sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

O green building ficou pronto e agora?

Os primeiros green buildings brasileiros estão sendo concluídos. Outras considerações agora passam a ser feitas. Reproduzo a seguir texto de Newton Figueiredo, da SustentaX, que julgo pertinente:

Foto: Perspectiva do empreendimento comercial Rochaverá, em São Paulo.

O green building ficou pronto e agora?
Por Newton Figueiredo, publicado originalmente no Fórum da Construção

Após obter uma certificação ambiental, o processo de sustentabilidade de uma edificação deve continuar. Com a sua ocupação, novos desafios surgem, como, por exemplo, garantir a eficiência dos sistemas condominiais e a saúde de seus ocupantes.

Com o objetivo de gerar menores impactos no meio ambiente, os prédios verdes (green buildings) são concebidos e construídos levando-se em conta uma série de cuidados, como controle de erosão e sedimentação do terreno, separação e armazenagem de resíduos recicláveis, utilização de madeira de reflorestamento, redução do consumo de água, entre outros itens.

Aspectos como eficiência energética, medidas para a racionalização do uso da água e o gerenciamento da qualidade do ar interno merecem especial atenção também após a obra. O objetivo de toda concepção dos Green Buildings é fazer com que haja redução dos custos condominiais e melhores condições de salubridade e de qualidade de vida para os colaboradores.

Estudos mostram que poeira, mofo, bactérias, vírus e uma série de outros poluentes orgânicos e inorgânicos, em excesso nos ambientes de trabalho, afetam a saúde dos profissionais, que podem desenvolver doenças, como a asma, enfermidade crônica muitas vezes associada à má qualidade do ar interno.

Além dos gastos gerados nos tratamentos, outros fatores econômicos devem ser considerados. De acordo com o relatório da Environmental Protection Agency (EPA), dos Estados Unidos, os empregadores podem gastar dezenas de bilhões de dólares por ano como resultado de problemas da qualidade do ar interno em suas instalações relacionados à perda de produtividade e ao aumento nos índices de absenteísmo.

Nesse sentido, há uma série de medidas que podem ser colocadas em prática, como a utilização de produtos de limpeza com baixos índices de COV (Compostos Orgânicos Voláteis), que prejudicam a saúde. Outra maneira simples e eficaz é o carpete de contenção na entrada. Corretamente dimensionado, reduz em até 80% a entrada de poeira nos ambientes.

É sempre bom lembrar que passamos ao redor de 90% de nosso tempo dentro de edificações. O compromisso com a responsabilidade socioambiental e com a qualidade de vida das pessoas é um processo contínuo que não acaba com a certificação e que não implica, necessariamente, em maiores gastos, mas no uso consciente de materiais e recursos e na implementação de novas práticas e costumes.

Um comentário:

Selma Maia disse...

Obrigada pelo seu artigo, estou à procura de um tema para desenvolver projeto para pós graduação e sua publicação colaboração com minhas pesquisas.

Selma-Manaus/AM
selma.maia@bol.com.br