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terça-feira, 23 de outubro de 2012
Eficiência com responsabilidade
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
Telhado verde e telhado branco estão em crescente adoção no mundo. Os especialistas em conforto ambiental da UFSC, falam dos benefícios e adoção das técnicas no país
Publicado em Outubro de 2012 no Portal Energia.
A preocupação com a economia de energia é eminente de quem se preocupa com o meio ambiente e pretende adotar práticas mais sustentáveis. Uma alternativa que está em crescente adoção no mundo são as técnicas dos telhados ecológicos.
A preocupação com a economia de energia é eminente de quem se preocupa com o meio ambiente e pretende adotar práticas mais sustentáveis. Uma alternativa que está em crescente adoção no mundo são as técnicas dos telhados ecológicos.
Existem duas alternativas de telhado que contribuem com o meio ambiente, reduzindo o calor nas grandes cidades, combatendo o efeito estufa e ainda, economizando energia. Uma delas é pintar o telhado dos prédios de branco, chamados de Cool Roofs, a outra são os telhados verdes, conhecidos como Green Roofs. Essas técnicas vêm ganhando cada vez mais adeptos em todo o mundo.
Com o telhado de branco o sistema é simples, afinal a cor branca reflete mais luz e absorve menos calor solar. Sendo assim, naturalmente, com os ambientes mais frescos, as pessoas podem reduzir o uso de condicionadores de ar e de ventiladores. “Os telhados brancos refletem a radiação solar incidente que é a maior parte dos problemas em climas quentes, pois resulta em grandes ganhos de calor pela cobertura. Uma cor preta absorve 90% da radiação incidente e uma cor branca pode absorver apenas 20%” diz Roberto Lamberts, especialista em eficiência energética em edificações e professor do Departamento de Engenharia Civil da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).
O professor também esclarece que “esta propriedade já é usada na etiquetagem de eficiência energética de edificações e na Norma Brasileira de Desempenho Térmico, mas precisamos normatizar isto para garantir as propriedades”.
Com o telhado verde, em que o telhado é coberto por solo e vegetação, também há uma redução no calor interno, pois melhoram as condições térmicas e acústicas da edificação, tanto no inverno como no verão. Estudos de bioclimatismo indicam que, com o uso de coberturas vivas, seja possível melhorar em 30% as condições de temperatura no interior da edificação, sem recorrer a sistemas de climatização e aquecedores artificiais. Os telhados também ajudam a manter a umidade relativa do ar constante e formam um microclima no entorno da edificação.
Cláudia Krause, doutora e especialista em conforto ambiental associada a Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (FAU-UFRJ), ressalta que o telhado verde corrige a incidência de calor tanto no inverno como no verão. “O telhado verde pode retardar o calor para um horário menos quente, sendo importante à noite para as regiões frias, que podem reduzir a perda de calor armazenado noturno. Como a correção do calor existente é feito por equipamentos a base de energia elétrica, quanto menos funcionarem, ou por menos tempo, menor o consumo.”
“O resultado é uma superfície que irá trabalhar com o sol, que tende a ser mais eficiente ao longo do dia pelo efeito da inércia do solo. Esta inércia vai funcionar à noite como uma barreira à saída de calor porventura gerado no interior pelas outras superfícies, como as paredes e pela própria presença de equipamento de geração de calor interno”, explica Krause da UFRJ.
Quando se trata dos benefícios econômicos das técnicas, Cláudia é bem otimista. “Um telhado de laje recoberto por impermeabilização usual, cinza ou negra, absorveria em torno de 80 a 90% da radiação solar incidente. Uma telha pintada de branco, uma laje com piso muito claro ou uma laje com cobertura verde, absorveriam em torno de 10 a 20% da radiação solar ou nenhuma. Estamos falando, em teoria, de 60% da radiação solar incidente ao longo de um dia que não seria absorvido pela edificação”, diz. Isso consequentemente geraria uma economia do consumo de energia.
Uma das ações de telhados ecológicos que ficou mundialmente conhecida foi o incentivo da prefeitura de Nova York, pela divulgação e promoção de ações de sustentabilidade. A prefeitura de Nova York criou um programa pelo qual pretende pintar de branco, senão a totalidade, a maior quantidade possível de telhados da cidade.
e Dubai a Nova Delhi e Osaka, no Japão, os telhados reflexivos vêm sendo promovidos pelas autoridades locais cuja prioridade é reduzir custos de energia. Nos Estados Unidos, eles se tornaram equipamento padronizado já há uma década - um exemplo disso são as novas lojas da cadeia Wal-Mart. Mais de 75% das 4.268 lojas que o grupo opera nos Estados Unidos estão equipadas com eles.
Califórnia, Flórida e Geórgia adotaram códigos de edificações que encorajam a instalação de telhados brancos em edifícios comerciais. Aproveitando recursos dos fundos federais de estímulo a projetos que promovem eficiência energética, departamentos estaduais de energia e empresas locais de eletricidade muitas vezes oferecem financiamento aos interessados em adquirir telhados frios.
No Brasil, tramita na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) dois projetos de lei que preveem a utilização da técnica denominada “telhado verde” e “telhado branco” nas novas construções do Estado do Rio de Janeiro.
A técnica traz diversos benefícios ao meio ambiente e é uma alternativa viável e sustentável, uma vez que promove o reequilíbrio ambiental, e melhora as condições termoacústicas da edificação, tanto no inverno como no verão.
Repercutindo o debate sobre estes dois tipos de telhados, a Câmara Municipal de São Paulo discute atualmente dois projetos de lei referentes às coberturas dos imóveis da cidade: um deles prevê que os telhados sejam pintados de branco e outro propõe a utilização de telhados verdes em condomínios edificados com mais de três unidades.
Sobre a obrigatoriedade do uso da técnica, o professor da UFSC, Roberto Lamberts diz que é preciso, primeiramente, divulgar amplamente as vantagens das técnicas. “Falta conhecimento das vantagens, existem prefeituras querendo obrigar o uso de tetos verdes, outras de tetos brancos. Não podemos obrigar, devemos mostrar as vantagens, pois em alguns casos é melhor usar branco, em outros é melhor usar verde”.
Para Cláudia Krause, a falta de informação também é um dos motivos que ainda não fez a técnica ser utilizada com maior abrangência no Brasil. “Falta, de forma geral, informações objetivas para as particularidades do clima tropical, que facilitem ao arquiteto ou engenheiro em sua escolha para cada caso específico. A legislação deveria focar e levar em conta a questão, sobretudo, do manejo, da manutenção, do cuidado pós construção para o caso da telhado verde, e de conhecimento da durabilidade em clima tropical das características vindas de fábrica sobretudo quanto ao brilho e, na proposição urbana, ao resguardo do direito de vizinhança”.
Para os telhados conquistarem de vez o Brasil, ainda é preciso, além de mais informação, o barateamento do custo para implantação e normatização dos produtos. “Há espaço e indicação para os dois. Naturalmente, eles não concorrem, quer pelo local de cada aplicação, pela possibilidade de facilidade de manutenção ou pelo custo. Mas acredito que sejam em função da maior divulgação de suas técnicas, seus riscos, seus custos. Hoje ainda é mais barato a pintura (o telhado branco), mas a cobertura naturada pode trazer um benefício a mais, pois além de reduzir a absorção da radiação, ele não reflete (evita ofuscamento a vizinhos “mais altos”), contribui para uma redução das superfícies impermeáveis das cidades e um certo sequestro de carbono”, afirma Krause, especialista da UFRJ.
“Telhados brancos são baratos, têm grande potencial de melhorar o desempenho de coberturas com baixa resistência térmica e grande potencial de uso em quase todo o país. Acredito que falta apenas conhecimento pelo meio técnico e normatização para diferenciar os produtos com maior durabilidade”, diz Lamberts, da UFSC.
O fato é que as técnicas oferecem diversas vantagens econômicas, de conforto ambiental e ecológicas. O mundo já está adotando amplamente o conceito, e o Brasil precisa buscar “seu lugar ao sol” em se tratando do desenvolvimento e divulgação das técnicas no Brasil. A compulsoriedade talvez ainda não seja necessária, pois o bom senso e o desejo de melhorar o mundo em volta deve partir da consciência de cada um. Para quem deseja adotar a técnica, para Cláudia Krause, a procura de um profissional qualificado é essencial, pois somente ele poderá indicar a melhor técnica, verde ou branco, e os materiais mais adequados ao clima e perfil do consumidor.
quinta-feira, 11 de outubro de 2012
Escola da Califórnia produz energia extra e recebe selo LEED Platina
Publicado em Redação Ciclo Vivo
A escola Marin Country Day, em Corte Madera, Califórnia, foi a primeira instituição de ensino a receber o selo LEED Platina e também o primeiro edifício equipado com salas de aula a alcançar o nível zero em energia, ou seja, ela consome menos energia do que produz.
O projeto conta com uma área de quase 10.500 metros quadrados em que a construção está em perfeita harmonia com a paisagem ao seu redor. A natureza se mostra presente no coração do prédio a partir de um terraço.
Os alunos contam com espaços exteriores adjacentes, que auxiliam a preservação local e facilitam o aprendizado.
O prédio é equipado com um sistema de coleta, reaproveitamento e tratamento de água da chuva, que, após purificada, retorna ao aquífero, reduzindo a quantidade de poluentes descartados na baía de São Francisco. Além do benefício ambiental, o projeto também tem importância educacional e se reflete na conscientização dos alunos.
O Centro de Recursos de Aprendizagem é o auge da construção. O prédio tem dois andares e pouco mais de quatro mil metros quadrados. Em 2010, esta parte da escola foi considerada autossuficiente energeticamente. O escritório de arquitetura EHDD foi o responsável pelo projeto, que conta com o intenso uso de janelas, para permitir o aproveitamento da luminosidade natural.
O centro de estudos também é equipado com uma chaminé solar, que auxilia no arrefecimento, juntamente com um piso radiante hidráulico, alimentado por uma cisterna capaz de armazenar 15 mil litros de água, que ainda serve como fonte para o abastecimento dos banheiros do prédio.
Para garantir a energia necessária para as atividades escolares, os arquitetos apostaram nas placas fotovoltaicas instaladas na parte sul do telhado. A matriz solar produz 95,5 quilowatt e é capaz de suprir 79% da demanda energética local. Todo o consumo energético é acompanhado em tempo real, para que seja cada vez mais eficiente. Com informações do Inhabitat.
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| O projeto conta com uma área de quase 10.500 metros quadrados em que a construção está em perfeita harmonia com a paisagem ao seu redor. |
A escola Marin Country Day, em Corte Madera, Califórnia, foi a primeira instituição de ensino a receber o selo LEED Platina e também o primeiro edifício equipado com salas de aula a alcançar o nível zero em energia, ou seja, ela consome menos energia do que produz.
O projeto conta com uma área de quase 10.500 metros quadrados em que a construção está em perfeita harmonia com a paisagem ao seu redor. A natureza se mostra presente no coração do prédio a partir de um terraço.
Os alunos contam com espaços exteriores adjacentes, que auxiliam a preservação local e facilitam o aprendizado.
O prédio é equipado com um sistema de coleta, reaproveitamento e tratamento de água da chuva, que, após purificada, retorna ao aquífero, reduzindo a quantidade de poluentes descartados na baía de São Francisco. Além do benefício ambiental, o projeto também tem importância educacional e se reflete na conscientização dos alunos.
O Centro de Recursos de Aprendizagem é o auge da construção. O prédio tem dois andares e pouco mais de quatro mil metros quadrados. Em 2010, esta parte da escola foi considerada autossuficiente energeticamente. O escritório de arquitetura EHDD foi o responsável pelo projeto, que conta com o intenso uso de janelas, para permitir o aproveitamento da luminosidade natural.
O centro de estudos também é equipado com uma chaminé solar, que auxilia no arrefecimento, juntamente com um piso radiante hidráulico, alimentado por uma cisterna capaz de armazenar 15 mil litros de água, que ainda serve como fonte para o abastecimento dos banheiros do prédio.
Para garantir a energia necessária para as atividades escolares, os arquitetos apostaram nas placas fotovoltaicas instaladas na parte sul do telhado. A matriz solar produz 95,5 quilowatt e é capaz de suprir 79% da demanda energética local. Todo o consumo energético é acompanhado em tempo real, para que seja cada vez mais eficiente. Com informações do Inhabitat.
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
Novas Turmas pelo Brasil do MBA em Construções Sustentáveis
Caros,
Com satisfação informo que ao final de 2012 teremos aberto ao menos uma nova turma do MBA em Construções Sustentáveis por mês, ao longo de todo o ano. Em 2013, teremos ainda mais novas turmas, o que reflete o crescimento e o amadurecimento do mercado em todo o país, além naturalmente da qualidade do curso, que pode ser verificada pela excelente avaliação que temos tido nas diversas turmas.
Agradeço aos colegas o compartilhamento deste comunicado, que pode atender a interesses de outras colegas profissionais e empresas de todo o país, interessados em promover a sustentabilidade das construções, para benefício do desenvolvimento sustentável do Brasil.
Obrigado e até breve,
quarta-feira, 3 de outubro de 2012
Prédio de São Paulo é eleito um dos dez melhores do mundo
Publicado em InfoMoney em Outubro de 2012
O empreendimento Vitra, que deverá ser lançado em 2013, foi considerado o 6º melhor prédio do mundo, junto com outras metrópoles tradicionais em construir belas edificações
Por Heraldo Marqueti Soares
SÃO PAULO - A construção na esquina das ruas Horácio Lafer e Lopes Neto, no Itaim Bibi nem ficou pronta e seu resultado já é reconhecido mundialmente. A revista norte-americana Worth listou o futuro edifício “Vitral” no ranking dos melhores prédios do mundo, na 6ª posição.
As práticas sustentáveis adotadas pelo projeto chamou a atenção dos especialistas no ranking. O projeto do prédio paulistano é do polonês Daniel Libeskind, responsável pela revitalização da área do “Marco Zero”, onde ficava o World Trade Center em Nova York.

Inclusive, é um edifício de Nova York que está no 1º lugar da pesquisa. O “One57” promete mudar a paisagem de Manhattan com seus 90 andares – o mais alto prédio residencial da metrópole norte-americana.
Confira a lista elaborada pela revista Worth:
Confira a lista elaborada pela revista Worth:
| Edifício | Cidade/País | ||
|---|---|---|---|
| * Worth Magazine | |||
| 1º | One57 | Nova York/EUA | |
| 2º | One Hyde Park | Londres/Inglaterra | |
| 3º | Opus | Hong Kong | |
| 4º | Absolute Towers | Toronto/Canadá | |
| 5º | HSB Turning Torso | Malmo/Suécia | |
| 6º | Vitra | São Paulo/Brasil | |
| 7º | Linked Hybrid | Pequim/China | |
| 8º | Aqua | Chicago/EUA | |
| 9º | Millennium Tower | São Francisco/EUA | |
| 10º | Apogee | Miami/EUA | |
Vitra
O Vitra em São Paulo está na lista junto com construções de cidades já tradicionais em magníficos edifícios, incluindo Toronto, Londres, Hong Kong e Copenhagen.
O Vitra em São Paulo está na lista junto com construções de cidades já tradicionais em magníficos edifícios, incluindo Toronto, Londres, Hong Kong e Copenhagen.
O novo empreendimento do Itaim Bibi terá 18 andares e está sendo construído com sistema de reutilização de águas. Todas as suas unidades já foram vendidas por valores que oscilaram entre R$ 9 milhões e R$ 20 milhões.
Segundo a revista, o arquiteto polonês Libeskind afirmou que o projeto do Vitra foi inspirado nas belezas naturais brasileiras e na ambição de São Paulo em tornar-se a “Manhattan do século XXI”.
quinta-feira, 27 de setembro de 2012
Novo urbanismo prega reciclar velhas estruturas com tecnologia
Publicado em Folha de São Paulo, Setembro de 2012.
Menos asfalto e mais silício. Urbanistas vêm resumindo dessa forma a solução para cidades caóticas --aplicar alta tecnologia e redes velozes de informação a tecidos urbanos já existentes.
Nomes como o chileno Alejandro Aravena, o italiano Carlo Ratti e os norte-americanos Tod Williams e Billie Tsien defendem que a cidade do futuro não terá uma cara diferente das do presente.
Juntos no Arq.Futuro --série de debates que acontecem na segunda (24) e na terça (25) em São Paulo--, esses arquitetos vislumbram cidades e construções simples aliadas a soluções de alta tecnologia.
"Muitas coisas sempre serão as mesmas, vamos sempre precisar de planos horizontais para ocupar a fachadas verticais que nos separam do espaço externo", diz Carlo Ratti, italiano que coordena o laboratório de urbanismo do Massachusetts Institute of Technology, nos EUA.
"Arquitetura é desenhar nossa interação com o mundo exterior. E a maneira como organizamos e acumulamos informação digital torna essa relação mais flexível."
Na obra da dupla Tod Williams e Billie Tsien, a ideia de reaproveitar estruturas antigas e tramas urbanas estabelecidas também aparece.
Eles, que participam da atual Bienal de Arquitetura de Veneza, acabam de construir a sede da fundação Barnes, na Filadélfia, um museu privado aberto ao público.
No projeto, o edifício parece se mesclar ao resto dos prédios de um parque no centro da cidade, já que usa os mesmos materiais embora tenha tecnologia de ponta.
Em Mumbai, a dupla também constrói agora a sede de uma multinacional que terá elementos tradicionais da arquitetura indiana, como pisos e esquadrias de madeira feitos à mão por artesãos.
"Mesmo com elementos locais, nosso prédio na Índia não seria confundido com outro qualquer", diz Tsien. "Sendo estrangeiro, é possível ter um olhar mais fresco sobre as mesmas coisas."
Alejandro Aravena, que também está na Bienal de Veneza, teve uma experiência semelhante ao reconstruir duas cidades atingidas por terremotos no Chile.
"Se há um poder na arquitetura, é o poder de síntese", afirma. "A ideia é filtrar problemas complexos para oferecer soluções simples."
ARQ.FUTURO
QUANDO segunda (24) e terça (25), programação em arqfuturo.com.br
ONDE Auditório Ibirapuera (pq. Ibirapuera, portão 3)
QUANTO R$ 20
segunda-feira, 17 de setembro de 2012
Aerogerador brasileiro
Publicado em Ambiente Energia, Setembro de 2012
Um aerogerador totalmente fabricado no Brasil está prestes a ter suas primeiras máquinas montadas, em Suape (PE). Trata-se de um projeto da Impsa Wind (multinacional argentina da área de produção de energia renovável), com financiamento da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) no total de R$ 100 milhões.
O aerogerador (gerador integrado ao eixo de um cata-vento, que converte energia eólica em energia elétrica) IWP-100 é único do gênero feito no País. O projeto começou em 2009 e foi totalmente desenvolvido no Brasil, incluindo o desenvolvimento da tecnologia básica e da estrutura tecnológica. O aerogerador tem capacidade de 2 MW, com rotor de 100 metros de diâmetro e pode operar com velocidades de ventos que variam de 4 até 22 metros por segundo. (Fonte: Finep)
Livro explica como elaborar sistemas de geração solar
Publicado em Ambiente Energia, Setembro de 2012
Com a publicação da resolução normativa 482/2012 da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a micro e a minigeração podem ser utilizadas a partir de 2013 para compensar o consumo de energia elétrica domiciliar, trazendo descontos à conta de luz. A publicação de Sistemas fotovoltaicos conectados à rede elétrica chega, portanto, em momento oportuno, já que a demanda por profissionais capacitados para a instalação e configuração desses sistemas deve se acelerar nos próximos meses.
Primeiro livro de uma série de publicações da editora Oficina de Textos voltadas à energia solar, Sistemas fotovoltaicos conectados à rede elétrica explica os principais parâmetros envolvidos no dimensionamento e na operação de geração fotovoltaica distribuída e interligada à rede elétrica. Esta aplicação, que já se tornou competitiva, pode ser empregada em residências, prédios públicos, estacionamentos, condomínios e diversas outras edificações com reconhecidas vantagens ambientais.
Voltado a engenheiros, técnicos e estudantes interessados na geração de energia por meio de fontes alternativas, o livro apresenta os conceitos básicos associados aos dispositivos de conversão fotovoltaica, ilustra uma nova configuração do setor elétrico em termos de geração distribuída de eletricidade utilizando energia solar e apresenta as figuras de mérito para avaliação do desempenho dessas instalações. Modelos matemáticos representativos das várias partes que constituem os sistemas fotovoltaicos em questão são também apresentados com o objetivo de auxiliar em análises operacionais e no seu dimensionamento.
A apresentação de instalações e configurações usuais desses sistemas, bem como exemplos de sistemas instalados no país e a avaliação de resultados operacionais complementam o conteúdo da obra. Os autores, Roberto Zilles, Wilson Negrão Macêdo, Marcos André Barros Galhardo e Sérgio Henrique Ferreira de Oliveira, dedicam-se há anos ao estudo desses sistemas e já desenvolveram diversos experimentos práticos, nos quais testaram as metodologias e os cálculos descritos na obra.
Os próximos títulos da série, dedicados à eletrificação rural e a sistemas de bombeamento utilizando energia solar, estão previstos para o próximo ano.
Sobre os autores: Roberto Zilles é doutor em Engenharia de Telecomunicações na especialidade de Sistemas Fotovoltaicos pela Universidad Politécnica de Madrid e livre docente na especialidade Energias Renováveis pela Universidade de São Paulo (USP). É professor do Instituto de Eletrotécnica e Energia (IEE/USP) e coordenador da Ação de Coordenação para o Desenvolvimento e Difusão da Geração Distribuída com Sistemas Fotovoltaicos do Programa de Ciência e Tecnologia para o Desenvolvimento, CYTED.
Wilson Negrão Macêdo é doutor em Energia pela Universidade de São Paulo, instituição onde trabalhou no período de 2002 a 2006, no Laboratório de Sistemas Fotovoltaicos. Atualmente é professor do Instituto de Tecnologia da Universidade Federal do Pará (UFPA) e pesquisador do Grupo de Estudos e Desenvolvimento de Alternativas Energéticas da Universidade Federal do Pará (GEDAE/UFPA).
Marcos André Barros Galhardo é doutor em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal do Pará (UFPA), universidade onde atualmente leciona e pesquisa, participando do GEDAE/UFPA. Sérgio Henrique Ferreira de Oliveira é doutor em Energia também pelo Programa Interunidades de Pós-Graduação da USP, tendo realizado parte da pesquisa do doutorado no Instituto de Energia Solar da Universidade Politécnica de Madri (IES/UPM). É professor da Universidade Federal do ABC, em Santo André, onde coordena o curso de Engenharia da Energia.
Ficha Técnica
Título: Sistemas fotovoltaicos conectados à rede elétrica
Autores: Roberto Zilles, Wilson Negrão Macêdo, Marcos André Barros Galhardo, Sérgio Henrique Ferreira de Oliveira
Editora: Oficina de Textos
No. de páginas: 208
Formato: 21 x 28 cm
Preço: R$ 62,00
ISBN: 978-85-7975-052-6
Autores: Roberto Zilles, Wilson Negrão Macêdo, Marcos André Barros Galhardo, Sérgio Henrique Ferreira de Oliveira
Editora: Oficina de Textos
No. de páginas: 208
Formato: 21 x 28 cm
Preço: R$ 62,00
ISBN: 978-85-7975-052-6
terça-feira, 11 de setembro de 2012
Palestra "Os melhores Green Buildings do Mundo"
Caros,
Este mês estarei ministrando palestra em Fortaleza, com fins beneficentes.
Aos que estiverem por lá, recomendo. O tema, a meu ver, é certamente interessante.
Inscrições pelo link da imagem que segue.
Este mês estarei ministrando palestra em Fortaleza, com fins beneficentes.
Aos que estiverem por lá, recomendo. O tema, a meu ver, é certamente interessante.
Inscrições pelo link da imagem que segue.
Em tempo:
Este é também o tema da paletra que minstrarei nesta manhã de quarta-feira, 12/09, na feira Green Building Brasil, que começou hoje em São Paulo, com grande sucesso, muito maior do que nas edições anteriores, sinal claro do amadurecimento do mercado da construção sustentável do Brasil.
Este é também o tema da paletra que minstrarei nesta manhã de quarta-feira, 12/09, na feira Green Building Brasil, que começou hoje em São Paulo, com grande sucesso, muito maior do que nas edições anteriores, sinal claro do amadurecimento do mercado da construção sustentável do Brasil.
Mais informações em: www.expogbcbrasil.org.br.
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
NOVO SIMULADOR SOLAR
O simulador solar que entra em operação hoje no Laboratório de Instalações Prediais e Saneamento (LIP), ligado ao Centro Tecnológico do Ambiente Construído (CETAC) do Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT), terá a missão de dar suporte ao desenvolvimento de produtos e de realizar testes para atender a certificação compulsória de aquecedores de água que utilizam coletores de energia solar.
O simulador recebeu investimento de cerca de R$ 3,5 milhões, com 90% dos recursos provenientes do Governo do Estado. O pesquisador Douglas Messina, que coordenará o trabalho no simulador, explica que o equipamento não é destinado a ensaios de envelhecimento, que contam com câmaras específicas para essa finalidade, mas deve verificar o funcionamento em termos de captação e produção energética.
O simulador se compõe de uma estrutura móvel de acionamento hidráulico e elétrico com lâmpadas especiais. O sistema foi instalado em uma sala com oito metros de pé direito e sistema de ar-condicionado que mantém a temperatura constante, com tolerância de mais ou menos um grau, para garantir a precisão das leituras realizadas.
Com potência de 50 kVA (Quilovoltampere), o simulador pode ser colocado em qualquer plano entre zero e 90 graus para produzir cada situação de estudo desejada. Messina afirma também que a intensidade das lâmpadas é dimerizada, para que sejam estabelecidos diferentes níveis de radiação. “O equipamento é todo automatizado e você pode memorizar a configuração de cada ensaio sem risco de perder dados”, diz.
Poucas instituições de pesquisa dispõem de simuladores solares no mundo. No Brasil, agora somente o IPT e o Laboratório Green Solar, da PUC Minas, oferecem serviços com o equipamento. “Creio que esses são os dois únicos simuladores do Hemisfério Sul”, afirma Messina.
Certificação – O IPT está participando do desenvolvimento de novas diretrizes para a certificação da qualidade de sistemas solares, trabalho que vem sendo conduzido pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) e recebe apoio de Eletrobras, Laboratório Green Solar (PUC Minas) e Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento (Abrava).
Esse trabalho terá como instrumentos o Regulamento Técnico da Qualidade (RTQ) de Equipamentos de Aquecimento Solar de Água, aprovado pela Portaria nº 301 do Inmetro/MDIC de junho de 2012, que reúne requisitos e normas do Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE Solar); e a Portaria Inmetro/MDIC nº 352 de julho de 2012, que aprova os Requisitos de Avaliação da Conformidade (RAC) para esses sistemas. Com a consolidação dessas regras, os fabricantes deverão reformular seus produtos, o que representará um salto de qualidade para o setor.
O compromisso com o desenvolvimento de tecnologias sustentáveis tem levado a indústria e os institutos de pesquisa a conceber soluções híbridas, como é o caso do projeto da CDHU. “A hibridização de sistemas é uma verdadeira tendência a ser explorada”, diz Messina, lembrando que os sistemas de aquecimento a gás também podem trabalhar em apoio aos coletores solares.
Fonte: IPT
O equipamento recebeu investimento de aproximadamente R$ 3,5 milhões, sendo 90% do Governo do Estado e o restante de CNPq e FINEP, estes últimos órgãos do Governo Federal. O simulador será essencial para determinar a eficiência energética de painéis coletores, mas ele também poderá realizar ensaios em sistemas fotovoltaicos para geração deenergia e outras análises de equipamentos submetidos à influência do Sol.
O simulador recebeu investimento de cerca de R$ 3,5 milhões, com 90% dos recursos provenientes do Governo do Estado. O pesquisador Douglas Messina, que coordenará o trabalho no simulador, explica que o equipamento não é destinado a ensaios de envelhecimento, que contam com câmaras específicas para essa finalidade, mas deve verificar o funcionamento em termos de captação e produção energética.
O principal segmento de atuação do equipamento será o de construção civil, considerando aplicações residenciais, comerciais e industriais. Em todos esses nichos, o mercado segue tendência de crescimento, com destaque para a indústria. “A adoção desses sistemas na indústria é cada vez maior, não só para a produção de água quente, mas também de vapor”, afirma Messina. A aplicação de soluções para geração de energia fotovoltaica também segue em crescimento na indústria.
O simulador se compõe de uma estrutura móvel de acionamento hidráulico e elétrico com lâmpadas especiais. O sistema foi instalado em uma sala com oito metros de pé direito e sistema de ar-condicionado que mantém a temperatura constante, com tolerância de mais ou menos um grau, para garantir a precisão das leituras realizadas.
Com potência de 50 kVA (Quilovoltampere), o simulador pode ser colocado em qualquer plano entre zero e 90 graus para produzir cada situação de estudo desejada. Messina afirma também que a intensidade das lâmpadas é dimerizada, para que sejam estabelecidos diferentes níveis de radiação. “O equipamento é todo automatizado e você pode memorizar a configuração de cada ensaio sem risco de perder dados”, diz.
O simulador também trabalha com sistema de aquisição e tratamento de dados realizados por meio de software e hardware exclusivos e dispõe de uma instrumentação específica para fazer a gestão da vida útil das lâmpadas.
As informações geradas nos ensaios com o novo equipamento poderão conferir mais segurança aos projetistas de sistemas de aquecimento de água, o que em última instância terá efeitos benéficos para o meio ambiente. Segundo o pesquisador, mais eficiência significa menor consumo de energia elétrica nos sistemas de apoio a esses aquecedores. “O intuito nosso com o serviço será melhorar a qualidade da engenharia que está por trás desses produtos”, diz Messina. Além de subsídios para a qualidade de componentes, o serviço permitirá produzir conhecimento e diretrizes para melhorar também a instalação dos sistemas.
Certificação – O IPT está participando do desenvolvimento de novas diretrizes para a certificação da qualidade de sistemas solares, trabalho que vem sendo conduzido pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) e recebe apoio de Eletrobras, Laboratório Green Solar (PUC Minas) e Associação Brasileira de Refrigeração, Ar Condicionado, Ventilação e Aquecimento (Abrava).
Esse trabalho terá como instrumentos o Regulamento Técnico da Qualidade (RTQ) de Equipamentos de Aquecimento Solar de Água, aprovado pela Portaria nº 301 do Inmetro/MDIC de junho de 2012, que reúne requisitos e normas do Programa Brasileiro de Etiquetagem (PBE Solar); e a Portaria Inmetro/MDIC nº 352 de julho de 2012, que aprova os Requisitos de Avaliação da Conformidade (RAC) para esses sistemas. Com a consolidação dessas regras, os fabricantes deverão reformular seus produtos, o que representará um salto de qualidade para o setor.
“Ainda temos muito a fazer para popularizar os sistemas solares”, afirma Messina, referindo-se também ao projeto de desenvolvimento de sistemas para a Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano do Estado de São Paulo (CDHU), que compatibilizam as placas coletoras com os chuveiros elétricos tradicionais, na perspectiva de obter uma tecnologia confiável e acessível ao consumidor. “Com o apoio do simulador solar, vamos identificar qual a tecnologia ideal para cada uso”, afirma o pesquisador.
O compromisso com o desenvolvimento de tecnologias sustentáveis tem levado a indústria e os institutos de pesquisa a conceber soluções híbridas, como é o caso do projeto da CDHU. “A hibridização de sistemas é uma verdadeira tendência a ser explorada”, diz Messina, lembrando que os sistemas de aquecimento a gás também podem trabalhar em apoio aos coletores solares.
Fonte: IPT
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