Um dos grandes nomes da sustentabilidade, Hunter Lovins, certa vez disse que a indústria da construção é "dinamicamente conservadora - ela trabalha duro para permanecer no mesmo lugar."
Mas os velhos hábitos não podem resolver completamente novos desafios. De acordo com a 350.org, as empresas de combustíveis fósseis tem atualmente em suas reservas cinco vezes a quantidade de carbono que, se queimada muito rapidamente, poderia elevar as temperaturas atmosféricas a níveis catastróficos onde tempestades da escala do furacão Sandy poderiam se tornar frequentes. O progresso rápido e profundo é imperativo.
A arquitetura está em uma arena essencial para a inovação sustentável. As construções representam cerca da metade da energia gasta e das emissões anuais nos EUA e três quartos da eletricidade consumida. Com o ambiente da construção em crescimento - o parque imobiliário dos EUA aumenta cerca de 278 milhões de metros quadrados a cada ano - os arquitetos têm uma oportunidade histórica para transformar este impacto em algo positivo.
Há sinais encorajadores. Desde que o sistema de classificação LEED do Conselho Norte Americano de Construção Sustentável foi criado cerca de 15 anos atrás, mais de 929 milhões de metros quadrados de construção foram certificados ou registrados, de acordo com o USGBC. A economia de energia média para edifícios certificados é de cerca de 32 por cento, e para as próximas duas décadas é esperado uma diminuição de 16 vezes da tonelagem de carvão usado, segundo estimativas.
Em 2006, o Instituto Americano de Arquitetos sabiamente adotou a campanha de Arquitetura "Desafio 2030", uma iniciativa que visava a neutralidade de carbono na indústria até o ano de 2030. "Acreditamos que devemos alterar as ações da nossa profissão", diz o relatório do AIA 2030, "e incentivar nossos clientes e todo o design e indústria da construção civil a se unirem a nós para mudar o curso do futuro do planeta."
O AIA, no entanto, removeu em 2012 o projeto sustentável dos requisitos de educação continuada dos membros: "Reconhecendo que as práticas de design sustentável tornaram-se uma intenção de design dominante na comunidade de arquitetura, o conselho de diretores votou para permitir que a exigência de educação de design sustentável cesse no fim do calendário do ano de 2012", relatou o Instituto. Outros tipos de créditos de educação continuada seguem obrigatórios.
O Conselho do AIA defende que o design sustentável se tornou "convencional", mas não explica como chegou a essa conclusão. Nos últimos anos, alguns dos arquitetos mais famosos do mundo têm publicamente rejeitado a sustentabilidade, entre eles o medalhista de ouro do AIA, Frank Gehry, referindo-se a sustentabilidade como algo "falso", e o vencedor do Prêmio Nacional de Design, Peter Eisenman, insistindo que a sustentabilidade "não tem nada a ver com a arquitetura." Enquanto isso, de acordo com a própria documentação de progresso do AIA em relação às metas de 2030, apenas 12 a 13 por cento dos projetos das empresas relatadas estão alcançando as metas atuais. Os números poderiam ser muito menores para outros arquitetos já que os participantes de 2030 serão presumivelmente adeptos iniciais.
A decisão de suspender a exigência de design sustentável significa que enquanto o AIA insiste que os arquitetos "devem" alterar as suas ações, uma mudança, de fato, não é obrigatória. O USGBC teve sua cota de controvérsias com os críticos protestando que o LEED não vai longe o suficiente, mas que, no mínimo, representa um padrão de referência de realização, e os números citados acima mostram um claro progresso, mesmo que este progresso deva acelerar. O AIA, que se auto intitula a principal associação de arquitetos, não tem obrigações semelhantes para seus quase 80 mil membros. Apesar de toda sua retórica progressiva, os esforços do AIA não garantem qualquer grau de progresso.
Uma imagem do infográfico da ArchDaily sobre o LEED. Saiba mais em http://www.archdaily.com/228578/infographic-leed/ Os educadores também não parecem estar fazendo progressos significativos. Cinco anos atrás, Kira Gould e eu fomos co-autores de um relatório para o AIA, "Ecologia e Design: Alfabetização Ecológica na Educação de Arquitetura", que estudou como escolas de arquitetura estão abordando a sustentabilidade. O que encontramos, de modo geral, é que elas não estão, pelo menos não de forma voltada para o mercado. Algumas escolas oferecem um curso obrigatório introdutório, e muitos programas de graduação, tais como o de Ambientes Sustentáveis da Cal Poly, são um modelo convincente para a educação interdisciplinar, mas são estudos eletivos. Até agora, nem uma única escola de arquitetura exige que seus alunos sejam totalmente treinados a partir dos princípios do design sustentável. O relatório ofereceu recomendações para transformar a educação, que incluiu o currículo modelo "Educação em Design Ambiental Sustentável", mas que eu saiba, nenhuma escola adotou estas orientações ou semelhantes.
Em janeiro, os chefes de 19 escritórios de arquitetura de renome, incluindo o meu próprio, assinaram uma carta ao Conselho Nacional de Acreditação Arquitetônica, a agência responsável pelo padrão americano de ensino da arquitetura, apelando para a mudança: "As escolas profissionais de projeto estão bem preparadas para fornecer a liderança no ensino superior necessária para enfrentar o que nós julgamos ser o maior desafio deste século - a preservação de um planeta habitável". Liderados por Ed Marzia do Architecture 2030, os arquitetos solicitaram ao NAAB que este exigisse que cada estudante de arquitetura "tivesse capacidade projetual para enfrentar os desafios ambientais encarados por diversas comunidades em todo o globo."
Na cultura projetual, a inovação, muitas vezes significa pouco mais do que novidade estética. Procure no Google a frase "arquitetura inovadora" e você encontrará diversas geometrias provocativas, mas poucas (ou nenhuma) soluções inovadoras para os problemas mais graves. O projeto pode ser um poderoso agente de mudança, mas as premiações de projeto e a atenção da mídia em geral celebram o visual sobre a inovação.
O AIA está certo ao afirmar que os hábitos da profissão devem mudar, mas a mudança mais radical é necessária agora. Abaixo estão seis simples, mas dramáticos, passos para transformar a profissão e a prática da arquitetura. Se a sustentabilidade realmente tornou-se convencional, como o AIA insiste, a mudança não deve ser difícil de se alcançar.
1. Imediatamente, cada organização que premia arquitetos pode começar a recompensar somente estruturas que satisfaçam um padrão mínimo de performance sustentável. 2. Dentro de seis meses, cada revista de projeto pode começar a destacar somente construções que satisfaçam um padrão mínimo de performance sustentável. 3. Dentro de um ano, cada órgão público, incluindo os governos federal, estadual ou municipal, pode exigir que todos os projetos iniciados no mesmo ano cumpram as metas atuais para o Compromisso 2030. 4. Dentro de dois anos, cada escritório americano de arquitetura pode adotar o Compromisso 2030 e cumprir as metas para todos os projetos iniciados no mesmo ano. 5. Dentro de três anos, cada agência de licenciamento pode exigir que os arquitetos comprovem um nível mínimo de competência em relação ao design sustentável a fim de manter a licença para a prática profissional. 6. Dentro de quatro anos, cada escola de arquitetura pode alterar seu currículo para assegurar que cada estudante de graduação esteja completamente ciente dos princípios e práticas do design sustentável. Lance Hoseyé diretor da RTKL. Seu último livro, "A Forma do Verde: Estética, Ecologia e Design" (Island Press, 2012), é o primeiro estudo das relações entre beleza e sustentabilidade. Cita: Lance Hosey. "Por que arquitetos devem assumir o papel de líderes nas questões de sustentabilidade" [Why Architects Must Lead on Sustainable Design] 05 Out 2015. ArchDaily Brasil. (Trad. Fernanda Britto) Acessado 8 Out 2015. Meu comentário: É notável como o nosso cenário não é lá tão diferente do deles, nos EUA. Temos todos ainda um longo caminho pela frente mas, no nosso caso, a adoção de certificações como o LEED ou outras, tem um efeito em ganhos de qualidade no processo de produção e no produto da construção em si que faz de fato grande diferença, com significativos ganhos para todos os envolvidos. Deve, portanto, ser estimulada por todos os que tenham algum poder de atuar a respeito, em especial as instituições do setor.
Reproduzido de masterambiental.com.br, originalmente publicado em 01/10/2015
Matéria publicada no Valor Econômico em 22 de setembro destacou a importância das empresas contarem com profissionais de sustentabilidade, estratégicos no cenário de crise em que se encontra o país, especialmente com problemas hídricos e energéticos.
E por que será? Justamente porque os investimentos em sustentabilidade podem significar redução de desperdícios, aumento da eficiência operacional, redução de custos e incremento da lucratividade, além de motivação e bem estar de colaboradores e maior satisfação de partes interessadas e redução de conflitos com vizinhos e populações afetadas. Sem adentrar ao mérito das causas dessa onda de desconfiança e corte de custos no cenário econômico, a maioria das empresas aumentou o investimento na área de sustentabilidade. Segundo a pesquisa realizada pela Associação Brasileira dos Profissionais de Sustentabilidade (Abraps) e a consultoria Delouitte, que entrevistou 370 profissionais que trabalham na área de sustentabilidade, evidenciou que a maior parte das participantes, 43% das empresas, manteve o mesmo valor de investimento. 29% aumentou e apenas 9% reduziu o orçamento.
Os profissionais representaram empresas dos mais diversos setores, como bens de consumo, serviços, indústria financeira, energia, construção civil, comunicação, agronegócio, educação, transportes, químico e petroquímico, automotivo, eletroeletrônico, mineração, siderurgia e metalurgia, telecomunicações, higiene e saúde, embalagens, indústria de cimento, farmacêutico, papel e celulose, têxtil, florestal, gráfica e marketing.
O fato é que ainda há um grande caminho pela frente no que tange a sustentabilidade empresarial. Na percepção dos profissionais, apenas 18,5% avaliaram que as empresas onde atuam estão em um alto grau de maturidade e efetividade. Essas empresas atuam como líderes na promoção do conceito de sustentabilidade. 32% consideraram que as empresas em que trabalham ainda estão em fase de desenvolvimento, 18,5% em estágio básico e 7% ainda é incipiente.
Conforme a pesquisa, para 51%dos entrevistados, a área de sustentabilidade deve ter como principal objetivo consolidar uma visão estratégica de sustentabilidade junto a todas as outas áreas da empresa.
Por: Rosenildo Gomes Ferreira, para Isto É Dinheiro, originalmente publicado em 18/09/2015
O projeto da Odebrecht Realizações Imobiliárias e Carvalho Hosken deve movimentar R$ 4,5 bilhões e abrigar 15 mil pessoas.
Novos ares: O projeto foi criado para valorizar a sustentabilidade, diz Maurício Cruz Lopes, diretor geral da Ilha Pura, num dos 31 edifícios que irão abrigar os atletas nas Olimpíadas de 2016 (foto: Stefano Martini)
Nos últimos 20 anos, o setor de construção civil vem empreendendo inúmeras ações destinadas a reduzir a pegada de carbono de seus empreendimentos. Nesse contexto, além dos investimentos em tecnologias construtivas e sistemas feitos por fabricantes de insumos para o setor, alguns incorporadores conseguiram convencer fundos de investimentos a apostar até mesmo em bairros sustentáveis. O mais marcante deles é Masdar City, encravado no deserto de Abu Dhabi, integrante dos Emirados Árabes Unidos, que consumiu cerca de US$ 20 bilhões.
Os sul-coreanos investiram US$ 35 bilhões em Songdo, enquanto os japoneses despontam com a construção de Fujisawa, um bairro auto-suficiente em energia e imune aos efeitos de terremotos. Apesar de ter entrado atrasado nesta espécie de disputa construtiva verde, o Brasil já tem o que mostrar. Mais especificamente na Barra da Tijuca, bairro da Zona Oeste do Rio de Janeiro, onde está sendo erguida a Ilha Pura. O empreendimento em nada fica devendo aos projetos semelhantes que existem em outros cantos do planeta.
A começar pela grandiosidade. Suas 31 torres vão acomodar 15 mil pessoas. No total, a carioca Carvalho Hosken e a Odebrecht Realizações Imobiliárias (OR) esperam movimentar R$ 4,5 bilhões com o empreendimento, levando-se em conta o Valor Geral de Vendas (VGV). “Criamos um projeto destinado a acomodar pessoas de faixas etárias e estágios de vida diferenciados, mas que têm em comum o fato de valorizarem a sustentabilidade”, afirma Maurício Cruz Lopes, diretor geral da Ilha Pura, nome da empresa criada para gerir o empreendimento, que servirá de Vila Olímpica para atletas e comissões técnicas.
Apesar de a entrega estar prevista para 1º de março de 2016, para atender o calendário da Rio 2016, as vendas das unidades começaram apenas há poucas semanas. Mas Lopes se mostra confiante em relação ao sucesso do projeto, que contará com 11 tipos de plantas, com área total de 77 m² a 400 m². O valor médio de lançamento foi de R$ 10 mil por metro quadrado. Trata-se de um valor competitivo e que, nas palavras de Lopes, não incorpora os cerca de 10% de gastos adicionais com a sustentabilidade no projeto, em relação a uma obra convencional.
Faz parte dessa conta, ainda, atrativos como o bosque privativo, assinado pelo escritório de Burle Max, além de áreas de lazer e compras, num espaço total de 72 mil m². A despeito dos inúmeros exemplos mundo afora, Lopes conta que a grande inspiração para o bairro planejado carioca vem das próprias experiências dos sócios. Aqui e no exterior. Do Brasil, foram resgatados muitos conceitos do Bairro Península, criado pela Carvalho Hosken, em 2010, também na Barra da Tijuca. Por conta da parceria com o Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Londres, que abrigou os Jogos de 2012, também entrou no roteiro de visitas.
“O Ilha Pura é a soma de todas as experiências acumuladas pelos sócios, além do que existe de mais moderno nos Estados Unidos, na Europa e nos países da Ásia”, diz o executivo. Mas, afinal, o que esse bairro possui de tão especial? “Trata-se da primeira obra, no Brasil, a conseguir a certificação AQUA tanto para as edificações, como para o bairro”, afirma Manuel Carlos Reis Martins, coordenador executivo da certificação AQUA-HQE, da Fundação Vanzolini. A certificação leva em conta o planejamento e também a gestão de todas as etapas previstas no projeto executivo.
Ou seja, mais que apenas recomendar a adoção de sistemas de captação de água da chuva, a instalação de sistemas de tratamento e o reuso, é avaliado se esses componentes vão gerar os efeitos desejados. “A análise leva em conta a sustentabilidade do empreendimento na fase construtiva. Mas também ao longo de toda a sua vida útil”, diz Martins. De acordo com Lopes, diretor geral da Ilha Pura, tanto a Carvalho Hosken quanto a Odebrecht Realizações viram na obra uma oportunidade única de se firmar no segmento de obras verdes aos olhos do mundo.
Tarefa que será bastante facilitada pela visibilidade que o empreendimento terá a partir dos holofotes das câmeras de TV e das fotografias da Olimpíada de 2016, além da memória de seus primeiros moradores. “Vamos abrigar pessoas de mais de 200 nacionalidades”, afirma. “É uma grande responsabilidade, mas também uma imensa vitrine para o País e as empresas envolvidas no projeto.” Desde a concepção, dois itens exigiram bastante atenção da equipe: água e energia.
Em tempos de escassez de recursos naturais, os moradores do Ilha Pura terão à disposição uma usina de tratamento da chamada água cinza, aquela descartada das pias e dos chuveiros do banheiro. Após ser tratada, ela seguirá para o sistema de descarga de banheiros e para a limpeza de áreas comuns, além da rega das áreas verdes. No caso da energia, alguns empreendimentos contarão com painéis solares para aquecimento da água. “Em vez da autossuficiência, apostamos na redução dos custos de uso, de manutenção e de operação dos equipamentos para ajudar a tornar as edificações mais sustentáveis”, diz.
Caros, É com satisfação que compartilho a notícia que segue:
O Paço Portugal Corporate tornou-se neste mês de Setembro 2015 o
segundo empreendimento no Estado do Ceará a atingir a Pré-Certificação LEED, selo de sustentabilidade do
conselho americano de construção sustentável, USGBC (United States Green Building Council).
O Paço Portugal usou o sistema de
certificação LEED® for Core & Shell
v.3, específico para empreendimentos multi-usuários, e alcançou o nível Prata. A certificação LEED (Leadership
in Energy and Environmental Design) distingue aqueles empreendimentos que
atendem a uma série de critérios de sustentabilidade em áreas como: Espaços
Sustentáveis, Uso da Água, Energia, Materiais e Recursos, Qualidade dos Ambientes,
Inovação e Regionalidade.
Para atingir tal feito, além de uma
competente equipe de projetistas, os empreendedores Fujita e Mercurius contrataram os serviços da EcoBuilding Consultoria, firma especializada de São Paulo, que
conta com representantes na capital cearense, cujos trabalhos tiveram início em
dezembro de 2014.
A avaliação dos potenciais de
atendimento aos créditos e pré-requisitos do processo foi realizada a partir de
cuidadosa análise e orientação ao desenvolvimento de todo o projeto, envolvendo
arquitetura, instalações de ar condicionado, elétrica, hidráulica, automação,
impermeabilização, paisagismo e design de interiores, bem como decisões quanto
às especificações de materiais e equipamentos por parte dos empreendedores,
representados pelo gestor do projeto, Eng. Sindeaux
Filho.
Qualidade e Eficiência
Dentre as diversas estratégias de sustentabilidade
implementadas no Paço Portugal, pode-se destacar:
Localização privilegiada, bem servida por transportes
públicos;
Bicicletário para condôminos e visitantes;
Paisagismo com rega abastecida com água de reuso;
Bacias sanitárias de duplo fluxo, abastecidas com
águas de reuso (pluviais e água de condensação do ar condicionado);
Vidros de alta eficiência e menor transmissão de calor
e alta transmissão luminosa;
Fachada ventilada com porcelanato branco, para
favorecer a redução da transmissão de calor;
Equipamentos de ar condicionado com VRF, dispensando a
instalação de splits nas salas;
Geração de energia renovável com painéis
fotovoltaicos;
Gestão e controle da construção para redução da
geração e reaproveitamento ou destinação adequada de resíduos;
Espaços para a separação de resíduos recicláveis na
operação do condomínio;
Uso de materiais de origem regional e com conteúdo
reciclado;
Uso de madeira certificada (100%);
Uso de materiais de acabamento sem emissão de
compostos orgânicos voláteis;
Fornecimento de manual de operações para o condomínio
para gestão sustentável e eficiente da operação do empreendimento.
Imagem do modelo da simulação computacional do desempenho térmico do pavimento tipo do Paço Portugal, Fortaleza/CE
Como resultado, o Paço Portugal oferecerá a seus usuários importantes
benefícios operacionais e qualitativos, tais como:
Redução no consumo de energia de pelo menos 15%;
Redução do consumo de água potável em 40%;
Gestão e controle contínuos da qualidade do ar interno;
Redução de despesas operacionais.
As obras do Paço Portugal estão sendo iniciadas em outubro
2015 e a sua conclusão deve ocorrer em meados de 2018.
Endereço: Praça Portugal, s/n
(esquina da Av. Dom Luiz e Desembargador Moreira) – Aldeota, Fortaleza/CE.
Descrição: Construção nova, em
terreno único. Torre única, de escritórios (salas comerciais), multiusuários.
Área
total do terreno: 3.332,03m²
Área
total construída: 23.155,11m²
Área
útil total: 9.292,69m²
Área
permeável total: 667,69m²
Área
privativa total: 10.209,38m²
Sub-solos: 4 (garagens)
Pavimentos tipo: 22
Outros pavimentos: Mezanino, cobertura com heliponto
Certificação: LEED Core & Shell v.3
Consultoria de Sustentabilidade: EcoBuilding Consultoria
Arquitetura: Cia de Arquitetura
Estrutura: Hepta
BSB
Ar Condicionado: Radnai Ar Condicionado
Instalações elétricas e iluminação: Botto Projetos e Engenharia
Automação: Infitech Automação
Impermeabilização: Protecto Engenharia
Aproveito para parabenizar os empreendedores pela decisão em adotar a certificação ambiental para o Paço Portugal, o gestor do projeto pela dedicação e empenho, a equipe de projetistas e em especial a nossa equipe de consultores EcoBuilding, em São Paulo e em Fortaleza. O trabalho, contudo, está apenas começando. Temos ainda uma longa jornada pela frente em direção à construção sustentável.
Caros, Este mês ministrarei mais uma turma do Curso Preparatório "Como se Tornar um LEED GA / AP", desta vez em Florianópolis/SC, nos dias 25 e 26/09. Mais informações abaixo, ou pelo link da imagem:
Atualização em Julho 2016: Caros, Agora os interessados em se tornarem profissionais LEED Green Associate podem estudar e preparar adequadamente para o exame de credenciamento sem sair de casa. Teve início em Julho 2016 a primeira turma ONLINE do Curso Preparatório para o Exame LEED GA do Brasil. Trata-se do mesmo curso ministrado por mim desde 2010, já realizado com sucesso em dezenas de turmas por todo o Brasil, para centenas de profissionais, completamente revisado e atualizado. O curso é mesmo muito prático, oferece amplo material de estudos e consultas, 50 vídeo-aulas gravadas, somando mais de 16 horas de gravação, além de contar com atendimento tira-dúvidas por meio da tutoria e de exames simulados completos, comentados. É realmente um curso completo, com tudo que você precisa saber para se preparar apropriadamente para ser aprovado na prova do LEED GA de primeira. Para mais informações e inscrições, acesse: www.ecobuildingforum.com.br.
Por Lara Martinho, para o Procel Info, originalmente publicado em Maio 2015
Indicadores permitem comparar o desempenho energético de um edifício com a média do setor. Em muitos países o benchmark é uma estratégia chave em políticas de eficiência energética. No Brasil, bons trabalhos tem sido desenvolvido com o apoio da Eletrobras e da Embaixada Britânica
Os benchmarks são indicadores que permitem comparar o desempenho energético de um edifício com a média do setor, e são essenciais para o desenvolvimento de instrumentos para redução de consumo de energia, como etiquetas prediais de eficiência energética. Ou seja, eles definem o nível de eficiência que representa um edifício típico do mercado. Para que isso ocorra, as contas de energia elétrica do prédio são comparadas com benchmarks para a mesma tipologia e assim tornar possível a avaliação.
Para as edificações existem três tipos de etiqueta de nível de eficiência: a etiqueta de projeto, a etiqueta de edifício construído e a etiqueta de consumo em uso. As duas primeiras já estão operacionais viaPBE Edifica.
O processo de etiquetagem de consumo em uso consiste na composição de um indicador típico de mercado com base em dados reais de consumo e área das edificações para identificação do nível de eficiência do edifício de forma transparente por meio de uma etiqueta pública.
Em vários países do mundo o benchmark é uma estratégia chave em políticas de eficiência energética com grande potencial para direcionar programas de redução de consumo.
“Benchmarks e etiquetagem predial em operação já são aplicados em todos os edifícios grandes de Nova York, nos Estados Unidos, todos os edifícios públicos do Reino Unido e mais de 60% do mercado de imóveis comerciais na Austrália, entre outros exemplos que já existem em outros países”, comenta o professor e coordenador do Comitê Temático de Energia do CBCS (Conselho Brasileiro de Construção Sustentável), Roberto Lamberts.
No Brasil, um programa de etiquetagem de edificações em uso deverá atender uma necessidade para indicadores simples e confiáveis de desempenho e sustentabilidade no ambiente construído. O maior trabalho no Brasil envolve o desenvolvimento técnico de benchmarks e metodologias de auditoria, coleta de dados e garantia de qualidade.
No Brasil os benchmarks já foram publicados para agências bancárias e escritórios corporativos, diz Lamberts
Os benchmarks a serem implantados terão que ser resistentes, relevantes, evolutivos e flexíveis, permitindo adaptação futura. Ao mesmo tempo, haverá a capacitação e o credenciamento dos profissionais que irão formar a base necessária para a implementação adequada desta etiquetagem no país.
O CBCS começou a trabalhar com benchmarking em 2013 ao perceber a carência de informações no setor e a urgência na publicação de referências e indicadores. Roberto Lamberts revela, que a Eletrobras, por meio do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel), tem desenvolvido bons trabalhos em parceria com a Embaixada Britânica, que dá apoio ao Brasil no setor de energia, compartilhando a experiência e o conhecimento que o Reino Unido já possui nesta área, permitindo uma ampla troca de experiência entre os países.
Segundo Lamberts, no Brasil os benchmarks já foram publicados para agências bancárias e escritórios corporativos. Em ambas as tipologias, alguns edifícios ou empresas já estão aplicando os benchmarks para controle interno de eficiência.
Porém, a aplicação dos benchmarks enfrenta uma certa dificuldade de coletar dados confiáveis, principalmente com relação à área útil da edificação e contas de energia, tanto nas edificações públicas como nas privadas. Para Lamberts, essa e a maior barreira para o crescimento dos benchmarks no país, já que essas informações são importantes para o estudo e precisam mostrar uma redução efetiva dos custos energéticos.
“No Brasil, existe uma certa resistência para a disponibilização de informações sobre a edificação. Seria mais simples a implementação de benchmarks se houvesse uma parceria com a aplicação de programas incentivadores da transparência para a divulgação de informações pertinentes ao consumo energético de edificações”.
A CBCS em parceria com a PNUD - Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento tem feito um trabalho voltado para o poder público que fornecerá benchmarks para edifícios públicos. O conselho acredita, que essa parceria ajudará bastante na redução do consumo de energia.
Tiago Reis, para o Procel Info, originalmente publicado em Maio 2015
Buscando competitividade, rede particular amplia busca pelo uso racional de energia. Entretanto, para especialista, falta de conhecimento ainda é obstáculo para o crescimento da eficiência energética no setor
Hospitais públicos e privados estão investindo alto para obter um uso eficiente de energia elétrica e consequentemente reduzir os custos com esse insumo. Com a possibilidade de racionamento e o aumento da conta de luz, as unidades de saúde precisam se adequar para não serem surpreendidos com os altos valores das tarifas. Mas tornar eficiente o consumo de energia nessas unidades é uma atividade complexa, já que um hospital funciona 24 horas por dia durante os sete dias da semana. Além disso, a demanda de energia é muito elevada, já que muitos equipamentos possuem um alto consumo de energia, o que torna ainda maior esse desafio. Por isso, a gestão de energia ganhou um papel fundamental na administração dos hospitais brasileiros, tanto os da rede particular, que buscam competitividade para a adquirir novos clientes, quando a rede pública.
Um edifício hospitalar é considerado um projeto extremamente complexo devidos as suas diversas necessidades específicas. Portanto, atender aos critérios de eficiência energética e sustentabilidade tornam essas unidades ainda mais complexas. Mesmo com as dificuldades inerentes ao setor, a preocupação com a eficiência energética tem aumentado nos últimos anos. Hospitais como o Sírio-Libanês, em São Paulo, e o Mater-Dei, em Belo Horizonte, implementaram recentemente programas que visam reduzir a demanda por energia elétrica. Mesmo com os altos investimentos, os resultados estão aparecendo.
O Hospital Sírio-Libanês recentemente concluiu a expansão de sua unidade do bairro Bela Vista, na capital paulista. Os blocos E, F e G foram concebidos com o objetivo de alcançar o máximo de eficiência energética. Para isso, as novas torres, de 16 andares, possuem uma série de recursos para mitigar o consumo de energia, que vão desde a compra de equipamentos mais eficientes até a utilização de vidros que refletem a luz solar e novos sistemas de condicionamento de ar e aquecimento de água. Também foram implementados sistemas de automação para ajustar a demanda de energia com as necessidades de cada momento, o que permite um melhor controle do recurso e adequar a carga de energia de acordo com a ocupação dos hospital em cada horário, o que amplia os níveis de eficiência energética durante as 24 horas do dia.
Segundo o gerente de Manutenção do Hospital Sírio-Libanês, Humberto Rodrigues da Mata, as unidades do grupo já investem há algum tempo em medidas que valorizem o uso eficiente de energia. Os projetos são desenvolvidos e estudados para trazer a melhor viabilidade técnica e econômica para que o hospital possa alcançar o melhor desempenho de eficiência energética e operacional. Ele destaca, que entre as inovações implementadas nas novas torres está a nova central de água gelada, que reduziu o consumo em 40% o consumo de energia se comparado com o sistema antigo. O sistema de aquecimento de água, que é utilizado na nova unidade e nos prédios antigos, também foi otimizado e reduziu em cerca de 1/3 a demanda energética do sistema.
“Foram investidos no aquecimento de água uma combinação que utiliza quatro sistemas, o solar, bomba de calor, gás natural e energia elétrica. Isso tudo, de forma eficiente e automatizada, se otimiza a utilização no melhor ponto de performance, o que traz uma economia na ordem de 30% em comparação com um sistema convencional”, explica Humberto.
O gerente também destaca que o hospital tem investido na modernização do sistema de iluminação das suas unidades. Nos novos blocos foi implementado um sistema de alto rendimento que proporciona um baixo consumo de energia, em torno de 6,6 quilowatts por metro quadrado. Já a parte antiga, foi toda eficientizada por meio de um retrofit e instalação de iluminação de LED, que é controlada por um sistema de automação predial que é capaz de interagir com todas as modalidades utilitárias, como iluminação, ar-condicionado, aquecimento de água, sistemas de elevadores, o que somado, gera um potencial de ganho na ordem de 20%, por meio da otimização operacional. Humberto também revela que outro ponto importante na questão da eficiência energética é o fato das novas torres terem sido concebidas com vidros de alto desempenho em sua fachada. Essa tecnologia evita a insolação e a propagação de calor no ambiente, o que provoca uma redução significativa na utilização do ar-condicionado. O gerente enfatiza que essas medidas associadas ao compartilhamento das tecnologias mais modernas entre as novas torres e a estrutura antiga faz parte das diretrizes do hospital que busca alcançar o máximo de eficiência e sustentabilidade nas suas operações.
Modernização dos sitemas de iluminação e equipamentos mais eficientes podem reduzir, em média, 30% o consumo de energia dos hospitais
“A construção da nova torre faz parte do momento atual do hospital de buscar uma certificação gold, por meio de uma construção sustentável. Mas é uma prática nossa já, através dos anos, ter feito economia e operação utilitária da forma mais eficiente possível, aplicando redutores do consumo de água, aplicando a melhor possibilidade de aquecimento de água por meio de uma matriz eficiente, sistema de automação predial. Isso tudo liga a nova construção com a parte antiga do hospital trazendo os benefícios para um contexto maior”, pontua Humberto.
Outra unidade hospitalar que ampliou os investimentos em eficiência energética nos últimos anos foi o Mater Dei. Localizado em Belo Horizonte o grupo, em mais de 30 anos de atuação, buscou sempre adotar as melhores práticas de eficiência energética, hídrica e sustentabilidade em seus espaços. Um exemplo prático dessas atitudes é a construção do novo hospital da rede, na avenida do Contorno, região Centro-Sul da capital mineira. Desde o projeto, toda a estrutura foi desenvolvida para atender o que existe de mais avançado na arquitetura e engenharia hospitalar, revela a Superintendente de Tecnologia e Infraestrutura da Rede Mater Dei de Saúde, Rafaela França.
O edifício da Contorno, que funciona desde a metade de 2014, possui toda a sua iluminação em LED, tecnologia de vidro duplo, que reduz a troca de calor entre o ambiente interno e externo, e um sistema de climatização automatizado. O mesmo sistema funciona como um co-gerador de energia, no qual todo calor produzido pelo ar-condicionado é utilizado para o aquecimento de água, o que reduz consideravelmente o consumo de energia para o aquecimento de água utilizada nos banhos e na cozinha.
Com objetivo de aumentar ainda mais a eficiência energética, os novos equipamentos médicos adquiridos pela rede possuem alta tecnologia para reduzir o tempo de duração dos exames e procedimentos e consequentemente o consumo de energia. Rafaela França também destaca que os investimentos feitos na área de TI, no qual toda a estrutura de data-center, um dos vilões do consumo de energia, foi virtualizada, contribuindo também para um uso mais racional da eletricidade.
“O hospital fez toda a sua infraestrutura de data center e tecnologia de informação com 78% dos seus servidores virtualizados. O que é isso? Faz com que a gente economize energia elétrica. Não tem servidor físico. Então, 78% dos nossos servidores são virtuais. Isso já é um conceito que você diminui a energia elétrica para poder alimentá-los, diminuiu a refrigeração, e com isso nós aplicamos o conceito da TI verde. Além disso, também na parte de tecnologia, o hospital adquiriu computadores All-in-One, aparelhos que possuem apenas o monitor. Além de melhorar o espaço físico, eles também consomem menos energia. Então isso também foi uma metodologia aplicada no novo empreendimento e no prédio antigo, todas as novas necessidades serão nesse padrão”, esclarece a superintendente.
Mesmo com os investimentos apresentados, principalmente pelos hospitais particulares, o engenheiro clínico e consultor, Luiz Flávio Brito, considera que no Brasil o nível de eficiência energética no setor ainda é muito baixo. Para ele, a falta de conhecimento sobre a gestão de energia ainda é muito grande, o que contribuiu para o desperdício.
Com o objetivo de conscientizar os funcionários e clientes sobre as práticas de eficiência energética e sustentabilidade, Rafaela França afirma que o Mater Dei mantém um programa constante de informação entre todas as pessoas que transitam pelas unidades da rede. Por meio de palestras, panfletos e ações por meio de redes sociais, o hospital trabalha para fortalecer a cultura do combate ao desperdício e valorizando o uso racional dos recursos.
Para especialista, nível de eficiência energética nos hospitais ainda é baixo. Falta de conhecimento e profissionais capacitados ainda são uma barreira para o setor
“Com os colaboradores e gestores de negócios é uma prática comum a nossa preocupação com o consumo da água e da luz. Orientamos sempre a utilização racional de todos os recursos. Também colocamos nos meios de comunicação interna, como a intranet, informativos sobre quanto custa deixar um computador ligado sem necessidade, quais são os hábitos que as pessoas devem evitar ter, a atenção que todos devem ter com a luz, com o ar condicionado. Já com os clientes nós distribuímos folhetos com as informações sobre as formas de praticar medidas de sustentabilidade e uso racional de energia e água. Também estamos planejando novas ações para enfatizar, de forma sistêmica, esses ensinamentos para os nossos clientes, tanto por meio impresso, cartilha e folheto, como pelas redes sociais”, explica Rafaela.
Entretanto, Brito ressalta que no país, ao contrário de outros setores, como a indústria, ainda não existe um pensamento voltado para a eficiência energética nos hospitais, já que o quadro de profissionais é composto basicamente por profissionais de saúde. Essa falta de conhecimento contribui para o aumento do custo do insumo, com o pagamento de multas, tarifas de ultrapassagem e utilização de sistemas e tecnologias defasadas e pouco eficientes. Como o retorno com eficiência energética nem sempre vem de forma imediata, o engenheiro afirma que muitos gestores preferem dispensar suporte da engenharia, em quantidade suficiente para ajudar a decidir sobre questões relacionadas à gestão de energia, para destinar recursos para outros setores.
Sobre a falta de investimentos em eficiência energética na rede pública de saúde, hoje restrita, em sua maioria, a pequenos projetos de distribuidoras de energia, o consultor destaca que a falta de mão de obra qualificada é o grande entrave.
“Com relação aos hospitais públicos existe o edital e quando um projeto não atingir os níveis de eficiência desejados ele pode ser impugnado. Ainda sim, a falta de mão de obra dificulta a eficiência energética de forma constante nos hospitais públicos. Você tinha um eletricista que desrosqueava a lâmpada, que depois foi substituído por outro manipulava vários tipos de lâmpada, o que contribui para a atualização do profissional ficasse defasada. Esse pessoal precisa de capacitação. Se você pegar o nível de conhecimento desses profissionais, ele evolui muito pouco ao longo dos anos. Já na iniciativa privada funciona de forma diferente. Existe uma métrica diferente, mais bem definida”, afirma Lúcio Flavio Brito.
O engenheiro acrescenta que a crise energética e o aumento das tarifas da energia elétrica podem ampliar a procura pela eficiência energética nas unidades de saúde. Entretanto, ele ainda é reticente sobre a atitude de alguns hospitais em gerar a própria energia. Para ele, esse procedimento ainda é muito imaturo no país, já que ao adotar a co-geração ou geração própria de energia, o hospital, em vez de ser apenas um consumidor, vai ser responsável por toda a estrutura energética do empreendimento, o que exige muita responsabilidade e preparo. Lúcio enfatiza que somente quando as engenharias estiverem trabalhando junto com a administração dos hospitais é que o conceito de eficiência energética estará de fato implementado no setor.
“O que vai facilitar a gestão energética com certeza é o fortalecimento da presença das várias engenharias e da arquitetura na concepção dos hospitais e incorporar isso no dia a dia dessas unidades. E aí vem o papel das escolas, das indústrias, e o Brasil vem crescendo nessa área. Temos técnicos em equipamentos biomédicos, temos os tecnólogos em sistemas biomédicos, os engenheiros biomédicos, os especialistas em engenharia clínica, e mestres e doutores nessa área do conhecimento que vem se apropriando desse segmento. Agora isso pode ser profissionalizado, sistematizado em nível governamental ainda você coloca ainda milhares de estabelecimentos assistenciais de pequeno e grande porte o ganho é gigantesco. Uma saúde mais consciente do ponto de vista energético. É mais saúde com menos quilowatt-hora”.
Por Gabriela Marques de Oliveira, para o Procel Info, Agosto 2015
Preocupação com soluções sustentáveis e uso racional de água e energia passou a ser prioridade para jovens casais no momento de escolher uma nova residência
Maio, é o mês das noivas. Tradicionalmente é o momento em que muitos casais estão aflitos com os preparativos da festa, buffet, convidados, lista de presentes, lembranças, bolo, vestido, decoração, lua de mel. São muitas coisas para serem levadas em consideração, muitas coisas para pensar, o que faz com que muitas noivas se esqueçam de alguns detalhes. Um deles é a casa que eles vão morar depois do casamento. Um detalhe que as vezes passa despercebido no meio de tantas preocupações com a comemoração da união. Será que no meio de tanta coisa, dá tempo de pensar e planejar a casa?
Foram entrevistados vinte casais que falaram sobre isso. A surpresa é que a grande maioria consegue sim, pensar nos detalhes da casa. Ao serem perguntados sobre como a planejam, as respostas foram das mais diversas. Juliana Fanchini, que já está noiva há um ano, contou que começou a pensar na casa de maneira que usasse o máximo de luz natural. O casal encontrou um imóvel com muitas janelas e já se preocupou em pedir na lista de presentes, aparelhos eletrodomésticos com etiqueta de baixo consumo de energia.
Luana Barreto disse que graças ao noivo dela, Antônio Carlos Marassi, eles se preocupam sim, e além de utilizarem a energia de forma eficiente, eles também fazem reaproveitamento de material. Outras noivas comentaram que vão optar pela lâmpada fluorescente, equipamentos com etiqueta A e Selo Procel e dispositivos de economia de água, já que “estamos vivendo um momento em que temos que pensar em tudo para economizar água e energia. Estamos mais conscientes.”, disse Jaqueline Viana.
Preocupação ambiental faz casais optarem por métodos mais eficientes de utilização dos recursos naturais. Arquiteta recomenda produtos certificados para reduzir o consumo de energia
A arquiteta Silvana Guimarães disse que é importante que os casais se atentem aos equipamentos com a etiqueta nível A do Inmetro e com o Selo Procel. Ela também deu dicas nos elementos decorativos da casa para aproveitar o máximo de luz natural.
“Utilize cortinas, persianas, mobiliários em tons pastéis ou branco. Espelhos e vidros também são excelentes materiais para reflexão da luz. Pisos claros, esquadrias e tetos claros. Abuse do branco.”
Além disso, acrescentou que o assunto é muito extenso e que, se possível, o casal peça ajuda de um arquiteto para atender aos desejos de decoração sem prejudicar a entrada de luz natural. Já existem alguns imóveis no mercado com certificações de eficiência energética, os quais já são projetados para aproveitar ao máximo a iluminação do dia. “Para finalizar, penso que para reduzir o consumo de energia, ainda são necessárias mudanças nos hábitos, conscientização e educação. Viver o mais natural possível, como cozinhar no fogão, esquecer micro-ondas, plantar e colher os alimentos, reciclar resíduos, etc.”
Realmente, são muitas coisas para serem levadas em consideração. O casamento vai muito além da festa e a preocupação com a eficiência energética já faz parte da maioria dos casais que planeja a vida juntos. É importante sempre lembrar que a prática do uso responsável da energia é uma herança que esses casais deixam para seus filhos. A educação de hábitos eficientes começa com bons exemplos em casa. São essas preocupações e comportamentos que colaboram para eliminar o desperdício e tornar o planeta mais sustentável.
Originalmente publicado em Ambiente Energia, Agosto 2015
O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) melhorou as
condições de financiamento para promoção de eficiência energética. Reformulada, a linha Proesco passa a se
chamar BNDES Eficiência Energética, com condições financeiras mais
atrativas. O prazo de pagamento, anteriormente limitado a 72 meses (carência mais
amortização), foi flexibilizado, e agora poderá ser ampliado, conforme a
especificidade de cada projeto ou conjunto de investimentos. O custo financeiro mantém como referência a Taxa de Juros de Longo Prazo
(TJLP), atualmente em 6,5% ao ano, cuja alocação o BNDES reserva para os
projetos que considera prioritários, conforme as mais recentes políticas
operacionais do Banco. A participação máxima do BNDES como financiador foi
mantida em até 70% do total do projeto. A nova linha não está restrita a empresas de serviços de conservação de energia (ESCOs), podendo ser acessada por
qualquer empresa com sede e administração no País. O instrumento contempla tanto
investimentos realizados pelas organizações em unidades próprias quanto em
unidades de terceiros. Além disso, as operações de financiamento podem ser realizadas tanto na
modalidade direta (em que o projeto é analisado diretamente pela equipe do
BNDES), quanto na modalidade indireta (em que o projeto é analisado por um
agente financeiro credenciado pelo BNDES, que atua como intermediário da
operação), a critério do tomador de crédito. O valor mínimo para operações foi estabelecido em R$ 5 milhões,
significativamente abaixo dos R$ 20 milhões de patamar mínimo usualmente
estabelecido nas linhas diretas do BNDES. Para atingir os R$ 5 milhões, o
cliente poderá agrupar investimentos em locais distintos na mesma operação, ou
seja, seu plano de investimentos poderá contemplar um conjunto de projetos de
eficiência energética a serem executados em diferentes locais, como, por
exemplo, uma rede de hotéis, lojas ou unidades industriais. Para as operações
abaixo desse R$ 5 milhões, pode ser utilizada a linha BNDES Automático, produto
operado pelos agentes financeiros credenciados. Os tipos de empreendimentos apoiáveis estão agrupados em quatro categorias:
repotenciação de usinas; redes elétricas inteligentes; edificações, com foco em
ar condicionado, iluminação e geração distribuída (incluindo cogeração) para
unidades novas ou já existentes (retrofit); e processos produtivos, com foco em
cogeração, aproveitamento de gases de processo como fonte energética e outras
intervenções a serem priorizadas pelo BNDES. Clique aqui para mais informações sobre a nova linha de
financiamento.
Publicado originalmente em Exame.com, em 17/08/2015
O Google lançou o seu mais recente empreendimento no mundo das fontes renováveis, uma ferramenta online que ajuda proprietários a calcular o potencial de captação de energia solar dos seus telhados e decidir se vale a pena instalar um sistema fotovoltaico em casa.
Chamado de Project Sunroof, o projeto é considerado uma espécie de "mapa do tesouro da energia solar" e surgiu após a empresa identificar que um número crescente de pessoas recorriam à Internet para obter informações sobre potenciais economias que poderiam fazer ao optar por essa fonte renovável.
De saída, segundo o post feito no blog Google Green, a iniciativa está sendo testada na área da Baía de São Francisco, na Califórnia, e em Boston, mas poderá ser estendida para todos os 50 estados americanos e, potencialmente, para outros países.
Quem estiver em uma das regiões de teste, basta digitar o endereço residencial ou comercial no Projeto Sunroof para saber o quanto de luz solar atinge seu telhado ao longo do ano.
São levados em conta fatores como a orientação do telhado, sombra de árvores e edifícios nas proximidades, além dos padrões climáticos locais. Também é possível digitar o montante típico que se paga na conta de energia elétrica para personalizar os resultados.
A ferramenta combina todas essas informações para estimar a quantidade que o proprietário poderia economizar com painéis solares e ainda ajuda a conectá-lo com fornecedores locais da tecnologia.
Reproduzo a seguir interessante matéria que li há uns meses na Veja, agora disponível no site Planeta Sustentável, da Ed. Abril. Trata-se de uma nova tecnologia, desenvolvida no Brasil, que pode significar um importante passo para a popularização do uso da energia solar para produção de energia elétrica em instalações de pequena escala. Recomendo que conheçam os OPV, Painéis Fotovoltáicos Orgânicos.
Placas feitas de material orgânico, maleáveis, leves e delgadas, podem finalmente popularizar uma fonte de energia ainda muito cara, mas destinada a substituir a era dos combustíveis fósseis
Se toda a radiação que atinge a Terra em um único dia, vinda do Sol, virasse eletricidade, seria possível sustentar o consumo da humanidade ao longo de 27 anos. A energia solar, limpa e renovável, funcionaria como perfeito substituto do petróleo, finito e refém da gangorra dos preços. Representaria ainda o mais magnífico processo de troca de matriz energética, no avesso da poluição provocada pela queima de combustíveis fósseis, o mais rápido e danoso atalho para o aquecimento global.
E, no entanto, por que a energia solar ainda é pouco usada, quase sempre mais promessa que realidade? As placas de silício necessárias para captá-la por meio de painéis são caras, pesadas e grossas. Apesar de úteis em grandes espaços, como campos, são inúteis para substituir o petróleo na vida urbana. Nos últimos cinco anos, porém, surgiu uma nova tecnologia afeita a vencer esses desafios. Construídas com material não tóxico, as placas OPV (sigla em inglês para painéis fotovoltaicos orgânicos) têm a finura de uma cartolina e a flexibilidade do plástico. Podem ser coladas no teto de um carro, nas janelas de prédios ou mesmo em mochilas.
A inovação pode ser o empurrão que faltava para a adesão maciça à energia solar. As placas delgadas de OPV funcionam de modo ligeiramente diferente das de silício, as mais populares - no caso das OPV, o revestimento feito de tinta orgânica reage quimicamente ao contato com a radiação, liberando os elétrons que formam a corrente elétrica (veja explicação mais abaixo). Nos painéis tradicionais, o calor associado à luz ativa os circuitos de silício, em um processo mais complexo.
O Sol sempre foi, é natural, a principal fonte de energia para a Terra, e o homem se aproveita disso há muito tempo. Já na Grécia antiga, casas eram construídas voltadas para o sul para ser mais bem iluminadas e aquecidas pela luz. Mas as placas solares tais como as conhecemos só começaram a ser concebidas na segunda metade do século XIX, quando o matemático francês Augustin Mouchot notou que o ritmo de consumo de carvão após a Revolução Industrial não era sustentável a longo prazo e foi buscar alternativas. Mouchot utilizou um espelho côncavo para canalizar a luz, aquecer a água e construir o primeiro motor movido a energia solar. As pesquisas evoluíram a passos curtos até os anos 50, quando a empresa americana Western Electric começou a comercializar tecnologias fotovoltaicas de silício que impulsionaram essa indústria. Foi, porém, apenas na década de 80 que os painéis de silício ganharam o mercado e, de imediato, começaram a ser exaltados por conservacionistas como a alternativa ecologicamente adequada ao petróleo e ao carvão.
Apesar de cumprir a missão de transformar luz solar em energia, a primeira geração de painéis solares não era versátil. Além de as placas serem trambolhões, emitiam grandes quantidades de gases poluentes em sua fabricação. A segunda geração, que surgiu nos anos 1990 e é de cobre e gálio, não foi para a frente em decorrência de as substâncias químicas usadas em sua construção terem valores inviáveis. A terceira, representada pela OPV, surgiu no início dos anos 2000 com um cipoal de vantagens. O filamento tem 5% do peso do de silício; as placas dependem menos da exposição ao sol para gerar energia; em dois meses compensam os poluentes emitidos em sua produção (com as de silício, são necessários doze anos para alcançar essa contrapartida); e, por serem maleáveis, podem adotar a forma que for, aptas a instalação em qualquer lugar.
A única desvantagem ainda é o preço. Uma família brasileira de consumo mediano teria de investir 12 mil reais para comprar os 12 metros quadrados de placas necessários para suprir sua demanda cotidiana. É, contudo, um empecilho temporário. Como acontece com toda tecnologia recém-nascida, o tempo tratará de barateá-la. "Nos anos 1980, cada watt gerado por uma placa solar custava absurdos 76 dólares. Hoje, sai por só 5 dólares, e o preço continuará a diminuir", aponta o engenheiro Marcos Maciel, diretor de operações da Csem Brasil, com sede em Belo Horizonte.
A Csem é um raríssimo exemplo de empresa brasileira que aposta em inovação e que pode levar o país à liderança do setor. Hoje, apenas 0,7% da matriz energética mundial é proveniente de fontes solares. Estima-se, porém, que esse número se multiplicará por oito até 2030 e que ainda neste século os combustíveis fósseis serão eliminados de nossa rotina e substituídos completamente por alternativas, principalmente a solar.
As placas de OPV, o futuro do setor, só se tornaram comerciais há cerca de cinco anos e ainda representam menos de 1% do mercado global de energia solar. O Japão e a Alemanha são líderes na fabricação dessas folhas, mas o Brasil tem a rara chance de entrar na disputa com boas perspectivas. Segundo o Atlas Brasileiro de Energia Solar, um estudo do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) elaborado com dados coletados por onze satélites, o país pode espalhar placas solares eficientes por praticamente todo o seu território. Um cenário favorável e dificílimo de encontrar pelo mundo. O plano da Csem é popularizar a OPV no Brasil, instalando placas em cidades, áreas rurais e represas.
Para a comercialização da tecnologia foi criada outra empresa ligada à Csem, a Sunew, que pretende iniciar os trabalhos em poucas semanas. Desde setembro de 2014, a companhia está construindo uma fábrica que deve abrir as portas em julho deste ano e cuja produção, de 2 metros de placas por minuto, vai torná-la a maior do gênero no planeta. Já há interessados na novidade. A Sunew fechou contratos com gigantes como Fiat e Votorantim. A montadora deve instalar a OPV em automóveis. A fabricante de cimento planeja colocar os finos captadores de energia em represas para a geração de eletricidade em larga escala. O potencial é imenso. Se um terço do Lago de Furnas, em Minas Gerais, fosse coberto de OPV, a energia gerada supriria toda a demanda nacional. O país não sofreria mais com crises energéticas como a deste ano, provocadas pela seca e pela inépcia.
A OPV é um alento para um mundo excessivamente dependente de fontes energéticas insustentáveis a longo prazo. Por exemplo, se continuássemos a consumir petróleo no mesmo ritmo de hoje, esse recurso acabaria em todo o planeta ainda neste século. É um cenário improvável, porém. Como anotou o xeique Ahmed Zaki Yamani, ex-ministro de Energia da Arábia Saudita, na década de 70: "A idade da pedra não acabou pela falta de pedra, e a idade do petróleo acabará muito antes que o mundo fique sem petróleo".
Divulgação
As placas de OPV já são testadas em prédios, carros ou mesmo sobre pontos de ônibus; na foto, uma versão portátil é usada para carregar celulares
A incontestável verdade das mudanças climáticas criou uma bem-vinda movimentação global para a adoção crescente de fontes de energia sustentáveis e a pressão constante para a diminuição da emissão de dióxido de carbono, o CO2, na atmosfera. O petróleo e as atitudes incoerentes com os esforços sustentáveis se tornaram os grandes vilões de nossa era. Há previsões cada vez mais apocalípticas, algumas cientificamente comprovadas, outras convenientemente exageradas, mas a lista de danos é grande: a acidificação de oceanos, o derretimento de geleiras e a devastação de habitats. Essa maciça preocupação foi expressa por Ban Ki-moon, secretário-geral da ONU, numa definição recente e já clássica: "Não há plano B, porque nós não temos um planeta B". Os painéis fotovoltaicos orgânicos podem representar esse plano B.
UMA CASA 100% SOLAR
Com dez anos de experiência no setor de energia, o engenheiro e empresário mineiro Walter Fróes procurava uma forma de inovar sua vida profissional, no ano passado, e achou nas fontes solares o maior potencial para essa reviravolta. Antes de entrar no negócio, ainda em construção (ele pretende investir em empresas do setor energético), quis perceber no próprio cotidiano se a tecnologia valia a pena. Em setembro último, Fróes instalou 36 painéis de silício sobre o telhado de sua casa, no bairro de Mangabeiras, em Belo Horizonte. O equipamento fornece 9 quilowatts, o suficiente para cobrir quase todo o consumo de sua família. A energia começa a ser produzida por volta das 6h30, tem seu pico ao meio-dia e termina às 18 horas, quando o excedente é armazenado para a noite.
Promover essa mudança não saiu barato: foram investidos 81 mil reais nos aparelhos. Mas, além de fazer bem para o planeta (o engenheiro calcula que já deixou de emitir 5 toneladas de CO2 na atmosfera), faz bem para o bolso. A conta mensal na casa de 500 metros quadrados, que saía por mais de 1 mil reais, foi reduzida em 97%. "Terei o retorno do meu dinheiro em quatro anos", diz Fróes. Em alguns meses ele chegou a produzir mais energia do que precisava. Por não ter uma bateria apropriada para armazenar a carga, Fróes precisa pagar pela utilização do Sistema Integrado e tem de enviar à rede pública o excedente produzido. No fim do mês, contas feitas, recebe um crédito em quilowatts quando fornece mais do que consome.
O investimento doméstico na energia solar deverá valer ainda mais dentro de alguns meses, se vingar a promessa recente do ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, de desonerar de uma série de impostos aqueles que trabalham com energia solar.
UMA BOA ALTERNATIVA
Os painéis solares orgânicos, conhecidos pela sigla OPV, são flexíveis, mais eficientes e têm 5% do peso de um painel tradicional, feito de silício. Podem ser colados em janelas de prédios, teto de veículos, telhado de casas e até mesmo em mochilas. Para conferir como a luz solar vira energia elétrica, clique na imagem abaixo:
AS VANTAGENS DA OPV:
- É feita de material não tóxico, como plástico PET e tintas orgânicas;
- Uma placa de 12 metros quadrados gera energia suficiente para o consumo de uma típica família brasileira;
- Como cada metro quadrado do painel tem apenas um terço de 1 milímetro de espessura, ele pode ser acoplado a todo tipo de estrutura, desde prédio até guarda-sol;
- Se o usuário produzir tudo o que consome, só terá de pagar ao governo uma taxa de acesso à rede elétrica. Resultado: cerca de 90% de economia na conta mensal.
POTENCIAL POUCO EXPLORADO
- Toda a luz solar que incide na Terra em um dia é capaz de abastecer a humanidade por 27 anos;
- Com essa energia seria possível suprir quase 10 mil vezes a atual demanda global;
- A radiação solar que incide no Brasil em um ano seria capaz de atender às necessidades de 30 mil países como o nosso.
Internationally renowned, the world's largest conference and expo dedicated to green building to rotate cities Washington, D.C. — (July 23, 2015) — Dates were announced today for future Greenbuild International Conference & Expo events through the year 2019 by Informa Exhibitions and the U.S. Green Building Council. “We are committed to rotating Greenbuild to very accessible locations to maximize attendee participation and exhibitor confidence. We ensure Greenbuild takes place in different geographic locations and have scheduled a strong line-up that will take the event to the West Coast, Northeast, Midwest and Southeast,” said Lindsay Roberts, Greenbuild group director, Informa Exhibitions. “We’ve also considered other industry events with our proposed schedule to ensure we aren’t in direct conflict.” Greenbuild will continue its pattern of rotating around the U.S. on the following schedule: 2016: Los Angeles Convention Center | Los Angeles, CA | Oct. 5-7 2017: Boston Convention & Exhibition Center | Boston, MA | Nov. 8-10 2018: McCormick Place (West Building) | Chicago, IL | Nov. 14-16 2019: Georgia World Congress Center | Atlanta, GA | Nov. 20-22 “Many factors are considered in regards to the location of Greenbuild, including the sustainability climate of the city we’re considering,” said Kate Hurst, vice president, community advancement, conferences and events, USGBC. “The selected cities are conducive to sustainability and the mission of Greenbuild – from walkability of the convention center area and public transportation options to initiatives currently taking place within each city – all these factors contribute to our ultimate decision.” Future dates for the international Greenbuild events, including Greenbuilding Brazil and Greenbuild Europe and the Mediterranean (EuroMed) will be announced in the coming weeks. Greenbuild, owned and operated by Informa Exhibitions U.S., Construction & Real Estate and presented by the U.S. Green Building Council, is the world's largest conference and expo dedicated to green building. The three-day conference attracts 20,000+ attendees and 600 exhibitors annually from across the green building sector, spanning commercial and residential professionals, architects, building owners and operators, students, advocates and educators. This year’s event takes place at the Washington Convention Center in Washington, D.C. Nov. 18-20. Em tempo: conheça a programação para a nossa missão técnica para o evento deste ano pelo link abaixo: