | |
| 9º | Millennium Tower | São Francisco/EUA | |
| 10º | Apogee | Miami/EUA | |
Vitra
O Vitra em São Paulo está na lista junto com construções de cidades já tradicionais em magníficos edifícios, incluindo Toronto, Londres, Hong Kong e Copenhagen.
O Vitra em São Paulo está na lista junto com construções de cidades já tradicionais em magníficos edifícios, incluindo Toronto, Londres, Hong Kong e Copenhagen.
O novo empreendimento do Itaim Bibi terá 18 andares e está sendo construído com sistema de reutilização de águas. Todas as suas unidades já foram vendidas por valores que oscilaram entre R$ 9 milhões e R$ 20 milhões.
Segundo a revista, o arquiteto polonês Libeskind afirmou que o projeto do Vitra foi inspirado nas belezas naturais brasileiras e na ambição de São Paulo em tornar-se a “Manhattan do século XXI”.
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