quinta-feira, 1 de julho de 2010

O processo da sustentabilidade na construção é irreversível - Entrevista a Antonio Macêdo Filho

Publicado por Obras24Horas
(http://www.obra24horas.com.br/entrevistas/index.cfm?fuseaction=dsp_entrevistas_exibir&id_entrevista=%22%26PP%20%0A)

A partir do momento em que o tema aquecimento global e preservação do meio ambiente toma manchetes do mundo inteiro, a sustentabilidade torna-se peça-chave, despertando o interesse de todos os setores de produção, atingindo em cheio o setor da construção civil, considerado um dos grandes vilões do meio ambiente. E não é à toa, portanto, que edificações que geram a própria energia e aproveitam a água da chuva são cada vez mais cobiçadas por grandes empresas no mundo todo, tornando-se importantes projetos arquitetônicos. De acordo com o relatório do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), divulgado no site da Procel, o uso mais eficiente de concreto, metais e madeira na construção e um menor consumo de energia em aparelhos de ar condicionado e iluminação poderiam economizar bilhões de dólares em um setor responsável por quase 40% do consumo mundial de energia. Destaca, ainda, que o setor da construção civil em todo o mundo poderia promover a redução da emissão de 1,8 bilhão de toneladas de dióxido de carbono.

O arquiteto Antonio Macêdo Filho, mestre em Arquitetura Bioclimática e Edifícios Sustentáveis pela Universidad Politécnica de Madrid, e também coordenador do curso de Arquitetura e Urbanismo Sustentável da Universidade Cidade de São Paulo (UniCid), ressalta que a sustentabilidade é sinônimo de conforto e que seu processo na construção civil é irreversível. Macêdo, que foi o fundador da Câmara de Arquitetos e Consultores, conversou com o Portal Obra24horas sobre sustentabilidade, ecobuilding e também sobre seus novos projetos, como a criação do Portal Eco Building (WWW.ecobuilding.com.br) . Confira a nossa entrevista.

Portal Obra24horas: Há alguns meses você criou na internet uma ferramenta chamada Eco Building, que reúne, além de notícias e artigos sobre sustentabilidade, uma programação de cursos e workshops espalhados pelo Brasil e exterior. Como surgiu a ideia de criar o Eco Building e qual o seu objetivo?

Antonio Macêdo Filho: Em 1999, quando fundei a Câmara de Arquitetos e Consultores na cidade de São Paulo, a proposta inicial do trabalho era falar justamente sobre sustentabilidade e eficiência energética nas edificações, área na qual sempre atuei. Mas, naquela época, para se falar de sustentabilidade era preciso falar também de outras áreas. Foi preciso abrir o leque, oferecer uma infinidade de cursos derivados para cursos específicos. Com isso, a educação continuada cresceu demais e perdeu o foco. Foi pensando nisso, em voltar à formação direcionada, que criamos o Eco Building, cuja principal função é apresentar informações atualizadas, úteis e interessantes sobre sustentabilidade na construção civil.

A atualização e formação específica em Arquitetura e Construção Sustentável é, naturalmente, uma necessidade do mercado. Costumo dizer que é retorno à verdadeira arquitetura. Aquela que se perdeu ao longo dos tempos com o advento das novas tecnologias.

No Eco Building, o público profissional encontra a mais ampla gama de cursos e treinamentos especializados do Brasil, voltados à formação de profissionais habilitados em lidar com planejamento, projetos, obras, certificações ambientais e todos os demais aspectos da construção sustentável.

Portal Obra24horas: Todos os anos você acompanha diversas Missões Técnicas para os mais importantes eventos de construção sustentável no mundo, incluindo visitas técnicas, orientações e acompanhamento de especialistas no assunto. Quais as diferenças da arquitetura praticada lá fora para a nossa?

Antonio Macêdo Filho: A arquitetura não tem cara. Ela tem que ser múltipla. É claro que na Europa a arquitetura sustentável é mais antiga. Há regulamentos que cuidam disso há mais de 30 anos. O continente foi o que mais sofreu com a recessão na segunda guerra mundial, tendo que lidar com racionamento de tudo durante muito tempo. Portanto, estão mais evoluídos nesse parâmetro. A sustentabilidade já faz parte do dia-a-dia da construção civil. Nós, assim como os Estados Unidos e boa parte do mundo, estamos apenas iniciando nesse processo.

Portal Obra24horas: Como a arquitetura brasileira é vista lá fora?

Antonio Macêdo Filho: Existe aí duas vertentes. A arquitetura moderna, a qual pertence Oscar Niemeyer, cujas obras são reconhecidas, valorizadas e tidas como verdadeiras obras de arte e esculturas urbanas espalhadas pelo mundo todo. Mas há também a arquitetura contemporânea de Ruy Ohtake e tantos outros profissionais espalhados pelo Brasil, cuja arquitetura criativa, alegre e livre – por não pertencer a nenhuma linha dogmática – chama a atenção do mundo com seu jeito leve e festivo

Portal Obra24horas: Você acredita no futuro da arquitetura sustentável como sendo apenas “arquitetura”, sem que haja selos e etiquetas que atestem a sustentabilidade do empreendimento?

Antonio Macêdo Filho: Essa é uma tendência natural do futuro da arquitetura. Mas é preciso reconhecer também a importância dos selos que atestam a sustentabilidade do projeto construtivo neste momento. E claro que nesse caminho em que a sustentabilidade é super valorizada, há de aparecer sempre alguém querendo tirar proveito da situação, dizendo-se sustentável, mas que não preenche todos os quesitos que lhe garanta o selo. E até aí tudo bem, porque na tentativa de parecer verde todo esforço é bem-vindo. Portanto, aquilo que não faz mal, pode fazer bem. O que não se pode fazer é propaganda enganosa. Isso sim é crime, e dos graves.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Masdar Initiative - Worlds First 100% Carbon Free Community

Caros,

Em março deste ano, tive a oportunidade (e o privilégio) de visitar, juntamente com os colegas que nos acompanharam na Missão Técnica EcoBuild 2010, em Londres, o escritório inglês Norman Foster & Partners.

Durante a visita, nos foi apresentada, por um dos arquiteto envolvido no projeto, a Masdar City, cidade sustentável, em construção em Abu Dahbi, Emirados Árabes Unidos. É um projeto impressionante em todos os sentidos.

É uma cidade projetada em 640 hectares para abrigar 45.000 habitantes e produzir toda a energia que consumirá, de forma renovável, sem produzir qualquer resíduo, e totalmente neutra em emissões de carbono. É uma meta bastante ambiciosa, especialmente em se tratando de um país que é um dos líderes em produção de petróleo no mundo.
O projeto prevê alta densidade urbana. As ruas são estreitas, como é natural na arquitetura local, que precisa se proteger do sol, e serão acessíveis apenas por pedestres e veículos leves sobre trilhos, elétricos e públicos. Não haverá carros em Masdar.
A própria orientação da implantação da cidade prevê a ventilação natural nas principais vias e a livre circulação de pedestres nas vias secundárias, sombreadas pelas edificações, que terão alta inércia térmica em suas paredes, pré-fabricadas, para favorecer o conforto e a economia de energia com climatização.

O colega da equipe de projetos do Forster & Partners deixou claro, de forma resumida: "é um grande experimento, uma aventura, e um desafio". Como os antigos navegadores ibéricos, que se lançaram sobre mares nunca d´antes navegados, com coragem se arriscam a ir onde não haviam ido, e esperam criar novos caminhos para o futuro.

Reproduzo a seguir um video rápido para uma introdução a Masdar City. Em dado momento, o texto do video argumenta: "Um dia, todas as cidades serão assim".
Eu acho que não. Acho que, no futuro, teremos diferentes modelos e soluções que, como esta, ambiciosa e pioneira, trarão respostas para muitas questões e também criarão novas questões.
O que vejo é a continuidade do ciclo evolutivo, que assim, como em um processo Darwiniano, se perpertua e reproduz os mais bem sucedidos.

Boa sorte a Masdar e seus futuros habitantes.
(Espero conhecê-la para comentar aqui, com mais propriedade, em oportunidade futura).

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Megacidades - São Paulo, Carlos Leite para o Fantástico (Globo)

Recomendo a seguir video que foi exibido no Fantástico do domingo 20/06, com entrevista ao colega prof. Carlos Leite, a respeito dos problemas da Metrópole São Paulo.

Carlos Leite ministrará na EcoBuilding, o curso "Planejamento Integrado e Cidades Sustentáveis/Inteligentes (Smart Cities)", com inscrições já abertas. Mais informações em: http://www.ecobuilding.com.br/.

Em dez anos, os edifícios produzirão mais energia do que consomen

Caros,

Em 1996, fiz o Master en Tecnologías Avanzadas en Construcción Arquitetónica, na Escuela Técnica Superior de Arquitectura da Universidad Politécnica de Madrid. Para o título de Master, era necessário a conclusão de dois cursos de especialização, Edifícios Inteligentes e Arquitectura Bioclimática.

Minha motivação inicial era o primeiro curso. Mas um professor, o coordenador do outro curso, me fez perceber que, para se fazer um edifício inteligente, é necessário, na verdade, uma arquitetura inteligente, e é disto que se tratava a Arquitetura Bioclimática. Exigente, extremamente técnico e preciso, o professor Javier Neila González é um dos responsáveis por eu ter seguido este caminho em minha carreira profissional e acadêmica.

Hoje, dirijo o primeiro curso de graduação em arquitetura do Brasil a ter ênfase em sustentabilidade das construções e ministro cursos abertos em todo o Brasil, buscando trazer para a formação de nossos arquitetos um pouco do que aprendi, neste caminho que comecei trilhar a partir das aulas do prof. Javier.

Reproduzo a seguir entrevista publicada esta semana em um jornal da Galícia, na Espanha, com o professor Javier Neila González.

Para el maestro, con cariño. Gracías, professor.Antonio Macêdo Filho

"En diez años los edificios producirán más energía de la que consuman"
Francisco Javier Neila González - Arquitecto, catedrático de la Politécnica de Madrid


El experto inauguró ayer en Pontevedra un curso sobre construcción de ecoviviendas

Francisco Javier Neila (Madrid, 1953) es arquitecto y catedrático de Construcción y Tecnología Arquitectónica de la Escuela Técnica Superior de Arquitectura de Madrid. Autor de más de veinte publicaciones sobre arquitectura bioclimática, es responsable de varios proyectos pioneros en España y ha registrado varias patentes de ecoconstrucción.

Por Susana Regueira, Pontevedra (Galícia, Espanha)
Un centenar de alumnos, en su mayoría arquitectos, participa desde ayer en el monográfico sobre construcción de ecoviviendas que celebra en Pontevedra el proyecto Ecoinnova Construcción, financiado por el Fondo Social Europeo. Francisco Javier Neila, uno de los principales especialistas españoles en bioconstrucción y uno de los investigadores que desarrolló, por ejemplo, la primera cubierta ecológica del pais, fue el encargado de inaugurar el curso y hablar de tecnologías ambientales e innovaciones que permiten ahorrar al menos un 20% de la energía que empleamos en nuestras casas a diario.

– Ecoviviendas, viviendas bioclimáticas, sostenibles... ¿Aluden esos conceptos a alguna construcción en concreto o son en realidad términos difusos?

– Tienen bastante de término difuso, son términos en los que se vincula a la vivienda con conceptos como ecológico, bioclimático, sostenible etc. pero en realidad todos tienen a una misma base. Esta mañana (por ayer) empecé el curso hablando de esto, de que da igual el término porque lo que interesa es el tema del medio ambiente, de los recursos, de los materiales..., hablar de ecovivienda o de otro término en ese sentido no es importante pero sí lo es el modo en que ese concepto llega a la gente: si le llega más la idea de ecovivienda pues perfecto. En general se busca que relacione esa idea con una vivienda respetuosa con la naturaleza, con los equilibrios ecológicos etc.

– Edificios bien orientados, que ahorren materiales y energía, no supongan un desperdicio de recursos. Da la sensación de que en este tema casi todo lo ha inventado y sólo queda recurrir al sentido común.

– Pues sí, de hecho es algo que también comento: todo está inventado y lo único que hay que hacer es recuperar esas ideas que estaban ya en la arquitectura popular, en las tradiciones y que nos lleva a utilizar las cosas con más sentido común y lógica, a usar los materiales más adecuados (cercanos, que no se agotan, que no tienen contaminantes, no afectan a la salud de las personas). Es, efectivamente, una vuelta al sentido común pero tampoco nos podemos quedar sólo ahí o estaríamos atrasados con respecto a lo que la ciudadanía nos está demandando. Ella demanda un tipo de producto que se adapta a nuevas exigencias, que es mucho más riguroso y complejo. Sobre esa base tienen que aparecer nuevos materiales, nuevas tecnologías, nuevos conceptos y soluciones.

– ¿Hablamos de una construcción ya implantada o que lo hará a medio plazo?

– Ya está implantada pero no extendida, conocimientos técnicos y soluciones tenemos, lo que no está es extendida. No es algo con lo que estemos experimentando sino algo ya desarrollado, es más, ahora mismo todos, todos los edificios podrían ser absolutamente sostenibles.

– ¿Por qué no se lleva a la práctica?

– Por factores como que no es algo que la sociedad esté demandando de una forma genérica porque a lo mejor le supone un cierto sobrecoste inicial, porque el constructor no está acostumbrado a esa forma de trabajar y es muy reticente a los cambios de modelos. Todo ese tipo de factores hace que no se extienda pero el conocimiento y la aplicación existen.

– ¿Cuánto puede ahorrar una familia si se decanta por este tipo de construcción?

– Depende, podría decirle que el porcentaje podría ser del 100%. De hecho dentro de muy poco (en toda Europa será a partir de 2020) todos los edificios que se hagan tendrán que ser de energía cero, por lo tanto el ahorro debe de ser del 100%, en diez años los edificios producirán más energía de la que consuman. Eso va a ser dentro de nada, una década no es nada, pero hoy en día la capacidad de ahorro puede ser del 10%, 20% o 30% sólo si mejoramos las orientaciones, incidimos más en el aislamiento etc. A nada que hagamos un poquito más y lo hagamos un poquito mejor la mejora puede ser enorme, pero de entrada le diría que un edificio bioclimático nunca debería bajar de un 50% de rendimiento.

—En sus investigaciones y estudios está muy presente el concepto de “rurbano”, ¿a qué alude?

—Es una combinación entre lo rural y lo urbano, una especie de mezcla entre ambos entornos, el natural y lo construido, donde está la ciudad, porque pienso que tienen que combinarse y me gusta hablar de “renaturación”, de volver a meter la naturaleza en la ciudad poco a poco a través de las cubiertas, las fachadas, la propia trama urbana, la red de parques etc.
–¿A Pontevedra le queda en ese sentido mucho por avanzar?
– (Risas) Si, igual que hay que avanzar mucho en Vigo, en Madrid y en todas partes, ninguna ciudad podemos considerar que tiene un nivel de ventaja... En ciudades de tamaño medio como Pontevedra es más fácil crear ese tipo de estructura más favorable pero eso exige ya una fuerte impronta del poder político, tienen que estar ayuntamientos, diputaciones o comunidades que tengan vocación e interés porque hay que invertir dinero, convencer de que es posible, implicar a la financiación privada etc. En general nos queda mucho.

– Ha desarrollado tejados-jardín, ¿cómo son esas cubiertas pioneras?

– La naturaleza se incorpora en el punto más sencillo que son las cubiertas, que podrían ser todas vegetales, en las ciudades podríamos tener la naturaleza en las cubiertas dado que la presión del tráfico impide que la tengamos en las calles. Son cubiertas sin mantenimiento, hay vegetación pero no hay que cuidarla ni regarla o reponerla, ya que se elige la planta y el sistema constructivo adecuado. Se recoge el agua que se devuelve a las plantas para el riego y ahora mismo lo que intentamos es abaratar su precio, que baje radicalmente para que se pueda extender el uso y no sea algo sólo para edificios emblemáticos. Y además queremos que sea un sistema que venga completamente prevegetado, lo que evitaría esperar a que crezcan las plantas. Lo que buscamos es que desde el primer día que se use la cubierta ya esté vegetada y lista para usar, esa es la mayor innovación que estamos incorporando en cubiertas.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Freedom Tower - One World Trade Center

Adaptado a partir de artigo publicado originalmente em http://www.newyork.construction.com/, entitulado: "One World Trade Center Rises to 260 Feet Above Street Level", de 23 de junho de 2010.

Photo courtesy of the Port Authority of New York and New Jersey

Neste mês de junho de 2010, por conta da III Missão Técnica Green Buildings em Nova York, que tive a satisfação de mais uma vez acompanhar, visitamos outra vez o 7 WTC, primeiro dos novos edifícios do complexo a ficar pronto. Com acompanhamento de um arquiteto da equipe responsável pelo projeto, do escritório SOM, pudemos, de posição privilegiada, do 50o andar do 7 WTC, ver as obras do Ground Zero, onde se destacam a Freedom Tower e as obras do 9/11 Memorial (foto).


(Foto do autor)



As obras das estruturas do One World Trade Center, ou "Freedom Tower", atingem agora a altura de 80 m. acima do nível da rua. Após a sua conclusão em 2013, ele se tornará o edifício mais alto nos Estados Unidos, com 104 andares e mais de 420 metros de altura (equivalente à altura do Pão de Açucar, no Rio), sem contar a torre de comunicações que terá em seu topo. Será então um dos maiores green buildings do mundo.

(Foto do autor)

O One World Trade Center vai incorporar elementos de design visando atender aos requisitos da certificação LEED Ouro, com um nível de eficiência energética 20% maior do que os códigos da cidade atualmente recomendam. A torre comportará espaços para escritórios que variam de 2.800 m² para 4.300 m² por planta, bem como uma plataforma de observação de dois pisos, nas exatas alturas das antigas torres 1 e 2, que será aberta ao público em geral, um restaurante e uma torre de comunicações para diversos serviços, já comercilizados para diversas redes de comunicação. O edifício terá 270.000 m² de área construída total, incluindo quatro andares abaixo do nível da rua para os reservatórios de água, armazenamento de combustível, instalações eletro-mecânicas, estacionamento, lojas e o saguão de elevadores para a plataforma de observação.

(Maquete eletrônica do 1 WTC. Á direita, o 7WTC)

O One World Trade Center irá definir um novo padrão internacional para o estado da arte em edifícios de escritórios", disse Christopher O. Ward, diretor-executivo da Autoridade Portuária de NY e NJ, proprietários da torre. "Ela incorpora os mais elevados padrões ambientais e de segurança e fornece um ambiente de classe mundial com uma extensa rede de transportes, comércio e serviços de alta qualidade.

Saiba mais sobre esta e programação de outras missões técnicas em: http://www.arqtours.com.br/.

(Veja também: IV Missão Técnica Green Buildings em Nova York 2011 - 01 a 11 de julho de 2011. Mais informações em: http://www.arqtours.com.br/nova_york2011/)


Veja video que fiz (com câmera fotográfica), durante visita ao 7 WTC em 2008:

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Extensão sustentável para Boston

Arquiteto projeta cidade ecológica anexa a Boston. O local poderá abrigar até 15 mil pessoas, em uma estrutura completa, com residências, hotéis e escritórios
Publicado em Casa e Jardim Online

Arcology. A expressão, que mistura architecture (arquitetura) e ecology (ecologia), tem sido usada para rotular projetos sustentáveis. O Boston Arcology, apelidado de BoA, idealizado pelo arquiteto norte-americano Kevin Schopfer, é um exemplo desse tipo de construção. A proposta é levantar um grande edifício, que funcionaria como uma cidade anexa a Boston. A diferença é que essa nova parte seria totalmente “verde”, com certificados LEED (Leadership in Energy and Environmental Design), que classificam empreendimentos amigos do planeta, geradores de menor impacto ambiental.

Projetado para expandir Boston, sem prejudicar a parte já existente, o BoA ficaria em uma plataforma flutuante, feita de células de concreto. O prédio, com capacidade para abrigar cerca de 15 mil pessoas, terá residências, escritórios, hotéis, espaços comerciais e museus, distribuídos entre 30 andares. Esteiras e elevadores incentivarão o transporte pedestre. Em todos os pisos, jardins públicos ajudarão no escoamento da água e na manutenção da temperatura interna, além de favorecer o convívio social. Além disso, as grandes janelas e aberturas permitirão o aproveitamento de luz e ventilação naturais. O edifício também contará com turbinas para fornecimento de energia eólica e painéis para captação de energia solar.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Solar PV Balance of System

Caros,

A produção de energia com painéis solares fotovoltáicos é ainda cara.
No Brasil ainda não há produção de painéis, mas certamente teremos em breve, uma vez que praticamente todos os pricipais fabricantes do mundo estão pretendendo iniciar produção no país.
Os preços seguramente despencarão e poderemos passar a considerar esta opção em nossos projetos.

O video a seguir trata da questão dos custos envolvidos na produção de energia solar fotovoltaica.
É curto e objetivo. Se o tema interessa, vale o click:

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Fundação Vanzolini cria certificação AQUA para arenas e complexos esportivos

Por Ana Paula Rocha, para a Revista AU (Ed. Pini)

Selo tem como objetivo incentivar a construção de empreendimentos que minimizem o impacto ambiental antes, durante e depois da obra

Ana Paula Rocha

De olho na Copa do Mundo de 2014 e nas Olimpíadas de 2016, a Fundação Vanzolini acaba de lançar a Certificação AQUA para Arenas e Complexos Esportivos. O objetivo é incentivar a construção de empreendimentos que minimizem o impacto ambiental antes, durante e depois da obra, contribuindo para a redução no consumo de água e energia.

"A certificação AQUA se dá em quatro fases: programa, quando se desenvolve o projeto arquitetônico; concepção, quando o empreendedor faz os projetos executivos; realização, quando a obra está pronta; e operação, que olha para como o usuário se relaciona com a construção", detalha Luiz Henrique Ferreira, diretor da Inovatech Engenharia, primeira empresa de consultoria para Certificação AQUA.

Para se certificar é preciso criar um Sistema de Gestão do Empreendimento (SGE) e atender o referencial da Qualidade Ambiental do Edifício (QAE), que considera 14 itens de sustentabilidade para a construção e gestão das edificações, além do conforto e saúde dos usuários. Entre esses itens, estão a relação do edifício com o seu entorno; escolha integrada de produtos, sistemas e processos construtivos; gestão da energia, água e resíduos de uso do edifício; o conforto higrotérmico, acústico, visual e olfativo; e a qualidade sanitária dos ambientes.

"Os empreendedores devem estabelecer um sistema de gestão eficiente e traçar o nível de atendimento das 14 categorias, que varia de Bom, Superior e Excelente", explica Ferreira. "Vale lembrar que para conseguir a certificação é preciso ter no mínimo três categorias no nível Excelente e no máximo quatro no Bom, sendo as demais no nível Superior", finaliza o engenheiro.

Mais informações sobre a certificação podem ser acessadas no site da Fundação Vanzolini, em http://www.fundacaovanzolini.org.br/.

Aproveito para acrescentar meus comentários:
Para cursos sobre a Certificação e sobre como se tornar um Auditor AQUA, favor acessar: www.ecobuilding.com.br

Antonio Macêdo Filho.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Rede inteligente de eletricidade promete otimizar energia de fontes renováveis

Großansicht des Bildes mit der Bildunterschrift: 'Smart grids' exigem investimentos bilionários

Na Feira Industrial de Hannover, as redes inteligentes de energia são apresentadas como solução para o uso eficiente da eletricidade gerada por vento, sol e biomassa – e como resposta para problemas de abastecimento.

Quando se fala no futuro da produção de energia, o número “vinte” parece ter grande força: a Europa quer, até 2020, diminuir em 20% as emissões de gás carbônico. E até lá, a energia produzida a partir de fontes renováveis deve corresponder a 20% do total.

Para alcançar a meta política, a construção de turbinas eólicas e de painéis solares não basta. É preciso também viabilizar uma conexão inteligente entre as redes elétricas. E um problema das fontes renováveis é que a produção de energia não é contínua: quando não há vento, não há eletricidade.

Solução discutida em Hannover

Smart grids, ou seja, "redes inteligentes" são vistas como o futuro do abastecimento energético. Trata-se de um sistema que canaliza e redistribui continuamente a energia provinda de pequenas usinas eólicas ou solares. Quando há muita energia na rede, ela é armazenada em baterias, sendo posteriormente liberada, por exemplo, quando um carro elétrico for recarregado durante a noite.

Para as indústrias do setor, como a ABB e o grupo Siemens, as redes inteligentes são uma tendência promissora. Segundo Peter Smits, diretor da ABB na Europa, não será possível aproveitar todo o potencial das fontes renováveis sem redes inteligentes de distribuição e armazenagem de energia. No entanto, essa "inteligência" tem que ser desenvolvida aos poucos.

"Há muitas soluções já prontas. Podemos começar imediatamente", contou Smits em entrevista à Deutsche Welle. Apesar disso, é preciso haver uma flexibilidade de tarifas, a fim de que seja atraente utilizar esses sistemas de forma eficiente. Smits acrescenta: "Quanto mais fontes de energia renovável a alimentar a rede, mais empresas de abastecimento e de distribuição de eletricidade precisarão dessas soluções.“

Investimento pesado

É claro que esse sistema requer um gigantesco investimento – somente na Europa, será necessária uma injeção de 400 bilhões de euros nos próximos 20 anos, diz a Comissão Europeia.

Na Itália e na França, a adoção de medidores de eletricidade inteligentes já é incentivada há algum tempo. Empresas japonesas investiram bilhões na construção de novas redes. O governo dos Estados Unidos também liberou verbas bilionárias para projetos-piloto. E a Alemanha está investigando algumas regiões-modelo, para verificar como a ideia das redes inteligentes pode ser implantada.

Um dos projetos alemães é o MeRegio, no estado de Baden-Württemberg, com participação do consórcio ABB. "Não é que estejamos aquém de outros países“, diz Hartmut Schmeck, do Instituto de Tecnologia em Karlsruhe. Como supervisor científico do MeRegio, ele explica que a diferença deste projeto para outros do gênero é a possibilidade de se ter uma visão geral do processso de geração da energia, desde a transmissão até o consumo de todos os componentes. "Em outros países, há iniciativas que focalizam partes isoladas, sem uma abordagem mais integrada."

Procuram-se consumidores

Durante dois anos, as regiões-modelo deverão desenvolver uma concepção e testá-la no cotidiano, até o ponto de poder lançá-la no mercado. Em meados deste ano, uma casa-modelo – equipada com máquina de lavar, geladeira e carro elétrico – estará pronta para ser habitada.

No entanto, o projeto ainda está em busca de aproximadamente mil consumidores dispostos em participar do teste. A companhia de eletricidade Baden-Württemberg (EnBW), envolvida no projeto, está à procura de interessados.

"Sem consumidores não há rede inteligente“, ressalta Jörn Kröpelin, da EnBW. Para tal, será necessário encontrar modelos, tarifas e incentivos atraentes e, juntamente com os produtores, fabricar aparelhos que possam ser aceitos e utilizados pelos clientes.

Padronização

E o sistema também não funcionará enquanto não houver uma integração satisfatória dos componentes. A rede em teste requer, por exemplo, tomadas inteligentes e máquinas de lavar adequadas. O regulador de calefação precisa reconhecer o sinal da rede elétrica, por exemplo.

Padronização é a palavra-chave, diz Peter Kellendonk, diretor de uma empresa de eletrônica em Colônia. "É preciso manter um diálogo com os protagonistas, com os fabricantes de aparelhos, para que todos adotem um padrão único", sugere Kellendonk. Isso possibilitaria integrar todos os equipamentos e processar automaticamente os sinais captados da rede elétrica. "A aceitação por parte da indústria é muito, muito grande."

Isso requer, no entanto, a participação de vários parceiros, inclusive de consumidores, sejam eles grandes indústrias ou domicílios. Afinal, os investimentos são enormes. Diante da crescente demanda por energia e da diminuição dos recursos fósseis, contudo, parece não haver outra escolha.

Autor: Henrik Böhme (np)

Revisão: Simone Lopes

terça-feira, 8 de junho de 2010

High Performance Building: Performance by Design

O Rocky Mountain Institute é uma das instituições envolvidas no projeto de reforma e atualização tecnológica do Empire State Building, que está sendo transformado no maior green building do mundo.

O video que segue ilustra o processo que orientou o projeto de retrofit deste ícone da arquitetura do séc. XX.
(Está sem legenda e é um tanto longo, mas, ainda assim, interessante).

segunda-feira, 7 de junho de 2010

CASA SOLAR FLEX

Bem-vindo à casa do futuro

Conheça a construção que aliará beleza, tecnologia e preocupação com o meio ambiente. Ela será erguida por universitários brasileiros em São Paulo
Eliseu Barreira Junior (texto) e David Michelsohn (infografia)
(Publicado na página da revista Época, da Editora Globo, em junho de 2010).

CASA SOLAR FLEX

Imagem em 3D da residência. Ela será autossuficiente em energia elétrica

Dentro de algumas semanas, jovens estudantes de seis universidades públicas brasileiras começarão a colocar de pé aquela que promete ser a casa do futuro. Ela aliará em 42 metros quadrados de área útil desenvolvimento tecnológico, preocupação ambiental e beleza arquitetônica. Imaginada desde agosto de 2008, a Casa Solar Flex nasce com o objetivo de se tornar uma alternativa sustentável para tempos de aquecimento global. Sua autossuficiência em energia, obtida dos raios solares, poderá ser usada para alimentar a rede elétrica das nossas cidades e ajudará a reduzir a necessidade de fontes energéticas caras e poluidoras.

A residência é resultado do trabalho de uma equipe multidisciplinar formada por alunos de graduação e pós-graduação de arquitetura, engenharia, design e marketing da Universidade de São Paulo (USP), da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), da Universidade de Campinas (Unicamp), da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Eles se uniram há dois anos depois de participar de um concurso no qual o desafio era pensar uma moradia ecologicamente correta, inovadora e capaz de ser instalada em diferentes tipos de climas e regiões. As melhores propostas foram reunidas num projeto único que originou a Casa Solar Flex.

Concebida sob a supervisão de professores e especialistas, ela está dividida em três partes: uma área técnica, onde se concentram os elementos elétricos, hidráulicos e de ar-condicionado; uma segunda parte, em que ficam o quarto, a cozinha e o banheiro; e uma terceira, que compreende a sala de estar. Seu espaço interno pode ser moldado de acordo com as necessidades do morador e as paredes e móveis são feitos de madeira de reflorestamento. Na fachada, há painéis fotovoltaicos que captam os raios do Sol e produzem energia. Eles podem ser movimentados automaticamente de acordo com a incidência da radiação solar. No telhado, elaborado por uma das empresas patrocinadoras do projeto, encontram-se fixados mais painéis. No total, 64 placas são utilizadas, 48 somente na cobertura. Além de suportar o peso das placas, o telhado possui um sistema de passarelas que permite ao morador limpá-las com segurança – o acúmulo de poeira pode diminuir a eficiência de produção de energia dos equipamentos.

No Brasil, ainda não existem painéis fotovoltaicos como os utilizados no projeto. Eles são considerados os melhores e mais caros do mercado. Lucas Sabino Dias, estudante da UFSC, diz que a casa foi concebida segundo a realidade climática europeia. Adaptada ao clima brasileiro, a residência não precisaria de placas tão eficientes, o que baratearia os custos. Estima-se que o valor de construção do metro quadrado da Casa Solar Flex seja de cerca de R$ 11 mil reais. “É importante lembrar que fizemos uma Ferrari da arquitetura”, afirma Arthur Lins, aluno da UFSC. “Utilizamos tecnologias de ponta e componentes de alto desempenho, muitos dos quais ainda não difundidos no mercado.” A Casa Solar Flex pretende, portanto, fornecer novos conceitos para a construção civil.

Cada painel fotovoltaico utilizado no projeto produz 100 watts de energia por metro quadrado de área de placa – cada placa tem, em média, 2 metros quadrados. Essa eletricidade poderá ser injetada diretamente na rede de abastecimento das cidades. A empresa de distribuição de energia recebe a eletricidade gerada ao longo do dia pelos painéis e supre a casa nos momentos em que ela não produz nada. “Para isso funcionar no Brasil, é preciso haver uma regulamentação específica sobre a conexão de residências desse tipo com a rede”, diz Cláudia Andrade Oliveira, professora da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP e uma das coordenadoras do projeto. “Em um futuro nem tão distante, além de não pagar pelo consumo de energia, será possível até ganhar dinheiro com a casa”, afirma Lucas. Isso quer dizer que o morador poderá deixar de comprar energia elétrica e obter receita, o que já acontece na Europa.

Pioneirismo

Foto dos estudantes que participam do projeto da Casa Solar Flex tirada em setembro de 2009. Em pé (da esquerda para a direita): Vinicius Libardoni, Fernanda Antônio, Fernanda Kemeid, Yuri Kokubun, Ananda Galvão, André Nobre, Romullo Baratto, Arthur Lins, Caique Schatzmann, Erik Yassuo Yuki , Fábio Lofrano, Cauê Carneiro e Hugo Narumiya. Sentados (da esquerda para a direita): professora Cláudia Andrade Oliveira, Daniel Winnik, Lucas Dias, Gregory Valente, Suzana Bozza, Juliana Albuquerque, Diego Tamanini, André Montes, Andréa Haritçalde e Bruna Maurélio

Outras inovações do projeto estão nos sistemas de iluminação, controle de temperatura, água e esgoto. A casa é iluminada por um sistema de LED (chamado também de diodo emissor de luz, porque a emite quando energizado), em que é possível mudar sua tonalidade. O conforto térmico é mantido por meio de um aerogel, colocado dentro das paredes, por um sistema de ar-condicionado e pelo uso de vidros duplos preenchidos com um gás. Esse tipo de vidro é de baixa emissividade, deixando passar a luz e barrando os raios infravermelhos. No banheiro, é utilizado o vaso seco, sistema pouquíssimo comum no Brasil. Ele faz a compostagem dos dejetos que podem ser eliminados diretamente na terra, sem causar impactos no solo. A casa precisa ser alimentada pela rede de abastecimento de água, mas possui um sistema capaz de armazenar a água da chuva e realizar um tratamento mínimo. Para esquentar a água que sai do chuveiro e das torneiras, há dois painéis fotovoltaicos (comentário: certamente o autor se refere a coletores solares).

Mais do que uma residência que agrega tudo o que há de high tech na construção civil, a Casa Solar Flex é um trabalho pioneiro no meio acadêmico brasileiro. Pela primeira vez, seis universidades públicas formaram uma equipe de estudos que pretende transformar o modo como as casas são pensadas no país. “Esse projeto é inovador porque partiu de uma vasta pesquisa de materiais que considerou o desempenho técnico, construtivo e de segurança conforme as regras da ABNT e da Norma Europeia”, diz Rúbia Eucaristia Barreto, doutoranda responsável pela área de gestão de risco. “Algo que não acontece normalmente.”

Aliado a isso, está o ganho profissional dos estudantes. Os alunos, muitos deles de graduação, puderam vivenciar todas as etapas da concepção da residência, uma experiência que não teriam em suas faculdades. Para isso, deslocaram-se de seus Estados de origem até São Paulo, onde a casa será erguida, e participaram de um intercâmbio acadêmico na USP. “Aprendemos a desenvolver uma arquitetura mais eficiente do ponto de vista energético e que respeita o meio ambiente”, afirma Fernanda Antônio, estudante da UFRGS. “Uma experiência única em nossa trajetória profissional.” Agora que o trabalho chega a sua etapa final, os estudantes pretendem rodar com a Casa Solar Flex por diferentes Estados brasileiros e mostrar para a população como será morar bem e com consciência ambiental.

Veja mais imagens e animações sobre a Casa Solar Flex em:
http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI145863-15224,00.html

quarta-feira, 2 de junho de 2010

A Sustentabilidade chega à Graduação de Arquitetura

Graduação em Arquitetura e Urbanismo Sustentáveis

É com grande satisfação que informo que a Sustentabilidade das Construções está agora já incorporada ao ensino da Arquitetura e do Urbanismo, em graduação.

Me refiro especificamente ao curso de Arquitetura da Universidade Cidade de São Paulo - UNICID, que tenho a honra e missão de dirigir, primeiro curso de graduação do País a ter ênfase na sustentabilidade das construções, de forma estrutural.

A idéia do curso, que é recente e teve início, com grande sucesso, neste ano de 2010, é, na essência, simples, mas sua proposta não é pouco ambiciosa.

Currículo Inovador

O tema da sustentabilidade é sabidamente essencialmente multi-disciplinar.
Tratar da questão, que é possivelmente a mais relevante com a qual a Arquitetura terá que se confrontar neste século, de maneira isolada, seja na forma de uma disciplina de curso, ou trabalho final de graduação, é não reconhecer a profundidade e capilaridade que o assunto merece.

No curso de Arquitetura da UNICID, estamos montando uma estrutura curricular nova e inovadora, diferente do que havia e com a transversalidade disciplinar que o ensino que se pretende sério nesta área requer.  A sustentabilidade não é tratada em um módulo ou em uma área do curso, mas está presente em toda a sua estrutura, envolvendo as competências:

A - Conceituais e Históricas (com os grandes exemplos de arquitetura e urbanismo sustentável do passado e do presente); B - Ambientais (com os conceitos de integração e gestão ambiental, inclusive abordando as certificações ambientais de edificações); C - Técnicas (com os sistemas construtivos, materiais, equipamentos, softwares e tecnologias para a construção sustentável) e D - Projetuais (com aplicações em projetos sustentáveis, desde as escalas do objeto e do mobiliário, às do edifício, do meio ambiente e das cidades e sua infra-estrutura);

O "Green Team"

Estamos montando um corpo docente de elevada qualificação específica, com mentalidade jovem e disposição para buscar ir além do convencional, trazendo para as salas de aula e laboratórios da graduação a prática e a vivência de mercado, para a aplicação de soluções viáveis na construção sustentável.

Estrutura do Curso

Com estrutura modular, o curso não é seriado e as competências são agrupadas em unidades curriculares que se relacionam e são integradas por atividades e projetos comuns. Em cada módulo do curso, os alunos desenvolvem Projetos Integrados, que sintetizam e envolvem as competências de cada uma das unidades, sempre com orientação de professores especializados.
 
A integração curricular não é mera retórica. É incorporada nos currículos dos cursos. Os alunos são orientados e encorajados a se envolverem em cursos de Core Curriculum, atividades complementares,  práticas profissionais e de iniciação científica, que envolvem todos os cursos, e agregram valor à formação em sentido amplo, de forma a melhor prepará-los não apenas para o mercado, como para a própria vida profissional e pessoal.

Laboratórios de informática de ponta, inclusive com os mais recentes softwares de projeto e análises de desempenho ambiental e energético, além dos laboratórios de conforto ambiental, iluminação, materiais e maquetes completam a infra-estrutura que está sendo colocada à disposição do curso pela Universidade.

Coordenação

Com a experiência de muitos anos na área de educação continuada em Arquitetura e Construção, (na direção da Câmara de Arquitetos e, mais recentemente, com a EcoBuilding), e também como professor e consultor, posso afirmar que sei bem quais são as demandas de arquitetos e engenheiros em relação às suas formações profissionais e, em especial, em relação à sustentabilidade das construções.

O curso de Arquitetura e Urbanismo da UniCid é uma proposta que pretende dar resposta a muitas destas demandas, por meio da formação de profissionais mais capacitados a lidar com algumas das principais questões do século, e certamente trará certa contribuição para o desenvolvimento sustentável do País.

Ficarei satisfeito em prestar mais informações sobre o curso, receber currículos ou sugestões.

Prof. Arq. Antonio Macêdo Filho

Em tempo: sobre o processo seletivo e mais informações: http://www.unicid.br/




9 tendências de sustentabilidade

Reproduzo a seguir interessante texto que encontrei na página da Revista Info, da Abril, que é voltada para a área de tecnologia da informação. Queria conhecer mais sobre a chamada "TI Verde": A tecnologia da informação a serviço da sustentabilidade. Encontrei coisas interessantes, que comentarei oportunamente, mas trago aqui texto que julgo que mereça atenção, aproveitando para congratular seu autor. Parabéns pelo trabalho, Fernando.

9 Tendências de Sustentabilidade
Por Hiranya Fernando, do Gartner
Publicado em info.abril.com.br, em 24 de maio de 2010

Destacamos temas como a ampliação de regras e registros, aumento de empregos verdes e a proliferação de etiquetas ecológicas no final do ano passado, durante o Sustaintability Peer Fórum.
Agora, temos estimativas mais específicas e tendências às quais vale a pena prestar atenção.

1 – Relatórios obrigatórios de emissão de carbono estimularão o desenvolvimento de software.
Iniciativas de sustentabilidade não ganharão importância por causa da responsabilidade social corporativa (CSR), mas sim porque as empresas finalmente entenderam o valor financeiro destas práticas. Sim, as companhias estão se comprometendo com iniciativas de sustentabilidade e, sim, estão agindo dessa forma porque compreendem sua relevância para o negócio. Mas a questão mais interessante é como elas implantarão práticas sustentáveis integradas às suas operações.
(...)

2 – As diretrizes da SEC para descoberta de riscos climáticos devem aumentar a transparência, mas não representa um divisor de águas.

No dia 27 de janeiro, a Securities and Exchange Comission (SEC) forneceu diretrizes sobre riscos associados com a mudança climática. A SEC pediu que as companhias urgentemente revelassem a investidores como os impactos da mudança climática são um risco real à sua saúde financeira. O risco climático pode surgir de diferentes maneiras: danos físicos (por exemplo, um banco com um portfólio de propriedades em áreas costeiras que podem ser afetadas pelo aumento do nível do mar) ou regulamentações (por exemplo, um negócio que emite grandes quantidades de carbono pode ser prejudicado financeiramente como conseqüência dos novos limites de emissão de CO2).
(...)

3 – A mobilidade inteligente vai decolar
Motivadas por iniciativas de sustentabilidade e novas regras de emissão, praticamente todas as fabricantes de automóveis tem planos de lançar um modelo de carro elétrico ou híbrido entre 2010 e 2013. Muitas já tem carros conceituais que estão começando a ser produzidos, entre os quais se destacam o Chevy Volt e o Nissan EV-02. Mas a novidade não é que grandes fabricantes estão fazendo carros elétricos – isso foi notícia em 2009. O que mais chama a atenção atualmente é que automóveis verdes parecem fazer parte de uma nova tendência de mobilidade inteligente.
Mobilidade inteligente tem diferentes significados, porém essencialmente é definida como uma infraestrutura sofisticada de transporte e gerenciamento de demanda móvel, assim como sistemas urbanos ecológicos que suportam longos trajetos não motorizados. Fique de olho em uma interessante confluência do modelo de novas energias com o design sustentável para sistemas urbanos.

4 – Edifícios verdes, especialmente aqueles que passarão por reformas, serão protagonistas de um setor em expansão
De acordo com um relatório da McGraw-Hill Construction, construções verdes atualmente representam entre 5% e 9% do mercado de reformas, movimentando entre 2 bilhões e 4 bilhões de dólares. Até 2014, essa proporção deve crescer de 20% a 30%, se convertendo em um mercado de 10 bilhões a 15 bilhões de dólares, orientado principalmente a reformas. Considere inscrições de projetos LEED em 2010. A maioria delas é para reformas de edifícios e não para construção de novos.
O desejo de reduzir emissões de carbono também afetará mais agências governamentais, exigindo que elas transformem seus edifícios em construções mais verdes. Fornecedores como a Autodesk, que cria software de design 3D que facilita práticas de construções sustentáveis, terão resultados positivos. Na verdade, a Autodesk recentemente se uniu ao US Green Building Council, com o objetivo de integrar sua tecnologia com o sistema de classificação LEED. Um bom software de design significa design superior, que por sua vez quer dizer uso otimizado de recursos e redução de desperdício.

5 – Os EUA finalmente aprovarão a lei para limitar a emissão de CO2, embora ela deva ser módica
A Câmara dos Deputados aprovou uma legislação histórica para questões energéticas e climáticas seis meses atrás, mas ela ainda não foi liberada pelo Senado. O esquema de “cap and trade” (estabelecimento de um limite de emissões sem penalização e a permissão de troca de créditos de carbonos entre países) sempre foi o alicerce da legislação climática proposta, porém no contexto atual não é certo que ele seja parte do acordo final. Os esforços do Senado para um compromisso poderiam incluir novas iniciativas para desenvolvimento de petróleo e gás, construção acelerada de usinas nucleares e investimentos em pesquisas para absorção e armazenamento de carbono.
(...)

6 – Tecnologias limpas continuarão sua trajetória ascendente e se consolidarão

Investimentos no setor de tecnologias verdes dispararam de 0.9 bilhões de dólares a 4 bilhões de dólares e então para 8.5 bilhões de dólares nos seis anos desde que essa categoria foi criada, em 2002. Durante a recessão de 2009, os investimentos diminuíram para 5.6 bilhões de dólares.
Previsões afirmam que o investimento em tecnologias verdes em 2010 se recuperará e ultrapassará os números de 2009. Entretanto, analistas também estimam que haverá mudanças em setores e geografias nos quais houve investimento excessivo nos últimos anos. Por exemplo, fabricantes de equipamentos para energia solar da China passarão por uma consolidação, apesar do crescimento do mercado chinês geral de energia renovável. Os principais setores de tecnologias verdes atuais são o de energia solar, transportes e eficiência energética.

7 – A escassez de recursos ganhará mais relevância na pauta climática
Embora o dióxido de carbono represente o principal desafio por causa da mudança climática e da urgência em reduzir as emissões, seremos forçados a prestar atenção em outros fatores como a escassez de água. Em breve, a escassez, a poluição e a competição pela água poderão afetar as operações e a cadeia de abastecimento da sua companhia. Cortes de fornecimento, gastos, perda de receita ou recursos mais restritos provocados por algum desses três problemas podem gerar impactos negativos no desempenho operacional e na lucratividade. A geração de energia termal, principalmente por carvão, exige grandes quantidades de água para o processamento e o esfriamento. Já houve casos de usinas deste tipo parar de funcionar devido à falta de água em regiões dos EUA.
Em 2010, aguarde discussões sobre a crise global de abastecimento de água potável e uma resposta cada vez mais evidente de setores como o da construção imobiliária, que desenvolverá tecnologias para conservação da água. Também preste atenção em como as indústrias tornarão suas operações mais ecologicamente sustentáveis para preservar margens de lucro.

8 – Eficiência energética e TI formarão um par perfeito
A eficiência energética finalmente protagonizará a pauta para 2010. Até agora ela era vista como uma questão menos importante em comparação com energias renováveis e tecnologias verdes, mas as empresas se deram conta de que a eficiência energética possui uma característica única: um custo relativamente barato. Mesmo quando exige um investimento inicial, a eficiência energética permite a recuperação desses gastos em pouco tempo e tende a se manter eficaz no longo prazo.
(...)

9 – Goste você ou não, a classificação ecológica dos produtos será indispensável
O Índice de Sustentabilidade de Produto do Walmart influenciará no mínimo 100 mil fornecedores. As implicações desse método incluem a disseminação de exigências de divulgação de informações relacionadas ao comportamento sustentável de fornecedores.
Criar capacidade de fornecimento será importante. Companhias progressivas buscarão parcerias com fornecedores. Consequentemente, mais produtos com certificados ecológicos chegarão ao mercado.

Mas o que realmente se tornará popular em 2010 é a idéia de oferecer um panorama completo do ciclo de vida dos produtos ou serviços, independente de ser um par de calçados, um carro ou um computador. Disponibilizar estimativas e dados sobre os recursos naturais que se consomem para produzir bens é a melhor maneira de salvar o planeta? Temos nossas dúvidas. De qualquer forma, a era das etiquetas e certificados ecológicos está chegando.



sexta-feira, 28 de maio de 2010

Uso sustentável da madeira na construção

No mês de abril estive em Curitiba, a convite da Fundação para a Pesquisa Florestal, ligada à UFPR, para ministrar palestra em um workshop sobre o uso da madeira e de boas práticas para a construção sustentável, realizado com o apoio e nas instalações do CREA-PR.

Eu apresentei uma visão ampla a respeito da Arquitetura Sustentável, tendo como eixo de visão a viabilidade técnica e comercial para a viablização da sustentabilidade da construção.

Constumo dizer a meus alunos que a sustentabilidade é mais do que usar materiais 'ecológicos' e exemplifico comentando que: se um arquiteto especifica madeira certificada para a construção de uma residência em São Paulo, por exemplo, e esta madeira é transportada de caminhão (a diesel) desde Rondônia, este processo não é sustentável, embora o material utilizado seja produzido de maneira sustentável. O ciclo continua sem fechar.

O problema da madeira

Dentre outros assuntos tratados, diversos aspectos do tema, relacionados à sustentabilidade, o Eng. Marcelo Lubas, da Fundação para Pesquisa Florestal, ligada à UFPR, apresentou os excelentes resultados de seus estudos, que envolvem o aproveitamento de sobras de madeiras de diferentes aplicações para a produção de pastilhas para acabamentos interiores.

Me chamou especial atenção (e me incomodou saber) a forma como ainda são tratadas as sobras de madeiras, em especial na Amazônia, de onde é extraída quase toda a madeira do Brasil: Muitas são peças já cortadas nas dimensões de mercado, mas que, por alguma razão, têm alguma "imperfeição" natural, como um nó, uma diferença de tonalidade em sua superfície, e por isto são desprezadas e simplesmente, queimadas.

A prática da Sustentabilidade

A pequisa chefiada pelo Eng. Marcelo Lubas apresenta solução viável, técnica e comercialmente, para a questão. As peças produzidas com as pastilhas resultantes do processo criado pela FUPEF já têm produção comercial, pela Akatu, uma empresa local que as distribui pelo País e são, de fato, em minha opinião bem bonitas. Muitos tipos diferentes de peças de madeira são produzidos, como paínéis de parede, portas, mesas, lambris, peças decorativas.

A utlização de madeira de descarte, que seria queimada, para o uso na arquitetura e design de interiores, em escala industrial e comercial, é, a meu ver, a aplicação prática da sustentabilidade, um exemplo a ser seguido.
Parabéns, Marcelo. Miremo-nos em teu exemplo.

Por Antonio Macêdo Filho.

quinta-feira, 22 de abril de 2010

III Missão Técnica Green Buildings em Nova York









Caros colegas,

Gostaria de convidá-los para participar da terceira edição da Missão Técnica Green Buildings em Nova York, que acontecerá de 12 a 19 de junho de 2010.

O programa desta III Missão Green Buildings em Nova York, envolve um criterioso olhar sobre as questões de sustentabilidade e meio ambiente em Manhattan, e inclui visitas técnicas aos principais Green Buildings da cidade, alguns deles os primeiros e maiores do mundo.

Assim como nas edições anteriores, durante nossa semana em Nova York, visitaremos, com orientação e acompanhamento adequados, edifícios, obras, escritórios de arquitetura, construtoras e teremos contato com diversas corporações e profissionais seriamente envolvidos com as questões de sustentabilidade na construção civil.

Visitaremos também a feira Buildings NY, que, paralelamente, abrigará também mais uma edição da Green Buildings NY, dedicada especificamente às soluções verdes para a construção, setor que mais tem crescido em todo o mundo.

Para reservar sua vaga para esta Missão, gentileza entrar em contato conosco o quanto antes para garantir as melhores condições.

Para saber como foram as edições anteriores da Missão Técnica Green Buildings em Nova York, assim como ler outros posts a respeito da metrópole, recomendo que utilize o recurso de busca deste blog, com as palavras-chave: "Nova York". Há ainda algumas imagens a respeito na coluna da direita, logo abaixo.

Será um prazer tê-los conosco nesta oportunidade! Um abraço e até muito breve!

Mais informações e reservas:
ArqTours: (11) 9126 9968 (Arq. Raquel Palhares)

Certificação LEED para residências chega ao Brasil

Certificação LEED para residências chegará ao Brasil
Adaptado a partir de texto de Fernanda Dalla Costa, para a Revista Sustentabilidade

O Green Building Council Brasil começará, em 2010, o processo de adaptação do LEED for Homes, ferramenta da certificação LEED para construções residenciais, a fim de disponibilizá-la aos profissionais brasileiros em 2011.

O anúncio foi feito pelo diretor da consultoria Ecobuilding, Antônio Macêdo Filho, durante um encontro, promovido pela EcoBuilding em abril, entre construtores e incorporadores brasileiros com o Arq. Rives Taylor, diretor de Sustentabilidade em Projetos da empresa de arquitetura estadunidense Gensler e professor da Universidade do Texas.

"Essa ferramenta ainda não está disponível para o Brasil, porque as técnicas construtivas brasileiras para residências são muito diferentes das usadas nos EUA, onde o LEED surgiu", disse Macêdo."Porém, o GBC Brasil está começando a adaptá-la às nossas necessidades e esperamos que ela esteja disponível em 2011", afirmou.

A ferramenta LEED for Homes é uma das cinco que a certificação LEED oferece para buscar a melhoria na eficiência das construções e é a única que ainda não está disponível para os profissionais brasileiros.

Além da LEED for Homes, fazem parte do LEED as ferramentas "Building, Design + Construction" (BD + C), destinado a novas construções, a "Interior Design e Construction" (ID + C), voltado à interiores comerciais, a "Operations e Maintenance" (O + M) exclusiva para prédios já existentes e que orienta os processos de retrofit, e a "Neighborhood Development" (ND) destinada ao planejamento de infra-estrutura e urbanismo do entorno da obra.

"A O+M deve ser refeita a cada três anos, pois as coisas mudam muito rapidamente", disse Taylor, "o que garante a competitividade com outros prédios". Segundo ele, as residências são o lugar mais fácil para verificar a redução dos custos e a eficácia dos métodos implantados com a certificação LEED.

As cinco ferramentas propõem ações práticas para categorias pré-definidas, como o entorno da obra, energia e atmosfera, materiais, qualidade do meio interno, inovação e design, eficiência no uso de água e prioridade regional.

De acordo com o número de itens que são atendidos pela obra em cada categoria a edificação atinge um patamar de certificação. Se ela obtiver entre 40 e 49 pontos, obtém o selo "certified", até 59 pontos, a "silver", até 79 a "golden" e mais de 80 pontos a "platinum".

"É muito difícil obter uma certificação LEED", disse Taylor. "O empreendedor tem que olhar para energia, água, materiais, impacto no entorno, qualidade da obra, o que dificulta o processo construtivo e o torna mais demorado".

Taylor garante que o investimento vale a pena. Segundo o arquiteto, o objetivo do LEED é tornar o a edificação eficiente no longo prazo, reduzindo o uso de combustível e o custo energético anual.
Para isso, o Green Building Council aposta em design sustentável, como um aspecto fundamental para a instalação de boas práticas em design.

"O design sustentável é aquele que busca eficiência em recursos como água, energia e materiais, a prevenção da poluição do solo, água e ar, a saúde e conforto dos usuários, principalmente em qualidade do ar, uso de luz natural e conforto térmico e a adaptação do projeto às condições regionais em que a obra será implantada".

O diretor afirma que o crescimento das construções verdes no mundo e nos Estados Unidos é uma realidade, chegando a registrar um aumento de investimentos de US$ 60 bilhões entre 2009 e 2010 em construções verdes no país.

"É um mercado que cresce 14,2% ao ano num universo de US$ 10 trilhões nos EUA. "Entre os motivos para esse crescimento, Taylor elenca o fato das construções verdes reduzirem o seu impacto no meio ambiente, o custo operacional da edificação e pelo fato de que as empresas estão percebendo que, para seus funcionários, principalmente os da geração Y, faz muito sentido atuarem em um ambiente saudável e sustentável. "O Green Design será a prática padrão para a próxima geração, este é o futuro", afirmou.

O arquiteto estima que para cada US$1 investido em uma construção, cerca de US$50 são gastos na sua operação e que este mesmo US$1 quando investido em uma construção verde pode representar até US$400 em benefícios ao longo da sua vida útil, especialmente em saúde e bem-estar dos usuários.

O diretor da Gensler frisou ser importante que todo o conjunto da obra incorpore os conceitos de construção verde e não apenas um ou outro aspecto. "A estratégia da sustentabilidade é como uma grande lavoura, onde não é apenas um produto que irá garantir o sucesso e sim todo o conjunto, trabalhando junto". As construções são responsáveis pelo consumo de um terço da energia no mundo e, nos EUA, por dois terços da eletricidade usada nos país, o que corresponde a US$220 bilhões em custos anuais segundo o United States Departament of Energy (DOE).

O órgão registrou também que cada americano gasta cerca de 340 galões de água potável por dia, o que significa cerca de 700 litros. Taylor garante que deste volume, 90% são usados em descargas dos sanitários, que poderiam usar água não potável.

"Estamos perdendo o acesso à água potável", disse. "Sem água, não podemos resfriar as turbinas que geram energia a partir de combustíveis fósseis."

O arquiteto estima ainda que para cada metro quadrado construído nos EUA são descartados entre 4,3 e 7,6 quilos de material, considerando embalagens, resíduos e material de sobra.

Para o arquiteto, os EUA representam um grande espaço para a implantação de técnicas sustentáveis de construção, como uma forma de levar a população a um consumo mais consciente e ponderado dos recursos naturais. "Podemos nos sair muito bem fazendo bem investindo em design sustentável".

Adaptado por Antonio Macêdo Filho a partir de texto de Fernanda Dalla Costa, para a Revista Sustentabilidade, abril 2010.

domingo, 28 de março de 2010

I Missão Técnica EcoBuild Londres 2010

Caros,

Neste mês de março tive a satisfação de acompanhar a primeira edição da Missão Técnica EcoBuild Londres 2010, organizada e realizada com sucesso já habitual pela ArqTours, by Raquel Palhares.

Além da feira, EcoBuild, muito interessante e rica em palestras e debates abertos ao público, tivemos ainda oportunidade de visitar escritórios que têm desempenhado belos trabalhos de arquitetura e construção sustentável, incluindo um dos mais respeitados do mundo, Norman Foster & Partners, que tem sede na capital britânica.

A EcoBuild é um dos maiores eventos do mundo dedicados especificamente a construção sustentável, com mais de 30.000 visitantes de diversas partes do mundo, em 3 dias de feira. Uma ampla programação de palestras, workshops e seminários, que inclusive eram transmitidos ao vivo pela internet, atraiu milhares de interessados.

Pude perceber com satisfação, pessoas do público em geral, não técnico, visitando a feira, o que demonstra claramente que não se trata mais de uma questão de profissionais e acadêmicos, mas de interesse público. É a evolução natural.

Me chamou a atenção a diversidade de soluções construtivas úteis à sustentabilidade e a dissiminação dos sistemas de certificação de edificações, especiamente o BREEAM, programa inglês que é pioneiro no mundo, sendo inclusive apoiado pelo UK Green Building Council.

Durante aquela semana, visitamos ainda edifícios referenciais como o famoso "Gherkin", símbolo emblemático de design arrojado, resultado de aprofundados estudos e simulações para otimização do desempenho energético, e o condomínio sustentável BedZed - Beddington Zero Energy Development.
O BedZed é o primeiro condomínio sustentável do mundo, resultado prático de uma proposta que vai além da moraria em si, e apresenta soluções para uma vida mais sustentável, considerando-se o uso da energia, dos materiais, dos meios de transporte, e produção de lixo.
Nos escritórios da BDSP, consultores de engenharia e sustentabilidade e responsáveis, dentre outros, pelas simulações do 30 St. Mary Axe, o pepino, e Edward Culligan Architects, escritório com mais 40 anos de atuação, premiado internacionalmente, nos foram explanados alguns projetos que comprovam que a arquitetura sustentável é de fato nada além de boa arquitetura.

Em 2011 certamente voltaremos a Londres e à EcoBuild e muito provavelmente confirmaremos o conceito e veremos cada vez mais casos de sucesso de arquitetura e construção sustentável.

Talvez tenhamos no ano que vem alguns exemplos de sucesso
brasileiros para apresentar no evento. O mundo espera isto de nós.

Até a próxima!
(em junho tem Green Buildings em Nova York)

Arq. Antonio Macêdo Filho

sexta-feira, 12 de março de 2010

EcoBuilding.com.br - Primeiro portal brasileiro de Arquitetura e Construção Sustentável



Está no ar o EcoBuilding.com.br - Primeiro portal brasileiro de Arquitetura e Construção Sustentável. Envolvido com a montagem, desenvolvimento e entrada em operação do portal EcoBuilding.com.br, tenho tido pouco tempo para atualizações no blog. Um bom motivo.
Atualização e informação específica, serviços especializados, desenvolvimento e qualificação profissional em Arquitetura e Construção Sustentável, formam um conjunto de necessidades do mercado.

Com o EcoBuilding.com.br, esta demanda está melhor assistida. O público profissional, empresas e organismos governamentais ou não governamentais e estudantes encontram no EcoBuilding.com.br a mais ampla gama de cursos e treinamentos especializados do Brasil, além de workshops internacionais, voltados à formação de profissionais habilitados em lidar com planejamento, projetos, obras, certificações ambientais e todos os demais aspectos da Construção Sustentável.

Informação atualizada, artigos, notícias, entrevistas, vídeos interessantes são sempre atualizados no EcoBuilding.com.br.

Para conhecer e ver de perto o que está acontecendo de mais interessante em construção sustentável pelo mundo, em parceria com o ArqTours by Raquel Palhares, promovemos Missões Técnicas aos mais importantes eventos sobre construção sustentável no mundo, incluindo visitas técnicas a edifícios e escritórios relevantes, sempre com orientação e acompanhamento de especialistas no assunto.

Com a EcoBuilding Consulting, uma equipe de profissionais e empresas de elevada capacitação está à disposição para auxiliar, colaborar e desenvolver projetos e consultorias, envolvendo as diversas etapas e processos relacionados ao desenvolvimento de edifícios e cidades sustentáveis, em todo o Brasil.

Outras novidades serão ainda incorporadas. Ficaremos satisfeitos em receber sugestões ou indicações pelo contato@ecobuilding.com.br.

Não deixe de se cadastrar para receber o EcoBuilding News e manter-se informado sobre tudo o que acontece no mundo da sustentabilidade no Brasil e no exterior.

Recomendo que consulte sempre o EcoBuilding.com.br. Certamente encontrará algo de útil de interessante em Arquitetura e Construção Sustentável.

Até breve.

Arq. Antonio Macêdo Filho
mailto:mamacedo@ecobuiding.com.br